Agents of SHIELD, Gotham e Scream Queens voltam com audiência baixa e ligam sinal de alerta



Além de lançar novas séries, a primeira semana da temporada televisiva de outono nos EUA também trouxe de volta as atrações tradicionais da TV. E algumas já ligaram o sinal de alerta, registrando quedas perigosas de público. Ainda é cedo para cravar qual realmente corre risco de cancelamento, mas a situação não parece muito confortável para um punhado de produções com muitos fãs no Brasil.

O pior retorno entre as produções dramáticas se deu com “Agents of SHIELD”, na rede ABC. Nem a expectativa da introdução do “Motoqueiro” Fantasma fez aumentar sua audiência, retomada com 3,58 milhões de telespectadores. São números similares ao da estreia da midseason em março passado, mas muito abaixo dos 4,9 milhões que acompanharam a estreia da 3ª temporada.

De um modo geral, porém, a Fox foi a rede que mais sofreu com a perda de público. Entre os dramas, o maior tropeço se deu com “Rosewood”, série procedimental que abriu sua 2ª temporada diante de 3,59 milhões de telespectadores. Os números confirmam a tendência assinalada pela atração já em seu primeiro ano, quando partiu de uma estreia vista por 7,5 milhões para uma season finale diante de 3,5 milhões. Se a tendência se consolidar, o cancelamento pode vir nos próximos meses.

“Gotham” também entrou de sobreaviso, ao abrir com 3,78 milhões de telespectadores e 1.2 na audiência demográfica. O desempenho é pior que o de “Lucifer”, exibido logo depois no mesmo canal, diante de 4,41 milhões telespectadores e 1.3 na demo. A lógica sugeria um desempenho inverso.


No ano passado, “Gotham” abriu com 4,5 milhões de telespectadores e 1.6 na demo, fechando sua 2ª temporada sintonizada por 3,6 milhões. “Lucifer”, por sua vez, foi de uma estreia vista por 7 milhões para o abismo, numa queda contínua que parou em 3,8 milhões de telespectadores. Por isso, o início de seu novo arco traz alívio aos fãs preocupados. Já “Gotham”, que teve público médio de 6,5 milhões em sua 1ª temporada, pode se complicar se não reverter a perda de público.

É curioso reparar como as adaptações de quadrinhos da Marvel e da DC Comics estão encontrando dificuldade para repetir na TV o mesmo sucesso alcançado nos cinemas.

De todo modo, estão melhores que as comédias da Fox. Exibidas na sequência, nas noites de terça, “Brooklyn Nine-Nine” (2,39 milhões), “New Girl” (2,32 milhões) e “Scream Queens” (2,24 milhões) tiverem retornos piores que a estreia de “The Exorcist” na sexta. Isto pode ser um alento para a série de terror, mas também pode estimular uma reformulação completa na programação cômica da Fox para 2017.

nos próximos meses.



Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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