Grupo que tentou sabotar Pantera Negra assume autoria de ataque contra Kelly Marie Tran, de Star Wars



Um grupo de “fãs” racistas que tentou sabotar o filme do “Pantera Negra” com notas negativas em sites como Rotten Tomatoes e IMDb diz ter sido responsável pelo bullying virtual cometido contra Kelly Marie Tran, primeira atriz de descendência asiática a interpretar uma personagem importante de “Star Wars”. O assédio foi tão agressivo que a levou a abandonar suas contas nas redes sociais.

Em post publicado no fim de semana no Facebook, mas já removido, o grupo chamado Down With Disney’s Treatment of Franchises and His Fanboys acusou a presidente da Lucasfilm e produtora de “Star Wars”, Kathleen Kennedy, de adotar uma “agenda feminazi” que levou à “perversão” do “cânone” dos filmes, que apresentam caçadores de recompensas intergalácticos e seus amigos robôs falantes.

O post, que foi fotografado antes da exclusão pelo site Screenrant, não expressa nenhum remorso por quaisquer ações. Em vez disso, comemora a saída de Tran da mídia social como uma vitória “gloriosa e sangrenta”. O objetivo do grupo seria fazer com que “Star Wars” abandone sua “diversidade forçada” para “trazer de volta o Herói Masculino Hetero Branco” que caracterizou a trilogia original. Para isso, pretende forçar a Disney, chamada de “corporação corrupta, a abandonar a franquia por meio de ações contínuas de pressão. Veja o post original abaixo.



Em fevereiro, o grupo foi expulso do Facebook por criar um evento chamado “Give Black Panther a Rotten Audience Score” no Rotten Tomatoes, que visava fazer com que o filme do super-herói da Marvel tivesse uma nota de público negativa. Na época, a justificativa era que a Disney incentivava as críticas negativas para os filmes da DC, produzidos pelo estúdio rival Warner Bros.

Em ambos os casos, os ataques buscam justificativas no universo dos fãs para incentivar outras pessoas a cometerem atos claramente racistas.


Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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