Bolsonaro se compara a Johnny Bravo como presidente do Brasil



O presidente Jair Bolsonaro criticou a imprensa e se comparou ao desenho animado Johnny Bravo durante um discurso cheio de palavrões realizado na segunda-feira (5/8) em Sobradinho, na Bahia.

“A campanha acabou para a imprensa. Eu ganhei! A imprensa tem que entender que eu, Johnny Bravo, Jair Bolsonaro, ganhou, p*rra! Ganhou, p*rra! Vamos entender isso. Vamos trabalhar junto pelo Brasil”, disse o homem com o cargo mais importante do país.

O personagem a quem Bolsonaro se comparou, com expressões de baixo calão de filmes como “Bruna Surfistinha”, é o mais narcisista e fútil da animação infantil. Johnny Bravo, que anda sempre de peito estufado, é aquele fanfarrão que tem a cara-de-pau de ligar para a polícia porque um homem bonito invadiu sua casa. Spoiler: é ele mesmo.

Tem mais. Ele mora com a mãe, que o trata como um garotinho, evita a vizinha, a pequena Suzy, faz aulas com o mestre Ranma, um professor de caratê que o considera seu pior aluno, e é o maior mulherengo, que ataca todas as mulheres e nunca se dá bem. A imagem passada pelo desenho é bem clara. Johnny é um cara que se acha irresistível, mas não passa de um idiota completo.

Concebido no meio da década de 1990 por Van Partible, um americano de origem filipina, o desenho do personagem foi exibido no Cartoon Network até 2004. Mas muitos dos artistas envolvidos na série original fizeram projetos mais importantes depois, como Seth MacFarlane, que criou “Uma Família da Pesada” (Family Guy), Craig Bartlett, que criou “Hey Arnold!”, e Amy Keating Rogers, que se tornou a principal roteirista de “As Meninas Superpoderosas”.



Além da citação no discurso, Bolsonaro ainda postou uma imagem do personagem para dar boa noite aos bolsominions de seu Twitter. Seus seguidores adoraram. Veja para crer abaixo. Mas atenção: o vídeo com palavrões é impróprio para fãs de “Johnny Bravo”.



Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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