Melissa Leo é A Mulher Mais Odiada da América em trailer de drama baseado em crime real
A Netflix divulgou o trailer e 9 fotos de “A Mulher Mais Odiada da América”, mais um filme exclusivo da plataforma. Baseado numa história real, o drama traz Melissa Leo (“Snowden”) como Madalyn O’ Hair, que em 1964 ganhou a manchete da revista Life que dá título à produção. Tudo começou quando ela questionou a obrigatoriedade do Pai Nosso na escola de seu filho, levando o caso para a Suprema Corte americana, que considerou inconstitucional rezar e praticar a leitura da Bíblia nas escolas públicas dos EUA em 1963. Ateísta convicta, Madalyn O’ Hair levou adiante sua luta ao fundar uma organização para defender a separação completa do Estado e da Igreja. E cultivou o ódio de inúmeras associações cristãs em aparições na mídia, questionando a crença religiosa. Até que simplesmente desapareceu em 1995, junto do filho, da neta e de US$ 500 mil das contas de sua ONG. A polícia não se empenhou em investigar, acreditando numa nota deixada em sua residência comunicando que ela iria viajar. Mas a mulher mais odiada da América tinha sido sequestrada. Como os anos se passaram, a polícia retomou o caso e só foi descobrir que fim ela tinha levado em 2001. A produção é indie e de baixo orçamento, rodada em apenas 18 dias, e só saiu do papel porque a Netflix topou. Segundo o diretor e roteirista Tommy O’Haver ninguém queria financiar o projeto, tamanha é a rejeição do ateísmo nos EUA. Apesar de ter feito muito sucesso com a fábula cômica “Uma Garota Encantada” (2004), estrelada por Anne Hathaway, O’Haver não filmava há dez anos, desde que seu “Um Crime Americano” (2007) lembrou outra história real impactante, de uma jovem presa no porão de uma casa nos anos 1960, o caso verídico que inspirou diversos filmes de terror. O elenco de “A Mulher Mais Odiada da América” inclui ainda Juno Temple (série “Vinyl”), Adam Scott (série “Parks and Recreation”), Vincent Kartheiser (série “Mad Men”), Josh Lucas (série “Os Mistérios de Laura”), Michael Chernus (série “Orange Is the New Black”) e o veterano Peter Fonda (“Motoqueiro Fantasma”). A première aconteceu no Festival SXSW e a estreia está marcada para a próxima sexta (24/3) na plataforma de streaming.
Trailer de terror estrelado por Emilia Clarke mostra bela fotografia e… o final do filme
Depois de diversas fotos, a Momentum Pictures finalmente divulgou o trailer do terror “Voice From the Stone”, estrelado pela atriz Emilia Clarke (série “Game of Thrones”). E a prévia é péssima. Além da falta absoluta de ritmo, sua montagem caótica entrega diversas reviravoltas e, aparentemente, até o final do filme. Um horror genuíno. O pior é que o filme não parece ruim, já que as imagens são belas, com direito a castelo enevoado, que confere à encenação um clima fantasmagórico. Por curiosidade, a direção de fotografia é de Peter Simonite, que foi assistente de cinematografia nos últimos filmes de Terrence Malick, de “A Árvore da Vida” (2011) ao vindouro “Song to Song” (2017). Na produção, ele explora a paisagem e a iluminação natural de Toscana, na Itália, onde o filme foi rodado há dois anos. A trama se passa nos anos 1950 e acompanha a chegada da personagem de Clarke, uma enfermeira contratada para cuidar de um garoto mudo e traumatizado, que deixou de falar após a morte de sua mãe. Aos poucos, ela vai percebendo que o lugar não é apenas um castelo isolado e que o menino tem seus motivos para não querer falar. “Voice From the Stone” marca a estreia na direção do ex-dublê Eric D. Howell, e ainda inclui em seu elenco os atores Marton Csokas (“O Protetor”), Caterina Murino (“007 – Cassino Royale”), Kate Linder (“O Maior Amor do Mundo”), o menino Edward Dring e a veterana Lisa Gastoni (“Roma, Convite ao Amor”). O lançamento está previsto para 28 de abril nos Estados Unidos, mas não há previsão para o Brasil.
Vida de refugiada síria que nadou na Olimpíada do Rio vai virar filme
A vida da atleta Yusra Mardini, refugiada síria que nadou na Olimpíada do Rio aos 18 anos de idade, será transformada num drama cinematográfico. Segundo o site da revista The Hollywood Reporter, o longa terá direção do inglês Stephen Daldry, diretor de “O Leitor” (2008) e da série “The Crown”, que deve filmar uma parte da trama no Brasil, três anos após a estreia de “Trash: A Esperança vem do Lixo” (2014), rodado justamente no Rio. Filha de um professor de natação, Yusra nada desde os três anos de idade. Em agosto de 2015, a jovem e sua irmã, Sarah, decidiram fugir da Síria devido à guerra. O destino era a Grécia e o transporte era um bote com capacidade para sete pessoas. No entanto, havia 20 no barco. Durante a travessia, o bote começou a encher de água. Ela e a irmã foram para o mar e nadaram, puxando a embarcação lotada por três horas, até chegarem à ilha de Lesbos, na Grécia. Na Olimpíada carioca, ela foi apenas a 41ª colocada e não conseguiu classificação nas eliminatórias dos 100 m borboleta, mas reação dela depois da prova não sugeria nada disso. “Eu me senti muito bem na água. Competir com grandes campeões é empolgante, e estar nos Jogos Olímpicos é tudo que eu quis na vida”, disse a atleta.
The Expanse é renovada para sua 3ª temporada
O canal pago americano Syfy anunciou a renovação da série “The Expanse” para sua 3ª temporada. Considerada a série sci-fi mais cara já produzida, a atração é baseada na franquia de livros “Leviathan Wakes”, escrita por James S.A. Corey, e se passa 200 anos no futuro, quando a Terra vive uma crise política com suas colônias em Marte e no cinturão de asteroides. A situação é agravada pelo ataque a uma nave espacial terrestre, falsamente creditado à Marte, e um teste com arma biológica num asteroide habitado, resultado de uma conspiração interplanetária que ameaça conduzir a uma guerra entre mundos. Desenvolvida pela dupla Mark Fergus e Hawk Ostby (roteiristas de “Homem de Ferro”), a série é estrelada por Steven Strait (série “Magic City”), Shohreh Aghdashloo (“Star Trek: Sem Fronteiras”), Wes Chatham (“Jogos Vorazes – A Esperança – Parte 1”), Cas Anvar (série “Olympus”), Dominique Tipper (“Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras”), Jared Harris (série “Mad Men”) e Chad Coleman (série “The Walking Dead”). Pelos custos elevados, “The Expanse” foi concebida como uma série limitada de 10 episódios. Mas o sucesso obtido, especialmente entre a crítica, animou o Syfy a investir na sua continuação. A série está na metade de sua 2ª temporada e, assim como a atual, a próxima também terá 13 episódios, com estreia prevista para 2018 nos Estados Unidos. No Brasil, “The Expanse” é disponibilizada pela plataforma de streaming Netflix.
Intérprete de Lux Luther em Smallville terá papel “bem decente” em Guardiões da Galáxia Vol. 2
O ator Michael Rosenbaum, que viveu Lex Luthor na série “Smallville”, está no elenco de “Guardiões da Galáxia Vol. 2”, revelou o diretor James Gunn em entrevista ao podcast The Adam Carolla Show. A informação veio à tona enquanto Gunn comentava a participação de Sylvester Stallone no longa. “Temos alguns personagens muito importantes do universo Marvel que farão sua estréia em ‘Guardiões da Galáxia Vol. 2’ sem o público saber. Stallone é um deles. Meu amigo Michael Rosenbaum também tem um papel bem decente no filme e funciona junto com o de Sly.” Mas, apesar desse teaser apetitoso, ele não adiantou qual é o papel, somando mais um mistério à produção, da qual não se sabe nem sequer a história ainda. “Guardiões da Galáxia Vol. 2” estreia em 27 de abril no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA.
Henry Cavill vai se juntar a Tom Cruise na próxima Missão Impossível
O ator Henry Cavill entrou no elenco da próxima “Missão Impossível”. O anúncio foi feito por meio de uma conversa encenada no Instagram do diretor do filme, Christopher McQuarrie, e continuada na rede social de Cavill. “Diga, @henrycavill. Tive uma ideia. Curioso se você estaria interessado em um papel no sexto filme de ‘Missão Impossível’. Sem pressão”, escreveu o diretor na legenda. E o ator respondeu: “Adoro um bom desafio. Como ficar agarrado num avião em movimento… ou segurar num penhasco apenas com os dedos… ou escalar um arranha-céu. Acho que terei que colocar meu treinamento em dia para me juntar na diversão da próxima ‘Missão Impossível’. Obrigado pelo convite, @ChristopherMcQuarrie”. O atual intérprete de Superman nos cinemas vai se juntar a Tom Cruise, que retorna ao papel de Ethan Hunt, e Vanessa Kirby, intérprete da Princesa Margaret na premiada série “The Crown”. A produção também deve trazer de volta Rebecca Ferguson, Simon Pegg, Ving Rhames e Jeremy Renner, mas eles ainda não foram oficialmente confirmados. A estreia está marcada para 27 de julho de 2018. Say, @henrycavill. Had a thought. Curious if you're interested in a role in the 6th installment of Mission: Impossible. No pressure. Uma publicação compartilhada por Christopher McQuarrie (@christophermcquarrie) em Mar 16, 2017 às 7:16 PDT I like a good challenge. Like hanging from a moving plane…or balancing from a cliff by my fingertips…or scaling a skyscraper. I guess I’ll just have to get my practice in and join the fun for the next Mission Impossible. Thanks for the invite, @ChristopherMcQuarrie. #MissionImpossible #MI6 Uma publicação compartilhada por Henry Cavill (@henrycavill) em Mar 17, 2017 às 8:32 PDT
Netflix imita os críticos Ebert e Siskel ao substituir classificação de estrelas por polegares
A Netflix anunciou na noite da última quinta-feira (16/3) que vai abandonar o sistema de avaliação com cinco estrelas usado atualmente no serviço de streaming em favor de opções de polegares: virado pra cima (“gostei”) e virado pra baixo (“não gostei”). Segundo a Netflix, o sistema foi testado com diversos usuários em 2016 e o crescimento de avaliações que usaram a classificação de polegares foi 200% maior que as tradicionais estrelas. De acordo com o vice-presidente de produção da plataforma, Todd Yellin, a mudança se fez necessária porque os usuários da Netflix classificam com 5 estrelas documentários e filmes premiados, e com 3 estrelas filmes “bobos” ou comédias populares. Ainda assim, estes últimos acabavam sendo muito mais assistidos que os primeiros. Para um usuário regular que se baseia nas estrelas, portanto, a medida foi deixando de fazer sentido. Assim, ao clicar no “gostei”, o algorítimo do serviço vai te recomendar filmes e séries baseados em recomendações de grupos de usuários com gostos parecidos. Vale lembrar que esse “sistema” de classificação de filmes não é uma novidade da era digital. Muito antes do Facebook, os já falecidos críticos de cinema Roger Ebert e Gene Siskel instituíram o uso do polegar para determinar se um filme era bom ou ruim há 30 anos, no programa de TV “Siskel & Ebert & the Movies”. As famílias dos dois críticos, inclusive, detém os direitos autorais da classificação de “dois polegares pra cima”, dada aos filmes classificados como ótimos.
Amanda Seyfried e Thomas Sadoski se casaram em segredo
Os atores Amanda Seyfried (“Ted 2”) e Thomas Sadoski (“John Wick: Um Novo Dia Para Matar”) se casaram em segredo no domingo (12/3) passado, na véspera de virarem papais. “Fugimos. Saímos do país com um funcionário do registo civil e fomos só os dois. Foi algo só nosso”, contou Sadoski durante a sua participação no programa “The Late Late Show” de James Corden, acrescentando que a “cerimónia foi perfeita” e que “foi um grande dia”. Na mesma ocasião, o ator aproveitou para se declarar à mulher, que se encontra na reta final da gravidez: “Ela é a pessoa que eu mais amo, admiro e respeito neste mundo”. A atriz de 31 anos e o ator de 40 se conheceram em 2015, quando trabalharam juntos num espetáculo na Broadway. No ano passado, voltaram a encontrar-se no set do filme “A Última Palavra”, apaixonaram-se e, em novembro, anunciaram que esperavam o primeiro filho. Este é o primeiro casamento de Seyfried e o segundo de Sadoski, que se divorciou há dois anos da diretora de casting Kimberly Hope.
Marion Cotillard dá à luz uma menina
Nasceu a filha do casal de atores franceses Marion Cotillard e Guillaume Canet. A menina se junta à família que já tem um menino, Marcel Canet, de cinco anos e meio. A notícia da gravidez veio à tona em setembro, em meio ao “furacão de notícias” sobre o envolvimento da atriz com Brad Pitt durante as filmagens de “Aliados”. Para enfrentar as mentiras disseminadas por tabloides e webloides, ela contou com o apoio inabalável do marido, e soltou o seguinte desabafo: “Essa será a minha primeira e única reação ao furacão de notícias que pipocaram nas últimas 24 horas, nas quais fui arrastada. Eu não costumo comentar coisas assim nem levá-las a sério, mas essa situação está se desdobrando e afetando pessoas que amo, então tenho que falar. Primeiramente, há muitos anos eu conheci o homem da minha vida, pai do nosso filho e do bebê que eu estou esperando. Ele é o meu amor, meu melhor amigo, o único que eu preciso”, escreveu. Cotillard e Canet vivem juntos há uma década e acabam de estrelar um novo filme em parceria, “Rock’n roll”, lançado em fevereiro na França.
Sci-fi brasileira 3% é a série de maior sucesso internacional da Netflix em idioma “estrangeiro”
A Netflix anunciou que “3%”, sua primeira série brasileira, é também a série em língua estrangeira mais assistida nos EUA de seu serviço. O comunicado oficial da empresa afirmou ainda que mais da metade da audiência da série vem de mercados internacionais. Erik Barmack, vice-presidente de Originais Internacionais da Netflix, justificou o sucesso em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, afirmando a série possui uma trama capaz de gerar empatia de diferentes públicos ao redor do mundo. “A série foi amplamente vista fora do Brasil em diversos países, o que nos mostra que há sempre um público para uma grande narrativa, seja com conteúdo produzido nos Estados Unidos, Brasil, Singapura, Austrália, Índia ou no Oriente Médio. O sucesso da série em todo o mundo nos levou a confirmar a 2ª temporada assim que ela foi lançada. Os produtores, diretores e elenco brasileiros de ‘3%’ construíram uma série atraente que questiona a dinâmica da sociedade ao colocar os personagens em um processo de sobrevivência cruel para chegar ao ‘outro lado’.” O resultado foi fruto de um levantamento levando em consideração todas as séries faladas em outro idioma que não o inglês exibidas pelo serviço de streaming. Disponibilizada pela Netlix em mais de 190 países, a série também foi elogiada por publicações internacionais como a revista The Hollywood Reporter e o site IndieWire, apesar da crítica brasileira ter sido reticente. Apesar desse sucesso, a série conta com um dos menores orçamentos entre as atrações da Neflix. Para se ter noção, um único episódio de “The Crown” custa praticamente duas temporadas de “3%”. Criada por Pedro Aguilera (“Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou!”), “3%” teve seus sete episódios iniciais disponibilizados em 25 de novembro, com direção do uruguaio Cesar Charlone (“Artigas, La Redota”), indicado ao Oscar pela fotografia de “Cidade de Deus” (2002). O anúncio da renovação veio logo em seguida, em 4 de dezembro. Mas até agora não há previsão para a estreia da sua 2ª temporada.
Ryan Murphy desenvolve série sobre o glamour de Nova York nos anos 1980
Criador de “Glee”, “American Horror Story”, “American Crime Story”, “Scream Queens” e da recém-lançada “Feud”, Ryan Murphy já está trabalhando em outro projeto para a televisão. Sua nova produção vai se chamar “Pose” e tratará da mistura de diversos segmentos da vida social de Nova York durante a metade dos anos 1980. A série irá abordar, entre outros assuntos, o renascimento glamouroso da cidade — com o surgimento dos grandes empresários como Donald Trump, hoje presidente dos EUA — , a cena social e o meio cultural de Manhattan em 1986. “Pose” está sendo escrita em conjunto com Brad Falchuk, parceiro de Ryan em “American Horror Story”, e Stephen Canals. E ao contrário das outras séries recentes de Murphy, “Pose” não será uma série com formato de antologia, e sim uma trama de temporadas contínuas. Como sempre, a atração tem produção da 20th Century Fox Television e visa a programação do canal pago FX, que exibe séries de Murphy desde “Nip/Tuck” (2003–2010).
Agatha Moreira estrela clipe da banda carioca de rap Oriente
O grupo carioca de rap Oriente lançou o clipe de “Linda, Louca e Mimada”, música que já tem quase três anos, antecipada no álbum “Oriente Acústico”. O ritmo da música ficou um pouco mais lento e algumas partes foram alteradas nessa versão “2k17”, como os membros da banda gostam de dizer. Mas o destaque do vídeo é a atriz Agatha Moreira como a musa da canção. No clipe, dirigido por Clarissa Lopes e Leonardo Fiorito, Agatha contracena com Chino, cantor e compositor do Oriente – linda e ligeiramente louca durante um show da banda de Niterói. Revelada na novelinha “Malhação” (2012-2013), a atriz foi promovida ao mundo adulto em “Verdades Secretas” (2015) e se tornou um dos destaques do remake de “Haja Coração” (2016). A seguir, ela viverá sua primeira protagonista, simplesmente a Marquesa dos Santos na novela “Novo Mundo”, que estreia na quarta (22/3), na faixa das 18h da Globo.
A Bela e a Fera representa o auge do “fan service” e da exploração da nostalgia em Hollywood
Sua reação ao assistir à adaptação live action de “A Bela e a Fera” vai depender do quanto você é fã do original. Quem ama o desenho de 1991, sabe cantar as músicas e chora em diversos momentos, incluindo a famosa cena da dança, vai sair do cinema achando que o filme foi feito sob encomenda. Mas quem nunca viu ou não gosta do clássico deve passar longe. É preciso entender – com seus prós e contras – que “A Bela e a Fera” representa o auge da fan service e da exploração da nostalgia em Hollywood. Sabendo disso, a Disney compreensivelmente optou por realizar quase uma filmagem literal do desenho com atores. Afinal, trata-se da única animação indicada ao Oscar de Melhor Filme quando essa categoria tinha somente cinco vagas. E ela mora nos corações de qualquer um que tem algo batendo no peito. Então, quem for ao cinema já vai para gostar do filme. Sem dúvida, é um prazer ver “A Bela e a Fera” de novo. Verdade que o filme traz algumas cenas inéditas, mas elas não acrescentam muito à magia. Por outro lado, também não atrapalham. É preciso considerar que a animação tinha cerca de 1h20 de duração e não dá para entregar um filme tão curto hoje em dia. Imagine também que a Disney poderia inventar mais alguma cena de dança entre a Bela e a Fera ou preencher tudo com músicas que soariam gratuitas, porém agradariam aos fanáticos. Mas não, isso não acontece. De resto, “A Bela e a Fera” reproduz quase que frame by frame toda obra original, como Zack Snyder fez com “300” (2006) e “Watchmen” (2009), os melhores filmes de um diretor fraco. Do mesmo modo, o diretor Bill Condon, que enganou todo mundo quando filmou o ótimo “Deuses e Monstros” (1998) e seguiu carreira rumo à mediocridade com dois filmes da saga “Crepúsculo”, tenta fazer apenas uma imitação. Sob total controle da Disney, Condon arrisca muito pouco, como na tímida insinuação gay de um personagem coadjuvante, e não se encarrega de atualizar detalhes que mereciam atenção maior. Pode-se argumentar que a trama é de filme de época, com seus valores antiquados e cheirando a mofo, porém alguns conceitos, que já incomodavam em 1991, envelheceram muito no século 21. Como uma Bela que se esforça para ser relevante, mas permanece 100% submetida ao universo masculino – a seu pai (Kevin Kline), ao vilão Gaston (Luke Evans) e à Fera (Dan Stevens). Por mais que Emma Watson tenha reiterado que trouxe uma visão feminista ao papel, a própria Disney foi mais empoderadora com “Valente”, “Frozen”, “Zootopia” e “Moana”. Também é estranho ver todos os atores, com exceção do casal principal, atuando como se estivessem em um desenho animado – e isso pode ser colocado na conta da direção, afinal são atores competentes. Sem falar nos efeitos visuais um tanto artificiais, como numa animação mesmo, porque o trabalho do elenco por trás de personagens digitais se restringe à dublagem. Se deu certo na animação, não quer dizer que o resultado será o mesmo em um filme de verdade. É um contraste gritante com o milagre que foi “Mogli”, adaptação da própria Disney para uma de suas animações, onde animais falantes e cantores eram realistas e perfeitamente plausíveis dentro da narrativa. A diferença é que Jon Favreau, diretor de “Mogli” (e da futura adaptação live action de “O Rei Leão”) conhece o caminho das pedras e está anos-luz à frente de Bill Condon. Favreau jamais deixa o CGI dominar seu filme – ironicamente, quase todo criado em computador – e o usa como ferramenta para se concentrar no principal, a história. Já na versão animada com atores de “A Bela e a Fera” salva-se, pelo menos, a própria Fera graças ao trabalho de Dan Stevens por trás dos pixels. Nem perto de ser um Andy Serkis, responsável pelo Gollum de “O Senhor dos Anéis” e o Cesar, de “Planeta dos Macacos”, ao menos aproxima-se de Sam Worthington e Zoe Saldana, que convenceram em “Avatar”. Como não dava para brigar em pé de igualdade com o encanto gerado pela versão clássica, esse “A Bela e a Fera” precisava, no mínimo, impressionar em outros quesitos. Emma Watson, por exemplo, não tem aquele brilho nos olhos que o papel exige nem fará qualquer espectador se apaixonar pela personagem. E é quase impossível não pensar em Hermione de vez em quando, o que pode gerar mais desconexões da plateia. Mas o fã de carteirinha nem vai ligar, porque vai chorar, cantar e assistir do início ao fim com um sorriso largo no rosto, como se estivesse reencontrando um velho conhecido muito querido. Alegria garantida, mas fortuita, já que o conhecido não tem nada de novo para contar desde o último encontro.












