Netflix vai produzir continuação de Para Todos os Garotos que Já Amei
A Netflix vai produzir uma sequência do sucesso adolescente “Para Todos os Garotos que Já Amei”. De acordo com uma reportagem da revista The Hollywood Reporter, a sequência será o primeiro projeto da plataforma de streaming em sua parceria com a Paramount. Há duas semanas, o estúdio firmou contrato para produzir filmes diretamente para a Netflix. “Para Todos os Garotos que Já Amei” foi originalmente produzido para os cinemas pela Awesomeness, uma divisão da Paramount, mas acabou adquirido pela Netflix e se tornou um dos maiores sucessos do ano na plataforma. O longa estrelado por Lana Condor e Noah Centineo é inspirado em uma trilogia de livros assinada por Jenny Han. As continuações literárias são intituladas “P.S.: Ainda Amo Você” e “Agora e Para Sempre, Lara Jean”. E provavelmente o terceiro livro também terá adaptação. A data de estreia do segundo filme ainda não foi definida. Vale lembrar que os contratos do elenco não previam continuações e terão que ser renegociados individualmente.
Netflix vai produzir séries animadas baseadas nos clássicos Matilda e A Fantástica Fábrica de Chocolate
A Netflix anunciou que irá transformar os clássicos infantis “Matilda” e “A Fantástica Fábrica de Chocolate” em séries animadas. A empresa de streaming fechou contrato com a Roald Dahl Story Company, responsável pelos direitos das obras do escritor Roald Dahl, para produzir séries e especiais baseados em suas obras. Além das citadas, o projeto inclui adaptações de “Charlie e o Grande Elevador de Vidro”, que volta a companhar o protagonista de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, “Os Pestes”, “O Bom Gigante Amigo” e muitos outros livros. A viúva do escritor, Felicity Dahl, celebrou a parceria. “Nossa missão é levar para o maior número de crianças possível a experiência da magia singular e das mensagens positivas das histórias de Roald Dahl. Essa parceria com a Netflix marca um movimento significativo que possibilitará isso, e é um novo capítulo animador para a Roald Dahl Story Company. Sei que Roald ficaria emocionado”, disse, em comunicado oficial. O primeiro projeto deve começar a ser produzido em 2019. As datas de estreia ainda não foram definidas.
Remake da série animada dos Cavaleiros do Zodíaco ganha pôster nacional
A Netflix divulgou o poster nacional do remake da série de “Os Cavaleiros do Zodíaco”, revelando o visual do protagonista Seiya em versão computadorizada. A nova versão está sendo produzida em parceria com a Toei Animation, responsável pela série clássica, e contará a mesma história do anime clássico. Mas a proposta de usar CGI garante que o visual será bem diferente daquele que os fãs lembram. A produção terá 12 novos episódios, com direção de Yoshiharu Ashino. Ele foi o animador da cultuada minissérie “Armitage III” (1995) e de “Tigrão – O Filme” (2000), da Disney, além de ter comandado o reboot de “Thundercats” (2011–2012). Já os roteiros são de Eugene Son (séries “Os Vingadores Unidos” e “Ultimate Homem-Aranha”). Intitulada em português “Os Cavaleiros do Zodíaco: Saint Seiya”, a série será lançado em 2019, em data ainda não divulgada.
Versão animada de Ultraman ganha primeiro trailer
A Netflix divulgou dois pôsteres e o primeiro trailer da nova série animada de “Ultraman”, que é continuação do programa clássico do “super-herói” japonês dos anos 1960. Fenômeno internacional, “Ultraman” foi a segunda série a cores produzida pela TV japonesa. Lançada em 1966, a atração original foi pioneira do subgênero de Tokusatsu (séries com efeitos visuais) conhecido como “Kyodai Hero”, em que um herói era capaz de se tornar gigante para enfrentar monstros colossais. O efeito especial, no caso, era mostrar dois atores fantasiados brigando. As brigas entre Ultraman e o kaiju da semana tornaram-se um fenômeno cultural, rendendo dezenas de sequências, derivados, cópias, seguidores e paródias. O herói que batia em monstros só foi chegar ao Brasil nos anos 1970, mas enjoou de tanto reprisar na Record, SBT, Band e até em canais que não existem mais, como Tupi e Manchete. A nova série é uma continuação direta do programa original, acompanhando Shinjiro, o filho de Shin Hayata, que foi o Ultraman dos anos 1960. A prévia da Netflix, que apresenta a luta do herdeiro de Hayata contra um impostor que se diz Ultraman, serve de alegoria para a profusão de personagens criados posteriormente na chamada saga “Ultra”. Na trama, anos se passaram desde a última aparição de Ultraman, o que levara a humanidade a acreditar que ele tinha voltado ao espaço depois de derrotar os alienígenas monstruosos que invadiram a Terra. Entretanto, a chegada de novos invasores, Hayata revela seu segredo a seu filho, preparando-o para assumir seu legado como o novo Ultraman. A série foi desenvolvida pela Production I.G., produtora de “Ghost in the Shell: Stand Alone Complex”, em parceria com a Sola Digital Arts, de “Appleseed Alpha”. São duas escolas bem diferentes de animação, que se combinam para dar nova vida ao clássico, criado como uma junção de computação gráfica e desenho tradicional, com direção de Kenji Kamiyama (de “Cyborg 009”) e Shinji Aramaki (de “Appleseed Alpha”). A estreia está marcada para 1 de abril em streaming
Rilakkuma e Kaoru: Animação em stop-motion japonesa ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o primeiro trailer legendado de “Rilakkuma e Kaoru”. A nova animação japonesa se diferencia das outras ofertas do gênero por usar maquetes, massinhas e a técnica do stop-motion. A série animada foi produzida para comemorar os 15 anos do ursinho Rilakkuma. Mas não é adaptação de nenhum mangá. Trata-se de um derivado de outro tipo de cultura popular no Japão. Criado por Aki Kondo como um projeto de marketing, Rilakkuma tornou-se um dos maiores sucessos da empresa San-X, que cria designs de bichos fofinhos para explorar comercialmente. Ao estilo de Hello Kitty, o personagem ilustra inúmeros produtos – de cadernos a livros infantis ilustrados. Na série, Rilakkuma é supostamente alguém fantasiado de ursinho, que apareceu um dia para morar com um mulher chamada Kaoru. Ele passa seus dias no apartamento, enquanto Kaoru trabalha num escritório. Embora tenha um zíper em suas costas, ninguém nunca o viu sem a fantasia. O que está lá dentro é um mistério. Comilão, ele tem como companhia um pequeno filhote de urso branco chamado Korilakkuma, que também apareceu do nada na casa de Kaoru. “Rilakkuma e Kaoru” estreia em 19 de abril em streaming.
Neon Genesis Evangelion: Netflix vai distribuir no Brasil o melhor anime de todos os tempos
A Netflix anunciou uma nova leva de animes em seu catálogo internacional. E um dos destaques é um velho conhecido dos fãs do gênero, o clássico “Neon Genesis Evangelion”, que é considerada a melhor série animada japonesa de todos os tempos. Para dar dimensão da sua relevância, “Evangelion” costuma ser comparado a dois desenhos feitos para o cinema, “Akira” e “Ghost in the Shell”. Com uma grande diferença: é 100% original. Isto é, não foi adaptado de um mangá – ao contrário, inspirou um mangá. Criada por Hideaki Anno em 1995, a série teve 26 episódios que acompanhavam a história de um trio de adolescentes escolhidos para pilotar robôs gigantescos, os EVA, com a função de defender uma Tóquio futurista de violentas criaturas alienígenas, chamadas de Anjos. A trama combinava ação, melodrama e metafísica, apostando no desenvolvimento dos personagens com crises existenciais e culminando num mergulho na metalinguagem em seu final maluco, que até hoje rende discussões. Tanto é que foi refeito no filme “The End of Evangelion”, em 1997. Entre outras coisas, seu impacto redefiniu o subgênero sci-fi dos mecha (robô gigantes pilotáveis), influenciando tudo o que veio depois, inclusive a franquia americana “Círculo de Fogo”. E continuou tão memorável que, uma década depois, Hideaki Anno resolveu refilmar toda a história para o cinema, lançando três longa-metragens muito bem sucedidos entre 2007 e 2012. O quarto e último é esperado com ansiedade para 2020. A série é obrigatória para quem é fã de sci-fi. Quem não conhece, pode ter uma mostra no trailer abaixo, disponibilizado pelo serviço de streaming. A estreia na Netflix vai acontecer em 2019, em data ainda não divulgada.
Remake do Rei Leão terá um dos menores mamíferos do mundo como personagem inédito
A nova versão de “O Rei Leão” terá um personagem inédito. A atriz Amy Sedaris vai dublar um musaranho, considerado um dos menores mamífero do mundo. O personagem não teve o nome revelado, mas o animal tem apenas 10 centímetros e come sem parar por causa do metabolismo acelerado, com o coração trabalhando 12 vezes mais rápido do que o de um ser humano. Amy Sedaris, que atualmente pode ser vista nas séries de streaming “No Activity” e “Unbreakable Kimmy Schmidt”, além do humorístico ““At Home With Amy Sedaris”, tem vasta experiência como dubladora. Além de trabalhar há cinco temporadas na animação “Bojack Horseman”, ela fez vozes em “Steven Universe”, “Star vs. As Forças do Mal” e “Hora de Aventura”. E, claro, já atuou anteriormente para o diretor de “O Rei Leão”, Jon Favreau, no filme “Chef” (2014). A atriz vai se juntar ao elenco grandioso de dubladores, que inclui Donald Glover (série “Atlanta”) como Simba, Alfre Woodard (série “Luke Cage”) como Sarabi, a mãe de Simba, Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”) como o vilão Scar, a cantora Beyoncé (“Dreamgirls”) como Nala, James Earl Jones (“O Campo dos Sonhos”) novamente como Mufasa, o pai do protagonista, retomando o papel que desempenhou no desenho clássico de 24 anos atrás, e a dupla Billy Eichner (série “Parks and Recreation”) e Seth Rogen (“Os Vizinhos”) como Timão e Pumpa. O novo “O Rei Leão” tem estreia marcada para 18 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Primeiro trailer legendado de Artemis Fowl revela o “Harry Potter do mal” da Disney
A Disney divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Artemis Fowl: O Mundo Secreto”, fantasia baseada nos livros de Eoin Colfer, que tem muito em comum com “Harry Potter”. Mais que o protagonista com a idade do bruxinho e a ação envolvendo criaturas mágicas, a conexão se estende até ao roteirista Michael Goldenberg, que escreveu a versão cinematográfica de “Harry Potter e a Ordem da Fênix” (2007). Além disso, assim como a saga de J.K. Rowling, “Artemis Fowl” também é uma franquia literária juvenil, que conta com 8 volumes. Mas o personagem está mais para Tom Riddle (o jovem Voldemort) que Harry Potter – ainda que eventualmente vire um “malvado favorito”. A história do filme apresentará a “origem” do personagem, um menino de 12 anos que é milionário e também gênio do crime. Ele é o único herdeiro da família Fowl, tem o maior Q.I. da Europa e uma frieza perceptível, e usa sua inteligência fora do comum para fins muito pouco nobres. Entretanto, enfrentará sérios problemas quando sequestrar uma fada, cuja mágica seria utilizada para salvar sua família. O elenco inclui Judi Dench (“007: Operação Skyfall”), Josh Gad (“A Bela e a Fera”), Nonso Anozie (série “Zoo”), Hong Chau (“Pequena Grande Vida”), Miranda Raison (“Assassinato no Expresso do Oriente”) e destaca o estreante Ferdia Shaw no papel-título. Ele é neto do falecido Robert Shaw, até hoje lembrado pelo papel de Quint no clássico “Tubarão” (1975). Em desenvolvimento desde 2013, a produção do filme envolve um curioso drama de bastidores, já que quase voltou a juntar a Disney com o produtor Harvey Weinstein. Foi Weinstein quem viu o potencial de “Artemis Fowl”, negociando os direitos dos livros em 2001, quando ainda estava à frente da Miramax, empresa financiada pela Disney. Em 2005, a Disney optou por não renovar sua parceria com os irmãos Harvey e Bob Weinstein, comprando a companhia para dispensá-los – a Miramax acabou vendida mais tarde por US$ 650 milhões para uma empresa árabe. Mas uma cláusula contratual assegurava a Harvey que, se um filme de “Artemis Fowl” fosse realizado pela Disney, ele teria direito à participação como produtor. Kenneth Branagh (“Assassinato no Expresso do Oriente”) foi contratado para dirigir o longa em 2015. Mas de lá para cá Weinstein caiu em desgraça, envolvido num escândalo de abuso sexual que lhe fez ser demitido da sua própria empresa, The Weinstein Company, e banido de Hollywood. A Disney aproveitou para eliminá-lo do negócio. Mas os demais parceiros do projeto permaneceram, entre eles o ator Robert De Niro (“O Lado Bom da Vida”) e sua sócia na Tribeca Films Jane Rosenthal. Foram De Niro e Rosenthal que apresentaram o livro a Weinstein e o envolveram na adaptação há 17 anos. Após tantas reviravoltas, o filme vai finalmente estrear em 8 de agosto no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Gotham Awards premia Domando o Destino como Melhor Filme, além de Toni Collette e Ethan Hawke
A primeira grande premiação americana da temporada, o Gotham Awards 2018, anunciou seus vencedores na noite de segunda-feira (26/11), em Nova York. E os resultados trouxeram muitas surpresas, a começar pelo drama “Domando o Destino”, da cineasta chinesa Chloé Zhao, eleito o Melhor Filme. O troféu, dedicado aos melhores do cinema independente, tradicionalmente abre a temporada de premiações da indústria cinematográfica americana e serve para apontar os primeiros favoritos aos prêmios mais cobiçados, entre eles o Oscar. Nos últimos anos, os vencedores do Gotham foram “Birdman” (2014), “Spotlight” (2015), “Moonlight” (2016) e “Me Chame pelo Seu Nome” (2017) – três deles também venceram o Oscar de Melhor Filme. Curiosamente, “Domando o Destino” foi lançado em 2017 e disputou o Spirits Award do ano passado – a premiação rival do Gotham – , de onde saiu sem reconhecimento, mas rendeu a contratação da sua diretora pela Marvel – Chloé Zhao vai dirigir o filme dos Eternos. O drama indie acompanha um jovem cowboy que sofre um ferimento na cabeça quase fatal e é proibido de disputar rodeios, o que o leva a uma jornada em busca de uma nova identidade e o que significa ser um homem no coração da América. Elogiadíssimo pela crítica, tem 97% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas o público brasileiro não o verá nos cinemas. Ele -saiu direto em VOD por aqui e está disponível em várias plataformas digitais. O Gotham Awards também reservou surpresas em sua premiação de intérpretes, com a consagração de Toni Collette como Melhor Atriz pelo terror “Hereditário”. Já o Melhor Ator era o favorito, Ethan Hawke, por sua performance em “First Reformed”. “First Reformed”, inédito no Brasil, e “A Favorita”, exibido pela primeira vez no país durante a abertura da Mostra de São Paulo, eram os filmes com mais indicações. Além de premiar Hawke pelo desempenho como um padre que perdeu a fé, “First Reformed” também deu ao veterano cineasta Paul Schrader o troféu de Melhor Roteiro. Já “A Favorita” ficou um troféu especial, em reconhecimento à interpretação de suas três atrizes principais, Emma Stone, Rachel Weisz e Olivia Colman. Entre os trabalhos de estreantes, o grande destaque acabou sendo “Oitava Série”, que venceu os prêmios de Revelação do ano, nas categorias de Direção (Bo Burnham) e Atuação (Elsie Fisher). As demais categorias destacaram o documentário “Won’t You Be My Neighbor?”, sobre o célebre apresentador infantil Fred Rogers, e “Killing Eve” como a Melhor Série que estreou este ano. Confira abaixo a lista completa dos premiados. Melhor Filme “Domando o Destino” Melhor Documentário “Won’t You Be My Neighbor?” Melhor Ator Ethan Hawke, por “First Reformed” Melhor Atriz Toni Collette, por “Hereditário” Ator/Atriz Revelação Elsie Fisher, por “Oitava Série” Diretor Revelação Bo Burnham, por “Oitava Série” Melhor Roteiro “First Reformed”, de Paul Schrader Melhor Série Estreante “Killing Eve” (BBC America) Prêmio Especial de Melhor Elenco Olivia Colman, Emma Stone e Rachel Weisz, por “A Favorita”.
Infiltrado na Klan enfrenta o racismo através da história
Spike Lee entende o poder político desempenhado pelo cinema e em “Infiltrado na Klan” ele usa este poder para abordar questões atemporais na história americana (e mundial). A trama se passa no final da década de 1970 e conta a trajetória verídica de Ron Stallworth (John David Washington, da série “Ballers”), um novato na polícia do Colorado que, por telefone, consegue se infiltrar na filial local da Ku Klux Klan. Além de ter a sua própria carteirinha de membro, Stallworth faz contato com algumas das principais lideranças da Klan, como David Duke (Topher Grace, de “Homem-Aranha 3”), um ambicioso político americano que ficou conhecido pelo seu extremismo. Nos encontros presenciais, Stallworth é substituído por Flip Zimmerman (Adam Driver, de “Star Wars: Os Últimos Jedi”), um detetive judeu que se passa por ele e investiga as possíveis ações terroristas da organização. Por mais que Flip não concorde com muitos dos questionamentos levantados por Ron, tal discordância nunca é vista como inimizade, servindo, em vez disso, para fortalecer a relação dos dois. Além do mais, o contato próximo com a Klan obriga Zimmerman a reavaliar sua própria crença, uma vez que a religião nunca havia sido uma “questão” na sua vida – ela não é algo visível, como a cor da pele, o que permitia que ele passasse despercebido entre os grupos preconceituosos. E a expressividade de Adam Driver permite que percebamos todas as nuances do seu personagem e todas mudanças pelas quais ele está passando. Porém, nessa troca John David Washington sai perdendo, visto que seu protagonista não ganha tanta atenção quanto o colega coadjuvante. Dono de um estilo de direção bastante característico, Spike Lee faz com que seus personagens apareçam em muitos momentos posando para câmera, como quando eles escutam o discurso de um líder dos Panteras Negras, ilustrando como aquele discurso atinge a todos de maneira igual. Ao contrário disso, o diretor destaca as diferenças dos grupos raciais por meio da montagem. Enquanto os militantes estudantis escutam com atenção e respeito as palavras de um homem idoso que conta um caso trágico que ele presenciou, envolvendo o espancamento e morte de um jovem negro, os membros do Klan reagem de forma histérica à exibição do filme racista “O Nascimento de uma Nação”, enxergando ali o que o presidente americano Woodrow Wilson um dia declarou como sendo a “história escrita com relâmpagos”. Aliás, não é por acaso que a obra de D.W. Griffith aparece com tanta frequência aqui. Vale lembrar que o filme foi responsável por revitalizar a Ku Klux Klan, mostrando os seus membros como heróis da Guerra Civil americana e presenteando-lhes com aquele que se tornou o seu símbolo mais icônico: a cruz flamejante. Porém, em vez de ficar referenciando apenas o passado, Spike Lee usa esse tema para falar sobre o presente, especialmente para criticar o atual governo do presidente Donald Trump. E ele não é nada sutil nessa sua crítica. As referências a Trump são constantes, desde a aparição de Alec Baldwin (intérprete de Trump no programa Saturday Night Live) num pequeno papel, passando pela repetição de frases icônicas da campanha presidencial (como “fazer a América grande de novo”), pelo descrédito em relação à história (em certo momento um personagem fala que o Holocausto foi uma farsa criada pelos judeus), até a menção de que esse extremismo um dia pode chegar na Casa Branca, sem esquecer da montagem final, com confrontos recentes contra supremacistas brancos acompanhados por discurso complacente de Trump. Assim, além de um excelente filme, “Infiltrado na Klan” serve para mostrar que, embora o cinema tenha ajudado a propagar ideais racistas ao longo dos anos, o poder dessa mídia também pode ser usado como forma de resistência.
BBC retoma produção da série White Gold após Ed Westwick se livrar de acusação de estupro
A BBC retomou a produção da série “White Gold”, que tinha sido suspensa após o ator Ed Westwick ser acusado de estupro por três mulheres diferentes. De acordo com o site Digital Spy, o elenco já retornou para as gravações da 2ª temporada, continuando os trabalhos após uma pausa de quase um ano. A volta da série foi consequência da exoneração de Westwick, que não foi processado criminalmente. A promotoria de Los Angeles anunciou em julho que as “evidências eram insuficientes” para levar o caso ao tribunal. Segundo os promotores, duas das supostas vítimas conseguiram obter testemunhas que estavam na mesma casa quando os incidentes teriam ocorrido. “Essas testemunhas, no entanto, não puderam dar evidências que provariam, acima de qualquer suspeita, que os incidentes haviam ocorrido como essas mulheres o descreveram em suas denúncias”, disseram em comunicado. A terceira denunciante, segundo os promotores, afastou-se do caso em meio à investigação, recusando-se a obter testemunhas. Na ocasião, a advogada de Westwick, Blair Berk, disse ao site TMZ: “A evidência era clara desde o início de que todas as alegações feitas por essas três mulheres eram absolutamente falsas. É uma vergonha que tenha demorado mais de 8 meses para Ed ser oficialmente inocentado de todas essas acusações. Espero que aqueles que fizeram um julgamento tão rápido aqui, sem saber nada sobre a abundante evidência de inocência neste caso, hesitem na próxima vez antes de acusarem publicamente alguém quem não cometeu nenhum delito.” Desde que as acusações vieram à tona, Westwick foi dispensado de todos projetos em que estava envolvido, entre eles a série “White Gold”. Ele também foi substituído na pós-produção da minissérie “Ordeal by Innocence“, adaptação da obra homônima de Agatha Christie, que precisou ser regravada para tirar o ator de seu elenco. “White Gold” é disponibilizada no Brasil pela Netflix.
Conheça duas músicas da trilha de O Retorno de Mary Poppins
A Disney divulgou as primeiras duas músicas da trilha sonora de “O Retorno de Mary Poppins”. “The Place Where Lost Things Go” é uma balada interpretada por Emily Blunt, que vive a personagem-título nessa nova versão. Vale lembrar que a atriz já tinha revelado seus dotes vocais numa produção anterior da Disney, “Caminhos da Floresta” (2014). Já “Trip a Little Light Fantastic” traz Lin-Manuel Miranda como a voz principal. Conhecido pelo musical “Hamilton”, o ator também já cedeu seu talento para a Disney em outra oportunidade, como compositor das canções de “Moana: Um Mar de Aventuras” (2016). No novo filme, ele interpreta Jack, um “ascendedor de lâmpadas”, profissional que antigamente ascendia as luminárias da rua, e aprendiz de aprendiz de Bert, personagem do filme original e um dos melhores amigos de Poppins. “O Retorno de Mary Poppins” se passa em Londres, durante os anos 1930, e encontra Michael (Ben Whishaw) e Jane Banks (Emily Mortimer), as crianças de quem Mary foi babá há muitos anos, já adultos. Michael mora com seus três filhos e sua governanta (Julie Walters) e, depois de uma tragédia pessoal, ele vê a babá mágica retornar para ajudar sua família. Só que, dessa vez, ela vem acompanhada de um amigo muito especial, Jack (Lin-Manuel Miranda). A trama terá ainda Meryl Streep no papel de Topsy, a excêntrica prima de Mary Poppins, além de Colin Firth e até Dick Van Dyke, intérprete do simpático limpador de chaminés Bert no filme de 1964, numa aparição especial. Com direção de Rob Marshall (“Caminhos da Floresta”), o longa chega em 20 de dezembro ao Brasil, um dia depois dos Estados Unidos.
Anne Hathaway, Andy Garcia e Tina Fey são confirmados na série Modern Love
Confirmou. Anne Hathaway vai mesmo estrelar a série “Modern Love” conforme especulado, marcando sua volta ao gênero, após 18 anos de trabalhos no cinema. Ela começou a carreira na série “Caia na Real” (Get Real), que durou duas temporadas entre 1999 e 2000. Além dela, a Amazon anunciou um elenco de peso na produção, que é baseada na famosa coluna homônima do jornal The New York Times sobre casos de amor e dilemas de relacionamentos. O ponto de partida, portanto, é similar ao que inspirou a série “Sex and the City” nos anos 1990, baseada nas colunas homônimas de Candance Bushnell no New York Observer. Mas o desenvolvimento será bem diferente, como uma antologia de histórias fechadas e sem personagens fixos. Os episódios contarão com Tina Fey (“30 Rock”), Andy Garcia (“Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo”), Dev Patel (“Lion”), John Slattery (“Mad Men”), Catherine Keener (“Corra!”), Cristin Milioti (“How I Met Your Mother”), Olivia Cooke (“Jogador Nº 1”), Andrew Scott (“Sherlock”), Julia Garner (“Ozark”), Shea Whigham (“O Primeiro Homem”), Gary Carr (“The Deuce”), Sofia Boutella (“A Múmia”) e John Gallagher Jr. (“Hush: A Morte Ouve”). Criada pelo cineasta John Carney (“Sing Street”), a produção deverá ter oito capítulos, cada um focando uma história distinta com diferentes personagens. Mas ele terá a companhia de diferentes diretores na condução dos capítulos, na forma da atriz Emmy Rossum (estrela de “Shameless”), Sharon Horgan (criadora de “Divorce”) e Tom Hall (“Sensation”). A estreia ainda não foi definida.












