Fiasco do Fyre Festival vai virar drama do diretor de Três Estranhos Idênticos


O fiasco do Fyre Festival vai virar drama de ficção, após render dois documentários lançados em streaming (pela Netflix e a Hulu) e inspirar a produção de uma comédia ainda inédita.

O filme será basado numa reportagem sobre o evento musical, publicada pela revista Vanity Fair, e marcará a estreia como diretor de ficção de Tim Wardle, premiado neste ano pelo Sindicato dos Diretores dos EUA por seu documentário “Três Estranhos Idênticos”.

A reportagem será adaptada por Emily Jerome, em seu primeiro trabalho na indústria cinematográfica como roteirista. O texto original, escrito por Bryan Burrough, detalha tudo o que deu errado e as diversas bizarrices de um dos projetos mais ambiciosos — e desastrosos — dos últimos anos.


A fama do festival teve início antes de sua realização. Em 2017, celebridades promoviam o evento no Instagram como uma festa de alto padrão que seria realizada em uma ilha paradisíaca nas Bahamas. No entanto, o que se viu foi o oposto do paraíso na terra. A falta de organização fez com que o festival tivesse que ser interrompido, com o público perdido no lugar, em alojamentos precários – destruídos pela chuva tropical – e comida insuficiente.

O escândalo foi tanto que um dos principais organizadores do evento, Billy McFarland, está cumprindo seis anos de cadeia por fraude. Mas o processo ainda não acabou e pode envolver até as top models que divulgaram o evento em suas redes sociais – entre elas, Kendall Jenner, Bella Hadid, Hailey Baldwin e a brasileira Alessandra Ambrósio.



Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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