Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA elege novo presidente


David Rubin foi eleito o novo presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos na noite de terça-feira (madrugada desta quarta no Brasil) pelo Conselho de Governadores da organização.

Ele é o primeiro diretor de elenco a ocupar o cargo de presidente da Academia. Com mais de 100 créditos em filmes e programas de televisão, Rubin trabalhou em sucessos e filmes premiados como “O Paciente Inglês”, “Homens de Preto”, “O Talentoso Ripley”, “Quatro Casamentos e um Funeral”, “O Casamento do Meu Melhor Amigo”, “Romeu + Julieta” e “Tomates Verdes Fritos”.

Ironicamente, o Oscar não premia o trabalho dos diretores de elenco, mas Rubin já tem dois prêmios Emmy por seu trabalho em produções televisivas – pelo telefilme “Virada no Jogo” e pela série “Big Little Lies”.

Rubin também é o primeiro homem assumidamente gay a presidir a instituição.


Os membros da diretoria da Academia podem servir até três mandatos consecutivos de três anos, mas o diretor de fotografia David Bailey, que encerra sua presidência, cumpriu apenas um, após um mandato controvertido, que incluiu a expulsão de Roman Polanski por uma condenação por estupro dos anos 1970, após vencer o Oscar por “O Pianista” em 2003, ao mesmo tempo em que buscou o arquivamento de uma denúncia de abuso sexual contra si mesmo.

O novo presidente será responsável por coordenar a premiação do Oscar 2020, que vai acontecer em 9 de fevereiro, em Los Angeles.



Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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