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    Amanda Nunes dá mata-leão no ator Christian Slater ao vivo na TV americana

    20 de janeiro de 2017 /

    Pouco conhecida antes da vitória fulminante sobre Ronda Rousey, a lutadora brasileira Amanda Nunes está se tornando uma celebridade nos EUA. Ela já era campeã de MMA antes da fama, mas só agora tem a agenda cheia de compromissos de marketing. Na manhã de quinta (19/1), ela teve seu primeiro contato com Hollywood, ao finalizar o ator Christian Slater (série “Mr. Robot”) durante o programa “Live with Kelly”, da apresentadora Kelly Ripa. “Tive um bom momento com Christian Slater, foi bom demais”, ela publicou em seu Twitter. Veja abaixo o vídeo do abraço da leoa.

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    Mãe biológica da filha africana de Angelina Jolie faz apelo para conhecer a menina

    20 de janeiro de 2017 /

    A mãe biológica de Zahara, a menina etíope adotada por Angelina Jolie, fez um apelo à atriz para tentar conversar com a criança. “Por favor, deixe-me falar com minha filha”, disse Mentewab Dawit Lebiso ao jornal Daily Mail. Mentewab, que ainda vive na Etiópia, diz que sonha em um dia conhecer a menina, que foi adotada aos seis meses de idade, e agora tem 12 anos. Mas garante que se contentaria com a chance de simplesmente ouvir sua voz. “Eu só quero que ela saiba que estou viva. Eu não quero que minha filha volte, mas apenas estar em contato e ser capaz de conversar com ela”, disse ao tabloide britânica. Ela admite que Jolie e Brad Pitt deram a sua filha tudo o que ela poderia desejar. “Angelina é mais mãe para ela do que eu jamais poderei ser. Ela está ao lado dela desde que era um bebê, mas isso não significa que eu não sinta sua falta. Sinto o tempo todo. Eu penso nela todos os dias e há muito tempo quero ouvir sua voz ou ver seu rosto. Eu sei quando é o aniversário dela e fico triste por não poder comemorar”, acrescenta. O Daily Mail encontrou Mentewab em uma cidade no centro da Etiópia, longe da capital Addis Abeba. A mulher de 31 anos não teve contato com Zahara desde que foi levada para os Estados Unidos por Jolie, em 2005, com a ajuda da ONG Wide Horizons For Children. Ela disse que, desde então, não recebeu nenhum cartão ou uma carta de Jolie. De acordo com o Daily Mail, Jolie foi informada que Zahara ficara órfã, e que seus pais teriam sido vítimas de Aids. Ela não tinha ideia de que Mentewab estava viva até 2007, quando a mulher deu sua primeira entrevista, mas não se manifestou após descobrir. Os filhos adotivos têm o direito de tentar rastrear os pais biológicos quando atingirem a idade de 18 anos.

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    Peter Fonda confirma que Jack Nicholson está aposentado

    20 de janeiro de 2017 /

    Se alguém ainda tinha dúvidas, Peter Fonda confirmou. Seu velho amigo Jack Nicholson está realmente aposentado. “Eu acho que ele basicamente se aposentou. Eu não quero falar em nome dele, mas ele já trabalhou bastante e está muio bem financeiramente”, contou Fonda, que é amigo de Nicholson desde a época em que rodaram juntos “Sem Destino” (Easy Rider, 1969). Na entrevista, publicada pelo tabloide inglês The Sun, Fonda explicou que o astro está mais interessado em curtir o tempo com os amigos e a família e não tem tido mais paciência para a correria de Hollywood. Nicholson não faz filmes desde 2010, quando atuou pela última vez em “Como Você Sabe”. Apesar disso, ainda detém o recorde masculino de indicações ao Oscar, acumulando 12 no currículo, sendo oito de Melhor Ator e quatro na categoria de Coadjuvante. Ele levou a estatueta de Melhor Ator em duas ocasiões: em 1976, por “Um Estranho no Ninho”, e em 1998, por “Melhor É impossível”, além de possuir um Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, conquistado em 1984 pelo filme “Laços de Ternura”. Ele também foi um dos primeiros atores na história do cinema a se tornar tão popular a ponto de receber participações das bilheterias dos filmes nos quais era protagonista. Um exemplo é o cachê que ele embolsou para interpretar o Coringa em “Batman” (1989), que lhe rendeu mais de US$ 60 milhões.

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    Jessica Lange e Susan Sarandon viram Bette Davis e Joan Crawford nas primeiras fotos e teasers de Feud

    20 de janeiro de 2017 /

    O canal pago FX divulgou as primeiras fotos e o primeiros teasers de “Feud”, nova produção de Ryan Murphy que, assim como “America Horror Story”, será uma série de antologia. Mas suas histórias serão baseadas em fatos reais, como outro sucesso de Murphy, “American Crime Story”. Cada temporada focará a história de uma grande rivalidade e o primeiro ano tratará da lendária competição entre as duas divas Bette Davis (“A Malvada”) e Joan Crawford (“A Dominadora”) em Hollywood. A atração vai trazer Jessica Lange (estrela de quatro temporadas de “American Horror Story”) e Susan Sarandon (“A Viagem”), respectivamente como Davis e Crawford, que, durante as suas carreiras, disputaram não só os mesmos papéis no cinema, mas até os mesmos homens. Entretanto, ambas atuaram juntas no cult “O Que Terá Acontecido a Baby Jane?” de 1962. O filme se tornou famoso ao mostrar as duas como irmãs perturbadas, que se odiavam por terem caído no ostracismo depois de fazerem sucesso como atrizes na juventude – uma delas teria atropelado a outra, deixando-a tetraplégica no auge da carreira. O elenco também destaca Sarah Paulson (vencedora do Emmy 2016 justamente por “American Crime Story”) como Geraldine Page, indicada oito vezes ao Oscar e vencedora em sua última tentativa, “O Regresso para Bountiful” (1986), e Catherine Zeta-Jones (“RED 2: Aposentados e Ainda Mais Perigosos”) como Olivia de Havilland (“E o Vento Levou”), única atriz viva desse turma, atualmente com 100 anos de idade. Também estão confirmados Kathy Bates (como Joan Blondell), Stanley Tucci (como Jack L. Warner), Judy Davis (como Hedda Hopper), Alfred Molina (como Robert Aldrich) e Dominic Burgess (como Victor Buono). Os teasers anunciam a data de estreia da nova atração para o dia 5 de março nos EUA. Their rivalry was legendary. FEUD: Bette and Joan, starring Jessica Lange and Susan Sarandon. FX’s new series from Ryan Murphy premieres 3/5 pic.twitter.com/nTbS1CcLPh — Feud (@FeudFX) January 19, 2017 'Feud: Bette and Joan' with Jessica Lange – Teaser #2 pic.twitter.com/FxnOpQlOXU — Jessica Lange (@JLangeDaily) January 18, 2017

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    Dwayne Johnson vai estrelar filme solo do vilão dos quadrinhos Adão Negro

    20 de janeiro de 2017 /

    A popularidade de Dwayne Johnson vai render um novo longa de supervilão da DC Comics. Decidido a viver o vilão Adão Negro em “Shazam!”, o ator também estrelará um filme solo do personagem, de acordo com o site da revista Entertainment Weekly. O filme será produzido pela New Line Cinema, que anunciou em 2014 que Johnson seria Adão Negro em “Shazam!”. Apesar de terem se passado três anos desde então, a produção do antigo Capitão Marvel está em estágios iniciais de desenvolvimento. Darren Lemke (“Goosebumps”) está escrevendo o roteiro, mas ainda não há diretor definido. Já o projeto solo de “Adão Negro” nem roteirista possúi. Criado em 1945 pelo roteirista Otto Binder (que também criou Supergirl e a Legião dos Super-Heróis) e pelo ilustrador C.C. Beck (criador do Capitão Marvel), Adam Negro era originalmente Teth-Adam, filho do faraó Ramsés II e um dos primeiros detentores dos poderes do mago Shazam, na época do Egito Antigo. Porém, ele se deixou seduzir pelo poder e foi exilado. E só retornaria como vilão nos dias atuais (na verdade, nos anos 1940) para enfrentar o Capitão Marvel (hoje, rebatizado de Shazam por razões óbvias), o novo campeão do mago Shazam. Johnson ficou fascinado, como todos os leitores de quadrinhos, pela versão do personagem escrita por Geoff Johns, Grant Morrison, Greg Rucka e Mark Waid na minissérie “52” (2006), como o governante de uma nação africana que sofre conflito existencial, determinado a fazer o bem, enquanto é manipulado para fazer o mal. Com cenas impactantes e desfecho trágico, o resultado é uma das melhores sagas já publicadas nos quadrinhos. O longa do Adão Negro ainda não tem previsão de estreia, mas “Shazam!” chegará aos cinemas em 5 de abril de 2019 nos Estados Unidos, logo antes do segundo “Liga da Justiça”. Os próximos filmes da DC com estreias marcadas para o Brasil são “Mulher-Maravilha”, em 1 de junho, e “Liga da Justiça”, em 16 de novembro.

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    Pré-estreia e entrevistas de Quatro Vidas de um Cachorro são canceladas após vazamento do vídeo de maus-tratos

    20 de janeiro de 2017 /

    A Universal Pictures e a produtora Amblin Entertainment anunciaram na noite de quinta-feira (19/1) que a pré-estreia e as entrevistas do filme “Quatro Vidas de Um Cachorro” foram canceladas, após um vídeo das filmagens, que mostra um cachorro ser jogado na água, vazar na internet. A pré-estreia aconteceria em Los Angeles neste final de semana. Em um comunicado, a Universal Pictures e a Amblin, afirmaram que, por causa de um vídeo “editado”, decidiram cancelar a première e também a as entrevistas agendadas com a imprensa para divulgação, chamadas de press junkets. A estreia do filme continua marcada para a quinta (26/1) no Brasil e no dia seguinte nos Estados Unidos. “Não queremos que nada atrapalhe este filme que celebra o relacionamento entre homens e animais. Desde que essas imagens surgiram, a Amblin está em contato com o pessoal da segurança, treinadores e coordenadores de dublês para revisar o que ocorreu”. O vídeo (que pode ser visto aqui) foi feito em novembro de 2015 no Canadá e mostra um adestrador forçando o pastor alemão Hercules a entrar em um tanque com águas turbulentas. Mesmo assustado e se recusando a entrar na água, o cão é jogado pelo homem dentro do reservatório. Após um corte, outra imagem mostra que ele submerge e não se sabe se ele sobreviveu. De acordo com o Buzzfeed, o treinador que aparece no vídeo foi demitido. Nas imagens, é possível ouvir uma outra treinadora chamando pelo cão, enquanto o homem que faz as imagens diz que “pelo menos a água é quente”. A Peta (People for the Ethical Treatment of Animals), entidade que defende tratamento ético aos animais, pediu boicote à produção. “A Peta pede que os amantes de cachorros boicotem o filme para que seja enviada a mensagem de que os animais devem receber tratamento humanitário”. No IMDB (Internet Movie Database), um banco de dados de filmes e séries de TV que permite que o público atribua notas, a avaliação de “Quatro Vidas de Um Cachorro” começou a cair: 94% dos usuários classificaram a produção com nota 1, a mínima no site. E isto antes do filme estrear. Mas um representante da Amblin Entertainment, empresa que produziu “Quatro Vidas de Um Cachorro”, afirmou ao TMZ que, por mais que pareça no vídeo, o cachorro não foi forçado a entrar na água. O cachorro teria ensaiado as cenas na correnteza diversas vezes, mas no dia da gravação hesitou em entrar na água, segundo a empresa. “No dia da gravação, o Hercules não quis fazer a acrobacia, então nossa equipe interrompeu aquela tomada”, garantiu o representante da Amblin ao site que revelou o vídeo. O diretor do filme, Lasse Hallström, não foi tão político e lamentou o ocorrido no Twitter, reprovando as cenas e dizendo que não tinha o conhecimento de que aquilo tinha acontecido. “Estou muito incomodado com o vídeo divulgado do set de ‘Quatro Vidas de Um Cachorro’. Eu não testemunhei essas ações, que são inaceitáveis e não deveriam nunca acontecer sob meu conhecimento. Me prometeram que uma investigação completa dessa situação está em andamento e que qualquer irregularidade será relatada e punida”, disse o diretor. Josh Gad, ator responsável por dar voz ao cachorro, também disse estar abalado. “Triste por ver qualquer animal colocado em situação contra a sua vontade”. W. Bruce Cameron, autor do livro em que o filme foi baseado e roteirista de “Quatro Vidas de um Cachorro”, também divulgou um comunicado em suas redes sociais. “Eu fiquei tão chocado quanto vocês quando assisti ao vídeo. Apesar de claramente ter sido editado e exageradamente divulgado, as imagens falam por elas mesmas. Eu pedi uma explicação ao estúdio e eles me asseguraram que estão revendo todas as imagens da gravação daquele dia e questionando todos os que estavam presentes (eu não estava). Eu prefiro ter todas as informações ao meu dispor antes de julgar ou opinar”, ele escreveu. No filme, baseado no best-seller de W. Bruce Cameron, um cão morre e reencarna diversas vezes. Embora conheça novas pessoas e viva novas aventuras, ele sonha em encontrar seu primeiro dono, que foi seu maior amigo. No trailer da produção, há uma cena em que um pastor alemão é parceiro de um policial e tenta tirar uma pessoa da água.

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    Miguel Ferrer (1955 – 2017)

    19 de janeiro de 2017 /

    Morreu o ator Miguel Ferrer, que foi vilão em diversos filmes e policial em inúmeras séries. Ele sofria de câncer na garganta e faleceu nesta quinta-feira (19/1), aos 61 anos. Ferrer nasceu em Hollywood. Ele era filho de artista, do grande José Ferrer (vencedor do Oscar por “Cyrano de Bergerac”) e da cantora Rosemary Clooney (“Natal Branco”). Seu primo, o ator George Clooney, foi quem compartilhou a notícia. “Miguel deixou o mundo mais brilhante e engraçado e a perda dela será sentida profundamente em nossa família”. Antes de se tornar ator, ele tentou ser músico, tocando bateria nas turnês de sua mãe e do cantor Bing Crosby. E devia ser bom, porque foi convidado por ninguém menos que Keith Moon, o lendário baterista da banda The Who, a tocar bateria em seu disco solo, “Two Sides of the Moon” (1975). Embora não tenha investido na carreira musical, nos últimos anos retomou a música como passatempo, formando uma banda com seu velho amigo Bill Mumy (o Will Robinson de “Perdidos no Espaço”), The Jenerators. Após figurar em séries e filmes no começo dos anos 1980 – inclusive como oficial da Federação em “Jornada nas Estrelas 3” (1984) – acabou chamando atenção em “RoboCop” (1987), como um dos executivos da empresa responsável em criar o “policial do futuro”. Foi tão convincente que acabou marcado como vilão, voltando a viver papel de malvado em vários gêneros, como na sci-fi “Abismo do Terror” (1989), no thriller “A Assassina” (1993), na comédia “Uma Nova Tocaia” (1993), no drama “Traffic: Ninguém Sai Limpo” (2000) e até no filme de super-herói “Homem de Ferro 3” (2013). Ironicamente, a TV o via de forma completamente oposta, como um cara do bem. Ferrer acabou se especializando em homens da lei, estrelando diversas séries, a começar pela clássica “Twin Peaks”, na qual interpretou o agente do FBI Albert Rosenfield, contracenando com Kyle MacLachlan, o criador da série David Lynch e o cantor David Bowie. Ele também combateu o crime em tempo integral nas séries “Broken Badges”, “Crossing Jordan” (em mais de 100 capítulos), no remake de “A Mulher Biônica”, “The Protector” e “NCIS: Los Angeles” (também em mais de 100 capítulos), que ainda tem episódios inéditos com seu personagem, Owen Granger, em sua 8ª temporada. Por coincidência, seu último trabalho foi uma volta ao primeiro personagem fixo de sua carreira televisiva. Ele retomou o agente Rosenfield no revival de “Twin Peaks”, cuja estreia está marcada para maio.

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    Manchester à Beira-Mar oferece mergulho dramático consagrador a Casey Affleck

    19 de janeiro de 2017 /

    É próprio dos grandes atores serem capazes de preservar-se da influência negativa dos holofotes. Casey Affleck manteve essa discrição em sua carreira até não poder mais. Já tinha brilhado em “O Assassinato de Jesse James” (2007), mas do mesmo modo que o filme salientou seu talento, inclusive com uma indicação para o Oscar, deixou-o temeroso de aceitar uma nova condição em Hollywood, e assim Affleck rapidamente voltou a penumbra. “Manchester à Beira-Mar” (Manchester by the Sea) arranca o ator do segundo plano mais uma vez. E com maior contundência. Não é por acaso que o filme está em quase todas as listas dos melhores do ano. É um mergulho no realismo das relações, filmadas cruamente e sem pudor. Não tem nada a ver com o sentimentalismo infantil e declamatório, que tantas vezes já vimos no cinema norte-americano. É uma outra coisa. Há uma riqueza ilimitada de expressões no ser humano, e a curiosidade de observador do ínfimo drama cotidiano é algo que o diretor e dramaturgo Kenneth Lonergan (“Conte Comigo”) vem apurando ao longo dos anos. Com Casey Affleck, Lonergan encontra o ator ideal para inscrever na tela a dor do ser anônimo mergulhado na solidão e no luto. “Manchester” abre com uma charmosa vinheta de dois homens e um menino numa excursão de verão no barco de pesca da família. Os dois são os irmãos Chandler. Joe, o mais velho (Kyle Chandler) pilota o barco; Lee, o mais novo (Affleck), ensina o sobrinho, Patrick, a pescar. É um momento alto astral, mas a cena seguinte revela que essa nau flutua entre o presente, o passado e há uma tragédia conectando os dois tempos. No presente, Lee vive como um zumbi num porão em Boston. De dia, leva um trabalho pesado de zelador num condomínio. É ótimo na execução das tarefas, mas não tem tolerância para lidar com os humores dos condôminos. Nem paciência para entabular uma conversa com uma garota que se aproxima, à noite no bar. Ele se irrita com a moça e deixa bem claro sua condição de ermitão. Sua fiação emocional parece desgastada, e parece haver uma pitada de penitência em sua solidão. A forma como Affleck submerge neste personagem tem uma extensão assombrosa. Vai levar uma hora ou mais para descobrirmos o porquê. Mas o ator projeta a gravidade do personagem em todos seus olhares e gestos: as mãos presas nos bolsos, os olhos inquietos, enquanto o álcool o eleva e afasta da Terra. Então um telefone toca tirando o homem amortecido da rotina. A chamada é de um hospital em Manchester: o irmão mais velho, Joe, teve um ataque cardíaco. Enquanto Lee empreende a longa viagem de volta a sua terra natal, Lonergan mantém o filme num ritmo sereno. Definitivamente, ele não é um diretor adepto de sobressaltos ou de firulas visuais, mas a partir daqui, cria um emaranhado de sutilezas e um complexo jogo de espaços e interações inusitado. A começar pela habilidade que interliga a trama em flashbacks. Em princípio, as idas e vindas parecem óbvias, mas na verdade, elas estruturam o filme no mesmo estado de levitação do barco no início. O irmão de Lee morre antes que ele consiga percorrer o extenso caminho de Boston a costa. E quando ele é colocado em frente ao cadáver, imediatamente, Lonergan se nega a mostrar o morto, levando-nos a um flashback de quando o homem recebia naquele mesmo hospital o diagnóstico de que tinha pouco tempo de vida. O passado e o presente se fundem, sem demora, deixando a estranha sensação de ver uma pessoa viva imediatamente após a sua morte. O “é” e o “foram” no filme são enlaçados e amarrados juntos. O mérito de “Manchester à Beira-Mar” reside justamente na criação dessa atmosfera oscilante, por vezes trágica, por vezes pontilhada de momentos cômicos. Os personagens invariavelmente riem de suas desgraças. Joe é o primeiro a fazer piada com seu estado, quando o médico lhe dá a péssima notícia. O sobrinho então esquece as diferenças com o tio quando precisa que ele distraia a mãe da namorada, para que possa ir até onde deseja no quarto da menina. Algumas cenas parecem saídas de uma comédia ligeira, outras são de uma mordacidade incrível. Num dos momentos mais terríveis, logo depois de um incêndio, enfermeiros tentam carregar numa maca a mulher que perdeu os filhos no fogo e não conseguem colocá-la na ambulância. As pernas da maca emperram. A trapalhada dura dois segundos, mas é o suficiente para desconcertar de tão patética. Pior de tudo, vemos como um pequeno erro estúpido de um personagem adquire consequências tão vastas que reduzem a vida de outros a cinzas. A ironia é cáustica aqui. Para desespero de Lee, ele acaba nomeado como o guardião legal de Patrick (Lucas Hedges), filho de Joe. É o mesmo menino do início na pesca, só que ele cresceu, tem 16 anos, e não tem absolutamente nenhum desejo de se acertar com o tio. Grande parte da história envolve as duas figuras se medindo, estudando, tentando chegar a algum lugar. Numa segunda instância, ocorre uma outra dificuldade de acerto de Lee. Em seu regresso forçado a Manchester, ele reencontra também a ex-mulher (Michelle Williams). O personagem procura adiar a conversa com ela, mas são tantas as coisas que a mulher tem sufocada para dizer, que quando eles se encontram numa esquina, as emoções jorram numa torrente. Hollywood gosta de insistir que, ao encontrar uma pessoa especial, seja um forasteiro, alienígena ou amigo, você pode curar ou ser curado de seus males. Ninguém é curado no final de “Manchester à Beira-Mar”. A inquietação cresce, e o diretor consegue-nos manter sempre no fio instável do desconforto, num equilíbrio entre a aflição e o alívio, com um nó na garganta, no corpo todo, que não se desata nunca. O passado é um novelo que vai acumulando mal-entendidos e equívocos e, de uma forma sempre elegante, jogando com uma espécie de fora de campo do som e das palavras, Lonergan vai-nos alertando para o que ficou por dizer. E como numa verdadeira tragédia grega não há redenção possível. A cidade do título é devidamente esboçada, inclusive em suas cores – nem sempre fica claro onde o cinza do oceano termina e começa o céu do inverno. Seja como for, o odor é a última memória a partir.

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    Os Penetras 2 dá golpe no público com piadas sem graça

    19 de janeiro de 2017 /

    Curioso como há vários filmes brasileiros da safra recente que lidam com a questão da obtenção de dinheiro de maneira fácil ou de forma ilegal. Seja ganhando uma fortuna, como no caso de “Tô Ryca” (2016), “Um Suburbano Sortudo” (2016) e dos três “Até que a Sorte nos Separa” (2012-2015), seja através de algum crime ou contravenção, como em “O Roubo da Taça” (2016) e dos dois “Vai que Dá Certo” (2013-2016). O primeiro “Os Penetras” (2012), de Andrucha Waddington, já seguia essa linha na figura dos malandros, gente que quer ganhar dinheiro enganando alguém, em especial pessoas ricas. Mas se o original já não era tão bom ou mesmo engraçado, o golpe de “Os Penetras 2 – Quem Dá Mais?” consiste em tentar tirar dinheiro do público com piadas ainda mais fracas. É possível ver que Waddington buscou referência em comédias antigas de Hollywood e brasileiras da época das chanchadas, mas, diferente de “Tô Ryca”, que foi mais descarado na “inspiração”, desta vez a “homenagem” não convenceu. Para começar, Marcelo Adnet é subaproveitado ao extremo na continuação. A solução que deram para o seu personagem, o grande líder da turma de trapaceiros, foi a pior opção possível. Spoiler: ele morre e só aparece como um fantasma, visto apenas pelo personagem de Eduardo Sterblitch. Este, por sua vez, esforça-se muito para parecer engraçado com seu personagem meio maluco, exagerando nos gritos, caras e bocas – o que lembra um pouco os tipos feitos por Jerry Lewis há 50 e muitos anos. Logo no começo do filme, ele é traído pelo amigo (Adnet) e acaba indo para um hospício se tratar. Sai de lá devido a uma notícia que o perturba, e encontra pelo caminho Danton Mello, que seria uma ótima escalação, pelo que demonstrou em “Vai que Dá Certo”. Mas o diretor, acostumado com dramas e séries, não sabe lidar com o timing cômico. E olha que o roteiro até fornece as situações típicas das comédias brasileiras, como piadas sobre gays – envolvendo Sterblitch e um casamento gay com um milionário russo. Um desperdício completo, inclusive de Mariana Ximenes, atriz versátil que costumava escapar ilesa até de comédias fracas.

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    Sieranevada mostra discussões em família com estética voyeur

    19 de janeiro de 2017 /

    “Sieranevada” é o quinto longa-metragem do romeno Cristi Puiu, mais conhecido por “A Morte do Sr. Lazerescu” (2005), e promove uma série de sentimentos contraditórios. Se, por um lado, é incômodo ficar posicionado no meio de um corredor com portas que se fecham e abrem de um lado e de outro, é, ao mesmo tempo, fascinante poder ir desvendando sua história e seus personagens. A câmera estilo voyeur, que se fixa em corredores e se espreme para entrar em alguns cômodos, muitas vezes deixa o espectador perdido e questionando o que está acontecendo, já que várias coisas ocorrem fora de seu campo de visão. Mas isso acaba fornecendo um olhar diferenciado, em que aquilo que é mostrado se torna muito mais interessante do que se acompanhássemos tudo da maneira mais tradicional. E o que acontece são discussões. Muitas discussões. Entre elas, brigas políticas, ao mesmo tempo acaloradas e muito espirituosas, como é o caso das opiniões contundentes do rapaz que duvida da versão oficial do ataque às Torres Gêmeas no 11 de setembro, ou da velhinha comunista, que, como boa ativista, ainda acredita que o velho sistema político adotado na Romênia na época da Guerra Fria era muito bom, sim senhor. No meio do debate, há aqueles que ficam em cima do muro ou estão abertos a novos pontos de vista, contanto que baseados em algo sólido. Mas o que mais é enfatizado no filme é mesmo o jogo de relações humanas que se promove naquele espaço, uma casa cheia de familiares, reunidos para o aniversário de morte do patriarca, e um padre ortodoxo que demora tanto a chegar que faz o filme parecer uma versão atualizada de “O Anjo Exterminador” (1962), de Luis Buñuel. Ninguém sai enquanto o padre não chega, o que acaba gerando desgastes na família. O atrito cresce ainda mais com a vinda de um dos homens da família, que não é bem recebido por ter aprontado com a esposa. Discussões, discussões. Na verdade, não acontece nada de incomum no retrato de família que é levado à tela. Os bate-bocas são tão universais que até parece que estão filmando nossa própria família, passando uma sensação de verdade escancarada para o espectador. E isso Puiu consegue através do sua câmera, que sabe muito bem quando se afastar e quando se posicionar bem próximo dos personagens. O fato de ter quase três horas de duração contribui para deixar o espectador um tanto incomodado. Mas uma vez que se aceita o jogo de Puiu, cresce a relação de prazer com o filme, que pode divertir mesmo em seus momentos menos confortáveis.

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    Diretor e ator de Quatro Vidas de um Cachorro se dizem abalados pelo vídeo de maus-tratos na filmagem

    19 de janeiro de 2017 /

    O vídeo de maus-tratos a um dos cães de “Quatro Vidas de um Cachorro”, divulgado pelo TMZ, repercutiu entre a equipe de produção. O cineasta Lasse Hallstrom, que dirigiu a produção, afirmou não ter visto os abusos, mas reconheceu no Twitter que ficou “muito perturbado com o vídeo”. “Eu não testemunhei essas ações. Estávamos todos empenhados em proporcionar um ambiente amoroso e seguro para todos os animais no filme. Foi-me dito que uma investigação completa dessa situação está em andamento e prometeram-me que qualquer irregularidade será relatada e punida”, ele acrescentou nas redes sociais. Josh Gad, que dubla o cão no longa e nunca foi ao set, também expressou sua preocupação com as imagens no Twitter. “Fico abalado e triste por ver qualquer animal colocado em uma situação contra sua vontade”, disse ele, acrescentando que também pediu ao estúdio “uma explicação para essas imagens perturbadoras”. Por sua vez, a produtora Amblin Entertainment e a distribuidora Universal Pictures optaram pelo texto padrão, emitindo uma declaração conjunta, na qual afirmam que a equipe de produção “seguiu protocolos rigorosos para promover um ambiente ético e seguro para os animais”. A nota ainda acrescenta: “Enquanto continuamos a rever as circunstâncias mostradas nas filmagens editadas, a Amblin está convicta de que mostrou grande cuidado e preocupação com o pastor alemão Hercules, bem como para todos os outros cães durante toda a produção do filme“. O vídeo (que pode ser visto aqui) foi feito em novembro de 2015 no Canadá e mostra um adestrador forçando o pastor alemão Hercules a entrar em um tanque com águas turbulentas. Mesmo assustado e se recusando a entrar na água, o cão é jogado pelo homem dentro do reservatório. Após um corte, outra imagem mostra que ele submerge e não se sabe se ele sobreviveu. A ONG Peta (People for the Ethical Treatment of Animals), entidade que defende tratamento ético aos animais, pediu boicote ao filme. “A Peta pede que os amantes de cachorros boicotem o filme para que seja enviada a mensagem de que os animais devem receber tratamento humanitário”. A estreia está marcada para a próxima quinta (26/1) no Brasil e no dia seguinte nos EUA. pic.twitter.com/GBPpfNRt9b — Josh Gad (@joshgad) January 19, 2017

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    Novo trailer legendado dos Power Rangers revela tudo, de Zordon ao Megazord

    19 de janeiro de 2017 /

    A divulgação a conta-gotas do novo filme dos “Power Rangers” foi atropelada por um tsunami de informações visuais, divulgadas no novo trailer legendado da superprodução. A prévia começa como a anterior, focada no quinteto de estudantes que ganha super-poderes, no tom sóbrio de “Poder sem Limites” (2012), mas desta vez vai além, ao mostrá-los como super-heróis em ação contra Rita Repulsa e seus monstros gigantes. Em poucos minutos, as revelações vêm de roldão e incluem Zordon, o robô Alpha 5, a hora de morfar e a aparição do Magazord, num pacote de referências à série dos anos 1990. A versão de cinema é estrelada por Ludi Lin (série “Marco Polo”) como o Ranger Preto, Dacre Montgomery (“A Few Less Men”) como o Ranger Vermelho, Naomi Scott (“Perdido em Marte”) como a Ranger Rosa, RJ Cyler (“Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer”) como o Ranger Azul, Becky Gomez (série “Empire”) como a Ranger Amarela, além de Bryan Cranston (série “Breaking Bad”) como Zordon, Elizabeth Banks (“Jogos Vorazes”) como a vilã Rita Repulsa e Bill Hader (“Descompensada”) como a voz de Alpha 5. A história foi desenvolvida há quatro mãos pelo casal Kieran e Michele Mulroney (ambos de “Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras”) e a dupla Matt Sazama e Burk Sharpless (do infame “Deuses do Egito”), e transformada em roteiro por John Gatins (“Need for Speed” e “O Voo”). A direção está a cargo de Dean Israelite (“Projeto Almanaque”) e a estreia acontece em 23 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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    Polícia pede quebra de sigilos para investigar ameaças de morte sofridas por Deborah Secco nas redes sociais

    19 de janeiro de 2017 /

    Após o desabafo de Deborah Secco no começo da semana, a Polícia Civil de São Paulo deu início à investigação das ameaças de morte sofridas pela atriz e sua família, inclusive sua filha Maria Flor, nas redes sociais. Deborah registrou queixa há cerca de quatro meses e revelou na segunda (16/1) que as investigações estavam paradas. “Não entrei com advogado no caso. Fui pessoalmente dar queixa na delegacia do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. E eles passaram para a delegacia de crimes virtuais. Desde então, não tive mais posição, só dizem que continuam investigando. Sempre entro em contato, mas nada até agora. Estou aguardando ansiosa. Segundo eles, o delegado responsável foi trocado”, explicou a atriz. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o caso é investigado pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e pela Delegacia de Fraudes Patrimoniais Praticadas por Meios Eletrônicos. Nesta semana, foram solicitados a quebra de sigilo de usuários de sites e de empresas de telecomunicação para se descobrir o responsável.

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