James Wan diz não entender cancelamento da série do Monstro do Pântano



O produtor James Wan finalmente abordou o cancelamento de “Swamp Thing”, a série do Monstro do Pântano. Em mensagem publicada no Instagram, o diretor de “Aquaman” e “Invocação do Mal”, que era produtor executivo da série, confirmou seu espanto com a decisão. Ele afirma não saber o que aconteceu.

“Realmente não sei ou entendo porque ‘Swamp Thing’ foi cancelada, mas posso falar isso: todo o elenco e equipe, e equipes de produção e roteiro derramaram seus corações nisso. Realmente estou orgulho do trabalho duro de todos. Assistam ao episódio 2 e imortalizem esses 10 episódios. O Monstro merece isso”.

Não é só James Wan que não sabe e não entende porque a série foi cancelada.

A WarnerMedia anunciou a decisão após a estreia do primeiro episódio e não deu informações sobre o motivo.

Embora alguns sites tenham embarcado numa especulação de problema contábil, esta informação foi desmentida pelo comitê estadual responsável por incentivar produções realizadas na Carolina do Norte.

O que é fato é que a WarnerMedia, formada após a compra da Time Warner pela empresa de telecomunicações AT&T, vem fechando vários serviços de streaming que existiam na companhia – como Drama Fever, voltado a séries sul-coreanas, e Machinima, com séries baseadas em games. O cancelamento de “Swamp Thing” indica que este deve ser o destino do pioneiro DC Universe.

É de conhecimento amplo que a WarnerMedia decidiu acabar com esforços de nicho para se concentrar numa única plataforma de grande porte, que será lançada entre o fim de 2019 e o começo de 2020, para concorrer com Netflix, Amazon, Disney+ e outras. Infelizmente, quase nada do que é atualmente produzido em paralelo deverá ser aproveitado no novo serviço, que será voltado ao gosto médio do grande público.

Esta decisão teria sido tomada muito antes da estreia da série do Monstro do Pântano. Em abril, a WarnerMedia mandou interromper a gravação dos episódios da série. Prevista para ter 13 capítulos, a 1ª temporada gravou apenas 10.

Na época, o fato gerou muitas especulações, mas nem a WarnerMedia nem a DC Universe emitiram um comunicado oficial para explicar a decisão. E o tema continua proibido. A revista The Hollywood Reporter chegou a perguntar diretamente a um dos criadores da série, Mark Verheiden (“Constantine”), sobre a interrupção, durante uma entrevista de divulgação, mas um representante da plataforma impediu que ele respondesse.



A lei de silêncio se estende ao destino da própria DC Universe. Não há declarações oficiais sobre o futuro da plataforma. Entretanto, uma fonte do jornal Star News, da pequena cidade de Wilmington, onde “Swamp Thing” estava sendo gravada, revelou que a interrupção dos trabalhos já seria consequência de discussões para encerrá-la. A pedidos da WarnerMedia, essa informação foi posteriormente retirada do site oficial da publicação.

Das outras duas atrações live-action lançadas até agora pela DC Universe, apenas “Titãs” (Titans) foi renovada para uma 2ª temporada. “Doom Patrol”, a série da Patrulha do Destino, encerrou sua 1ª temporada em 24 de maio e não tem seu futuro definido. E para complicar ainda mais a situação, a plataforma ainda possui uma série inédita prevista para 2020: “Stargirl”, que já está sendo gravada – além de um desenho animado da Arlequina, em fase avançada de desenvolvimento.

A série do Monstro do Pântano foi criada pelos roteiristas Mark Verheiden e Gary Dauberman (“It: A Coisa”), tinha produção de James Wan e incluía entre seus diretores o cineasta Len Wiseman (criador da franquia “Anjos da Noite”).

O elenco era formado por Crystal Reed (que interpretou Sofia Falcone em “Gotham”), Andy Bean (o Stanley adulto de “It: A Coisa, Capítulo 2”), Derek Mears (o Jason da franquia “Sexta-Feira 13”), Virginia Madsen (“Designed Survivor”), Will Patton (“Falling Skies”), Kevin Durand (“The Strain”), Jennifer Beals (“The L Word”), Maria Sten (“Straight Outta Compton”), Jeryl Prescott (“The Walking Dead”), Henderson Wade (“Extant”), Leonardo Nam (“Westworld”) e Adrienne Barbeau (que estrelou o filme do “Monstro do Pântano” de 1982).


Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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