Star Trek – Sem Fronteiras é maior estreia da semana
“Star Trek – Sem fronteiras” finalmente pousa no Brasil. Lançado em julho nos EUA, o filme só agora chega a 686 salas do circuito, incluindo 492 telas 3D e todas as 12 Imax. Terceiro filme do novo elenco da franquia, é também o primeiro desde o reboot sem a direção de J.J. Abrams, que foi atraído pela força de “Star Wars”. Em seu lugar, Justin Lin (franquia “Velozes & Furiosos”) injetou mais ação na franquia e, com auxílio de um roteiro bem equilibrado de Simon Pegg (o intérprete de Scotty), também mais humor, além de introduzir uma nova personagem, a alienígena Jaylah, vivida por Sofia Boutella (“Kingsman: Serviço Secreto”), que rouba as cenas. A aventura espacial conquistou a crítica americana, com 83% de aprovação. Mas não saiu do vermelho nas bilheterias, com “apenas” US$ 151 milhões nos EUA. Orçada em US$ 185 milhões, a produção precisa ter bom desempenho internacional para ganhar nova continuação. Mesmo assim, tem um lançamento nacional bem menor que os mais recentes blockbusters que desembarcaram por aqui, inclusive o fracassado “Ben-Hur”. O outro filme americano que chega aos shoppings nesta quinta (1/9) é o terror “O Sono da Morte”. O gênero sempre rende bom público, mas raramente bons filmes. Este não é exceção. O destaque da produção é a presença do ator mirim Jacob Tremblay, revelado em “O Quarto de Jack” (2015), como um órfão que, sem saber, transforma seus sonhos e pesadelos em realidade. Com 30% no Rotten Tomatoes, é um terror para maiores de 14 anos que não assusta ninguém. Em 145 salas. A programação ampla também inclui uma comédia brasileira. Na verdade, são três os lançamentos nacionais da semana, incluindo os títulos de distribuição limitada. Todos são obras de ficção, mas totalmente diferentes uns dos outros. Com melhor distribuição, o besteirol “Um Namorado para Minha Mulher” chega a 414 telas com uma trama típica de comédia brasileira. Ou seja, algo que ninguém jamais faria na vida real. Cansado da mulher chata, o personagem de Caco Ciocler (“Disparos”) decide contratar um homem para conquistá-la e assim conseguir a separação. Mas se arrepende. O problema é que o sedutor exótico (Domingos Montagner, de “Gonzaga: De Pai para Filho”) se apaixona pela mulher do “corno”. A ideia só não é totalmente ridícula por conta da atriz Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”), que para encarnar o clichê da mulher chata assume um mau-humor espirituoso, inteligente e divertidíssimo, que vê defeito em tudo e não suporta lugares comuns. Em outras palavras, ela parece crítica de cinema. A direção é de Julia Rezende (“Meu Passado Me Condena” duas vezes – o filme e a continuação). “Aquarius”, por sua vez, encalha em 85 salas. Sempre foi difícil imaginar a pequena Vitrine Filmes distribuir um blockbuster, mas o diretor Kleber Mendonça Filho, cujo filme anterior, “O Som ao Redor” (2012), abriu em 24 telas, não poderá reclamar de perseguição política, pois a classificação etária caiu para 16 anos. De todo modo, seu marketing de viés político, criado por uma postura intransigente de enfrentamento contra o governo, desde a denúncia em Cannes de que “o Brasil não é mais uma democracia” graças a um “golpe de estado”, até a patrulha ideológica contra um crítico da comissão que vai selecionar o candidato brasileiro ao Oscar, tem um lado positivo, ao mostrar inconformismo em apenas realizar o filme. Ao contrário de muitos colegas de profissão, que parecem se contentar em contabilizar os cheques das leis de incentivo para filmar, sem se posicionar diante da invisibilidade das estreias dramáticas nacionais, Filho quer que seu trabalho seja visto. E nisto tem razão. O bom cinema brasileiro merce ser visto. E “Aquarius” é um bom filme, sim, especialmente pela oportunidade que dá ao público de ver Sonia Braga novamente como protagonista, aos 66 anos de idade. É o resgate de uma carreira que estava restrita, nos últimos anos, a pequenas aparições em séries americanas ruins. Seu desempenho evoca a performance consagradora de Fernanda Montenegro em “Central do Brasil” (1998). São papeis completamente diferentes, mas que conduzem e humanizam suas narrativas. Entretanto, pela politização que o cineasta quis dar ao lançamento, é preciso observar mais atentamente a ironia da trama, que mostra Clara, a personagem de Braga, enfrentando as investidas de uma construtora que quer demolir o antigo edifício onde mora, muito bem localizado em Recife, para construir um novo empreendimento. Embora seja fácil puxar a analogia do “golpe” sofrido por Dilma Rousseff num embate contra as forças econômicas, é mais sutil perceber que, na vida real, empresas como a que representa o “mal” no filme foram responsáveis por financiar o projeto populista, alimentado por propinas, corrupção política e construções superfaturadas, que destroçou o patrimônio do país e de todas as Claras do Brasil, nos últimos 13 anos. O fato é que o cinema militante não reflete sutilezas, tanto que só um drama brasileiro recente foi capaz de evitar as armadilhas do maniqueísmo e do proselitismo para retratar um quadro mais complexo da situação política, econômica e social do país: “Casa Grande” (2014), de Fellipe Barbosa. Quanto mais o tempo passa, melhor e mais representativo aquele filme se torna do Brasil contemporâneo. Ocupando 15 telas, a terceira estreia nacional é “Rondon, O Desbravador”, de Marcelo Santiago (por coincidência, codiretor do mitológico “Lula, o Filho do Brasil”) e do estreante Rodrigo Piovezan. Pode-se até considerá-lo o oposto político de “Aquarius”, por apresentar um ufanismo como não se via desde o auge da ditadura militar. Cinebiografia do Marechal Rondon, que desbravou as florestas brasileiras para levar o telégrafo (a internet do final do século 19) ao sertão, o longa evita todas as polêmicas possíveis para apresentá-lo como herói, responsável pela integração pacífica dos índios na civilização brasileira. Claro que sua defesa da ocupação do país “do Oiapoque ao Chuí” levou à desapropriação de terras indígenas, iniciou o desmatamento em massa, realocou tribos e as infectou com doenças, mas nada disso é relatado pela trama, que parte de um encontro fictício do velho militar (Nelson Xavier, de “Chico Xavier”) com um jornalista para recordar seus grandes feitos. O pôster, com bandeira tremulando e continências militares, ilustra perfeitamente o estilo de Educação Moral e Cívica da produção. A programação se completa com dois lançamentos europeus limitados, que exploram o humor em tons diversos. “Loucas de Alegria”, do italiano Paolo Virzì (“A Primeira Coisa Bela”), leva a 14 salas a história de amizade entre duas mulheres, que fogem de um hospital psiquiátrico em busca de um pouco de felicidade. Divertido, terno e belo nas doses certas. A menor distribuição da semana cabe a “A Comunidade”, do dinamarquês Thomas Vinterberg (“A Caça”), com exibição em seis telas. É outro ótimo filme, que ironiza o espírito comunal dos anos 1970. A trama parte de um casal típico da década mais liberal de todas, que resolve convidar estranhos a compartilhar de sua casa espaçosa. Quando seu casamento entre em crise, eles têm que lidar com amantes e votações coletivas para determinar como viver no próprio lar. Trine Dyrholm (“Amor É Tudo o que Você Precisa”), intérprete da esposa, foi premiada como Melhor Atriz no Festival de Berlim deste ano.
Gotham: 3ª temporada ganha pôster e novo comercial
A rede Fox divulgou um novo comercial da 3ª temporada de “Gotham”, que investe no tema dos monstros e vilões à solta nas ruas da cidade – como o retorno de Fish Mooney (Jada Pinket-Smith) e o surgimento de um doppelganger de Bruce Wayne (David Mazouz). Desenvolvida por Bruno Heller (criador da série “The Mentalist”), a atração explora o começo da carreira do futuro Comissário Gordon (Ben McKenzie, visto anteriormente em “Southland”), quando ele ainda era um detetive novato da polícia de Gotham City. A 3ª temporada de “Gotham” estreia em 19 de setembro nos EUA. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Warner.
Rizzoli & Isles: Veja o comercial do último episódio da série policial
O canal pago americano TNT divulgou o comercial do episódio final da série policial “Rizzoli & Isles”, que vai ao ar na próxima semana, concluindo a produção em sua 7ª temporada. A prévia tem clima de despedida, com direito a abraços e um último caso a ser solucionado pela dupla que batiza a atração. O cancelamento não foi motivado pela baixa audiência, como acontece com a maioria das produções televisivas. Durante sua exibição, “Rizzoli & Isles” costuma liderar a audiência da TV paga dos Estados Unidos, chegando a somar mais de 11 milhões de espectadores semanais. A principal razão estaria nos bastidores, no encarecimento dos salários de todos os envolvidos e na busca da TNT por estabelecer uma nova identidade comercial. Desde o sucesso de “The Closer”, há uma década, o canal tem sido identificado por produzir séries policiais, mas recentemente vem experimentando outros gêneros com sucesso e abandonando as tramas de investigação criminal que tanto lhe marcaram. “Rizzoli & Isles” adapta a franquia literária de Tess Gerritsen, dedicada às investigações da detetive policial Jane Rizzoli e a médica legista Maura Isles, que solucionam os mais diversos casos criminais. A série é co-produzida por Michael M. Robin (“The Closer”) e Janet Tamaro (roteirista de “Bones” e “Lost”) e traz como estrelas duas veteranas de séries policiais: Angie Harmon (“Law and Order”) e Sasha Alexander (“NCIS”). O último episódio de “Rizzoli & Isles” vai ao ar na segunda, dia 5 de setembro, nos EUA.
Famous in Love: Bella Thorne mostra sua bissexualidade em trailer de nova série teen
O canal pago americano Freeform divulgou o primeiro trailer de “Famous in Love”, nova série estrelada por Bella Thorne (série “No Ritmo”), que na prévia revela ter crescido muito desde seus dias de estrelinha do Disney Channel, aparecendo discretamente de topless e beijando outra garota – o que, por sinal, “coincide” com sua recente declaração de bissexualidade nas redes sociais. “Famous in Love” traz Thorne como uma jovem universitária que passa num teste de elenco para estrelar um grande blockbuster de Hollywood e começa a mudar de comportamento, conforme convive com a fama. Além de sua vida virar um circo midiático, ela ainda precisa lidar com o interesse que desperta nos dois protagonistas de seu filme. A série é baseada no romance homônimo de Rebecca Serle e está sendo desenvolvida por I. Marlene King (criadora de “Pretty Little Liars”). O elenco também inclui Niki Koss (“Como Sobreviver a um Ataque Zumbi”), Charlie DePew (“O Espetacular Homem-Aranha”), Keith Powers (série “Faking It”), Carter Jenkins (série “The Following”), Perrey Reeves (série “Entourage”), Pepi Sonuga (série “The Fosters”), Mark Valley (série “Human Target”) e Georgie Flores (vista em três “CSI” diferentes). A estreia está marcada apenas para abril de 2017 nos EUA.
How To Get Away With Murder: Comercial da 3ª temporada avisa que nem todos sairão vivos
A rede americana ABC divulgou o comercial da 3ª temporada de “How To Get Away With Murder”, que acompanha uma promoção da classe da advogada Annalise Keating (Viola Davis, atualmente em cartaz em “Esquadrão Suicida”). A prévia adiante que “nem todos sairão vivos”, enquanto mostra cartazes da protagonista espalhados pelo campus, chamando-a de assassina. Claro que “How To Get Away With Murder” não seria “How To Get Away With Murder” sem uma cena de Viola Davis se esgoelando em choro. E ela chega com exagero digno de telenovela mexicana, ao final do comercial. Criada por Peter Nowalk (roteirista da série “Grey’s Anatomy”) e produzida por Shonda Rhimes (criadora de “Grey’s Anatomy”), a série gira em torno de uma turma de alunos de Direito e sua brilhante professora (Davis), que a cada temporada acabam se envolvendo numa trama de assassinato. O elenco ainda conta com Alfie Enoch (franquia “Harry Potter”), Aja Naomi King (série “Emily Owens M.D.”), Jack Falahee (série “Twisted”), Matt McGorry (série “Orange Is the New Black”), Karla Souza (“Não Aceitamos Devoluções”), Charlie Weber (série “Underemployed”) e Liza Weil (série “Scandal”). A 3ª temporada de “How To Get Away With Murder” estreia no dia 22 de setembro nos EUA.
Frequency: Série baseada no filme sobrenatural Alta Frequência ganha pôsteres e novo comercial
A rede americana CW divulgou dois pôsteres e um novo comercial de “Frequency”, série sobrenatural baseada no filme “Alta Frequência” (2000). Apesar de curta, a prévia resume a premissa, mostrando uma jovem policial que, graças a um fenômeno bizarro, entra em contato pelo rádio com seu pai falecido há 20 anos. A trama tem uma reviravolta quando, ao preveni-lo de como ele iria morrer, ela consegue mudar o destino do pai. Entretanto, isso cria um efeito borboleta no presente, levando à morte de sua mãe e fazendo com que seu noivo deixe de conhecê-la. Os protagonistas da nova versão são Peyton List (séries “Blood & Oil” e “The Tomorrow People”) e Riley Smith (série “Nashville”), e o elenco ainda inclui Mekhi Phifer (série “E.R.”), Lenny Jacobson (série “Nurse Jackie”), Devin Kelley (série “Resurrection”) e Daniel Bonjour (série “The Walking Dead”). Desenvolvida por Jeremy Carver (criador da série “Being Human”), a série teve seu piloto dirigido pelo cineasta Brad Anderson (“Chamada de Emergência”), que se tornou um especialista em chancelar séries, tendo comandado os pilotos de “Zoo”, “Forever” e “Almost Human”, todos aprovados. A estreia vai acontecer em 5 de outubro nos EUA.
Switched at Birth: Veja o trailer da 5ª e última temporada da série teen
“Pretty Little Liars” não é a única série remanescente do antigo canal ABC Family que está chegando ao fim no renovado Freeform. “Switched at Birth” também se encerra em sua próxima temporada, a 5ª da série. E o Freeform divulgou o primeiro comercial do arco final, que promete trazer Bay (Vanessa Marano) e Daphne (Katie Leclerc) de volta para casa depois de vários meses no exterior. A prévia revela, entre outras coisas, que Toby (Lucas Grabeel) vai se casar, Regina (Constance Marie) se envolverá com uma pessoa mais nova e Travis (Ryan Lane) está com um novo visual. E para completar, Bay afirma que elas “não deveriam ter voltado” da China. Criada por Lizzy Weiss, a série acompanha duas adolescentes que descobrem que foram trocadas no nascimento, no hospital. A partir da descoberta, as famílias de ambas decidem conviver mais de perto, para que as meninas possam se entrosar com seus parentes biológicos, ao mesmo tempo em que permanecem com as famílias que as criaram. O elenco reúne algumas caras conhecidas do cinema e da TV. Além dos citados, Lea Thompson (“De Volta para o Futuro”), D.W. Moffett (série “Friday Night Lights”), Marlee Matlin (série “The L Word”) e Constance Marie (série “George Lopez”). A temporada final de “Switched at Birth” começa no dia 24 de janeiro.






