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    Roger Deakins vence o prêmio do Sindicato dos Cinematógrafos por Blade Runner 2049

    18 de fevereiro de 2018 /

    O veterano cinematógrafo Roger Deakins, 14 vezes indicado ao Oscar, tornou-se favorito a vencer a sua primeira estatueta da Academia após ganhar o troféu do Sindicato dos Cinematógrafos (ASC, na sigla em inglês) por “Blade Runner 2049”. Deakins derrotou Bruno Delbonnel (“Darkest Hour”), Hoyte van Hoytema (“Dunkirk”), Dan Laustsen (“The Shape of Water”) e Rachel Morrison (“Mudbound”) no ASC Award. Morrison é foi a primeira mulher a competir na categoria de longa-metragem da organização e a primeira mulher nomeada como diretora de fotografia nos 90 anos de história dos Oscar. Ele não estava presente para aceitar o prêmio, que foi recebido por sua esposa enquanto ele participava de uma filmagem em Nova York. A cerimônia, realizada na noite de sábado (17/2) em Los Angeles, também reconheceu a cinematografia televisiva, onde os vencedores foram episódios de “The Crown” e, curiosamente, a antologia “Genius” e a sci-fi “12 Monkeys”. O diretor de fotografia Russell Carpenter, vencedor do Oscar por “Titanic”, e Angelina Jolie também receberam prêmios especiais. O primeiro pela carreira, a segunda por incentivar o trabalho de cinematográfos.

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    Trama do filme Três Anúncios para um Crime inspira protestos da vida real

    17 de fevereiro de 2018 /

    Independente de qual filme vencer o Oscar 2018, “Três Anúncios para um Crime” já deixou sua marca na cultura pop, como o mais influente de todos os indicados. A cena principal do filme de Martin McDonagh, em que uma mãe revoltada com o assassinato da filha decide chamar atenção para a ineficácia da polícia, por meio de três outdoors com cobranças em fundo laranja chamativo, saiu do cinema para as ruas, virando uma nova forma de protesto. Ativistas de Miami adotaram a abordagem do filme para, após o massacre de 17 estudantes numa escola da Flórida na semana passada, cobrar o senador do estado, Marco Rubio, por ser patrocinado pela indústria armamentista e não fazer nada no Congresso para impedir a proliferação de armas. A ideia partiu do Avaaz, um grupo ativista online. Também na semana passada em Londres, três outdoors móveis levaram às ruas cobranças pela investigação do incêndio de moradias públicas que resultou em 71 mortos em setembro passado. A iniciativa foi do grupo Justice4Grenfell, descrito em sua página do Twitter como um grupo não oficial que exige uma investigação independente e acusações criminais na apuração do incêndio de Grenfell. Um internauta perguntou no Twitter se aquilo era campanha de um filme. “Não”, o grupo respondeu. “É para a nossa campanha – nada a ver com o filme, exceto por ser onde nos inspiramos”. A tática dos três outdoors também foi usada início do mês em Bristol, na Inglaterra, num protesto por mais recursos para os Serviços Nacionais de Saúde. Mesmo que perca o Oscar, “Três Cartazes para um Crime” já se tornou o título mais importante da temporada de premiações, ao deixar de ser apenas um filme, saindo das telas para a vida real. Three Billboards Outside Miami, Florida ✊? #3BillboardsForRubio pic.twitter.com/aLtlSaOfd6 — Avaaz (@Avaaz) February 16, 2018 3 Billboards Outside Grenfell, London Listen to all our voices now; we demand #Justice4Grenfell Please Retweet pic.twitter.com/nHWkrGDWNz — Justice 4 Grenfell (@officialJ4G) February 15, 2018 Nice work Bristol. #ThreeBillboards pic.twitter.com/fjOW3E3ESP — Nikesh Shukla (@nikeshshukla) February 9, 2018

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    Kim Ki-duk se defende no Festival de Berlim, mas se recusa a pedir desculpas por agredir atriz

    17 de fevereiro de 2018 /

    O cineasta sul-coreano Kim Ki-duk, condenado por agressão e acusado de assédio por uma atriz, durante as filmagens de “Moebius” (2013), defendeu-se da polêmica causada por sua participação no Festival de Berlim 2018, após Dieter Kosslick, o diretor do evento, afirmar que tinha barrado filmes de assediadores. O próprio Kosslick precisou se explicar porque o novo longa de Kim Ki-duk, “Human, Space, Time and Human”, não foi enquadrado em seu critério, e agora o cineasta aproveita o evento para se manifestar, em entrevista coletiva com a imprensa internacional. A vítima, cuja identidade é mantida em sigilo, acusou Kim no ano passado de lhe dar três tapas e forçá-la a realizar cenas sexuais sem roupa, que não estavam no roteiro. Sua acusação afirma que Kim forçou-a a pegar o pênis de um ator, apesar de uma garantia anterior de que uma prótese seria usada. Devido a seus protestos, ela foi substituída por outra atriz no filme. Mas não baixou a cabeça. Um tribunal sul-coreano multou Kim com US$ 4,6 mil por agressão, mas os promotores não consideraram as acusações de abuso sexual citando a falta de provas. A atriz já avisou que vai recorrer “Eu não concordo inteiramente com esta decisão, mas a reconheço e assumi a responsabilidade por isso”, disse Kim em Berlim, na tarde de sábado (16/1), após a primeira exibição de imprensa de seu novo longa, que está sendo exibido na seção Panorama do festival alemão. Kim se defendeu, afirmando que os tapas foram feitos como instruções de atuação. “O que estávamos fazendo era ensaiar uma cena”, disse ele. “Havia muitas pessoas presentes. Minha equipe na época não se opôs e não disse que aquilo era inapropriado… Estava relacionado à atuação artística, mas acredito que a atriz interpretou isso de maneira diferente do que eu fiz. ” Quando perguntado diretamente se ele gostaria de se desculpar por bater na atriz, Kim declinou. “Não, acho lamentável que isso tenha sido transformado em um processo judicial”, disse ele. A atriz disse à mídia sul-coreana que ficou desapontada com a sentença do tribunal e pela falta de consideração em relação à acusação de abuso sexual. Ela já deu entrada num recurso, que será julgado em breve. Diante da condenação, a inclusão do filme de Kim Ki-duk no Festival de Berlim gerou protestos de organizações civis da Coreia do Sul. E muitos perceberam hipocrisia no discurso de Kosslick, favorável do movimento #MeToo, simultaneamente ao apoio a Kim. “Estamos vivendo nesta realidade injusta, em que o agressor está trabalhando e sendo recebido em todas as partes como se não houvesse nada, enquanto a vítima que denunciou o abuso está sendo isolada e marginalizada”, diz o manifesto de uma coalização de 140 grupos de direitos humanos em protesto contra o cineasta. Seguindo a linha de violência e provação que o tornou famoso, o novo trabalho de Kim é uma meditação brutal e surrealista sobre a natureza do comportamento humano, incluindo várias cenas de estupro, assassinato e até mesmo canibalismo. O filme segue um pequeno grupo de pessoas que embarca em um cruzeiro turístico a bordo de um antigo navio de guerra, onde o inferno ganha vida. No final da entrevista, Kim abordou porque a violência tem sido um elemento tão recorrente no seu cinema, bem como no cinema sul-coreano em geral. “Já me perguntaram isso muitas vezes na minha carreira. Houve dois traumas na história recente da Coreia: o domínio colonial japonês e a Guerra da Coréia. Muitos cineastas coreanos carregam esses traumas com eles e, como a indústria cinematográfica sul-coreana começou a crescer, vocês veem muitos diretores lidarem com essas questões: muita violência, dor e elementos ditatoriais”. Kim fez questão de agradecer aos organizadores por convidá-lo e expressou apreciação pelas perguntas mais duras da imprensa. “Eu pude sentir que vocês estão muito preocupados com a violência e eu gostaria de agradecer por isso. Tento ser um bom ser humano. Vocês devem saber que na verdade não vivo minha vida como meus filmes”, concluiu.

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    Relevante e atual, Pantera Negra não é só um filme de super-heróis

    17 de fevereiro de 2018 /

    “Pantera Negra” é um triunfo em quase todos os aspectos. Não é apenas o filme mais maduro do universo cinematográfico da Marvel, iniciado há 10 anos com “Homem de Ferro”; é um dos mais relevantes, ao elencar questões raciais, sociais e políticas que foram eventualmente pinceladas em “Guerra Civil”. Que fique claro: “Pantera Negra” não é o primeiro filme da Marvel protagonizado por um herói negro como alardeiam inadvertidamente alguns veículos sem muita credibilidade, ignorando três longas de “Blade”. Mas é o primeiro filme de herói africano, e é fato que poucas vezes a riqueza da cultura negra foi retratada com tanta pujança em uma produção com este calibre – ainda mais em um universo repleto de protagonistas que variam entre um deus nórdico, um playboy milionário, um adolescente deslocado, um ladrão de bom coração, um soldado idealista e… todos brancos. Ainda que lide com o universo fictício do país de Wakanda, o filme de Ryan Coogler – diretor dos excelentes “Fruitvale Station” (2013) e “Creed” (2015) – torna-se palpável ao lidar com questões absolutamente contemporâneas – como o isolamento político de uma nação versus a tragédia da imigração sem controle. O filme tem uma energia pulsante que é visível em cada fotograma, uma força narrativa que desafia com inteligência as convenções do gênero. Mas a trama é simples em sua essência. O soberano T’Challa (Chadwick Boseman) precisa lidar com suas novas funções como Rei de Wakanda, ao mesmo tempo em que sofre as ameaças de um jovem mercenário de passado misterioso – Erik Killmoger, papel de Michael B. Jordan, parceiro constante do diretor e cuja vilania encontra respaldo e autenticidade no roteiro. Com sabedoria, o diretor dedica tempo suficiente para desenvolver seus personagens de forma absolutamente satisfatória, desde a agente secreta interpretada por Lupita Nyong’o até a fortaleza moral que é a general Okoye, responsável pela segurança do reino. Isso sem contar a jovem Shuri (Letitia Wright) uma versão adolescente do personagem Q, da saga 007, e provavelmente uma das figuras mais carismáticas já apresentadas no universo cinematográfico da Marvel. Os veteranos Forest Whitaker e Angela Bassett, por sua vez, transmitem com talento toda a sabedoria e o peso decorrente de suas ações e responsabilidades. Dentre as figuras conhecidas, Andy Serkis parece um pouco fora da casinha, enquanto Martin Freeman faz a ponte correta entre este e os outros filmes do estúdio. Como ponto negativo, é um tanto desapontador perceber que o personagem de Daniel Kaluya (de “Corra!) é o único cujas motivações giram unicamente em função de avançar a história. Visualmente, o filme se alinha à nova tendência dos filmes do estúdio, investido mais em cores, texturas e elementos gráficos impactantes – como visto em “Thor Ragnarok” e “Guardiões da Galáxia 2”, no ano passado. Junte a isso uma trilha sonora arrebatadora – um mix de canções de Kendrick Lammar e ritmos tribais com muita percussão – e o resultado é um espetáculo de imagens que ainda evoca com propriedade elementos que parecem saídos de uma versão live action de “O Rei Leão”. Enquanto faz um trabalho merecedor de aplausos em relação aos personagens, é preciso admitir que, nas cenas de ação, Coogler não vai muito além do genérico. As perseguições e lutas funcionam sem problemas, mas não trazem nada que já não tenha sido visto, por exemplo, em “Guerra Civil” ou “Soldado Invernal” – filmes do Capitão América, que embutem um viés tão dramático quanto a nova produção. O desempate acontece nos efeitos visuais, com as criações de computação gráfica mostrando-se bem artificiais, o que eventualmente prejudica alguns momentos que deveriam ser impactantes – como todo o terceiro ato e em especial o embate final entre T’Challa e Killmonger. Tudo isso, porém, pouco conta diante dos inúmeros pontos positivos que o filme vai marcando ao longo de sua exibição. Ao trazer de forma orgânica, sem soar panfletário ou forçado, temas atuais para um universo quase sempre descompromissado, “Pantera Negra” revela-se um filme não apenas antenado com o seu tempo, mas consciente de que mesmo obras criadas para o entretenimento podem discutir questões que falam diretamente a uma boa parte da humanidade. Quando, em determinado momento, o soberano de Wakanda diz que “os sábios constroem pontes, enquanto os tolos constroem muros”, compreendemos que não estamos vendo apenas um simples filme de super-heróis.

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    Fábula de A Forma da Água é bela, politicamente correta e também convencional

    17 de fevereiro de 2018 /

    Ah, o cinemão clássico norte-americano… Desta vez, conduzido por um cineasta mexicano, “estirpe” que vem dominando – com méritos – Hollywood nesta década. Em 1962, no período da Guerra Fria, uma criatura estranha é capturada na América do Sul e levada por um militar (um vilão caricatural interpretado por Michael Shannon) para estudos em um laboratório ultra-secreto do governo dos EUA. Os norte-americanos desejam utilizar a criatura na corrida espacial, e espiões russos acompanham os estudos, pensando num sequestro. A parte disso tudo, a faxineira (muda) Elisa Esposito (a ótima Sally Hawkins) segue uma rotina diária: ela acorda, coloca alguns ovos para cozinhar, entra no banho, se masturba, toma café, pega o ônibus para o trabalho e chega quase sempre em cima do horário. Elisa trabalha no laboratório e em um momento de faxina se depara com a criatura, iniciando uma história de amor nos moldes do clássico “A Bela e a Fera”. O cineasta Guillermo Del Toro recria com capricho o território de fábula que o tornou conhecido com “O Labirinto do Fauno” (2006) num filme sexy que ora homenageia o “O Monstro da Lagoa Negra” (1954), ora acena para “La La Land” (2016), e tem todos os elementos politicamente corretos para os tempos modernos: Elisa é latina e seus melhores amigos são uma negra, a também faxineira Zelda (Octavia Spencer sempre excelente e merecidamente indicada ao Oscar como Atriz Coadjuvante), e um gay, o ilustrador Giles (Richard Jenkins eficiente e também indicado no papel de coadjuvante). A criatura é feia, mas também tem um bom coração e se comove com música, tanto quanto se apaixona pelos ovos feitos por Elisa. O romance destes dois perdidos numa banheira suja é delicadamente bonito e a paisagem gótica um dos pontos altos de um filme que recebeu 13 indicações ao Oscar, e deve levar entre três e quatro para casa (o México?), mas falta alguma coisa nesse oceano de citações, recortes, clichês e acusações de plágio que torne o filme… único. O resultado: uma bela e bem-feita fábula tradicional.

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    Superestimado, Três Anúncios para um Crime é bom filme que corre risco de vencer o Oscar

    17 de fevereiro de 2018 /

    Apesar da carreira curta, em que se destaca “Na Mira do Chefe”, uma boa comédia B que utiliza a paisagem encantadora de Bruges e que recebeu indicação ao Oscar de Melhor Roteiro em 2009, o terceiro longa de Martin McDonagh, ainda que superestimado, foi uma das boas surpresas de uma temporada acima da média. Indicado a sete Oscars (incluindo Melhor Filme), “Três Anúncios para um Crime” conta a história de Mildred Hayes (Frances McDormand), mãe de uma garota que foi violentada e assassinada na pequena Ebbing, cidade (que não existe) caipiríssima do interior do Missouri. Para chamar a atenção da imprensa, da cidade e da polícia, que, segundo Mildred, “está ocupada demais torturando negros para resolver um crime de verdade”, ela aluga três outdoors visando cobrar uma solução para o caso. Sob o comando do delegado Willoughby (Woody Harrelson), uma policia local repleta de racistas, como Dixon (Sam Rockwel), tenta se movimentar, mas tudo foge ao controle num roteiro que soa (algumas vezes de forma até forçada) bastante inspirado nas obras originais dos irmãos Coen (o que faz a escalação de Frances, mulher de Joel Coen, parecer tanto um acerto quanto um disparate). Entretanto, lhe falte a sagacidade, a inventividade e a porralouquice dos irmãos. O resultado é um bom filme que consagra elenco, já premiado pelo Sindicato dos Atores. Frances é favoritíssima ao Oscar de Melhor Atriz, enquanto Sam Rockwel deve levar o de Melhor Ator Coadjuvante – prêmio a que Woody Harrelson, excelente, também foi indicado. O filme ainda disputa com menos chances a estatueta de Roteiro Original (“Corra!” é favorito) e Edição (num mundo justo, “Eu, Tonya” levaria), mas corre o risco de vencer a categoria de Melhor Filme e ser esquecido… como “Crash” (2004). Será?

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    Eu, Tonya recria tragédia real como espetáculo surreal de adrenalina, talento e diversão

    17 de fevereiro de 2018 /

    Patinadora artística, Tonya Harding disputou por duas vezes os Jogos Olímpicos, foi campeã norte-americana em 1990 e conquistou a medalha de prata no Campeonato Mundial de 1991. Sua carreira, porém, acabou aos 24 anos quando ela foi acusada de participar de uma conspiração que culminou em um ataque à adversária Nancy Kerrigan, que teve o joelho ferido. A vida “real” pode ser muito mais maluca (inventiva ou mesmo criativa) do que a arte, e caso “Eu, Tonya” não fosse inspirado em eventos reais, poderia muito bem ser taxado de inverossímil – ainda que duvide-se que tudo aquilo ali aconteceu… realmente do jeito que é contado. O que se vê em 120 minutos de exibição é uma produção divertidamente e tragicamente acelerada, com grandes méritos para a Edição, indicada ao Oscar, que se utiliza da constante quebra da quarta-parede para colocar o espectador ao lado de Margot Robbie (numa atuação magistral, digna do Oscar a que concorre), como protagonista de uma surreal epopeia esportiva dos tempos modernos. A narrativa flagra uma grande atleta (“caipirona”, segundo juízes, que não queriam uma garota “chucra” representando os Estados Unidos, mesmo que seu talento no rinque de patinação fosse inegável) abusada emocionalmente pela mãe (Allison Janney, também indicada ao Oscar) e fisicamente pelo marido (Sebastian Stan). Irmão torto de “A Grande Jogada” (2017) no quesito “os podres bastidores do esporte em níveis olímpicos” ou “o preço que cobramos dos jovens para nos trazer medalhas de ouro”, o filme do diretor Craig Gillespie (“Horas Decisivas”) é depressivamente realista e cinematograficamente empolgante, uma descarga imensa de adrenalina, violência (doméstica, social, esportiva, familiar e profissional) e dramatização que, ao final, deixa o gosto amargo de uma poça de sangue na boca.

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    Lady Bird briga com as expectativas e encara o fracasso com ternura

    17 de fevereiro de 2018 /

    A personagem Christine “Lady Bird” McPherson, vivida pela brilhante Saoirse Ronan, tem uma vontade imensa de sair de sua cidade natal, Sacramento – que é capital da Califórnia, mas para a personagem simboliza o cúmulo da cidade do interior – , e fazer faculdade em Nova York, bem longe dali, apesar de suas notas baixas. Baseada nas memórias da diretora estreante Greta Gerwig, a trama se passa no ano de 2002, o que se reflete num dos momentos mais bonitos e simples do filme, quando a protagonista está no carro com o pai ouvindo a agridoce “Hand in My Pocket”, de Alanis Morrissette, e observa que a cantora compões a música em apenas 10 minutos. Isso diz muito sobre a personagem, de sua vontade de dar um salto às cegas, mesmo sabendo de suas dificuldades em ser tão boa quanto suas colegas de classe, que conseguem tirar melhores notas em Matemática. A formatura está logo ali e ela se sente frustrada com a difícil possibilidade de ingressar em uma universidade do lado leste do país, distante de sua família, como forma de cortar o mais rápido possível o cordão umbilical com a mãe, Marion (Laurie Metcalf), excessivamente preocupada com a filha única. A auto-batizada Lady Bird acha que a mãe, apesar de amá-la muito, não gosta dela, não a aceita como ela é, com suas imperfeições. São coisas como essas que tornam a jovem protagonista tão encantadora, tão apaixonante. E um dos grandes méritos da direção de Greta Gerwig é conseguir deixar o espectador com aquele friozinho na barriga em situações de novidade para a protagonista: a primeira transa, a espera pela correspondência das universidades, a autoafirmação através de novas amizades na escola, a busca de namorados que façam de sua primeira transa algo especial. E nesse sentido nem sempre ela é bem-sucedida. O que não quer dizer que não seja possível se solidarizar e se alegrar com suas pequenas conquistas. Estar com o nome na lista de espera de uma universidade não deixa de ser uma vitória. Ou quase. “Lady Bird” é desses filmes que lidam com o fracasso com muita ternura: há a melhor amiga gordinha que sofre com a solidão e há o pai desempregado (Tracy Letts, sempre ótimo) que sofre com depressão. Há também um outro jovem com um problema complicado que encontrará a compreensão da jovem. O que se projeta nas telas não é simplesmente um filme que conseguiu quase 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes, mas uma obra simples e pequena de cinema independente, com sutilezas e sensibilidades que a tornam especial para uma boa parcela da audiência. O curioso é que Gerwig faz o possível para evitar o melodrama e provocar choro fácil, mas isso não impede que o amor transborde e contamine os sentimentos extremos de Lady Bird em relação a sua cidade e sua mãe. A jovem diretora está cercada por atores ótimos, tanto os veteranos já citados, como dois adolescentes presentes em filmes marcantes do cinema americano recente: Lucas Hedges, que brilhou em “Manchester à Beira-Mar”, e o genial Timothée Chalamet, que nem precisa provar mais nada para ninguém depois do que mostrou em “Me Chame pelo seu Nome”. Sem falar em garotas como Odeia Rush e Beanie Feldstein, prestes a estourar. “Lady Bird”, lançado nos cinemas brasileiros com um apêndice – “A Hora de Voar” – foi indicado a cinco troféus do Oscar 2018: Melhor Filme, Direção, Roteiro Original (ambos de Gerwig), Atriz (Saoirse Ronan) e Atriz Coadjuvante (Laurie Metcalf).

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    O Sacrifício do Cervo Sagrado é um dos mais assustadores filmes de terror recentes

    17 de fevereiro de 2018 /

    O trabalho do cineasta grego Yorgos Lanthimos não é apreciado por muitos – basta ver a quantidade de pessoas indignadas no IMDb e dispostas a jogar pedras no seu mais recente filme. Embora já tenha seis longas-metragens em seu currículo e um outro já pronto para ser lançado ainda este ano, ele é mais lembrado por dois títulos: “Dente Canino” (2009) e “O Lagosta” (2015), filmando o que talvez sejam o drama adolescente e a comédia romântica mais estranhos já feitos. Os filmes do diretor na verdade são inclassificáveis, mas se a história de um homem que vai se transformar em um animal (uma lagosta) simplesmente por não ter conseguido uma namorada ou uma esposa pode ser vista como um romance, “O Sacrifício do Cervo Sagrado” se aproxima mais do horror. E nesse sentido, é um dos mais assustadores filmes de horror já feitos neste milênio. Pode parecer uma afirmativa exagerada, mas por não ser exatamente um filme agradável, pode levar alguns espectadores a fugir correndo da sala de cinema – como cheguei a presenciar na sessão de que participei. Pena que, ao ser lançada no meio da temporada do Oscar, possa acabar passando batido, com pouco tempo em cartaz. Ainda assim, é melhor do que não ser exibido no cinema, como aconteceu com “O Lagosta”. Trata-se de um filme especial, desses que ficam com o espectador ao final da sessão e por alguns dias ainda, com suas imagens poderosas, estranhas e muitas vezes aterrorizantes. A primeira imagem de “O Sacrifício do Cervo Sagrado” é um grande close na cirurgia de um coração. Trata-se de uma imagem real de uma cirurgia que foi aproveitada para o filme. O protagonista, Dr. Steven Murphy (Colin Farrell), é um cirurgião cardiologista. Ao término de uma cirurgia de rotina, ele anda com um colega pelos corredores do hospital e conversa sobre um relógio bonito. “Onde o comprou?”, pergunta ele. Mais tarde, saberemos de seus encontros estranhos com um garoto de 16 anos (Barry Keoghan, que já tem um rosto um tanto incomum e por isso se encaixa perfeitamente com o personagem). A princípio, não sabemos do que se tratam esses encontros do médico e esse rapaz. Haveria ali uma espécie de relacionamento impróprio, por assim dizer? Chama a atenção também o tipo de dramaturgia em que as falas dos personagens são despidas de emoção, algo já visto em “O Lagosta”. Trata-se de um tipo de trabalho que lembra bastante o uso de modelos no trabalho de Robert Bresson, que em entrevistas é tido como uma das grandes influências do cineasta grego. As estranhezas chegam também em casa, com a esposa (Nicole Kidman) alimentando uma das taras do marido: fingir que está imobilizada em anestesia geral para que ele possa desfrutar dessa fantasia aparentemente recorrente. Yorgos Lanthimos segue, assim, mantendo a atenção do espectador cada vez mais em alta. Inclusive pela utilização de uma trilha sonora que aos poucos vai se tornando perturbadora, principalmente a partir do momento em que um dos dois filhos de Steven afirma não conseguir se levantar da cama, teria perdido a mobilidade dos membros. É quando as respostas para isso surgem em uma conversa com o incômodo Martin, o garoto de 16 anos, que àquela altura já havia visitado a família de Steven e feito o médico visitar sua mãe (Alicia Silverstone, em uma única mas marcante sequência). As respostas para esse pesadelo que se transformou a vida do cirurgião seriam dadas em poucos segundos, a ponto de o espectador ficar não apenas aterrorizado, mas também desnorteado. Mais uma vez, Lanthimos trabalha com o tema da punição, e o que acontece a seguir é impressionante. Imagens das cenas seguintes, de tão bizarras – algumas delas chocantes – certamente ficarão presentes na memória de muitos espectadores, mesmo aqueles que sairão da sessão com um pouco de raiva do filme. O ar de tragédia seria inspirado na peça de Eurípides sobre Ifigênia, filha de Agamemnon, o general grego que venceu a guerra de Troia. Segundo os textos que precedem a “Ilíada”, Agamemnon teve que sacrificar a própria filha por ter matado um cervo sagrado em uma floresta. Só assim os deuses soprariam os ventos que levariam sua frota para Troia. Mas após dez anos de guerra, ao voltar para casa, ele é assassinado pela esposa, como vingança pelo sacrifício da filha. O ciclo continua, com o assassinato da mulher pelos dois filhos remanescentes e vingativos, Orestes e Electra – ato que, por sinal, deu origem a outra peça. Tragédia grega, horror arrepiante, Bresson e o que muitos dizem ser uma imaginação saída de uma mente doentia são alguns dos ingredientes para a construção deste espetáculo singular e perturbador que é “O Sacrifício do Cervo Sagrado”.

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  • Música

    Drake distribui felicidade e todo o orçamento de seu novo clipe nas ruas de Miami

    17 de fevereiro de 2018 /

    O rapper Drake lançou o primeiro clipe 100% assistencialista da música pop. Logo no início, letreiros anunciam: “O orçamento deste vídeo foi de US$ 996.631,90. Nós doamos tudo. Não contem à gravadora”. Logo em seguida, ao som da música “God’s Plan”, ele aparece distribuindo dinheiro para diversas pessoas. A verba destinada à produção do vídeo acabou tendo destino bem diferente, financiando compras de um grupo de pessoas num mercado. “Tudo o que vocês escolherem hoje é de graça”, disse o rapper, ao chegar no local, com um autofalante em punho. Drake também ajudou pessoas nas ruas e surpreendeu ao dar uma bolsa de estudos na Universidade de Miami a uma jovem. Em seu Instagram, o rapper disse que o clipe, dirigido pela atriz Karena Evans (da série “Mary Kills People”) e gravado nas ruas de Miami, tinha sido a ação mais importante já realizada por ele. “A coisa mais importante que já fiz em toda a minha carreira”, escreveu. Veja abaixo. A atitude rendeu diversos elogios nas redes sociais. “Drake, como você me faz chorar assim. Que clipe mais incrível”, tuitou uma internauta. “O vídeo de God’s Plan é obrigatório para que todos assistam. Ele mostra aos jovens que, se você tem sonhos, você pode alcançá-los e uma pessoa pode fazer toda a diferença para tornar isso possível. Isso mostra que você nunca é muito legal, muito importante ou muito famoso para ajudar!”, elogiou outra internauta. Vale lembrar que, no ano passado, o rapper Young Thug torrou a verba de um clipe milionário sem aparecer para as gravações. O diretor teve que se virar, já que tinha contratado mulheres, carros e o escambau para a produção, e criou um trabalho muito elogiado de metalinguagem, que resultou engraçado, mas também embutiu uma forte crítica ao descaso das estrelas do universo da ostentação. Agora, Drake oferece um exemplo oposto do que fazer com o dinheiro de um megaclipe. O hit “God’s Plan” já lidera a parada da Billboard há três semanas. The most important thing I have ever done in my career…drop a ?? if I can share it with you. Uma publicação compartilhada por champagnepapi (@champagnepapi) em 15 de Fev, 2018 às 9:09 PST

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  • Etc

    Rebecca Gayheart pede divórcio de Eric Dane

    17 de fevereiro de 2018 /

    O casal de atores Eric Dane (série “The Last Ship”) e Rebecca Gayheart (“Lenda Urbana”) estão se separando. A atriz foi quem pediu o divórcio de Dane após 14 anos de casamento. Ela deu entrada nos papéis na sexta-feira (16/2) em Los Angeles. Nos documentos, Gayheart solicita a custódia jurídica e física conjunta das duas filhas do casal: Billie de 7 anos e Georgia de 6 anos. Ela também vai buscar uma pensão do marido, de acordo com os termos do divórcio. A atriz citou diferenças irreconciliáveis ​​como motivo de sua separação, mas os documentos não citam quando o casal se separou. Em vez disso, a data de separação foi escrita como “TBD” (to be determined, a ser determinado). Apesar disso, quem deu uma declaração pública foi Dane. “Depois de 14 anos juntos, decidimos que acabar com nosso casamento é a melhor decisão para a nossa família”, disse o ator de 45 anos, em um comunicado publicado pela revista People. “Vamos continuar nossa amizade e trabalhar como uma equipe para o bem de nossas duas lindas meninas, pois elas são a coisa mais importante do mundo para nós. Agradecemos que respeitem a nossa privacidade durante este período enquanto navegamos na próxima fase de nossas vidas”. Os sinais de que algo não estava bem na vida particular do ator soaram em maio do ano passado, quando as gravações de “The Last Ship” foram paralisadas, após Dane sofrer uma crise de depressão. Em um comunicado divulgado da época, um representante do ator confirmou que ele pediu “uma pausa para lidar com questões pessoais”. Mesmo assim, o casal superou muita coisa juntos. O momento mais difícil do casamento aconteceu há nove anos, quando uma sex tape dos dois transando com outra mulher, uma ex-miss adolescente, caiu na internet. Dois anos depois, Dane entrou em reabilitação devido a um vício em analgésicos, após uma lesão esportiva.

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  • Série

    Atriz de Grey’s Anatomy vai estrelar piloto do remake da série Roswell

    17 de fevereiro de 2018 /

    A atriz Jeanine Mason, intérprete da Dra. Sam Bello em “Grey’s Anatomy”, vai estrelar o piloto do remake da série sci-fi “Roswell”, em desenvolvimento na rede CW. A ideia é atualizar o romance alienígena juvenil da produção de 1999 com uma subtrama de imigrantes ilegais (que também são chamados de aliens em inglês). Desenvolvida por Jason Katims (criador de “Parenthood”), a série original era baseada na coleção literária adolescente “Roswell High”, de Melinda Metz, sobre três alienígenas que viviam disfarçados entre humanos no colegial. Vale lembrar que seu piloto antecipou em detalhes a história depois escrita por Stephenie Meyer com o título “Crepúsculo”, com uma pequena diferença – Meyer usou vampiros em vez de aliens. A nova versão é da roteirista Carina MacKenzie (escritora de “The Originals”) e também se passa em Roswell, cidade conhecida por supostamente ter sido o local da queda de um disco voador nos anos 1950. Segundo a sinopse oficial, a trama vai acompanhar Liz Ortecho (Mason), uma pesquisadora biomédica e filha de imigrantes ilegais, que descobre uma verdade chocante sobre sua antiga paixão adolescente: ele é um alienígena que manteve suas habilidades sobrenaturais ocultas a vida inteira. Ela protege seu segredo enquanto os dois se reconectam e começam a investigar suas origens, mas quando um ataque violento e um acobertamento do governo apontam para uma grande presença alienígena na Terra, a política de medo e ódio ameaça expô-los e destruir o seu romance. A protagonista da atração dos anos 1990 era Shiri Appleby (hoje na série “UnReal”) e os alienígenas foram vividos por Jason Behr (série “Breakout Kings”), Brendan Fehr (série “The Night Shift/Plantão Noturno”) e Katherine Heigl (ela mesmo, antes de “Grey’s Anatomy”). Além deles, o bom elenco de apoio incluía Majandra Delfino (série “Friends with Better Lives”), Nick Wechsler (série “Revenge”), Colin Hanks (série “Fargo”), Emilie de Ravin (séries “Lost” e “Once Upon a Time”), Adam Rodrigues (série “Criminal Minds”) e William Sadler (série “Power”). Todos tiveram carreiras de sucesso. O remake está em desenvolvimento na rede CW. Para quem não lembra, a rede surgiu em 2006 da união de duas emissoras, a UPN e a WB (Warner). Pois “Roswell” era originalmente exibido no canal da Warner. Outra curiosidade sobre o piloto é que ele marcará a estreia na direção de Julie Plec, produtora-roteirista de “The Vampire Diaries” e “The Originals”. Ela também vai produzir a série com Carina MacKenzie, caso o piloto seja aprovado. Relembre abaixo as aberturas das três temporadas da série original, numa montagem ao som da música-tema, o hit “Here with Me”, de Dido.

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    Jamie Foxx abandona entrevista ao vivo após menção de seu namoro com Katie Holmes

    17 de fevereiro de 2018 /

    O ator Jamie Foxx abandonou uma entrevista ao vivo da ESPN ao ouvir uma menção ao seu relacionamento com Katie Holmes. O ator de 50 anos, que estava se preparando para jogar na NBA All-Star Celebrity Game, um jogo beneficentes na sexta-feira à noite, estava sendo entrevistado ao vivo pelo jornalista Michael Smith, do SportsCenter, mas simplesmente tirou o microfone e saiu andando após ouvir a menção à sua namorada – segundo inúmeros tabloides. Smith mencionou, bem-humorado, que sabia que ele estava preparado para o jogo, porque viu fotos dele e Katie Holmes jogando basquete juntos no Dia dos Namorados. Entusiasmado, ele citou em seguida o título de uma comédia romântica esportiva, “como um verdadeiro Love & Basketball”, aludindo ao filme lançado no Brasil como “Além dos Limites” (2000). Incrédulo com a reação, ele ainda perguntou ao vivo para os produtores: “Estamos perdendo ele?”. Veja abaixo. Rumores explicam este comportamento. Segundo o site americano de fofocas Radar Online, Katie Holmes teria assinado um contrato de divórcio com cláusulas específicas, que a proíbe de assumir publicamente um namoro por cinco anos, período que se completa em poucos meses. O contrato seria o motivo dela e Foxx não aparecerem juntos em eventos, nem sua filha Suri ser fotografada ao lado dele. Mas Katie já circula por aí com um anel de diamante, que representaria um noivado – ou, no mínimo, um compromisso muito sério. Guess Jamie Foxx had to go and couldn't answer a question about playing basketball with Katie Holmes ??? pic.twitter.com/XYq9fPHt3v — Rob Lopez (@r0bato) February 16, 2018

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