Rumores negativos atacam Batman vs. Superman na internet

O orçamento de “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” tem sido motivo de muita especulação. Por isso, não é de estranhar que, a reboque de vários boatos negativos sobre a produção, espalhados como praga na internet, viesse à tona o rumor de que a filmagem custou uma fábula. Mais que US$ 400 milhões, segundo os especuladores de plantão – sites como Latino Review, Hitflix e Birth.Movies.Death. – , o que configuraria o maior orçamento cinematográfico de todos os tempos.

Apocalípticos garantem que, por isso, se o filme não fizer US$ 1 bilhão terá fracassado e todas as demais produções de super-heróis do estúdio estariam ameaçadas. O horror, o horror.

Para completar, ainda garantem que as primeiras sessões do filme tiveram reação negativa e já urubuzam o longa da Liga da Justiça, afirmando que pode nem ser produzido. Em seu lugar, viria um filme do Batman estrelado por Ben Affleck, pois o único boato positivo a respeito de “Batman vs. Superman” é que o ator rouba todas as cenas em que aparece.

Só que não é nada disso. Os números estão completamente dentro dos padrões dos os blockbusters de Hollywood, porque incluem os custos de marketing. Atualmente, gasta-se mais para divulgar um filme do que para filmá-lo. Para se ter ideia, cada comercial exibido na TV americana durante o Super Bowl custou US$ 5 milhões. Isto é o custo de uma única inserção. E, sim, para esse dinheiro ser recuperado os filmes precisam dar retornos bilionários. Mas os cinemas não são a única fonte de renda de uma franquia: há as demais plataformas (VOD, video, TV) e o merchandising.

E sobre as reações negativas… Vale lembrar que os primeiros comentários sobre sessões testes começaram em dezembro, pelo prazer de contar spoilers no Reddit, e todos foram extremamente positivos.

O filme pode se provar uma decepção, mas, até aqui, quem profetiza seu fracasso só viu os trailers.

Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna

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