Diretor de Albergue vai filmar remake de Desejo de Matar



O remake de “Desejo de Matar” (1974) ganhou novo diretor. Eli Roth, responsável pelo terror “O Albergue” (2005) e o recente “Bata Antes de Entrar” (2015) assumiu o comando produção, em substituição à dupla israelense Aharon Keshales e Navot Papushado (“Os Lobos Maus”), que saiu do projeto alegando diferenças criativas.

A refilmagem de “Desejo de Matar” está sendo desenvolvida há vários anos pela Paramount Pictures, estúdio do filme original, e já esteve perto de ser rodada pelos diretores Joe Carnahan (“A Perseguição”) e Gerardo Naranjo (“Miss Bala”).

A nova versão será estrelada por Bruce Willis (“Duro de Matar) no papel Paul Kersey, um homem que busca justiça pela morte de sua esposa e filho de arma em punho. Kersey foi o mais famoso personagem vivido por Charles Bronson no cinema, mas a intenção dos produtores é realizar uma adaptação mais próxima do livro de Brian Garfield no qual a franquia é baseada. Na história, Kersey é um arquiteto que tem sua vida destruída após um violento crime cometido contra sua esposa e filha. Frustrado pelos responsáveis não serem punidos, ele resolve fazer justiça com as próprias mãos.



A adaptação está a cargo da dupla Scott Alexander e Larry Karaszewski, criadores da série “American Crime Story” e responsáveis pelos roteiros de “Ed Wood” (1994), “1408” (2007), “Grandes Olhos” (2014) e “Goosebumps” (2015).

Dirigido por Michael Winner, o “Desejo de Matar” original teve grande impacto na cultura pop, transformando-se no maior representante dos filmes de justiceiros que se popularizaram a partir dos anos 1970. O personagem de Bronson reapareceu em mais quatro longas, até “Desejo de Matar V”, em 1994, mas sua influência persiste até hoje, em filmes como “Valente” (2007) e “Sentença de Morte” (2007) e nos quadrinhos de “O Justiceiro”, entre outras criações.

As filmagens do remake devem acontecer no verão americano (entre junho e agosto) e, por enquanto, não há nenhum outro ator confirmado.


Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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