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    Filme B: “A fragmentação da programação acontece no mundo inteiro e é uma tendência também no Brasil”

    29 de dezembro de 2016 /

    A discrepância entre o números de salas de cinema disponíveis no Brasil e a quantidade de salas ocupadas pelos blockbusters lançou luz sobre uma solução criativa do parque exibidor para driblar a falta de telas no país. Ao passar a exibir mais de um filme por sala, as distribuidoras aumentaram o alcance nacional de seus títulos. Mas criaram novos problemas, como a implosão de um critério importante da contabilização das bilheterias e a diminuição da transparência do circuito. Tudo isso foi detalhado aqui. Responsável por lidar diretamente com os dados dos exibidores, Gustavo Leitão, editor do Filme B, uma das empresas especializadas na análise do desempenho do mercado, respondeu a perguntas por email, contando como está lidando com esse novo e inusitado paradigma. Confira abaixo. Como é feito o levantamento do circuito? São os exibidores ou distribuidores que informam? O nosso Plantão, que é a equipe responsável pela coleta de dados do sistema Filme B Box Office, que trabalha dia e noite, incluindo fins de semana, mantém uma lista atualizada das salas em operação no Brasil. Os exibidores informam as rendas detalhadas dos seus circuitos, portanto sabemos quais são as salas em atividade. O monitoramento também lista as salas fechadas, mesmo que provisoriamente para obras, e as inaugurações e ampliações. Como 3 mil salas conseguem dobrar de tamanho e virar 6 mil salas na contabilidade do circuito? A fragmentação da programação acontece no mundo inteiro e é uma tendência também no Brasil. Por aqui, nos circuitos de arte, constantemente são exibidos até três filmes por sala. Nas redes de perfil mais comercial, essa prática também acontece: filmes infantis pegam os horários vespertinos, enquanto os de perfil adulto ocupam a programação da noite. Ainda há os festivais e as pré-estreias que não são realizadas em todas as sessões das salas. Desde quando a tendência de exibir mais de um filme por sala passou a ser dominante (norma e não exceção) no mercado? Essa tendência se fortaleceu com a digitalização do circuito, que começou a ganhar força no país em 2012 e hoje é uma realidade dominante. A digitalização facilita a operação porque não exige espaço de armazenamento de rolos de filme, os arquivos podem ser facilmente transportados em HDs ou transmitidos por satélite. Isso deu mobilidade para os cinemas programarem muitos filmes e agilidade para trocar títulos de sala e encolher ou expandir o número de sessões. Isto tem relação com o fato de que o parque exibidor cresceu com muito menos força em 2016 do que vinha crescendo nos últimos anos? Não, a fragmentação da programação é uma tendência que tem pouco a ver com o tamanho do circuito. Vivemos em uma época no cinema mundial de superblockbusters que ganham lançamentos muito amplos e conseguem levar muita gente aos cinemas porque se transformam em fenômenos com aura de imperdíveis. Filmes médios e de nicho hoje concorrem mais fortemente com o entretenimento caseiro (e outras formas de diversão) e têm uma brecha menor no circuito tradicional. O digital também facilitou a produção, aumentou a oferta em uma estrutura de escoamento que não cresce na mesma proporção. Tudo isso favorece a programação fragmentada. Ela pode até desagradar algum tipo de espectador, mas ajuda enormemente os cinemas menores do interior, que assim podem oferecer mais variado. O fim de semana passado foi o primeiro em que 3 filmes ocuparam 3 mil salas simultaneamente. Já é sinal de tendência para 2017, ano de muitos candidatos a blockbuster? Difícil precisar se foi mesmo a primeira vez. Teria que fazer uma análise semana a semana dos últimos anos. Mas certamente não é a primeira vez que os circuitos do top 20 do fim de semana somados superam o total de salas no país. Isso acontece continuamente há bastante tempo. O ano que vem deverá repetir essa tendência, já que os blockbusters têm aumentando sua participação – até novembro de 2016, por exemplo, os dez mais (as maiores rendas) cresceram 22,7% em ingressos vendidos na comparação com o mesmo período do ano passado – e os lançamentos têm ultrapassado com frequência as 1.000 salas no primeiro fim de semana. A tendência, dizem os especialistas, é de concentração nas primeiras semanas dos blockbusters (aberturas mais amplas, portanto), com carreiras mais curtas. A prática de exibir mais de um filme por sala ajuda a obscurecer o circuito exibidor, uma vez que um filme exibido em mil salas, com uma sessão por dia em cada sala, teria menos sessões que um exibido integralmente em 300? Isso também não torna sem sentido a informação relativa a arrecadações por sala, visto que embaraça quantas sessões efetivamente um filme tem por sala? A média por sala é um padrão histórico da métrica de desempenho dos filmes que cada vez tem menos relevância. Justamente a fragmentação fez com que esse número perdesse confiabilidade. Como cada mudança deve envolver a rede de exibidores do país inteiro, tecnicamente essa medida por sessão ainda não é possível de coletar. Há uma intenção da Ancine de fazer esse tipo de acompanhamento, mas não sei em que pé está. Da nossa parte, estamos estudando com os agentes do mercado a possibilidade de usar como parâmetro a média por cinema, já empregada nos EUA, que tem mais precisão. Em janeiro, o nosso ranking deve incorporar essa mudança. Deve-se aceitar essa distorção como inevitável, típica do jeitinho brasileiro, ou buscar outra quantificação, como, por exemplo, o número de sessões de um filme em vez do número de salas que ele é exibido? Os parâmetros da métrica do mercado devem acompanhar as mudanças da atividade. Portanto, o ideal é sempre estar atento às informações que têm relevância e as que não servem mais para diagnosticar com precisão o momento. Portanto, sim, como disse antes, estamos estudando outras possibilidades. No levantamento realizado junto ao circuito, há informações sobre quantas cópias são exibidas dubladas? Isso não é um dado relevante, que merece ser mais bem divulgado? Sim, temos levantamento do desempenho dos filmes tanto por tecnologia (2D, 3D, IMAX) como entre dublado e legendado. O mercado tem acesso a todos esses relatórios através do site Filme B Box Office. Já publicamos uma matéria a respeito na Revista Filme B e pontualmente abordamos esses aspectos na análise do ranking do fim de semana no Boletim, são relevantes para um filme específico. Ter cada vez mais filmes por sala, com predomínio de cópias dubladas, é o que se pode esperar do circuito para 2017? Aqui não se pode falar em tendência porque os dois fatores dependem do tipo de filme lançado. Filmes que dividem salas são geralmente aqueles que têm um público mais restrito: de arte, infantis, já em carreira avançada, documentários segmentados… São várias as possibilidades. A dublagem, idem: mais forte nos blockbusters, nas animações. O espectador brasileiro gosta de filmes dublados. Por ano, mais da metade dos ingressos costuma vir desse tipo de sessão. Pode chegar a mais de 70% dependendo do título. Se o mercado só oferece opção de dublados em 70% do circuito, não seria natural que 70% do circuito consumisse dublados? Considera-se neste “gostar de dublados” o fato de que todas as animações são lançadas dubladas e, como se dá no resto do mundo, acabam puxando as maiores bilheterias? Os exibidores e distribuidores sabem o que funciona em cada tipo de filme. Se percebem que para uma animação de perfil infantil a sala com opção dublada está indo melhor que a outra, com versão legendada, naturalmente isso vai influir nesse balanço no próximo lançamento similar. Idem com o 3D. Mercados que aceitam melhor essa tecnologia terão naturalmente mais oferta. Ninguém gosta de perder dinheiro. Os agentes estão sensíveis às demandas do público, que é quem manda no fim das contas. O crescimento dos dublados tem a ver com a expansão do circuito exibidor, que hoje entra em cidade de interior, com a cultura da televisão forte no país, com a recente ascensão da classe C, que passou a frequentar mais o cinema. São vários os fatores.

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  • Filme

    Discrepâncias sangram um dos critérios mais importantes da contabilização das bilheterias no Brasil em 2016

    29 de dezembro de 2016 /

    O relatório semanal de bilheterias do país, divulgado no começo da semana pelo site Filme B, apontou uma discrepância monumental entre número de salas ocupadas por filmes e o número de salas que realmente existem no Brasil. O ranking mostrou que, pela primeira vez, três blockbusters superaram a capacidade de exibição simultânea de todo o circuito nacional, ocupando mais de 3 mil salas. Entretanto, o levantamento oficial da Ancine afirma que o país só possui estas 3 mil salas. E, para ampliar ainda mais o abismo entre as informações, só no Top 10 mapeado pelo Filme B havia ainda outras 1,2 mil salas ocupadas. Em busca das salas invisíveis, enviamos perguntas por email para Gustavo Leitão, editor do Filme B, e as respostas confirmam que não houve um milagre chinês de multiplicação instantânea do circuito. O que foi constatado é que a métrica tradicional, que contabiliza o número de salas utilizadas por cada filme, perdeu totalmente o sentido e a utilidade no país, trocada pelo igualmente tradicional jeitinho brasileiro – que, segundo Gustavo, seria na verdade tendência mundial. Nos dados que os exibidores fornecem ao Filme B (a Ancine tinha um projeto para informatizar isso, de modo a evitar as distorções da informação voluntária), vários filmes aparecem ocupando a mesma sala, com sessões em horários diferentes. Explica-se assim o milagre. Mas esta fragmentação também impede quantificações exatas baseadas em desempenho de filme por sala – um dos rankings mais importantes em levantamentos de bilheteria, usado com destaque nos EUA para identificar fenômenos indies e blockbusters fracassados. Se, por um lado, a iniciativa poderia ter impacto positivo, ao permitir que mais filmes entrem em cartaz simultaneamente, por outro lado significa o fim da transparência. Afinal, um circuito elástico, em que sempre cabe mais um filme na mesma sala, não tem tamanho determinado. Portanto, é inútil contabilizá-lo. A prática só não obscurece completamente o dimensionamento do circuito nacional porque resistem outras constantes, como a venda e o faturamento de ingressos. Ou seja, ainda é possível contabilizar quantas pessoas viram um filme e quanto dinheiro ele fez. Mas se tornou impossível levar em consideração neste desempenho o impacto de sua distribuição. Considere apenas isso: um filme exibido quatro vezes por dia em mil salas deveria ter um desempenho bastante diverso de outro filme também exibido em mil salas, uma vez ao dia, e ainda por cima apenas entre segundas e quartas. Nos relatórios, entretanto, são como se os dois cenários fossem iguais, identificados pela distribuição em mil salas, independente do número de sessões. Um dos feitos mais festejados do ano foi o sucesso de “Shaolin do Sertão”, comédia de Halder Gomes, que quebrou recorde de bilheteria no Ceará. Lançado em 13 de outubro em sete municípios do estado, levou cerca de 45 mil pessoas aos cinemas em seu fim semana de estreia e abriu em 1º lugar em 18 dos 19 cinemas cearenses em que foi exibido, segundo os dados do ComScore. Com 1290 ingressos vendidos por sala, também obteve a melhor média de público do final de semana, superando blockbusters internacionais. Algo que foi celebrado. Até a “fragmentação” do circuito mostrar que não há mais base alguma para se dimensionar – no caso, valorizar – este resultado. A distorção do cenário também facilitaria casos mais complexos, como o de filmes religiosos com ingressos comprados para distribuição entre fiéis, que entretanto manteriam salas vazias, mesmo registrando grande bilheteria. O sucesso supostamente alimentado de forma artificial ficaria mais difícil de ser desmascarado – ou, em seu reverso, ter seu fenômeno comprovado – no contexto da contabilidade “fragmentada” do circuito elástico. Isto talvez não seja relevante para o público em geral, mas para quem trabalha com cinema gera uma lacuna importante de informação. Saiba mais na entrevista como o editor do Filme B, uma das empresas responsáveis pela análise do desempenho do mercado, que explica como o serviço oferecido pelo site está lidando com esse novo e inusitado paradigma. Leia aqui.

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  • Filme

    Zumbis sul-coreanos atacam mais cinemas nas estreias da semana

    29 de dezembro de 2016 /

    Com blockbusters ocupando a maior parte dos cinemas brasileiros, o último fim de semana do ano recebeu apenas três lançamentos. A estreia mais ampla pertence ao terror sul-coreano “Invasão Zumbi”, que apesar do título genérico é um dos melhores terrores do ano. Misturando muita ação, cenas de filme de desastre e zumbis, aproxima-se mais de “Guerra Mundial Z” que dos clássicos de mortos-vivos lentos de George Romero. Boa parte da produção se passa num trem e em estações ao longo da linha férrea, acompanhando os passageiros em fuga no começo de um surto zumbi. Sucesso de crítica, tem 95% de aprovação no site Rotten Tomatoes, além de ter sido consagrado pelo público como o maior blockbuster da Coréia do Sul em 2016. Alerta: a maioria das cópias distribuídas no país são dubladas em português! Outro filme bastante elogiado, “Animais Noturnos” foi premiado no Festival de Veneza (Grande Prêmio do Juri), recebeu três indicações ao Globo de Ouro e está cotado ao Oscar. Segundo longa dirigido pelo estilista Tom Ford, traz Amy Adams e Jake Gyllenhaal numa trama que combina diferentes períodos e até a leitura do manuscrito de um livro inédito, enquanto a personagem de Adams reflete sobre seu relacionamento com o ex, vivido por Gyllenhaal. O último lançamento é voltado para o “circuito de arte”. O polonês “Estados Unidos pelo Amor”, de Tomasz Wasilewski, foi premiado no Festival de Berlim (Melhor Roteiro) e gira em torno de quatro mulheres que lutam para ser felizes em 1990, logo após a queda do Muro de Berlim, tendo como pano de fundo as incertezas políticas e econômicas do fim da era soviética. Clique nos títulos dos filmes para ver os trailers de cada lançamento.

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  • Filme,  Música

    Pierre Barouh (1934 – 2016)

    29 de dezembro de 2016 /

    Morreu o ator, diretor, cantor e compositor francês Pierre Barouh, que ficou conhecido mundialmente ao cantar a música tema do filme “Um Homem, uma Mulher” (1966). Ele também tinha profunda ligação com a música brasileira. Barouh esteve internado em um hospital de Paris por cinco dias e morreu de insuficiência cardíaca na quarta-feira (28/12), aos 82 anos. Criado nos subúrbios parisienses em uma família judia, ele foi jornalista e atleta, chegando a participar da seleção francesa de vôlei antes de vir pela primeira vez para o Brasil, onde fez amizade com os principais cantores e compositores da bossa nova. O cantor foi considerado uma espécie de embaixador da música brasileira na Europa e chegou a gravar “Noite dos Mascarados”, num dueto com Elis Regina, além de ter feito, em parceria com Baden Powell, o célebre “Samba da Benção”, ou “Samba Saravah” como é conhecido na França, cuja letra homenageia gênios musicais do país, de Pixinguinha a Vinicius de Moraes. “Saravah” também foi título de um documentário que Barouh dirigiu em 1972, sobre os primórdios da bossa nova. Ele comandou outros três filmes, dois deles de ficção, e ainda atuou como ator em 20 produções, inclusive no clássico “Um Homem, uma Mulher”, de Claude Lelouch, e em “Arrastão” (1967), no qual contracenou com brasileiros como Cécil Thiré, Jardel Filho e Grande Otelo. Ele ainda manteve a colaboração com Lelouch (e com o parceiro compositor Francis Lai) ao longo dos anos, seja escrevendo temas de filmes como “A Nós Dois” (1979), “Retratos da Vida” (1981) e “Um Homem, Uma Mulher: 20 Anos Depois”, seja como ator, em “Outro Homem, Outra Mulher” (1977) e “Tem Dias de Lua Cheia” (1990). Às vezes, até as duas coisas, como em “A Coragem de Amar” (2005). Mas apesar dos múltiplos talentos, fez muito mais sucesso como compositor. Suas músicas foram interpretadas por estrelas francesas que marcaram época, como Yves Montand e Francoise Hardy. Confira abaixo cinco gravações clássicas, ressaltando que apenas “Noite dos Mascarados” não é de sua autoria.

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  • Etc

    Último desejo de Debbie Reynolds foi estar com sua filha Carrie Fisher

    29 de dezembro de 2016 /

    As últimas palavras de Debbie Reynolds, que morreu na quarta-feira (28/12), foram sobre sua filha, Carrie Fisher, falecida um dia antes. “Eu quero estar com Carrie”, teria dito a atriz veterana, 15 minutos antes de sofrer um derrame. Segundo o site TMZ, a frase teria sido dita durante uma conversa com o filho, Todd Fisher, sobre o funeral de Carrie. “Ela agora está com a Carrie e estamos todos de coração partido”, afirmou seu filho à agência Associated Press. Familiares teriam revelado ao TMZ que Debbie Reynolds teve vários AVCs durante o ano de 2016 e que ela estava com a saúde debilitada. Eles acreditam que a morte de Carrie foi demais para a atriz de 84 anos suportar. Todd Fisher confirmou que a mãe morreu devido a um AVC em sua casa, em Beverly Hills. Ela chegou a ser socorrida por uma ambulância que a levou para o hospital após sua família acionar o 911, o número de emergência nos Estados Unidos.

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  • Etc,  Filme

    Debbie Reynolds (1932 – 2016)

    29 de dezembro de 2016 /

    Morreu a atriz Debbie Reynolds, estrela do clássico “Cantando na Chuva” (1952) e uma das atrizes mais famosas da era de ouro de Hollywood. Ela era mãe da também atriz Carrie Fisher (1956-2016), a Princesa Leia da franquia “Star Wars”, que faleceu um dia antes. “Ela agora está com a Carrie e estamos todos de coração partido”, afirmou seu filho, Todd Fisher, à agência Associated Press. De acordo com ele, a morte de sua irmã foi “demais” para a mãe. Reynolds foi hospitalizada às pressas na quarta (28/12) após sofrer uma emergência médica na casa do filho, em Beverly Hills, onde discutia detalhes do funeral de Carrie Fisher. Seus familiares ligaram para os paramédicos, que a levaram para o hospital Cedars-Sinai, onde ficou internada na UTI, após sofrer um AVC (acidente vascular cerebral). Ela não estaria passando bem desde a última sexta-feira (23/12), quando Carrie Fisher sofreu uma parada cardíaca durante um voo de Londres para Los Angeles, que a levou ao hospital e ao falecimento na terça. Nascida Marie Frances Reynolds em El Paso, Texas, a atriz foi descoberta por um caçador de talentos aos 16 anos, enquanto disputava o concurso de Miss Burbank. A contragosto, recebeu seu nome artístico do chefe dos estúdios Warner, Jack Warner, com quem assinou contrato para aparecer em seus primeiros filmes, “Noiva da Primavera” (1948), como figurante, e “Vocação Proibida” (1950), como coadjuvante. Vendo-se sem espaço para crescer no estúdio, ela migrou para a MGM e logo se tornou um dos principais nomes da era de ouro de Hollywood. Foram 20 anos de MGM, mas seu auge se deu logo no início, ao protagonizar, com Gene Kelly, o clássico “Cantando na Chuva” (1952). Considerado um dos melhores musicais de todos os tempos, o filme a catapultou ao estrelato, colocando seu nome na fachada dos cinemas. A jovem logo se tornou a rainha das comédias românticas, fazendo par com os principais astros da época e até com cantores famosos, como Frank Sinatra em “Armadilha Amorosa” (1955), Bing Crosby em “Prece para um Pecador” (1959) e Eddie Fisher em “Uma Esperança Nasceu em Minha Vida” (1956). Ela acabou se casando com Fisher, o pai de Carrie e Todd. Os dois chegaram a formar um dos casais mais famosos de Hollywood, batizados de “namoradinhos da América”. Mas não durou muito. A separação aconteceu em 1959, em meio a um escândalo midiático: Debbie foi trocada por Elizabeth Taylor. À margem ao escândalo, a carreira de Debbie Reynolds continuou de vento em popa, rendendo clássicos como “Flor do Pântano” (1957), “Como Fisgar um Marido” (1959), “A Taberna das Ilusões Perdidas” (1960) e até a obra-prima western de John Ford, “A Conquista do Oeste” (1961). Pelo desempenho em “A Inconquistável Molly” (1964), em que viveu Molly Brown, sobrevivente de uma inundação e do naufrágio do Titanic, ela recebeu sua única indicação ao Oscar de Melhor Atriz – acabou perdendo para Julie Andrews, por “Mary Poppins”. No mesmo ano, fez um de seus filmes mais divertidos, “Um Amor do Outro Mundo” (1964), que influenciou dezenas de produções sobre trocas mágicas de sexo. A comédia dirigida por Vincent Minelli girava em torno de um homem conquistador que era assassinado por um marido ciumento e tinha uma volta kármica como uma loira, sexy, mas atrapalhada Debbie Reynolds, que não conseguia lidar bem com o fato de ter virado mulher e ser cantada pelo melhor amigo (Tony Curtis). Ela ainda estrelou outras comédias marcantes, como “Divórcio à Americana” (1967) e “Lua de Mel com Papai” (1968), sobre casamentos em crise, antes de se dedicar a fazer números musicais em Las Vegas. Foi trabalhando em Las Vegas que Reynolds quitou uma dívida de US$ 3 milhões decorrente do vício de seu segundo marido, o empresário Harry Karl, em jogos de azar. Os dois foram casados de 1960 a 1973. Mas sua relacionamento com Vegas foi bem mais duradoura. Ela chegou a ter um cassino na cidade, onde passou a expor relíquias de filmes hollywoodianos, que colecionou ao longo de sua vida. Durante muitos anos, a atriz teve uma das maiores coleções de memorabilia da era de ouro do cinema americano, que, devido à dificuldade de preservação, acabou vendendo e doando em tempos recentes. Reconhecida pela boa voz de cantora, ela iniciou uma bem-sucedida carreira de dubladora com a animação “A Menina e o Porquinho” (1973), que levou adiante na versão americana de “O Serviço de Entregas da Kiki” (1989), “Rudolph – A Rena do Nariz Vermelho” (1998) e nas séries animadas “Rugrats – Os Anjinhos” e “Kim Possible”, onde tinha papéis recorrentes. A atriz também apareceu de forma recorrente na série “Will & Grace” e entre seus últimos papéis estão participações na comédia “Como Agarrar Meu Ex-Namorado” (2012) e no premiado telefilme “Minha Vida com Liberace” (2013). Em 2015, ela foi homenageada pelo Sindicato dos Atores dos EUA por sua filmografia de 65 anos e, no começo deste ano, recebeu um prêmio humanitário da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas por seu trabalho em prol da conscientização e tratamento de doenças mentais. Ela é uma das fundadoras da instituição de caridade The Thalians. Debbie Reynolds deixa o filho, Todd Fisher, e a neta, a atriz Billie Lourd, filha de Carrie Fisher.

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  • Filme

    Ryan Reynolds e diretor de Logan negam que Deadpool irá aparecer no filme de Wolverine

    28 de dezembro de 2016 /

    Poucos minutos após a divulgação do “furo” do site The Wrap, que afirmou que Deadpool faria uma aparição na cena pós-créditos de “Logan”, o ator Ryan Reynolds e o diretor James Mangold vieram à público negar o rumor. “Infelizmente, não é verdade. O Prisoineiro 24601 está em uma missão solo”, Reynolds tuítou. Já Mangold, que assina a direção de “Logan”, foi mais direto em seu tuite: “Para todo mundo que está enlouquecendo, The Wrap está lidando com notícias falsas. Relaxem.” Recentemente, Ryan Reynolds ensaiou lançar uma campanha para convencer Jackman a coestrelar com ele um filme de Deadpool e Wolverine. A estreia de “Logan” está marcada para 2 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Aproveite e reveja o primeiro trailer legendado aqui.

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    Mãe de Carrie Fisher, a atriz Debbie Reynolds passa mal e é hospitalizada de emergência

    28 de dezembro de 2016 /

    Um dia após a morte de Carrie Fisher, sua mãe, a também atriz Debbie Reynolds (estrela de “Cantando na Chuva”) foi hospitalizada. De acordo com o site TMZ, a atriz de 84 anos foi socorrida por uma ambulância que a levou para o hospital após sua família pedir ajuda pelo número de emergência. Debbie estava na casa do filho, Todd Fisher, em Beverly Hills, quando passou mal. Segundo o Washington Times, ela discutia os planos do funeral da filha. O TMZ publicou a gravação da chamada de emergência, no qual atendente identificou os sinais como um quadro de AVC (acidente vascular cerebral). Na terça-feira, quando Carrie morreu, Debbie se manifestou em sua conta do Facebook. “Obrigado a todos que abraçaram os dons e talentos da minha amada e incrível filha”, escreveu ela. “Eu sou grata por seus pensamentos e orações, que agora estão guiando-a para sua próxima parada”, ela postou.

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    Série The Walking Dead nunca vai ultrapassar a história em quadrinhos, garante o criador

    28 de dezembro de 2016 /

    A lentidão dos episódios recentes de “The Walking Dead” – que tem feito a série perder público, após bater recordes sucessivos de audiência – tem despertado o desejo em muita gente de que a trama acelerasse. Mas isso significaria consumir mais rapidamente a história disponível nos quadrinhos em que a produção é baseada, o que poderia gerar uma situação similar a de “Game of Thrones”, em que os produtores ultrapassaram a trama dos livros. Um fã preocupado com essa possibilidade quis saber do escritor Robert Kirkman, criador dos quadrinhos, qual era a expectativa da série superar os quadrinhos. A resposta de Kirkman foi, em suma: nenhuma. “Levamos seis temporadas para chegar à edição 100, então vai demorar mais uns seis anos para chegar a 200, o que nos levaria até a temporada… 12. E mesmo assim os quadrinhos estarão à frente da série nesse momento”, ele escreveu, na sessão de cartas da publicação. Ou seja, “The Walking Dead” vai continuar em ritmo de zumbi com sua 7ª temporada, a partir do dia 12 de fevereiro. Detalhe: a mais recente edição dos quadrinhos de “The Walking Dead” é a 161, enquanto a série está atualmente chegando na 111 – são exatamente 50 números de diferença.

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    Bilheterias dos EUA batem recorde de arrecadação em 2016

    28 de dezembro de 2016 /

    As bilheterias dos EUA ultrapassaram nesta quarta (28/12) a marca de US$ 11,13 bilhões de arrecadação anual, recorde de arrecadação em todos os tempos. As cifras superaram os US$ 11,12 bilhões de 2015, que era o recorde anterior, e, segundo a empresa de monitoramento ComScore, devem fechar o ano com um valor total entre US$ 11,3 e US$ 11,4 bilhões. Os valores foram impulsionados, principalmente, por filmes de super-heróis, animações e pela franquia “Star Wars”. O que significa que a Disney é a principal responsável pelo fenômeno. Das 10 maiores bilheterias de 2016 nos EUA, 6 são da Disney. O ranking definitivo das maiores arrecadações do ano serão publicados na próxima semana.

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    Morte de Carrie Fisher atrasará filmagens de Star Wars: Episódio IX

    28 de dezembro de 2016 /

    A morte da atriz Carrie Fisher vai afetar as filmagens de “Star Wars: Episódio IX”. De acordo com uma reportagem do canal AOL e fontes do site Deadline, a Princesa/General Leia Organa teria bastante destaque na conclusão da trilogia e a morte de sua intérprete fará com que os roteiristas tenham que adaptar a trama. Com isso, as filmagens que estariam previstas para o começo de 2017 só devem acontecer agora no fim do ano. De todo modo, a LucasFilm ainda não tinha confirmado a data para o início da produção, que só chegará aos cinemas em 2019, após o spin-off centrado no jovem Han Solo. Carrie Fisher filmou todas as suas cenas de “Star Wars: Episódio VIII”, que chegará aos cinemas no final de 2017.

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    Episódios perdidos do Chapolin serão exibidos nos cinemas

    28 de dezembro de 2016 /

    A distribuidora Paris Filmes vai um lançar uma produção de Chapolin, o segundo personagem televisivo mais famoso de Roberto Gómez Bolaños (1929-2014), nos cinemas brasileiros em 2017. Segundo o site Filme B, o lançamento foi marcado para o dia 2 de fevereiro. Entretanto, o título revela que não se trata de um filme desconhecido. Ao que tudo indica, “Chapolin Colorado – Episódios Perdidos” é uma compilação de capítulos do personagem que não foram exibidos na televisão brasileira. Originalmente exibido no canal de TV mexicano Televisa entre os anos de 1970 e 1979, as sete temporadas do “El Chapulín Colorado” (título original em espanhol) retratam as aventuras cômicas de Chapolin, um herói desajeitado que enfrentava vilões armado de frases de efeito como “Não contavam com minha astúcia!”, “Suspeitei desde o princípio” e “Sigam-me os bons”. Não se sabe ainda quantos ou quais são os “episódios perdidos” que serão exibidos nos cinemas.

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    Marion Cotillard e Charlotte Gainsbourg vão à praia na primeira foto de filme de fantasmas

    28 de dezembro de 2016 /

    A distribuidora francesa Le Pacte divulgou a primeira foto de “Les Fantômes d’Ismaël” (título internacional: “Ismaël’s Ghosts”), que reúne Marion Cotillard (“Assassin’s Creed”) e Charlotte Gainsbourg (“Ninfomaníaca”). A imagem mostra as duas tomando sol numa praia. O detalhe é que uma delas interpreta supostamente um fantasma. A trama gira em torno de Ismaël Vuillard, um cineasta que desenvolve um projeto inspirado na vida de seu irmão, quando é surpreendido pela volta de sua ex-mulher do mundo dos mortos. Cotillard vive a falecida, enquanto Gainsbourg é a atual companheira do protagonista, vivido por Mathieu Amalric (“O Grande Hotel Budapeste”). O elenco grandioso ainda inclui Alba Rohrwacher (“As Maravilhas”), Hippolyte Girardot (“Amar, Beber e Cantar”), Samir Guesmi (“Carga Explosiva: O Legado”) e Louis Garrel (“Saint Laurent”). O filme tem roteiro e direção de Arnaud Desplechin (“Três Lembranças da Minha Juventude”) e está cotado para ter sua première no Festival de Cannes. Por isso, ainda não tem previsão de estreia comercial.

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