AT&T fecha negócio de US$ 85 bilhões pela Warner, DC, HBO, CNN, Turner e meia rede CW

 

Após a autorização da Justiça Federal dos Estados Unidos, a AT&T finalizou a aquisição da Time Warner nesta quinta (14/6) e agora controla um dos maiores conglomerados de mídia do mundo, que inclui a Warner Bros., HBO e Turner. O valor total do negócio chega à cifra de US$ 85,4 bilhões.

Segunda maior empresa de telecomunicações, vice-líder em banda larga e maior provedora de TV paga do país dos Estados Unidos, a AT&T já havia adquirido a DirecTV e agora acrescenta diversos canais, como a CNN, TNT, Cartoon Network, a citada HBO, etc, sem esquecer metade da rede CW, 10% da Hulu, a editora de quadrinhos DC Comics, os estúdios de cinema e TV da Warner, New Line e muitos outros ativos, para se tornar uma empresa que alia conteúdo, tecnologia e transmissão de dados. O objetivo assumido é enfrentar a concorrência da Netflix e de futuros produtos da Apple, Google, Facebook e até da Disney no mercado de streaming.

A primeira tentativa de fusão dos grupos aconteceu em novembro de 2017, mas foi barrada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, sob a alegação de a centralização de tais produtos e marcas poderiam prejudicar os consumidores.

No mês passado, o Departamento de Justiça fez seu último esforço para fazer as gigantes desistirem do negócio, pedindo para a Justiça impedir a fusão porque temia que o grupo barrasse o conteúdo produzido pelo conglomerado fossem em serviços rivais de TV e streaming. “A evidência demonstrou que a maior parte (embora não todos) dos efeitos anticoncorrenciais fluem da combinação de Turner com a DirecTV”, disse o Departamento de Justiça na época.

Mas o juiz federal Richard Leon rejeitou a alegação do Departamento de Justiça na terça passada (12/6). Em sua decisão, ele julgou que o governo não conseguiu demonstrar como a concentração de conteúdo, tecnologia e distribuição resultaria em preços mais altos para os consumidores e prejudicaria a concorrência, considerando toda a argumentação do Departamento de Justiça feita sobre afirmações empíricas.

Ao mesmo tempo, o juiz considerou sólidos os dados trazidos pelos executivos da AT&T e da Time Warner, que demonstraram que a única maneira de uma empresa de mídia sobreviver em um ambiente cada vez mais dominado por gigantes da tecnologia é combinando estúdios de cinema, canais de TV, distribuição e processamento de dados em uma única corporação.

Assim que a aprovação da fusão foi pela Justiça, as ações da Time Warner subiram 5.37% em questão de minutos.

Mudanças operacionais devem começar a acontecer a partir de julho, quando o governo não poderá mais apelar contra a fusão.

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Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna

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