O Mistério do Relógio na Parede estreia em 1º lugar na América do Norte



A estreia de “O Mistério do Relógio na Parede” faturou US$ 26,8 milhões nos cinemas dos Estados Unidos e Canadá, suficiente para abrir em 1º lugar e se destacar numa semana péssima para novidades. Dos outros três lançamentos amplos na sexta (21/9), quem se deu melhor foi um documentário, o que dá a dimensão do desastre.

O desempenho do terror infantil dirigido pelo ex-sanguinário Eli Roth (“O Albergue”) também sacramentou a transformação de Jack Black em astro de filmes fantasiosos para crianças, seguindo seu sucesso no gênero com “Jumanji: Bem-Vindo à Selva” (2017) e “Goosebumps – Monstros e Arrepios” (2015).

A bilheteria de “O Mistério do Relógio na Parede” ficou, por sinal, entre as arrecadações de estreia dos outros dois longas, que fizeram, respectivamente, US$ 36,1 milhões e US$ 23,6 milhões em seus fins de semana inaugurais. Mas a crítica considerou o novo título o mais fraco da trinca, com 68% de aprovação no Rotten Tomatoes – contra 76% de “Jumanji” e 77% de “Goosebumps”.

O Top 3 se completou com a comédia de suspense “Um Pequeno Favor”, atualmente com US$ 32,6 milhões em duas semanas de arrecadação, e “A Freira”, que atingiu a marca de US$ 100 milhões no seu terceiro final de semana. Com a soma das bilheterias de outros 80 mercados, o terror já está prestes a totalizar US$ 300 milhões em todo o mundo – um fenômeno.

Entre as estreias, o novo documentário de Michael Moore, “Fahrenheit 11/9”, foi a que se deu melhor, em 8º lugar e com US$ 3,1 milhões de faturamento. A crítica gostou: 78%. Mas é um filme para convertidos, que não vai convencer ninguém que já não acredita que Donald Trump é o anticristo.

Com exibição em quase mil salas a mais, o resultado do drama “A Vida em Si” (Life Itself), de Dan Fogelman, sugere que o criador da série “This Is Us” deve continuar na televisão. Chamar de desastre é subestimar o tamanho da tragédia. Feito para fazer chorar, “Life Itself” irritou a crítica, com apenas 13% de aprovação.

Fogelman retrucou como se fosse mulher, afirmando que a maioria dos críticos são homens, e homens não gostam de filmes com sentimentos. A pior recepção, porém, foi do próprio público, que deixou “A Vida em Si” fora do Top 10 – em 11º lugar, com 2,1 milhões.

A última estreia ampla da lista é o thriller de humor negro “Assassination Nation”. Um dos filmes mais falados do último Festival de Sundance, desapontou ao não conseguir capitalizar o hype nas bilheterias. Fez só US$ 1 milhão e abriu em 15º lugar. Mas teve a menor distribuição de todas, em 1,4 mil salas – 1,2 mil a menos que “A Vida em Si”.

Atualização dos julgamentos das bruxas de Salém para os tempos das redes sociais, “Assassination Nation” atingiu 65% de aprovação no Rotten Tomatoes e não tem previsão para chegar ao Brasil.

Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção.



BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte

1. O Mistério do Relógio na Parede
Fim de semana: US$ 26,8m
Total EUA e Canadá: 26,8m
Total Mundo: US$ 29,9m

2. Um Pequeno Favor
Fim de semana: US$ 10,4m
Total EUA e Canadá: US$ 32,5m
Total Mundo: US$ 42,5m

3. A Freira
Fim de semana: US$ 10,2m
Total EUA e Canadá: US$ 100,8m
Total Mundo: US$ 292,5m

4. O Predador
Fim de semana: US$ 8,7m
Total EUA e Canadá: US$ 40,4m
Total Mundo: US$ 94,9m

5. Podres de Ricos
Fim de semana: US$ 6,5m
Total EUA e Canadá: US$ 159,4m
Total Mundo: US$ 206,4m

6. White Boy Rick
Fim de semana: US$ 5m
Total EUA e Canadá: US$ 17,4m
Total Mundo: US$ 17,4m

7. A Justiceira
Fim de semana: US$ 3,7m
Total EUA e Canadá: US$ 30,3m
Total Mundo: US$ 36,3m

8. Fahrenheit 11/9
Fim de semana: US$ 3,1m
Total EUA e Canadá: US$ 3,1m
Total Mundo: US$ 3,1m

9. Megatubarão
Fim de semana: US$ 2,3m
Total EUA e Canadá: US$ 140,5m
Total Mundo: US$ 516,4m

10. Buscando…
Fim de semana: US$ 2,1m
Total EUA e Canadá: US$ 23,1m
Total Mundo: US$ 54,2m


Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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