Bruxa de Blair: Diretor do primeiro filme quer lançar nova versão estendida
Diante do burburinho causado pela produção de “Bruxa de Blair”, continuação do filme praticamente homônimo (“A Bruxa de Blair”) de 1999, um dos diretores do longa original, Eduardo Sánchez, lançou uma campanha por uma nova versão estendida do clássico de terror. Em entrevista ao podcast Found Footage Critic, ele contou que existe material suficiente para criar uma nova versão estendida de “Bruxa de Blair”. Já em 1999 circulavam boatos de que os diretores – além Sanchez, Daniel Myrick – teriam cerca de 19 horas de material gravado e uma versão de trabalho com 3 horas de duração. No entanto, a versão que chegou aos cinemas tinha pouco mais de uma hora. “Em algumas semanas eu conseguiria pegar o filme original e editar uma versão estendida. Sei que os fãs gostariam de ver isso. E seria legal, honestamente. Eu não hesitaria de fazer isso, se a Lionsgate me contratasse” explicou. E completou pedindo que os fãs se mobilizassem e fizessem uma petição. “Se eu conseguir mostrar que há interesse dos fãs, eu teria a atenção da Lionsgate”. Enquanto isso, “Bruxa de Blair”, que na verdade será a segunda continuação da franquia, chega aos cinemas brasileiros no dia 15 de setembro, com direção de Adam Wingard (“Você É o Próximo”).
Anjos da Noite: Veja o trailer legendado do quinto filme da franquia de vampiros
A Sony Pictures divulgou o trailer legendado do quinto filme da franquia “Anjos da Noite”. Intitulado “Anjos da Noite: Guerras de Sangue”, o longa volta a colocar Kate Beckinsale na roupa de couro apertada da vampira Selene, numa trama que retoma a premissa básica do conflito entre facções de vampiros e lobisomens. A saga vampiresca começou com o filme “Anjos da Noite” em 2003, e contou ainda com “Anjos da Noite: A Evolução” (2006), “Anjos da Noite: A Rebelião” (2009) e “Anjos da Noite: O Despertar” (2012). A continuação chega aos cinemas após hiato de quatro anos e terá uma mudança importante no elenco. Michael, o híbrido vivido originalmente por Scott Speedman, será interpretado por Trent Garrett (série “Make It or Break It”), que é muito mais jovem. Além de Beckinsale, também retornam Theo James e Charles Dance, cujos personagens foram introduzidos no filme anterior. Outras novidades são Tobias Menzies (série “Game of Thrones”), Laura Pulver (série “Da Vinci’s Demons”), James Faulkner (também de “Da Vinci’s Demons”) e Bradley James (série “The Omen”). O roteiro é de Cory Goodman (“Padre”) e a direção de Anna Foerster (série “Outlander”), que estreia no cinema. O lançamento está marcado para janeiro.
Playlist: Veja 10 clipes do rock gótico dançante dos anos 1980
Os 10 clipes abaixo relembram as “stranger things” dos anos 1980, que costumavam habitar lugares chamados “Madame Satã” e “Crepúsculo de Cubatão”. A seleção foca o lado mais pop e dançante da era gótica, para não assustar muito as criancinhas. Mas não tem jeito. Basta olhar os penteados da época para gritar: que horror!
Contrato de divórcio de Tom Cruise proíbe Katie Holmes de namorar
Separada de Tom Cruise desde 2012, Katie Holmes está proibida de namorar. Segundo o site americano de celebridades Radar Online, a atriz assinou um contrato de divórcio com cláusulas específicas, que a proíbe de assumir publicamente um namoro por cinco anos, que finalmente se completam no ano que vem. Embora aparente seguir estas regras, há boatos de que ela mantem um relacionamento com o também ator Jamie Foxx. O contrato seria o motivo dos dois não aparecerem juntos em eventos, nem sua filha Suri ser fotografada ao lado dele. Mas Katie já circula por aí com um anel de diamante, que representaria um noivado – ou, no mínimo, um compromisso muito sério. Katie também não pode falar mal ou expor a intimidade de Tom Cruise, nem revelar ou comentar qualquer coisa sobre a Cientologia, religião seguida por seu ex-marido. “Katie queria tanto esse divórcio que aceitou os termos e ganhou U$ 4,8 milhões para cuidados com a filha, além de mais U$ 5 milhões para ela”, disse a fonte do portal, que revelou a existência do contrato. Caso quebre o acordo, ela teria que devolver o dinheiro.
Gérard Depardieu volta ao Brasil após três décadas para o lançamento de O Vale do Amor
A distribuidora Imovision anunciou que vai trazer o ator francês Gérard Depardieu ao Brasil para o lançamento de seu mais novo filme, o drama “O Vale do Amor”, de Guillaume Nicloux (“A Religiosa”). O ator vai participar de evento de pré-estreia do filme no recém-inaugurado Reserva Niterói, no próximo dia 18 de setembro, um domingo. O longa estreia nos cinemas na semana seguinte, no dia 29. Dépardieu não vem ao Brasil há quase 30 anos. A mesmo Imovision havia tentado trazê-lo em 2014, para o lançamento de “Bem-vindo a Nova York”, de Abel Ferrara. Na época, o diretor e a atriz Jacqueline Bisset viajaram a São Paulo e ao Festival de Paulínia para promover o filme. Com mais de 200 filmes no currículo, Depardieu é uma das maiores estrelas do cinema francês, mas ultimamente tem chamado muito atenção pelas confusões de sua vida pessoal. Após crises de alcoolismo, ele se tornou abstêmio e uma das exigências de sua visita é não ter álcool por perto – nem no hotel, muito menos durante a pré-estreia. Em maio deste ano, Depardieu contou ao jornal britânico The Telegraph que parou de beber depois se habituar a consumir 14 garrafas de vinho por dia. Ele também exigiu conceder apenas duas entrevistas enquanto estiver por aqui e não ir para São Paulo. O filme “O Vale do Amor” é de 2015 e foi exibido em competição no Festival de Cannes do ano passado. Ele marca o terceiro encontro nas telas entre o ator e a atriz Isabelle Huppert após 35 anos da última parceria – a primeira foi em “Corações Loucos” (1974), de Bertrand Blier, e a segunda foi em “Loulou” (1980), de Maurice Pialat. Por coincidência, no novo longa eles vivem um casal separado há muitos anos, que se reencontra no Vale da Morte, na Califórnia. Eles vão até lá para cumprir o último desejo do filho, que se suicidou seis meses antes. Ambos foram indicados ao César (o Oscar francês) por seus papéis.
Grey’s Anatomy: Sandra Oh pode voltar a viver Cristina Yang na série.
Os fãs de “Grey’s Anatomy” prenderam a respiração com o vazamento do suposto título do segundo episódio da vindoura 13ª temporada da atração. O assunto até congestionou o Twitter. É que o episódio seria chamado de “The Return of Cristina Yang”, numa referência à volta da personagem de Sandra Oh, uma das poucas integrantes do elenco original que saiu da série sem morrer. Com a morte do Dr. Derek Shepherd, vivido por Patrick Dempsey, a volta da Dra. Cristina Yang, umas das queridíssimas dos fãs da série, seria uma forma de preencher o vazio deixado por um dos protagonistas da atração. Ainda não há confirmação oficial nem da volta de Sandra Oh, nem sequer se o título é verdadeiro, pois a criadora da série, Shonda Rhimes, optou por permanecer em silêncio. Mas vale lembrar que ela já tinha adiantada que a 13ª temporada iria focar nos personagens mais antigos da série. A 13ª temporada de “Grey’s Anatomy” retorna com um episódio intitulado “Undo” em 22 de setembro, na rede americana ABC. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Sony.
Joe Manganiello será o vilão Exterminador no novo filme do Batman
A Warner Bros. escolheu o ator que vai dar vida ao vilão Exterminador (Deathstroke) no filme solo do Batman. Falando ao jornal The Wall Street Journal, o produtor e roteirista Geoff Johns (co-criador da série “The Flash”) confirmou Joe Manganiello (“Magic Mike”) como Slade Wilson no elenco do longa-metragem. Johns não confirmou se o vilão também irá aparecer no filme da “Liga da Justiça”, que atualmente está sendo filmado em Londres. Na semana passada, o astro Ben Affleck compartilhou um vídeo em seu Twitter que revelava o Exterminador (Deathstroke) num set de filmagens, que deveria ser “Liga da Justiça”. Entretanto, já na época o site The Wrap adiantava que o personagem seria o vilão principal do filme solo do Batman, que, por acaso, será dirigido por Affleck. O Exterminador foi criado pelo roteirista Marv Wolfman e o desenhista George Perez em 1980 como vilão da então Turma Titã (hoje, Jovens Titãs). Slade Wilson era um soldado que sofreu experiências secretas, ganhando força e agilidade sobre-humanas, que passou a usar como mercenário. Fazendo sucesso entre os fãs da DC Comics, a editora logo o promoveu para enfrentar o Batman e outros heróis. Na TV, ele foi interpretado por outro fortão, Manu Bennett (série “Spartacus”), na série “Arrow”. “Liga da Justiça” tem estreia marcada para 16 de novembro de 2017. Já o novo longa do Batman só deve chegar aos cinemas apenas em 2018.
Natalie Portman estaria grávida do segundo filho
A atriz Natalie Portman estaria grávida do segundo filho, de acordo com a revista americana Us Weekly. Casada desde 2012 com o coreógrafo Benjamin Millepied, que conheceu durante as filmagens de “Cisne Negro” (2010), a atriz já é mãe de Aleph, atualmente com cinco anos de idade. As evidências apontadas pela publicação foram a silhueta saliente e o fato dela ter passado bastante tempo com a mão na barriga, durante sua passagem pelo Festival de Veneza – onde apresentou dois filmes, o elogiadíssimo “Jackie”, do chileno Pablo Larraín, e “Planetarium”, da francesa Rebecca Zlotowski.
Estreias: O Homem nas Trevas domina o escuro dos cinemas brasileiros
O terror “O Homem nas Trevas” chega ao circuito com a ambição de repetir no Brasil seu sucesso americano. Há duas semanas na liderança das bilheterias dos EUA, o filme dirigido pelo uruguaio Fede Alvarez (“A Morte do Demônio”) tem o maior lançamento da semana, com distribuição em 460 telas. E após uma leva de decepções do gênero, seu clima tenso deve agradar quem gosta de levar sustos no escuro do cinema. Com 86% de aprovação no Rotten Tomatoes, gira em torno de três jovens ladrões que invadem a casa de um cego, sem saber que, em vez de roubar uma vítima indefesa, entraram no covil de um psicopata mortal. A segunda estreia mais ampla é uma produção nacional. A comédia “O Roubo da Taça” se revela uma boa surpresa, ao evitar os lugares comuns do besteirol televisivo para enveredar pela crítica social num humor bastante ácido. O filme relata o roubo verídico da Taça Jules Rimet, símbolo do tricampeonato da seleção brasileira de futebol de 1970, mas inventa boa parte da história. Venceu o prêmio do público no festival americano SXSW e quatro troféus em Gramado, incluindo os de Ator para Paulo Tiefenthaler (“O Lobo Atrás da Porta”) e Roteiro para Lusa Silvestre (“Mundo Cão”) e o diretor Caíto Ortiz (“Estação Liberdade”). Estreia em 180 salas. “Herança de Sangue” marca a volta triunfal de Mel Gibson aos filmes de ação, pelas mãos de um cineasta francês, Jean-François Richet (“Inimigo Público nº 1”), e com aprovação da crítica americana – 86% no site Rotten Tomatoes. Na trama, o personagem de Gibson faz tudo para salvar a filha, jurada de morte por traficantes. Em 138 salas. Pior filme da semana, a comédia besteirol americana “Virei um Gato”, estrelada por Kevin Spacey (série “House of Cards”), é a versão felina de diversos filmes de homens que trabalham demais, negligenciam suas famílias e viram cães. Como a crítica prefere cachorrinhos, teve apenas 10% de aprovação no Rotten Tomatoes. Despejado em 116 telas. A outra comédia americana desta quinta (8/9) teve 61% de aprovação mesmo sem cachorrinhos, embora seu título seja “Cães de Guerra”. Baseada numa história verídica, mostra Jonah Hills (“Anjos da Lei”) e Miles Teller (“Divergente”) como dois jovens inexperientes que ficaram milionários ao conseguir, de forma inacreditável, um contrato com o Pentágono para negociar armas no Oriente Médio. A direção de Todd Philips (“Se Beber, Não Case!”) busca ultrajar, mas também rende uma classificação etária elevada (escândalo: 16 anos no Brasil e censura livre na França, logo é “perseguido” politicamente como “Aquarius”!), que limita seu circuito a 60 salas. O drama religioso “Últimos Dias no Deserto” traz o escocês Ewan McGregor (“O Impossível”) como Jesus Cristo, mas, em contraste a “Ben Hur” e lançamentos evangélicos recentes, ocupa, sem fanfarra alguma, apenas 29 salas. O tamanho é inversamente proporcional à sua qualidade, ao desafiar dogmas para mostrar um Jesus humano. Dirigido pelo colombiano Rodrigo García (filho do escritor Gabriel García Márquez), a trama se passa durante os 40 dias de jejum e oração de uma peregrinação solitária pelo deserto, na qual Jesus encontra o próprio diabo. Com 72% de aprovação, ainda conta com uma cinegrafia deslumbrante, assinada pelo mexicano Emmanuel Lubezki (“O Regresso”), que venceu os três últimos Oscars de Melhor Fotografia. Passado durante a 2ª Guerra Mundial, o drama “Viva a França!” acompanha August Diehl (“Bastardos Inglórios”) como um pai desesperado, que atravessa os campos franceses, tomados por nazistas, para encontrar o filho desaparecido durante a invasão alemã da França, contando com a ajuda de um soldado britânico desgarrado, vivido por Matthew Rhys (série “The Americans”). A direção é do francês Christian Carion, responsável pelo belo “Feliz Natal”, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2006. A exibição é restrita a nove telas. Três filmes nacionais completam a programação, ainda que de forma praticamente invisível. O romance lésbico “Nós Duas Descendo a Escada” chega a somente duas telas em São Paulo e duas em Porto Alegre. Roteiro e direção são de um homem, o gaúcho Fabiano de Souza, que antes fez o ótimo “A Última Estrada da Praia” (2010). Quem conseguir ver, vai se surpreender com um filme repleto de citações cinéfilas, que merecia poder respirar melhor no circuito. Os dois títulos finais são documentários. “Jaime Lerner – Uma História de Sonhos” não deixa de ser também propaganda política, pelos personagens que desfila. Afinal, além de ser um urbanista renomado, Lerner foi governador do Paraná por duas vezes. O lançamento, curiosamente, vai ignorar o estado, chegando a uma sala no Rio e a outra em São Paulo. Já “O Touro” não teve circuito divulgado. Primeiro longa escrito e dirigido pela brasiliense Larissa Figueiredo, acompanha uma garota portuguesa que descobre que os moradores de Lençóis, na Bahia, proclamam-se descendentes de Dom Sebastião, o lendário rei de Portugal que desapareceu no século 16.
Fences: Veja as primeira fotos do drama dirigido e estrelado por Denzel Washington
A Paramount Pictures divulgou as primeiras fotos oficiais de “Fences”, drama estrelado e dirigido pelo astro Denzel Washington (“O Protetor”). As imagens mostram o ator no papel principal, ao lado de Viola Davis (“Esquadrão Suicida”). O filme é uma adaptação da peça homônima, escrita por August Wilson nos anos 1980, que já foi interpretada por Washington numa montagem da Broadway. Pelo papel, ele recebeu o Tony (o Oscar do teatro) de Melhor Ator de 2010. Na ocasião, também contracenou com Viola Davis, que foi premiada como Melhor Atriz. O próprio Wilson assina o roteiro da adaptação, que mantém a ambientação na década de 1950. A trama é centrada em Troy Maxon, um lixeiro urbano assombrado por seu sonho irrealizado de se tornar um astro do beisebol. Denzel Washington já dirigiu dois filmes: as cinebiografias “Voltando a Viver” (2002) e “O Grande Desafio” (2007). “Fences” tem estreia marcada para 25 de dezembro nos EUA e ainda não possui previsão de lançamento no Brasil.
Supersonic: Documentário sobre a banda Oasis ganha primeiro trailer
A Entertainment One divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Supersonic”, documentário sobre a banda Oasis, produzido pelo cineasta Asif Kapadia, diretor do premiado “Amy” (2015). Repleta de imagens raras, que revivem a era de ouro do Britpop, a prévia mostra o lado brincalhão e a seriedade musical com que a banda encarou sua ascensão nos anos 1990, mas também as brigas e o comportamento destrutivo que levou à sua dissolução, concentrando a história nos dois irmãos que sempre estiveram à sua frente, Liam e Noel Gallagher. O filme tem direção de Mat Whitecross, que, após se consagrar com o premiado documentário político “O Caminho para Guantánamo” (2006), estreou na ficção com dois dramas de temática roqueira, “Sex & Drugs & Rock & Roll” (2010), cinebiografia do cantor Ian Dury, e “Spike Island” (2012), homenagem à banda Stone Roses. A estreia está marcada para 14 de outubro no Reino Unido.
Namoro de Taylor Swift e Tom Hiddleston já acabou
O namoro entre a cantora Taylor Swift e o ator Tom Hiddleston (“Thor”) já acabou, segundo a revista americana de celebridades Us Weekly. A separação aconteceu de forma “amigável”, após três meses de relacionamento. O motivo da separação teria sido a falta de acordo sobre como lidar com a relação. Hiddleston não queria esconder o namoro, enquanto Taylor preferia mantê-lo discreto. “A Taylor sabe quais são as repercussões das demonstrações públicas de afeto, mas Tom não ouviu suas preocupações”, comentou uma fonte próxima do casal à publicação, adiantando que os dois se dão “muito bem” e vão continuar amigos. Swift e Hiddleston conheceram-se na festa de gala do Museu Metropolitano de Nova York, em maio, e a sua relação teria engatado em junho, duas semanas depois do fim do namoro da cantora com o DJ Calvin Harris. Taylor Swift nunca confirmou publicamente a relação com o ator, mas um mês depois de terem sido fotografados aos beijos numa praia em Rhode Island, Hiddleston foi co-anfitrião da festa anual do 4 de julho, organizada pela cantora em sua casa. Nessa festa, Hiddleston vestiu uma comiseta as iniciais de Swift e, dias depois, falou sobre o namoro numa entrevista à revista The Hollywood Reporter. “A verdade é que Taylor Swift e eu estamos juntos e estamos muito felizes. Obrigado por perguntar. Essa é a verdade. Não é um golpe de publicidade”, comentou, referindo-se aos rumores que surgiram nas redes sociais, de que tudo não passava de promoção de um novo clipe. Durante os três meses de namoro, que se seguiram a uma relação de 15 meses da cantora com o DJ Calvin Harris, Swift e Hiddleston viajaram pela Europa e pelos Estados Unidos e chegaram a conhecer os respectivos pais de cada um.
Veneza: Natalie Portman brilha em Jackie, cinebiografia de Jacqueline Kennedy
Natalie Portman pisou no tapete vermelho do Festival de Veneza como quem sobe a escaria do Dolby Theatre, em Los Angeles, onde acontece a premiação do Oscar. Após a projeção de “Jackie”, cinebiografia da ex-Primeira-Dama Jacqueline Kennedy, a crítica internacional já crava seu nome entre as indicadas ao troféu americano. Desde que venceu seu Oscar por “Cisne Negro” (2010), ela não aparecia de forma tão clara como candidata natural a um bis da Academia. Estreia na língua inglesa do cineasta chileno Pablo Larraín, “Jackie” se passa nos dias que se seguiram ao assassinato do presidente John Kennedy, em 1963, e traz Natalie como a jovem viúva, devastada pelo luto, mas tendo que administrar suas imagens pública e privada. “Acho que este é o papel mais perigoso que já fiz, porque eu sabia como ela era, falava e andava. E eu jamais havia interpretado alguém assim”, admitiu a atriz de 35 anos, durante a entrevista coletiva do festival. Ela baseou sua composição em vasto material de arquivo, mas principalmente no especial da rede CBS “A Tour of the White House with Mrs. John F. Kennedy”, exibido em 1961, no qual a então Primeira-Dama promoveu uma excursão pela Casa Branca recém-decorada por ela, e uma entrevista dada à revista “Life” uma semana após o assassinato do Presidente Kennedy. A trama, por sinal, parte desta entrevista e usa flashbacks para mostrar como esta mulher, extremamente culta, mas subestimada por sua beleza, se engrandece para defender a imagem do marido. A reconstituição dos principais momentos após o atentado é excruciante. O filme reproduz o percurso até ao hospital, a relação com o cunhado Robert Kennedy, o cuidado com os dois filhos, as decisões relacionadas com o protocolo de Estado e até o papel de Jackie na sucessão presidencial. Na tela, Portman encarna os mínimos detalhes daquela mulher, que parecia tremer quando a câmera da CBS a encontrou pela primeira vez na Casa Branca, e que virou uma rocha fria, no momento mais trágico de sua vida. Não apenas nos gestos, mas também no sotaque e, por incrível que pareça, até na voz da Primeira-Dama, Natalie Portman se transfigura e, pouco a pouco, vira Jacqueline Kennedy diante dos olhos incrédulos dos espectadores. “Eu nunca me senti como uma boa imitadora. Mas tentei criar uma personagem de modo que fizesse as pessoas acreditarem que eu era Jackie”, ela explicou. Pablo Larraín, no entanto, minimizou o impressionante trabalho da atriz, considerando que ela é famosa demais para simplesmente sumir na personagem, que, por sua vez, também é vastamente conhecida. “Quando alguém tão conhecido quanto Natalie interpreta alguém tão famoso quanto Jackie, o problema é o tempo que leva para o público a aceitar como Jackie. É claro que precisamos de maquiagem, penteado e figurino, temos que criar uma ilusão, tanto os realizadores quanto os atores. Acredito que o cinema está mais ligado aos antigos mágicos ilusionistas do que qualquer outra coisa”, ele avaliou. O diretor, que vem se destacando em premiações internacionais com seus filmes, chegando a vencer o Urso de Prata no Festival de Berlim por “O Clube” (2015), foi trazido para o projeto pelo cineasta americano Darren Aronofsky, um dos produtores o longa, que também indicou Portman para o papel principal, após dirigi-la em “Cisne Negro”. Larraín conta uma história totalmente americana, mas adota a estrutura pouco convencional que já tinha usado em “No”, uma produção sobre outra história real, 100% chilena – o plebiscito que encerrou a ditadura Pinochet – , mesclando ficção com cenas de documentários e imagens de arquivo. E a combinação funciona, graças ao roteiro muito bem estruturado de Noah Oppenheim (“Maze Runner”), à fotografia deslumbrante do francês Stéphane Fontaine (“Ferrugem e Osso”), e ao figurino e a cenografia que recriam a época de forma extremamente fiel. “Por que não poderia fazer um filme sobre ela?”, questionou o diretor, referindo-se à sua nacionalidade. “Não sou americano, mas sou contador de histórias e esta é uma boa história. Eu me lembro de que li os relatórios da Comissão Warren em que ela narra como viu a morte de Kennedy, estando ao lado dele. Então percebi que ninguém ainda tinha contado esta história tão conhecida do ponto de vista dela”. Embora Natalie Portman se destaque, o elenco coadjuvante também é muito bom, especialmente John Hurt (“Expresso do Amanhã”) como seu padre confessor, Peter Sarsgaard (“Aliança do Crime”), como Robert Kennedy, e o dinamarquês Casper Phillipson (“Garoto-Formiga”), numa igualmente impressionante participação como John Kennedy. Após a exibição em Veneza, “Jackie” segue para o Festival de Toronto, mas ainda não tem previsão de estreia comercial definida.












