Crítica: Um Homem Fiel segue a tradição da nouvelle vague

“Um Homem Fiel”, de Louis Garrel (“Dois Amigos”), se inspira na tradição da nouvelle vague, lidando com um quarteto amoroso, formado por Abel (o próprio Garrel), Marianne (Laetitia Casta, mulher do ator), Paul (Joseph Engel) e Eve (Lily-Rose Depp, a filha de Johnny Depp).

Envolve separações, perda da mulher para o amigo, retorno no tempo, expectativas amorosas que vêm desde a meninice, suas alternativas, possibilidades e impedimentos. Nada de tão novo, exceto o foco na fidelidade masculina, mas o filme flui bem, envolve e trata de gente real. As relações amorosas, sob os mais diversos ângulos, sempre foram o forte do cinema francês.

O filme foi escrito pelo diretor e ator Louis Garrel, Florence Seyvos (“Camille Outra Vez”) e ninguém menos do que Jean-Claude Carrière (“A Bela da Tarde”, “A Piscina”, “A Insustentável Leveza do Ser”), um dos maiores roteiristas da história do cinema francês. E isso faz toda a diferença. O filme dá seu recado sem enrolar nem perder tempo, em apenas 75 minutos, bem aproveitados.

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