Netflix vai produzir série sobre os crimes do apresentador de TV Wallace Souza
A Netflix anunciou a produção de uma série documental sobre Wallace Souza, ex-apresentador de TV e deputado, que foi preso por orquestrar mortes e produzir cenas de crime para passar em seu programa na televisão. Apesar do tema, o projeto não é brasileiro, mas das produtoras britânicas Caravan e Quicksilver. O título original também é em inglês, “Killer Ratings”, uma expressão de duplo sentido que se refere a números “matadores” (altos) de audiência, mas também um trocadilho com assassinatos. Wallace Souza chamou atenção com o programa “Canal Livre”, que apresentava em Manaus. A atração ganhou fama por encontrar cenas de crime e exibi-las antes de a polícia ter chegado ao local – como no filme “O Abutre”. Após investigação, Souza passou a ser acusado de encomendar mortes e criar cenas de crime, com o intuito exclusivo de mostrá-las no programa. Um ex-segurança do apresentador o acusou de ser chefe de uma organização criminosa. O apresentador também foi deputado, mas acabou cassado no final de 2009 e expulso do PP depois de ser acusado pela Polícia Civil de mandar matar traficantes de drogas para aumentar a audiência de seu programa de TV. Acabou preso por suspeita de ligações com crimes, incluindo formação de quadrilha, tráfico de drogas e homicídio. Durante sua defesa, alegou inocência. Souza morreu em 2010, vítima de parada cardíaca e infecção generalizada. A produção de “Killer Ratings” entrevistou pessoas ligadas ao programa de Souza, amigos, parentes e fontes policiais, e promete mostrar cenas inéditas do “Canal Livre”. A direção é de Daniel Bogado, que já ganhou diversos prêmios por seus documentários para o Channel 4 britânico, especializando-se na cobertura de conflitos africanos. “O que eu achava que sabia sobre Wallace Souza se mostrou ser só o ponto de partida de uma história extraordinária. Quando procuramos a fundo, vimos que os eventos eram de deixar queixos caídos, dignos de um roteiro de Hollywood”, afirmou Bogado. A série documental terá sete episódios e ainda não possuiu previsão de estreia.
Fim do Mundo: Netflix divulga trailer de filme “influenciado” por Stranger Things
A Netflix divulgou o pôster, 10 fotos e o trailer legendado da aventura apocalíptica “Fim do Mundo” (Rim of the World). A prévia mostra quatro pré-adolescentes usando suas bicicletas para fugir de um ataque de demodogs. Mas não se trata da 3ª temporada de “Stranger Things”. O vídeo é apenas sinal de que a plataforma já “influencia” a si mesma. A trama, na verdade, é um mashup de “Stranger Things” com “Guerra dos Mundos”. Os adolescentes estão em um acampamento de férias quando alienígenas invadem a Terra e, em meio a discos voadores, raios lasers e outros clichês, acabam assumindo a missão de salvar a humanidade. Essa “masharoca” é assinada por Zack Stentz (“Thor”, “X-Men: Primeira Classe”) e traz em seu elenco-mirim as crianças Jack Gore (“Roda Gigante”), Miya Cech (“Mentes Sombrias”), Benjamin Flores Jr. (“Game Shakers”) e Alessio Scalzotto (“Genius”), enquanto Annabeth Gish (“A Maldição da Residência Hill”), Lynn Collins (“X-Men Origens: Wolverine”), Dean Jagger (“Warrior”), Andrew Bachelor (“Para Todos os Garotos que Já Amei”), Tony Cavalero (“School of Rock”) e Michael Beach (“The 100”) compõem o elenco adulto. O longa é uma nova parceria entre a Netflix e o cineasta McG (“O Exterminador do Futuro: A Salvação”), que dirigiu “A Babá” (2017) para o serviço de streaming. A estreia está marcada para 24 de maio em streaming.
Ministro assina cota de tela para o cinema nacional após polêmica dos Vingadores
O ministro da Cidadania, Osmar Terra, assinou nesta segunda (6/5) a cota de tela de 2019 para o cinema brasileiro. Trata-se da regra que obriga cinemas brasileiros a exibirem um percentual de filmes nacionais todo ano. A assinatura aconteceu após protelação de cinco meses – todo o tempo do governo Bolsonaro – e vem no bojo da controvérsia envolvendo a estreia de “Vingadores: Ultimato”, que ocupou mais de 80% das salas totais disponíveis no Brasil em sua estreia, no fim do mês passado. A assessoria do ministro confirmou a assinatura da cota para a imprensa, mas não informou números – a quantidade mínima de dias em que as salas do país serão obrigadas a exibir produções nacionais. De todo modo, a regra deve ser publicada no Diário Oficial da União ainda nesta semana. A cota para o cinema nacional foi regulada por uma medida provisória de 2001, que determina multa de 5% sobre a receita bruta média diária de qualquer sala que descumprir a regra. Os valores da cota anual costumam ser estabelecidos no mês de dezembro. Mas isso não aconteceu em 2018 e levou cinco meses para o Ministério da Cidadania perceber os efeitos causados pelo vácuo legal. A distribuição predatória de “Vingadores: Ultimato” foi tão polêmica que a Ancine (Agência Nacional do Cinema) convocou na última sexta (3/5) uma reunião com exibidores para tratar do tema. Mas, como tem sido o Estado das coisas em 2019, o encontro virou briga em torno de outro problema: a paralisação de investimento da própria Ancine no cinema nacional.
The Walking Dead: Norman Reedus revela início das gravações da 10ª temporada
As gravações da 10ª temporada de “The Walking Dead” já começaram. A informação foi compartilhada pelo ator Norman Reedus, intérprete de Daryl, que divulgou em seu Instagram uma foto de bastidores do primeiro dia no set de Atlanta. A imagem traz os assentos de Daryl e Carol (Melissa McBride), que voltam a contracenar nos novos capítulos, após a mudança de ambos para a mesma comunidade. A produção deve durar até o segundo semestre. Ainda não há previsão para a estreia da 10ª temporada, mas geralmente o canal pago AMC reserva o mês de outubro para a série. Os próximos capítulos marcarão a despedida de outro personagem central da trama. Michonne, interpretada por Danai Gurira, terá participação diminuída até sair da história, como aconteceu com Rick (Andrew Lincoln) e Maggie (Lauren Cohan) na temporada passada. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Fox. Visualizar esta foto no Instagram. Day 1 ? Uma publicação compartilhada por norman reedus (@bigbaldhead) em 6 de Mai, 2019 às 8:31 PDT
Janelle Monae vai assinar a trilha da nova versão de A Dama e o Vagabundo
A Disney convocou Janelle Monae para trabalhar na trilha sonora de sua nova versão de “A Dama e o Vagabundo”. Segundo o site da Variety, Monae e seu coletivo artístico Wondaland vão gravar novas versões de três músicas do clássico animado de 1955, incluindo uma faixa bastante polêmica: “A Canção dos Gatos Siameses” (no original, “The Siamese Cat Song”). Considerada um retrato racista da cultura asiática, a música acompanha uma dupla de gatos siameses que atormenta a protagonista, a cachorrinha Dama, após serem levados para a casa da família humana com quem ela vive. O remake live-action da animação clássica será lançado exclusivamente no serviço de streaming do estúdio, o Disney+ (Disney Plus), que estreia em 12 de novembro nos Estados Unidos. Além de trabalhar na trilha sonora, Monae vai dublar uma personagem no filme: Peg, uma das cachorrinhas de rua que a Dama (Lady, em inglês) conhece quando é levada para o canil. A escalação vai unir Janelle com sua namorada, a atriz Tessa Thompson (“Thor: Ragnarok”), que dubla a protagonista. O resto do elenco de dubladores inclui Justin Theroux (“The Leftovers”) como o vira-lata Vagabundo, Benedict Wong (“Doutor Estranho”) como Bull, um buldogue inglês, e Ashley Jensen (“Extras”) como uma cachorrinha Terrier escocesa chamada Jackie – no desenho de 1955, o personagem era um cachorro chamado Jock. Já os donos humanos da Dama serão interpretados, em carne e osso, por Thomas Mann (de “Kong: A Ilha da Caveira”) e Kiersey Clemons (“Dope: Um Deslize Perigoso”). No clássico animado de 1955, a Dama acaba na rua depois que seus donos têm um bebê. Ela é salva de uma matilha raivosa pelo Vagabundo, que lhe mostra que ser um cão sem coleira pode ser divertido. O filme apresenta uma das cenas mais icônicas da Disney: um jantar de espaguete romântico realizado em um beco, que inclui um dos beijos mais famosos da história do cinema. A nova versão tem roteiro de Andrew Bujalski, um cineasta indie premiado com o troféu John Cassavettes (para filmes feitos por menos de US$ 500 mil) no Spirit Awards 2013 pela comédia “Computer Chess”, e a direção está a cargo de Charlie Bean, responsável pela animação “Lego Ninjago: O Filme”.
George Lucas revela que Peter Mayhew mudou a concepção de Chewbacca
O criador da franquia “Star Wars”, George Lucas, escreveu um tributo para o seu amigo Peter Mayhew, intérprete de Chewbacca que morreu na semana passada, aos 74 anos. Publicado nesta terça (6/5) pela revista The Hollywood Reporter, o texto afirma que o ator foi responsável por mudar a concepção original do personagem, transformando Chewbacca na criatura adorada pelos fãs da galáxia distante da Lucasfilm. “Originalmente, minha visão de Chewie era a de uma fera indomável, mas o personagem que Peter criou não era nada disso. Não importa o quanto ele tentasse, ele não conseguia ser uma fera. Ele era o cara que seria o seu melhor amigo até se enfurecer com você, e só daí ele te daria medo”, descreveu Lucas. “Ele era um gigante gentil. Era como os meus cachorros: Eles são ótimos, são fofos, são maravilhosos – até que você tente tirar a comida deles”, acrescentou. Lucas contou como o ator foi escalado para o papel, lembrando que o contratou assim que ele se levantou para comprimenta-lo. “Eu precisava de alguém muito, muito alto para interpretar um Wookie”, descreveu Lucas. “Estávamos achando difícil encontrar alguém assim na Inglaterra, onde filmei a maioria dos meus longas. Eu disse: ‘Isso é uma loucura, onde estão os jogadores de basquete?’. Mas, depois de muitos meses e tentativas, meu diretor de elenco disse: ‘Achei um!'”. Mayhew tinha mais de 2,10 metros de altura, mas não era jogador de basquete. Ele foi descoberto em seu trabalho como atendente de hospital em uma cidade do interior da Inglaterra. “Eu cheguei para a minha reunião com ele, e assim que ele se levantou, eu disse: ‘O trabalho é seu'”. Apesar da altura, Mayhew teve que usar sapatos de salto alto em suas primeiras cenas como Chewbacca, porque o personagem deveria ter ao menos 2,25 metros segundo o roteiro. “Então, quando ‘Star Wars’ ganhou fama e ele começou a ir para convenções, Peter percebeu que conseguiria ganhar a vida só com suas aparições públicas em eventos deste tipo. Ele era um cara gentil, doce. Era fácil gostar dele. Ele era mais como um Wookie do que eu poderia imaginar”, completou.
YouTuber Austin Jones é condenado a 10 anos de prisão por pornografia infantil
O youtuber e cantor americano Austin Jones foi condenado a dez anos de prisão por induzir menores, solicitar e receber pornografia infantil. Ele já havia se declarado culpado em fevereiro, quando admitiu ter incitado seis fãs de cerca de 14 anos a enviarem vídeos sexualmente explícitos entre 2016 e 2017. “A produção e o recebimento de pornografia infantil são ofensas extraordinariamente graves que ameaçam a segurança de nossos filhos e comunidades. As ações de Jones tiraram algo de suas vítimas e de suas famílias que eles nunca conseguirão recuperar”, disse a promotora Katherine Neff Welsh nos autos do julgamento, que aconteceu em Illinois, nos Estados Unidos. Austin Jones admitiu ter trocado mensagens com fãs em que pedia para que elas provassem ser suas fãs, enviando vídeos com conteúdo sexual para ele. Ele ainda prometia ajudá-las a ganhar mais seguidores no Instagram caso mandassem o conteúdo. De acordo com registros do tribunal, citados pela revista People, ele pediu a duas das garotas identificadas na investigação como ‘vítima A’ e ‘vítima B’ que rebolassem para a câmera, com seus genitais à mostra, repetindo quantos anos tinham. “Você tem que fazer uma introdução para o vídeo. No começo, chegue bem perto e diga: ‘ei, Austin, aqui é [nome] e esta ‘b*nda’ tem [idade] anos. Depois balance por 30 segundos. Entendeu?”, disse Austin. Ambas as garotas, de 14 anos, teriam aceitado o pedido e mandado o material. “Que incrível seria para você! Ter o seu cantor favorito espancando sua b*nda. Se você tiver sorte, quem sabe eu deixo você me ch*par”, afirmou ainda ele, segundo a publicação. O influenciador digital admitiu também ter tentado coagir menores em outras 30 ocasiões, através do Facebook, pedindo vídeos e fotos pornográficas. Em 2015, quando as primeiras acusações vieram à tona na internet, ele fez um anúncio em vídeo admitindo que teria pedido vídeos para suas fãs que estariam ‘apenas dançando’. “Não é algo do qual me orgulhe, não é algo que acredite que esteja certo e eu não deveria ter feito”, afirmou na gravação. Hoje com 26 anos, ele tinha 530 mil assinantes em seu canal, em que costumava publicar versões de músicas à capela, que foram vistos mais de 41 milhões de vezes. Após o escândalo, o canal do cantor foi banido pelo YouTube.
Vingadores: Ultimato já foi visto por mais de 12 milhões de pessoas no Brasil
Uma semana após ter registrado a maior estreia de todos os tempos no Brasil – resultado da maior distribuição da História, com a ocupação de 80% dos cinemas – , “Vingadores: Ultimato” já se tornou o filme mais assistido de 2019 no território nacional. Só no dia da estreia, em 25 de abril, 1,6 milhão de pessoas fizeram filas para assistir ao filme. Ao final do primeiro fim de semana, o número chegou em 3,3 milhões de pessoas – estreia recorde no país. Agora, após 11 dias de exibição, “Vingadores: Ultimato” já soma 12,4 milhões de ingressos vendidos no mercado brasileiro. E continua lotando cinemas. Em seu segundo fim de semana em cartaz, o filme rendeu mais R$ 61,9 milhões, atingindo R$ 223,2 milhões na bilheteria nacional. Os números são da empresa especializada comScore. O sucesso é mundial. Em menos de duas semanas, “Vingadores: Ultimato” faturou US$ 2,18 bilhões, passou “Titanic” e se tornou a 2ª maior bilheteria da História do cinema. Por enquanto, o filme só perde para “Avatar” – algo que pode mudar em pouco tempo.
Atriz de Jogos Vorazes vai estrelar série musical do diretor de La La Land
A atriz Amandla Stenberg, conhecida pelo primeiro “Jogos Vorazes” (2012) e o drama “O Ódio que Você Semeia” (2018), será a protagonista feminina da série “The Eddy”, criada pelo cineasta Damien Chazelle (“La La Land”) para a Netflix. Ela se junta ao ator Andre Holland (de “Moonlight” e da série “Castle Rock”) no elenco da atração, desenvolvida por Chazelle em parceria com o escritor britânico Jack Thorne (criador da série “The Last Panthers” e roteirista de “Extraordinário”). A Netflix venceu uma concorrência com outras plataformas e canais pelos direitos da produção, que vai girar em torno de um clube de jazz de Paris. A série irá explorar a relação entre os donos da casa noturna, sendo um americano e o outro um francês descendente de árabes. O personagem de Holland é o sócio americano, chamado Elliot Udo, que foi um célebre pianista de jazz em Nova York, mas agora está em Paris, escondendo-se de todos num clube de jazz falido, até sua filha adolescente reaparecer em sua vida e obrigá-lo a enfrentar seus problemas. Amandla Stenberg viverá a filha, chamada Julie. A produção também confirmou Tahar Rahim (“O Profeta”, “O Passado”) como o sócio francês do clube e a atriz polonesa Joanna Kulig – que voltará a demonstrar os dotes vocais vistos em “Guerra Fria” (2018) – no papel de Maja, um cantora num relacionamento instável com Elliot. As gravações serão realizadas na França, com diálogos em francês, inglês e árabe. Além de produzir, Chazelle irá dirigir dois dos oito episódios da 1ª temporada. Já as músicas serão compostas por Glen Ballard, seis vezes premiado com o Grammy, e produtor dos discos “Jagged Little Pill”, de Alanis Morissette, e “Bad”, de Michael Jackson. “The Eddy” também contará com Alan Poul, produtor das séries “The Newsroom” (2012) e “Westworld” (2006), como showrunner. Ainda não há previsão para a estreia.
Atriz de Boardwalk Empire surta e é internada em hospital
A atriz Paz de la Huerta, que ficou conhecida pela série “Boardwalk Empire”, o drama erótico “Viagem Alucinante” (2009) e o terror “Nurse – A Enfermeira Assassina” (2013), foi hospitalizada após intervenção policial. Segundo o site TMZ, o serviço de emergência de Nova York foi acionado após a atriz manifestar tendências suicidas. Ela é uma das mulheres que processou o produtor Harvey Weinstein por assédio e abuso sexual. Autoridades ouvidas pelo TMZ informaram que ela estava em um prédio na Upper West Side no fim da tarde de domingo (5/5), quando uma pessoa ligou para o 911 citando uma pessoa “perturbada emocionalmente” e aparentando ter intenções de cometer suicídio. Ela teria se trancado em uma sala e gritado, pedindo a presença da polícia de Nova York e atendimento médico. Com a chegada das equipes de resgate, a atriz foi levada para um hospital. Paz teve a carreira afetada por vários escândalos, que a confinaram ao mercado ultra-indie. Entre suas polêmicas, incluem-se um strip-tease gratuito numa festa em 2007, uma entrevista nua para uma revista em 2010, topless durante um show de Lana del Rey em 2011, ser barrada da festa do Globo de Ouro de 2011 por estar bêbada demais, declarar de ter tido um orgasmo com o fantasma de Elvis Presley, jogar um copo contra uma estrela de reality da MTV, perder processo contra os produtores de “Nurse”, que decidiram dublar sua voz no filme por conta da performance ruim, etc, etc. Ela também é uma das mulheres que acusaram Harvey Weinstein de abuso sexual. A atriz afirmou ter sido estuprada duas vezes pelo produtor em 2010, que se aproveitou do fato dela estar bêbada, e deu entrada num processo civil no ano passado. Weinstein deve ser julgado em setembro por assédio e abuso sexual, mas na esfera criminal e por outros casos, sem relação à queixa da atriz.
Roteirista de Cavaleiro das Trevas fará remake do terror Hellraiser
Depois dos recentes “Cemitério Maldito”, “Suspiria”, “Além da Morte”, “Poltergeist” e “Carrie”, Hollywood prepara mais um remake de terror clássico. A produtora Spyglass anunciou a contratação do roteirista David S. Goyer (de “Batman: O Cavaleiro das Trevas”) para escrever uma nova versão de “Hellraiser”, obra cultuadíssima do escritor/cineasta Clive Barker de 1987. O mais curioso nessa onda de refilmagens é que, com a exceção de “Cemitério Maldito”, os remakes tem dado prejuízo. Mas este foi o projeto escolhido pela Spyglass para marcar sua volta à atividade, após hiato de seis anos – desde o fracasso de “G.I. Joe: Retaliação” (2013), em que foi coprodutora com vários estúdios. O novo Hellraiser está sendo descrito de forma esquizofrênica pela produtora: como “uma reimaginação” que é “fiel” ao original. Em comunicado, Goyer se disse fã do escritor Clive Barker e agradeceu “a chance de reimaginar Pinhead e os Cenobitas para um novo público”, prometendo “algo sombrio e visceral”. O filme original, baseado no livro “The Hellbound Heart” (“Hellraiser – Renascido do Inferno”, no Brasil), acompanhava um homem chamado Frank (Sean Chapman), que em busca de prazeres proibidos encontra um artefato capaz de abrir uma porta para outra dimensão e tem seu corpo dilacerado por anjos do inferno (os cenobitas). A partir daí, sua amante Julia (Clare Higgins) faz de tudo para libertá-lo do inferno, praticando rituais sinistros sem que sua família desconfie de seus planos. Até que sua sobrinha Kirsty (Ashley Laurence) encontra o artefato maldito e, sem querer, acaba invocando os cenobitas. O lançamento de “Hellraiser” causou enorme impacto com sua mistura de sadomasoquismo, inferno, pactos demoníacos, artefato maldito, ultraviolência gore e criaturas de pesadelos – entre elas, o fantástico Pinhead, um cenobita que tem a cabeça inteira coberta por alfinetes. Virou um dos marcos do terror da década de 1980. A história original ganhou uma continuação oficial em 1988, escrita pelo próprio Barker, mas o sucesso tirou a franquia das mãos de seu criador, resultando em filmes cada vez mais fracos e distantes do clima original – assim como Jason, de “Sexta-Feira 13”, Pinhead também foi parar até numa nave espacial. Ao todo, nove filmes foram lançados, mas os cinco últimos saíram direto em DVD.
Engavetado nos EUA, novo filme de Woody Allen será lançado na Itália
Engavetado pela Amazon Studios, o filme “A Rainy Day in New York”, de Woody Allen, vai ganhar lançamento na Itália — e, possivelmente, em outros países europeus. Segundo a revista americana Variety, a distribuidora Lucky Red fechou negócio para distribuir o longa e prevê um lançamento para a primeira semana de outubro. A data gera especulações de que o longa pode ter première mundial em setembro no Festival de Veneza. O filme estrelado por Timothée Chalamet (“Me Chame pelo Seu Nome”), Selena Gomez (“Spring Breakers”), Elle Fanning (“Espírito Jovem”) e Jude Law (“Capitã Marvel”) é uma comédia romântica. A sinopse não foi divulgada, mas se sabe que a trama gira em torno de dois jovens que chegam a Nova York para passar um fim de semana. Rumores sugerem ainda que um homem mais velho, interpretado por Law, terá um relacionamento com uma adolescente, interpretada por Fanning, que tinha 19 anos durante a produção. “A Rainy Day in New York” foi concluído em 2018, mas a Amazon se recusou a lançá-lo nos cinemas após pagar sua produção. O estúdio desistiu do filme devido à repercussão da campanha da filha do diretor, Dylan Farrow, que aproveitou o movimento #MeToo para desenterrar acusações contra o cineasta. Ela afirma ter sido molestada quando criança por Allen, há cerca de três décadas. O diretor nega tudo e acusa sua ex, Mia Farrow, de lavagem cerebral. Outro de seus filhos, Moses Farrow, confirma a versão de Allen, que não foi condenado quando o caso foi levado tribunal em 1990, durante a disputa da guarda das crianças, e nunca foi acusado de abuso por nenhuma atriz com quem trabalhou ao longo de meio século de carreira. Mas nada disso faz diferença para a opinião pública. Dylan prometeu, em entrevista televisiva, que iria acabar com a carreira de Woody Allen. E cumpriu. Ao perceber que a Amazon não lançaria o filme nem cumpriria o acordo que previa produções de novos longas, o diretor abriu um processo contra a empresa, pedindo pelo menos US$ 68 milhões por quebra de contrato e indenização por pernas e danos. A Amazon contra-atacou citando comentários inadequados de Allen sobre o movimento #MeToo, junto com declarações públicas de vários atores que disseram que lamentavam trabalhar com ele como prova de que seria impossível lucrar com seus filmes. A campanha de Dylan também afetou a carreira de Allen no setor editorial. Na semana passada, uma reportagem do New York Times afirmou que quatro grandes editoras recusaram-se a publicar um livro de memórias do cineasta. Mas embora os Estados Unidos tenha lhe virado as costas, a Europa parece disposta a lhe conceder o benefício da dúvida. Além do lançamento de seu último filme na Itália, o cineasta está desenvolvendo uma nova produção, que será bancada pela produtora espanhola Mediapro e rodada em Barcelona, como “Vicky Cristina Barcelona” (2008), um dos maiores sucessos recentes do diretor.
Elle Fanning vira cantora no trailer legendado de Espírito Jovem
A Diamond divulgou o trailer legendado de “Espírito Jovem” (Teen Spirit), drama indie em que Elle Fanning (“O Estranho que Nós Amamos”) vive uma aspirante a cantora pop. Na trama, ela interpreta Violet, uma adolescente britânica que sonha com o estrelato musical como uma maneira de escapar da vida rural na Ilha de Wight. Com a ajuda não convencional de um aspirante a empresário (Zlatko Buric, de “Contra o Tempo”), ela decide entrar em uma competição de calouros ao estilo de “American Idol”, algo que a testará em todos os aspectos. Fanning chamou a atenção da crítica por usar sua própria voz para cantar no filme e surpreendeu pelo talento vocal demonstrado, que sugere uma carreira paralela em potencial. A música que ela canta no trailer é “Light”, da cantora Ellie Goulding. E o trailer avisa que ela também vai cantar músicas de Robyn, Tegan & Sara, Annie Lennox e outros artistas. Além de Fanning e Buric, o elenco ainda destaca Rebecca Hall (“Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas”), Millie Brady (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) e Elizabeth Berrington (“Na Mira do Chefe”). O roteiro e a direção são de outro jovem talento que até então era conhecido apenas como ator: Max Minghella (de “The Handmaid’s Tale”), em sua estreia atrás das câmeras – após ter se aventurado como roteirista em “A Nona Vida de Louis Drax” (2016). Max é filho do premiado cineasta Anthony Minghella, vencedor do Oscar por “O Paciente Inglês” (1996), que, por sinal, nasceu na Ilha de Wight. A première mundial aconteceu no Festival de Toronto 2018 e a estreia comercial se deu no mês passado nos Estados Unidos. O lançamento no Brasil, porém, ainda vai demorar: foi marcado apenas para 20 de junho.









