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  • Música

    Veja o primeiro teaser de Guitar Days, documentário sobre o rock indie brasileiro

    27 de fevereiro de 2016 /

    O documentário “Guitar Days” divulgou seu primeiro teaser, como parte de sua campanha de arrecadação. Até agora filmado com recursos do próprio diretor Caio Augusto Braga, o filme busca completar sua verba no site de financiamento coletivo Catarse. A produção cobre uma lacuna nos filmes sobre a música brasileira, mapeando o cenário alternativo-independente do rock nacional, com foco específico no movimento iniciado pelas bandas dos anos 1990, que aumentaram o volume das guitarras e passaram a cantar em inglês, lixando-se para o mercado. Com duração de 50 dias, a campanha prevê vários “prêmios” para os colaboradores, desde um CD inédito, que será lançado junto do filme, com músicas das bandas retratadas, até participação nos créditos do longa como apoiador. Confira – e apoie – no site oficial. A expectativa dos produtores é finalizar o filme até julho, desde que a verba (R$ 95,7 mil) seja levantada. É importante ressaltar que “Guitar Days” não conta com verba de edital ou leis de incentivo, mesmo assim correu o país, de Fortaleza ao Rio Grande do Sul, registrando mais de 50 entrevistas com músicos, produtores, jornalistas e donos de casas noturnas envolvidos na história do rock alternativo brasileiro. Entre as bandas registradas, incluem-se Pin-Ups, Second Come, Brincando de Deus, CSS, Far From Alaska, Garage Fuzz, Hateen, Killing Chainsaw, Low Dream, Mickey Junkies, Lava Divers, PELVs, Stellar, Valv, Wry, dentre outras.

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  • Filme

    Ator de Sons of Anarchy entra em Guardiões da Galáxia 2

    27 de fevereiro de 2016 /

    O ator Tommy Flanagan (série “Sons of Anarchy”) entrou no elenco de “Guardiões da Galáxia Vol. 2”. Segundo o site Heroic Hollywood, ele vai integrar os Ravagers, grupo de criminosos interestelares comandado por Yondu (Michael Rooker). Na continuação, o grupo terá que enfrentar um dilema depois que a cabeça de Rocket Raccoon é posta a prêmio, valendo uma fortuna. O elenco ainda contará com os retornos de Chris Pratt (Peter Quill/Senhor das Estrelas), Zoe Saldana (Gamora), Dave Bautista (Drax), as vozes de Bradley Cooper (Rocket Raccoon) e Vin Diesel (mini-Groot), Michael Rooker (Yondu), Karen Gillan (Nebula) e Sean Gunn (Kraglin), além das novas adições de Pom Klementieff (“Oldboy”), que viverá a heroína Mantis, Elizabeth Debicki (“O Grande Gatsby”), Chris Sullivan (série “The Knick”) e Kurt Russell (“Os 8 Odiados”), os três últimos em papéis não especificados. A estreia está marcada para 4 de maio de 2017 no Brasil.

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  • Filme

    Novo Caça-Fantasmas terá a volta do fantasma Geléia

    27 de fevereiro de 2016 /

    Pelo menos um personagem do “Caça-Fantasmas” original estará de volta na nova versão feminina. O ator Michael K. Williams (série “Boardwalk Empire”) declarou, em entrevista à revista Entertainment Weekly, que o fantasma Geleia vai aparecer no novo longa. “Não vou negar, trabalhar com a Melissa, Kristen e Kate foi maravilhoso, mas eu gravei com o Geleia. Cara, é o Geleia! Eu estou em uma cena com ele. Sou super fã dos filmes e foi como um sonho se tornando realidade”, contou o ator empolgado. Williams também revelou que seu personagem será um agente do FBI e que filmar com as novas Caça-Fantasmas foi o trabalho mais divertido de sua carreira. “Foi o emprego dos sonhos. Elas estão no topo do jogo, cara. Eu tive o prazer de trabalhar com a Kristen Wiig e com a Kate McKinnon em um programa no IFC chamado ‘Spoils Before Dying’. Então, eu já tinha essa relação com elas. Leslie Jones, se você conheceu ela antes, você sente como se tivesse a conhecido pela vida inteira. Ela consegue quebrar qualquer barreira que você tenha e vai direto para o Chacras do seu coração. E a Melissa, ela é uma joia. Eu tenho muito respeito por todas elas”. Além do Geleia, os integrantes da franquia original Dan Aykroyd, Bill Murray, Ernie Hudson, Annie Potts e Sigourney Weaver farão participações especiais no filme, como figurantes. Dirigido por Paul Feig (“A Espiã que Sabia Demais”), o filme tem estreia marcada para 14 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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    DVD de Star Wars: O Despertar da Força deve incluir sete cenas cortadas do filme

    27 de fevereiro de 2016 /

    As editoras de “Star Wars: O Despertar da Força”, Mary Jo Markey e Maryann Brandon, que concorrem ao Oscar da categoria no domingo (28/2), acabaram revelando que apenas sete cenas filmadas ficaram de fora da produção cinematográfica. Em entrevista ao jornal britânico The Independent, elas afirmaram que estas cenas devem fazer parte das edições em DVD e Blu-ray do filme. Mas não espere encontrar, entre o material inédito, o que vem sendo especulado pela internet, que incluiria uma aparição de Darth Vader. Segundo elas, “tem uma cena com o Harrison Ford, outra com a Rey…”, mas nada que faria diferença. “Eu honestamente acho que o que está no filme é exatamente o que precisava estar. E o que sobrou é divertido, mas não necessário”, disse Brandon. Elas também explicaram que a Disney quer fazer mistério com as cenas para não estragar a surpresa e, por isso, não podem citar exatamente o que entrará no home video. Ainda não há previsão para o lançamento de “Star Wars: O Despertar da Força” em DVD e Blu-ray.

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  • Filme

    Antes o Tempo Não Acabava é selecionado para o Festival de Toulouse

    27 de fevereiro de 2016 /

    O filme “Antes o Tempo Não Acabava”, de Sérgio Andrade e Fábio Baldo, vai continuar sua trajetória internacional. Após ser exibido no Festival de Berlim, o longa foi selecionado para o Festival de Cinema Latino de Toulouse, na França, onde integrará a mostra competitiva de longas-metragens. “Antes o Tempo Não Acabava” teve première mundial dentro da Mostra Panorama do Festival de Berlim 2016, quando recebeu bastante elogios da imprensa especializada (clique aqui para ler uma entrevista realizada com os diretores na ocasião). Rodado em Manaus, o filme acompanha a história de Anderson (Anderson Tikuna), índio que enfrenta os líderes da sua comunidade e as tradições de seu povo para ir morar sozinho no centro de Manaus. A 28ª edição do Festival de Toulouse também vai destacar os filmes de Marcelo Gomes em uma mostra especial, que apresentará “Cinema, Aspirinas e Urubus” (2005), “Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo” (2009), “Era Uma Vez Eu, Verônica” (2012) e “O Homem das Multidões” (2013), que foi vencedor do festival francês há três anos. O evento será realizado entre os dias 11 e 20 de março.

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    Jennifer Garner fala pela primeira vez sobre a separação de Ben Affleck

    27 de fevereiro de 2016 /

    A atriz Jennifer Garner (“Clube de Compra Dallas”) falou pela primeira vez sobre sua separação de Ben Affleck (“Batman vs. Superman”). Após meses de silêncio, ela revelou o que pensa em uma entrevista para a revista Vanity Fair, colocando fim a todos os boatos. Para começar, a história da babá, que teria sido o pivô do divórcio. “Nós já estávamos separados há meses antes que eu ouvisse falar sobre a babá. Ela não teve nada a ver com a nossa decisão de divórcio. Ela não fez parte disso. Mau julgamento? Sim. Não é fácil para seus filhos que a babá desapareça de suas vidas… Eu tive que ter conversas sobre o ‘escândalo'”, disse ela. Jennifer comentou que não se arrepende de seu casamento. “Foi um casamento real. Não foi para as câmeras. E foi uma enorme prioridade para mim ficar no casamento. Mas isso não funcionou”, contou, acrescentando que, se tivesse a opção, repetiria a experiência. “Faria tudo de novo. Corri até a praia por ele, e faria novamente.” Para ela, o casamento foi muito positivo, pois resultou em coisas boas, entre elas os filhos do casal. Mas Ben Affleck é “um cara complicado”. “Eu sempre digo: ‘Quando o seu sol brilha pra você, você sente. Mas quando o sol está brilhando em outros lugares, fica frio. Ele pode deixar uma grande sombra'”. Agora, a atriz quer refazer a sua vida. “Eu perdi o sonho de dançar com meu marido no casamento da minha filha. Mas você deve ver os rostos deles quando o pai entra pela porta. E se você vê seus filhos amando alguém de um jeito puro, então você fica amigo dessa pessoa”, disse ela, que espera ter a chance de viver um novo romance. “Homens não ligam mais… Eu quero flores. Eu não quero mensagens de texto. O que isso diz sobre mim? Que tipo de dinossauro eu sou?”, brincou.

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    Filme de cineasta marroquino vence o César, o Oscar francês

    27 de fevereiro de 2016 /

    Um filme escrito e dirigido por um cineasta marroquino foi o grande vencedor do César 2016, a mais importante premiação do cinema da França, considerado uma espécie de “Oscar francês”. Dramatização da vida da poeta marroquina Fatima Elayoubi – que virou filme sobre “empregada doméstica imigrante” em notas das agências de notícias reproduzidas por diversos jornais brasileiros – , “Fátima” é o oitavo longa do diretor Philippe Faucon e retrata a relação da poeta com suas duas filhas, além das dificuldades de sua adaptação na França, onde se vê trabalhando como doméstica. Um dia, um acidente a força a tirar licença, e Fátima começa a escrever para as filhas em árabe tudo o que nunca conseguiu expressar em francês. Além do César de Melhor Filme, “Fátima” venceu nas categorias de Roteiro Adaptado (baseado nos livros de Elayoubi) e Atriz Revelação (a jovem Zita Hanrot, uma das filhas). Igualmente consagrado, “Cinco Graças”, da diretora turca Deniz Gamze Erguven, venceu quatro troféus importantes: Melhor Filme de Estreia, Roteiro Original, Edição e Trilha Sonora. Já exibido no Brasil, o longa acompanha cinco irmãs adolescentes, que, sob vigilância da família, são reprimidas e forçadas a casamentos arranjados no interior da Turquia. Curiosamente, este filme não foi apenas dirigido por uma cineasta nascida em outro país, mas também estrelado por estrangeiros e falado em turco. A coincidência ressalta o processo de internacionalização que envolve as produções francesas atuais – já reverenciado no ano passado por meio da consagração do mauritânio “Timbuktu”, grande vencedor do César 2015. O César de Melhor Atriz foi atribuído à Catherine Frot, por sua interpretação em “Marguerite”, em que vive uma diva tragicômica. Dirigido por de Xavier Giannoli, o longa também levou quatro prêmios, incluindo Melhor Som, Figurino e Cenografia. O veterano Vincent Lindon ficou com o César de Melhor Ator por “O Valor de um Homem”, que lida com a brutalidade do mundo do trabalho, após vencer a mesma categoria no Festival de Cannes. Por fim, o prêmio de Melhor Direção ficou com Arnaud Desplechin, pelo pseudobiográfico “Três Lembranças da Minha Juventude”, também já exibido no Brasil e elogiadíssimo pela crítica internacional. Vale ainda registrar que o vencedor do Festival de Cannes 2015, “Dheepan – O Refúgio”, de Jacques Audiard, não recebeu um troféu sequer, ignorado pelo César. O filme também não empolgou o comitê responsável por selecionar o candidato da França ao Oscar, que acabou preferindo “Cinco Graças” para a disputa de Melhor Filme Estrangeiro. “Cinco Graças” concorre à premiação marcada para domingo (28/2) pela Academia americana. Vencedores do César 2016 MELHOR FILME Fátima, de Philippe Faucon MELHOR DIREÇÃO Arnaud Desplechin, por Três Lembranças da Minha Juventude MELHOR ATRIZ Catherine Frot, por Marguerite MELHOR ATOR Vincent Lindon, por O Valor de um Homem MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Sidse Babett Knudsen, por L’Hermine MELHOR ATOR COADJUVANTE Benoit Magimel, por De Cabeça Erguida ATRIZ REVELAÇÃO Zita Hanrot, por Fátima ATOR REVELAÇÃO Rod Paradot, por De Cabeça Erguida MELHOR FILME DE UM DIRETOR ESTREANTE Cinco Graças, de Deniz Gamze Erguven MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Deniz Gamze Ergüven e Alice Winocour, por Cinco Graças MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Philippe Faucon, por Fátima MELHOR FILME ESTRANGEIRO Birdman (Estados Unidos) MELHOR DOCUMENTÁRIO Demain, por Cyril Dion e Mélanie Laurent MELHOR ANIMAÇÃO O Pequeno Príncipe MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA Christophe Offenstein, por O Vale do Amor MELHOR FIGURINO Pierre-Jean Laroque, por Marguerite MELHOR CENOGRAFIA Martin Kurel, por arguerite MELHOR EDIÇÃO Mathilde Van de Moortel, por Cinco Graças MELHOR SOM François Musy e Gabriel Hafner, por Marguerite MELHOR TRILHA SONORA CWarren Ellis, por Cinco Graças

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  • Série

    Diretor de Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan vai produzir a nova série de Star Trek

    27 de fevereiro de 2016 /

    A nova série derivada do universo “Star Trek” fez uma grande contratação, que aumentou exponencialmente sua expectativa. O diretor-roteirista Nicholas Meyer, responsável pelo melhor filme da franquia, “Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan” (1982), integrou-se à equipe de produção. Ele vai escrever e coproduzir a nova série ao lado de Bryan Fuller (criador da série “Hannibal”), showrunner da atração. Fuller, que é trekker assumido, começou sua carreira escrevendo em séries derivadas de “Star Strek” nos anos 1980 – “Deep Space Nine” e “Voyager”. E para criar a nova produção decidiu tirar da aposentadoria uma lenda desse universo. Além de dirigir e escrever “A Ira de Khan”, Nicholas Meyer também escreveu o igualmente ótimo “Jornada nas Estrelas IV – A Volta para Casa” (1986) e assinou “Jornada nas Estrelas VI – A Terra Desconhecida” (1991). A experiência dos dois é praticamente um selo de aprovação antecipado para a produção do novo “Star Trek”. “Nicholas Meyer perseguiu Kirk e Khan em torno da Nebulosa de Mutara e das chamas de Genesis, ele salvou as baleias com a Enterprise e sua tripulação e travou guerra e paz entre Klingons e a Federação”, disse Fuller, no comunicado que anunciou o novo produtor da série. “Estamos entusiasmados em anunciar que um dos maiores contadores de histórias de ‘Star Trek’ está corajosamente retornando: Nicholas Meyer se teleporta à bordo da nova equipe de roteiristas Trek.” Além da dupla, Alex Kurtzman, roteirista dos filmes “Star Trek” (2009) e “Além da Escuridão – Star Trek” (2013), também participa da produção, que está sendo tratada com a mais alta prioridade pela rede americana CBS. A CBS quer utilizar a popularidade da franquia para alavancar seu canal próprio de streaming. A série será integralmente disponibilizada em janeiro de 2017 no serviço CBS All Access, seguindo o modelo da Netflix, que lança temporadas completas de uma só vez. A ideia é usar a franquia como chamariz para novos assinantes. Por isso, o novo “Star Trek” passará boa parte de 2016 em gravações, além de utilizar esse cronograma para aperfeiçoar seus efeitos visuais.

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  • Série

    Game of Thrones: Cartazes sombrios exploram a morte de personagens

    27 de fevereiro de 2016 /

    O canal pago americano HBO divulgou uma coleção de pôsteres da 6ª temporada de “Game of Thrones”, que explora a morte de seus personagens. Assim como o teaser anterior, os cartazes misturam rostos de mortos e vivos, sempre com feições fúnebres, na decoração da Sala dos Rostos, no templo da seita dos assassinos conhecidos como Homens Sem Rosto. O augúrio sombrio não poupa Tyrion, Sansa, Daenerys, Arya e Cersei, mas, ao contrário do vídeo, a ausência de Jon Snow é notável. Para saber o que realmente vai acontecer na nova temporada, será preciso esperar até 24 de abril, quando está prevista a estreia dos novos capítulos – os primeiros que serão exibidos sem spoilers literários, já que o enredo ultrapassou a trama conhecida nos livros de George R. R. Martin.

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  • Filme

    Ela Volta na Quinta projeta cotidiano na ficção de forma desconcertante

    27 de fevereiro de 2016 /

    Interessante como o jovem cineasta mineiro André Novais Oliveira aposta na aparente simplicidade para criar um corpo de trabalho inteligente e tendo seu próprio cotidiano como objeto de inspiração. Em seu primeiro curta, “Fantasmas” (2009), ele utilizou um recurso inteligentíssimo para tratar de um assunto ligado a relações amorosas passadas. Em “Pouco Mais de um Mês” (2013), lá estava ele expondo a si mesmo, discutindo relação com a namorada, que também aparece em sua estreia em longa-metragem, “Ela Volta na Quinta”. Pois este filme é ainda mais extremo nessa exposição, embora seja evidente que se trata de uma construção de ficção e de encenação. “Ela Volta na Quinta” traz o próprio diretor como personagem da história, que é protagonizada por seus pais, Norberto e Maria José. Essa premissa dá à câmera um condição de onisciência, pois mostra aquilo que André, o personagem, não sabe. Em alguns momentos, é possível perceber um pouco da fragilidade dos (não) atores à frente das câmeras, como na cena da dança ao som de uma canção do Roberto Carlos, mas na grande maioria das vezes o método do diretor, que deixa fluir – pelo menos aparentemente – a fala dos personagens, contribui para injetar no filme um elemento raro, de verdade. O melhor exemplo disso é uma cena em que a mãe de André está sozinha com ele no quarto. Ele confere sua pressão arterial, manifesta preocupação com sua saúde, e ela lhe conta algo sobre o pai dela, canceriano como André, que também gostava de sonhar, era pouco pragmático. Como do outro lado da tela sabemos que André é cineasta, e que a vida de cineasta no Brasil não é fácil, por mais que isso não seja explicitado no filme, “Ela Volta na Quinta” acaba por revelar que essa atividade é ainda menos glamorosa do que se possa imaginar. Glamour, por sinal, é uma palavra que jamais surge no filme, em que os personagens aparecem com seus trajes do cotidiano, sem maquiagem ou coisa do tipo. A fotografia também tem uma textura bem simples, sem o interesse de enfeitar a realidade. Desses filmes que borram a realidade e a ficção em sua construção narrativa, talvez “Ela Volta na Quinta” encontre mais semelhanças com “Castanha”, de Davi Pretto, que também lida com um personagem real em meio a elementos inventados pelo roteirista/diretor. Mas o filme de Novais é bem menos sombrio e mais afetuoso. A obra deixa no ar até que ponto a crise no casamento dos pais foi um elemento puramente fictício ou se era, de fato, algo que já estava mesmo ocorrendo. Ou se a saúde frágil da mãe também também estava de alguma maneira presente na realidade. As respostas para essas questões até seriam interessantes numa entrevista com o diretor, mas, em relação ao filme, em nada contribuiriam para melhorar sua apreciação. Afinal, quando as luzes do cinema se acendem, todas as respostas que o espectador precisa estão dadas. Com “Ela Volta na Quinta”, André Novais Oliveira se revela um autor de primeira.

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    Além de ofensivo, Deuses do Egito é muito ruim

    27 de fevereiro de 2016 /

    Polêmico antes mesmo da estreia, por apresentar atores caucasianos nos papéis principais de uma história passada inteiramente no Egito, “Deuses do Egito” é vergonhoso não apenas pela evidente questão racial, mas também por sua parte técnica. O tratamento do Egito como uma localidade exterior à África – apesar de estar naquele continente – não é novidade, com o embranquecimento de sua população em produções diversas como “Os Dez Mandamentos” e “Exodus”. Mas mesmo se tentarmos ignorar esta violência simbólica, o filme não resiste como cinema: nem como espetáculo, nem como curiosidade sobre mitos egípcios. O diretor Alex Proyas não filmava há sete anos, desde “Presságio” (2009), e aqui parece um funcionário em um projeto de encomenda. Em uma bizarra tentativa de misturar “Percy Jackson” com “O Senhor dos Anéis” e “Fúria de Titãs”, “Deuses do Egito” não sabe que história contar, se deve se levar a sério ou abraçar o ridículo. O roteiro fraco de Matt Sazama e Burk Sharpless (autores dos igualmente superficiais “Drácula: A História Nunca Contada” e “O Último Caçador de Bruxas”) é o maior problema. A história se passa em um passado remoto, onde deuses e humanos conviviam, e acompanha Bek (o australiano Brenton Thwaites), ladrão apaixonado pela escrava Zaya (a australiana Courtney Eaton), que se vê envolvido em uma disputa de seres superpoderosos quando o deus Set (o escocês Gerard Butler) toma o poder das mãos de Horus (o dinamarquês Nikolaj Coster-Waldau) no momento de seu coroamento. A estrutura narrativa peca por pular por muitos pontos de vista, sem permitir ao público se concentrar em um único foco de identificação. Nenhum personagem é desenvolvido e suas escolhas parecem apenas seguir o que os roteiristas queriam que fizessem para a cena (todos parecem extremamente egoístas e ainda falam em voz alta tudo que estão fazendo e pensando). Os personagens femininos são clichês machistas, longe da Imperatriz Furiosa de “Mad Max” e da Rey de “Star Wars”. Os furos, as piadas sem graça e o modo de falar e agir, que não leva em conta o contexto histórico (parece que estão em um colégio nos dias de hoje) fazem de “Deuses do Egito” uma aventura genérica, que apesar do título poderia se passar em qualquer outro lugar ou época. Para piorar, a trama ainda é prejudicada pela direção no automático e efeitos digitais que até a TV faz melhor (Coster-Waudau bem sabe disso em “Game of Thrones”). A estética de escola de samba poderia até funcionar, se “300” e “Imortais” não tivessem vindo antes. Mas falta até opulência para se comparar “Deuses do Egito” com estes. A rica mitologia egípcia merecia uma apresentação muito melhor de Hollywood, não uma versão genérica dos deuses gregos de outros filmes. Ninguém espera que Hollywood faça uma tese sobre cultura antiga, mas que pelo menos apresente seus personagens de forma correta em uma produção divertida. “Deuses do Egito” não é nem um nem outro. É o exemplo perfeito do que acontece quando a indústria trata o público como imbecis, apostando na fórmula fácil e falhando miseravelmente até mesmo em repetir esta fórmula com sucesso.

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    Boneco do Mal brinca com clichês de terror à moda antiga

    27 de fevereiro de 2016 /

    “Boneco do Mal” é a produção de maior orçamento do diretor William Brent Bell. Para se ter ideia, custou US$ 10 milhões. Boa parte de seus filmes anteriores – já está no quinto – saiu direto em DVD. A exceção foi “Filha do Mal” (2012), filme de found footage estrelado pela paulista Fernanda Andrade, que teve aceitação razoável entre o público, mas rejeição completa da crítica. Seu novo filme tampouco caiu nas graças da crítica americana, mas conta pela primeira vez com uma protagonista conhecida, Lauren Cohan, a Maggie da série “The Walking Dead”, que serve de chamariz de público. Ela interpreta Greta Evans, uma americana de passagem pela Inglaterra, que arranja emprego de babá em uma mansão afastada. Seu trabalho consiste em cuidar de um menino que tem uma característica bem peculiar: na verdade, é um boneco, que os pais tratam como se fosse uma criança de verdade. Assim que chega, ela pensa se tratar de uma brincadeira, mas percebe que o casal de velhinhos não está brincando. Até deixa uma série de regras que ela precisa seguir – o que lembra “Gremlins” (1984), de Joe Dante, embora a semelhança pare por aí. Com a saída do casal, Greta se vê sozinha naquela casa com aquele misterioso boneco, que pelo menos não é tão feio quanto a boneca Annabelle, do filme homônimo. Mas não deixa de ser assustador o modo como o boneco muda de lugar misteriosamente, além de tentar sabotar o encontro romântico que ela tem com um rapaz do vilarejo (o simpático Rupert Evans, da série “The Man in the High Castle”), entre outras coisas que acontecem. Apesar dos problemas da narrativa, há que se dar crédito para o modo como Bell consegue transformar uma história claramente limitada em uma trama envolvente, que brinca com desenvoltura com os clichês do gênero, sem precisar apelar para sustos fáceis ou baldes de sangue. Com direito a final inesperado e bom aproveitamento de sua atriz carismática, “Boneco do Mal” funciona bem como um filme B à moda antiga, desde que não se espere mais que isso.

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    O Abraço da Serpente registra uma cultura em extinção

    27 de fevereiro de 2016 /

    Os relatos de dois cientistas e exploradores da região amazônica são a base do roteiro do filme colombiano “O Abraço da Serpente”, dirigido por Ciro Guerra. O etnólogo alemão Theodor Koch-Grünberg (1862-1924) explorou a região amazônica da América do Sul e estudou os povos da floresta. Morreu no Brasil, na cidade de Boa Vista. O botânico norte-americano Richard Evans Schultes (1915-2001) explorou a mesma região, interessado especialmente em uma planta, descoberta e citada nos relatos de Koch-Grünberg: a yakruna. Que sentido tem hoje para todos nós a busca por uma planta divina que cura e ensina a sonhar? Essa foi a razão de ser de uma expedição científica. Mas a yakruna, na realidade, simboliza a própria existência de, pelo menos, um povo indígena que está desaparecendo. O resgate do conhecimento dos povos na floresta, intimamente relacionado à vivência com a selva, sua água, seus animais, sua multiplicidade de plantas, envolve uma questão cultural, antropológica, da maior relevância. “O Abraço da Serpente” contribui para valorizar tudo isso, apontar para o que está sendo perdido e o que ainda pode ser recuperado, por meio de um personagem indígena que é o centro da narrativa. Ele surge, primeiro em sua juventude, como último sobrevivente de seu povo, vivendo isolado selva adentro. Desconfiado e crítico, por razões óbvias, do homem branco e da exploração da borracha, que trouxe a desgraça e dizimou seu povo. Depois, em outro tempo, como um xamã esquecido, perdido na sua mata, vivendo problemas de identidade em decorrência das faltas de referência e de memória. Nos dois tempos, há o convívio complexo e conflitivo com os cientistas exploradores. E também a possibilidade de aprender com brancos que não desejam destruir os aborígenes ou explorá-los, mas conhecê-los, valorizá-los, divulgar seus conhecimentos. A narrativa se desenvolve na forma de uma aventura, que traz perigos, desencontros e vai revelando o que se encontra nessa floresta: o que resta de seus povos de origem, a exploração a que estão expostos, o uso religioso equivocado e autoritário, encontrado em alguns locais. Com direito a manifestações tresloucadas e messiânicas, que não libertam, oprimem. A natureza é exuberante, evidentemente. E bem explorada nessa aventura. Uma bela fotografia em preto e branco se encarrega de ressaltá-la. O nosso anseio estético pediria que o filme fosse a cores. Seria ainda mais atraente. Poderia se tornar mais exótico, turístico e não tão propenso ao uso reflexivo? Não creio. Em dois momentos, no início e no fim do filme, imagens de formas geométricas a cores são inseridas. Remetem ao futuro? À passagem do tempo? Sem dúvida, o tempo joga um papel relevante em “O Abraço da Serpente”. Coisas, lembranças, memórias, são levadas pelo tempo. Povos inteiros se desfazem e desaparecem, ao longo do tempo. Pela ação predatória dos seres humanos, toda uma tradição e uma identidade tendem a desaparecer. Se considerarmos que metade da superfície da Colômbia está na região amazônica, há aí uma forte perda do próprio significado de nacionalidade. O elenco de “O Abraço da Serpente” nos leva para dentro dessa dimensão amazônica, como se estivéssemos fazendo parte daqueles povos e dos exploradores que vêm do mundo desenvolvido, em busca de sua cultura. É um desempenho muito convincente. Trata-se de uma experiência que vale a pena e mostra a força do cinema colombiano atual. Premiado nos festivais de Cannes e Sundance, “O Abraço da Serpente” está entre os cinco finalistas do Oscar 2016 de Melhor Filme Estrangeiro, o que é um reconhecimento importante, em termos de mercado.

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