Diretor de Avatar diz que “mundo observa horrorizado” o incêndio da Amazônia



O diretor James Cameron, responsável pelos blockbusters “Titanic” e “Avatar”, tornou-se a mais recente celebridade de Hollywood a se manifestar sobre o incêndio descontrolado da floresta amazônica.

“O mundo observa horrorizado enquanto a Amazônia queima – com muitas das chamas iniciadas para abrir terra para o gado”, ele escreveu no Twitter, ao compartilhar uma reportagem da BBC sobre o número recorde de queimadas no Brasil. O artigo alerta para o crescimento de 84% de desmatamento na região amazônica desde que Jair Bolsonaro assumiu a presidência do país.

Cameron se juntou a diversos outros artistas de Hollywood, como Leonardo DiCaprio, Cara Delevingne, Jaden Smith, as cantoras Ariana Grande, Demi Lovato, Billie Eilish e Lauren Jauregui, entre outros, que foram às redes sociais chamar atenção mundial para o incêndio.

Convocado a se manifestar sobre o assunto, Bolsonaro teorizou que a repercussão faz parte de uma conspiração internacional para atacar o Brasil, incitada por ONGs de proteção ambiental, que perderam verba federal.

“Pode estar havendo, sim, pode, não estou afirmando, ação criminosa desses ‘ongueiros’ para chamar a atenção contra a minha pessoa, contra o governo do Brasil. Essa é a guerra que nós enfrentamos”, disse o presidente da República.

Bolsonaro acrescentou que seu “sentimento” é de que os incêndios criminosos têm o objetivo de enviar as imagens para o exterior. “O fogo foi tocado, pareceu, em lugares estratégicos. [Tem] imagens da Amazônia toda. Como é que pode? Nem vocês teriam condições de todos os locais estar tocando fogo para filmar e mandar para fora. Pelo que tudo indica, foi para lá o pessoal para filmar e tocaram fogo. Esse que é o meu sentimento”, afirmou.



Para Bolsonaro, essas ONGs representam “interesses de fora do Brasil”. “A questão da queimada na Amazônia, que no meu entender pode ter sido potencializada por ONGs, porque eles perderam grana, qual é a intenção? Trazer problemas para o Brasil”, repetiu o presidente, que gosta de se comparar ao desenho animado Johnny Bravo – um personagem extremamente idiota.


Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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