Sequência de O Tigre e o Dragão ganha novo trailer repleto de ação
O serviço de streaming Netflix divulgou segundo trailer de “Crouching Tiger, Hidden Dragon: Sword of Destiny”, continuação do clássico de artes marciais “O Tigre e o Dragão” (2000), que vendeu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A prévia tem imagens espetaculares e destaca o retorno de Michelle Yeoh ao papel de Yu Shu Lien, que participa de muitas lutas e cenas de ação. Entre os combates de guerreiros que parecem voar, o vídeo introduz a história, que, como em 2000, volta a girar em torno de uma jovem impetuosa e uma espada cobiçada. Também foram divulgados pôsteres dos personagens centrais para o mercado chinês. O roteiro de John Fusco (“O Reino Proibido”) é baseada no livro “Iron Knight, Silver Vase”, de Wang Du Lu, quinto e último livro da franquia literária que inspirou o filme de 2000. A direção está a cargo Yuen Woo-ping, mais conhecido em Hollywood por criar a coreografia de artes marciais de filmes como “Matrix” (1999), “Kill Bill” (2003) e o próprio “O Tigre e o Dragão”, mas que já dirigiu quase 30 filmes na China, entre eles o maior clássico da carreira de Jackie Chan, “O Mestre Invencível” (1978), e é um especialista na técnica denominada wire fu (kung-fu aéreo, coreografado por meio de cabos, que erguem os lutadores). O elenco traz Donnie Yen (“O Grande Mestre”), Jason Scott Lee (“Dragão: A História de Bruce Lee”), Harry Shum Jr. (série “Glee”), Eugenia Yuan (“Memórias de uma Gueixa”), Shuya Chang (“A Vingança dos Dragões Verdes”), Juju Chan (“Fist of Dragon”) e Chris Pang (“Guerreiros do Amanhã”). A estreia está marcada para 26 de fevereiro no Netflix, com um detalhe que o diferencia do filme original, falado em mandarim. Visando o público americano, a continuação foi filmada com diálogos em inglês.
Fox quer mais uma temporada de Arquivo X
O presidente da rede americana Fox, David Madden, afirmou que o canal quer mais episódios de “Arquivo X”. A volta da atração, como uma minissérie de seis episódios, provou-se um sucesso de audiência, com o primeiro episódio assistido por 50 milhões de pessoas em todo o mundo. Embora tenha deixado a desejar do ponto de vista dos roteiros, a expectativa para o final da temporada, que irá ao ar na segunda-feira (22/2), já anima a Fox a buscar um acordo para retomar a série em 2017. “Dissemos antes da temporada começar a ir ao ar que adoraríamos fazer mais, e estamos muito entusiasmados com a perfomance dos episódios até o momento. A resposta tem sido encorajadora. Ainda não falamos com os talentos envolvidos sobre uma nova temporada, mas certamente existe uma audiência respondendo à série e que adoraria ver mais episódios”, disse Madden à revista Variety. O principal entrave para o projeto é a agendas dos atores David Duchovny e Gillian Anderson, intérpretes dos agentes Mulder e Scully, que possuem outros compromissos. Duchovny será visto a seguir na 2ª temporada de “Aquarius”, em que caça o serial killer histórico Charles Manson (Gethin Anthony, da série “Game of Thrones”), e Anderson fará a 3ª e última temporada de “The Fall”, em que caça o serial killer fictício Paul Spector (Jamie Dornan, de “Cinquenta Tons de Cinza”), além de estrelar o filme “Official Secrets”, de Justin Chadwick (“Mandela: O Caminho para a Liberdade”). Mas os dois se disseram abertos à ideia, após a boa experiência com os seis episódios da 10ª temporada. Já o roteirista-produtor Chris Carter, criador da atração, não tem nenhum outro projeto engatilhado, mas deve tentar incluir seus planos para um terceiro filme baseado na franquia durante as negociações. O final da 10ª temporada de “Arquivo X” será exibido nesta segunda também pelo canal pago brasileiro Fox, por volta da meia-noite. Por sinal, para comprovar a intenção da Fox, o último episódio está sendo anunciado como “final de temporada” e não como “final da série”.
O Escaravelho do Diabo: Adaptação do clássico de mistério juvenil ganha primeiro trailer
A Paris Filmes divulgou o pôster e o primeiro trailer de “O Escaravelho do Diabo”, adaptação do clássico da literatura de mistério juvenil. A prévia resume a trama, mostrando como o cotidiano de um menino (Thiago Rosseti) é afetado pelo assassinato de seu irmão mais velho. Enquanto a polícia permanece sem suspeitos, a criança junta as peças do quebra-cabeças, a partir do terrível inseto do título, que as vítimas de um serial killer obcecado por ruivos recebem antes de morrer. O vídeo também revela algumas opções curiosas da produção, alternando de forma radical o tom de algumas cenas, que vão da comédia infantil (a paixonite do protagonista) ao terror adulto (a tatuagem à “Dragão Vermelho” do assassino). A confusão pode ser resultado de uma iniciativa tomada durante a adaptação. No icônico livro de Lúcia Machado de Almeida, best-seller da coleção Vaga-Lume nos anos 1970, o protagonista é um jovem adulto, mas o diretor Carlo Milani (novela “Além do Horizonte”), que faz sua estreia no cinema, optou por transformá-lo em um pré-adolescente de 13 anos. Além do estreante Thiago Rosseti, o elenco inclui Marcos Caruso (“O Diário de Tati”), Jonas Bloch (“O Outro Lado do Paraíso”), Lourenço Mutarelli (“Que Horas Ela Volta?”), Celso Frateschi (minissérie “José do Egito”), Selma Egrei (“Hoje Eu Quero Voltar Sonho”) e a menina Bruna Cavalieri. “O Escaravelho do Diabo” tem estreia prevista para o dia 14 de abril.
Emma Watson pretende se afastar do cinema por um ano para se focar no feminismo
A atriz britânica Emma Watson informou que vai tirar um ano de férias do cinema para se concentrar no movimento feminista. A afirmação foi feita durante uma entrevista à publicação nova-iorquina Paper Magazine. “Ficarei um ano sem atuar para me concentrar em duas coisas: meu desenvolvimento pessoal é uma delas”, disse Watson. “Pensei em ficar um ano fora do cinema para focar em estudos de gênero”, explicou a atriz. “Quero escutar o máximo de mulheres que puder. É algo que estive fazendo por conta própria, através da ONU, na campanha ‘HeForShe’ e em meu trabalho em geral”, completou. Embaixadora da Boa Vontade de ONU Mulheres, a atriz de 25 anos se envolveu recentemente na campanha “HeForShe”, que procura somar o compromisso dos homens para acabar com a desigualdade de gênero antes de 2030. A entrevista é narrada como uma conversa informal entre Watson e a prolífica escritora americana e ativista feminista Bell Hooks, e ambas trocaram experiências. Na entrevista, Watson também lembrou seus primeiros passos como atriz, aos 9 anos, no papel da estudante de magia Hermione na série “Harry Potter”, baseada nos romances de J.K. Rowling. Ela confessou que, na época, na época queria aparentar ser uma adolescente “muito mais cool” que seu personagem. As férias de Emma Watson não deverão ser muito sentidas pelos fãs, pois ela deixou prontos alguns trabalhos, como a sci-fi “The Circle”, ainda sem previsão de lançamento, e a versão com atores da fábula “A Bela e a Fera”, da Disney, que chega aos cinemas em 30 de março de 2017.
Agents of SHIELD: Comercial mostra Inumanos em ação na volta da série
A rede americana ABC divulgou o primeiro comercial da volta da série “Agents of SHIELD”, que entrou em hiato em 8 de dezembro. A prévia destaca a ameaça alienígena que assumiu o corpo de Ward (Brett Dalton) e a criação da equipe dos Guerreiros Secretos, formada por Inumanos superpoderosos a serviço da SHIELD. As mudanças iniciadas no começo da 3ª temporada indicam que a série deve abandonar de vez sua estrutura de espionagem para se tornar uma produção de super-heróis. O episódio intitulado “Bouncing Back” será exibido em 8 de março nos EUA, iniciando a metade final da 3ª temporada, que vai se estender até 24 de maio. No Brasil, “Agents of SHIELD” é exibida pelo canal pago Sony.
Atriz de True Blood vai enfrentar vampiros na série Van Helsing
O canal pago americano Syfy anunciou a contratação de Kelly Overton, que viveu uma lobisomem sexy em “True Blood”, como a matadora de vampiros da série “Van Helsing”. Ela será Vanessa Helsing, filha do lendário caçador de monstros, criado por Bram Stoker em seu célebre romance gótico “Drácula”, de 1897. “’Van Helsing’ reimagina a história clássica de uma forma cativante, trazendo uma heroína complexa e corajosa como destaque”, pontuou Chris Regina, vice-presidente de Estratégias de Programa do Syfy, insinuando que a emissora vai seguir a tendência das novas produções estreladas por mulheres fortes em 2015, casos de “Supergirl”, “Quantico” e “Blindspot”, por exemplo. A trama vai acompanhar Vanessa, que é ressuscitada em 2020 e descobre que os vampiros tomaram conta do planeta — e que ela possui um poder único sobre eles. Assim, a herdeira de Van Helsing se torna a última esperança da humanidade para recuperar o mundo destes seres sanguinários. O elenco também inclui Jonathan Scarfe (série “Hell on Wheels”) como Axel, um oficial da Marinha com experiência em enfrentar vampiros, Christopher Heyerdahl (“Saga Crepúsculo”) como Sam, sobrevivente da insurreição de vampiros, Paul Johansson (série “Mad Men”) como Dimitri, um vampiro que havia se transformado antes da insurreição e que agora atua como o líder de sua espécie, David Cubitt (série “Ray Donovan”) como John, outro sobrevivente, Tim Guinee (série “Homeland”) como o líder de uma tropa de elite, e Vincent Gale (série “Bates Motel”) como Flesh, um vampiro que bate de frente com Vanessa. Pouco inovadora, a premissa lembra filmes B recentes, como “2019 – O Ano da Extinção” (2009) e “Padre” (2011). Mas também pode ser resumida como “Dominion” com vampiros, em referência à série de anjos apocalípticos recentemente cancelada pelo SyFy. A produção tampouco inova ao escolher como protagonista uma herdeira do famoso matador de vampiros. A Marvel introduziu Rachel Van Helsing, bisneta do caçador de monstros, em 1972, nos quadrinhos de “A Tumba do Drácula”, que também revelaram o personagem Blade. No mesmo ano, a Hammer lançou o filme “Drácula no Mundo da Minissaia” (1972), que trouxe o vampiro para os “dias de hoje” e mostrou os descendentes de seu maior inimigo, entre eles a jovem Jessica Van Helsing (Stephanie Beacham). A nova série foi desenvolvida pelo cineasta Neil LaBute (“Morte no Funeral”), que, por sinal, já tem experiência negativa com personagens do universo gótico popularizados pelo estúdio Hammer. Ele foi responsável por “O Sacrifício” (2006), remake do terror clássico “O Homem de Palha” (1973), que marcou o início da decadência do ator Nicolas Cage. Sem abandonar a carreira no cinema, LaBute vem se aventurando pelas séries nos últimos anos, tendo escrito cinco episódios do western “Hell on Wheels” e criado a comédia “Billy & Billie”. “Van Helsing” terá uma 1ª temporada de 13 episódios produzida pela Nomadic Pictures, produtora responsável por “Fargo” e “Hell on Wheels”. As gravações começam na segunda (22/2) para uma estreia na próxima temporada de outono (entre setembro e novembro) nos EUA.
Adam McKay confirma que escreverá a continuação de Homem-Formiga
O cineasta Adam McKay, que está disputando dois Oscars, como diretor e roteirista do filme “A Grande Aposta”, confirmou que vai trabalhar no roteiro da sequência de “Homem-Formiga” (2015). McKay foi trazido pelo diretor Peyton Reed para ajudar a reescrever o roteiro do primeiro filme do herói, após Edgar Wright abandonar o projeto alegando intromissões da Marvel. Ele trabalhou na história ao lado do ator Paul Rudd, intérprete do super-herói. “Eu não sei se estarei presente desde a primeira página. Mas com certeza estarei envolvido”, contou McKay ao site Nerdist, sobre seu trabalho em “Homem-Formiga e a Vespa”. Na sequência, McKay vai novamente trabalhar com Rudd, fazendo uma revisão do roteiro. O esboço inicial está sendo escrito por Andrew Barrer e Gabriel Ferrari, dupla que trabalhou no primeiro filme sem ganhar créditos, e cujas modificações na história concebida por Edgar Wright serviram de justificativa do diretor para abandonar o projeto. Novamente dirigido por Peyton Reed, “Homem-Formiga e a Vespa” tem estreia marcada apenas para julho de 2018.
Série Unforgettable é cancelada ao final da 4ª temporada
A série “Unforgettable” foi cancelada. Pela terceira vez. Agora, para sempre. Recordista em sobrevivência na TV, a série chegou a ter seu cancelamento anunciado logo após a exibição da 1ª temporada em 2012, mas bastou a Sony TV anunciar que tinha interessados em regatar a produção para a rede CBS mudar de ideia, exibindo mais duas temporadas. A emissora acabou descartando a série ao final de sua 3ª temporada, mas ela continuou no ar, passando para o canal pago A&E, responsável por exibir seus últimos episódios. Desta vez, porém, o final é definitivo, pois, segundo o site Deadline, a Sony TV não pretende buscar outro canal interessado em continuar a produção. A série acabou em sua 4ª temporada, no dia 22 de janeiro, com audiência de apenas 500 mil telespectadores. Criada pelos produtores-roteiristas John Bellucci e Ed Redlich (ambos da série “Desaparecidos/Without a Trace”), “Unforgettable” acompanhava uma detetive de polícia, vivida por Poppy Montgomery (também de “Desaparecidos”), que usava sua memória fotográfica para resolver crimes, ao lado do parceiro vivido por Dylan Walsh (série “Estética/Nip Tuck”).
Orphan Black: Trailer alimenta tensão da 4ª temporada
O canal pago BBC America divulgou o trailer da 4ª temporada de “Orphan Black”, que traz as diversas clones interpretadas por Tatiana Maslany em situações tensas. Além disso, a prévia revela a identidade da nova personagem misteriosa, que surgiu em fotos e vídeos anteriores com a identidade escondida por uma máscara de ovelha. Sob a máscara também está Tatiana Maslany. Não está claro, porém, se o disfarce é usado por Sarah ou um novo clone. Sem relação com a trama, o vídeo ainda se destaca pelo uso criativo dos diálogos, editados e sampleados de forma a integrar a trilha eletrônica, com direito até a refrão. A sinopse divulgada revela que, nos próximos episódios, Sarah (Maslany) vai sair do seu esconderijo para rastrear um elusivo e misterioso aliado, ligado à clone que começou toda a trama – Beth Childs (também vivida por Maslany). Sarah vai seguir os passos de Beth em uma relação perigosa com um novo inimigo em potencial, caminhando para uma nova e assustadora direção. Enquanto suas irmãs são levadas para diferentes direções, Sarah se distancia dos relacionamentos que a mudaram para melhor. Os novos episódios só começam a ser exibidos em 14 de abril nos EUA e no Canadá (o canal pago canadense Space também divulgou um pôster, veja abaixo). No Brasil, a série pode ser assistida no canal A&E ou no Netflix, onde as primeiras duas temporadas estão disponíveis.
Série Vinyl é renovada para sua 2ª temporada
O canal pago americano HBO renovou a série “Vinyl” para sua 2ª temporada. Bastou apenas a exibição do primeiro episódio, que teve première mundial no domingo (14/2), para a decisão ser tomada. Entretanto, a repercussão foi muito maior na mídia que entre o público. A sintonia do episódio inaugural, com tamanho de filme (duas horas) e direção de Martin Scorsese (“O Lobo de Wall Street”), ficou abaixo das expectativas do canal. Apenas 764 mil pessoas assistiram a estreia ao vivo, segundo dados do instituto Nielsen. Pesou contra a estratégia de lançamento o dia e a hora escolhidos, que coincidiram com o retorno de “The Walking Dead”, maior audiência da TV paga americana, que no mesmo horário de “Vinyl” juntou 13,7 milhões de telespectadores. O voto de confiança da HBO reside, portanto, na qualidade da produção e nos talentos envolvidos. Além de dirigir o episódio inaugural, Scorsese também divide a produção da série com o cantor Mick Jagger e o roteirista Terence Winter (série “Boardwalk Empire”). E o elenco destaca atores conhecidos como Bobby Cannavale (“Blue Jasmine”), Olivia Wilde (“Rush – No Limite da Emoção”), Juno Temple (“Malévola”), Ray Romano (série “Parenthood”) e James Jagger (“Sex & Drugs & Rock & Roll”), o filho de Mick. “Vinyl” acompanha os bastidores de uma gravadora durante a efervescência musical de Nova York no começo dos anos 1970, e, com imenso potencial criativo, tem tudo para se tornar cultuada.
Atores e cineastas fazem abaixo-assinado contra liminar que isenta empresas de telefonia do pagamento do Condecine
Diversos profissionais do cinema e da TV assinaram um abaixo-assinado contra a liminar conseguida, há duas semanas, pelo SindiTeleBrasil, que isentou as empresas de telefonia do pagamento da Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional). São, ao todo, 136 nomes, entre diretores, atores, produtores e roteiristas, condenando a decisão da Justiça, que eles estimam representar uma perda de R$ 1,1 bilhão para o orçamento gerido pela Ancine (Agência Nacional do Cinema). Intitulado “Abaixo-assinado em defesa do audiovisual brasileiro”, o documento traz assinaturas de, entre outros, cineastas como Fernando Meirelles, Guel Arraes, Cacá Diegues, Roberto Santucci, Alê Abreu e Anna Muylaert, e atores como Selton Mello, Lázaro Ramos, Wagner Moura, Marieta Severo, Leandro Hassum e Fernanda Montenegro. O texto lembra o acordo, feito há cinco anos entre o setor de telefonia e o governo, para as teles ingressarem no segmento da TV paga, em troca do recolhimento do Condecine. Conhecida como “Lei da TV Paga”, a lei 12.485/2011 destravou a concorrência do setor, permitindo que as empresas de telefonia passassem a oferecer assinaturas de televisão. O governo alegou que a taxa do Condecine seria uma “contrapartida” à redução que fez no Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações). Entretanto, em dezembro o Ministério da Fazenda autorizou um reajuste de quase 28,5% no valor do Condecine, no momento em que o setor sangra com perda de assinantes, colocando em risco o modelo de negócios. Isto levou as empresas a buscarem uma saída jurídica, que encontrou apoio no juiz Itagiba Catta Preta Neto, da Quarta Vara Federal da Justiça Federal do Distrito Federal, responsável por conceder a liminar contra a cobrança, argumentando, no processo, que se tratava de “intervenção estatal” na economia. Embora a lei não faça distinção, em seu despacho o juiz apontou que as teles são agentes de distribuição e não de produção de conteúdo, portanto não poderiam ser enquadrados como tais. “Ainda que se vislumbre uma tênue vinculação entre os setores em questão, tal vinculação não se apresenta como caráter estrito, e isto justifica o afastamento da norma instituidora do tributo, ao menos em princípio”, ele se pronunciou. A questão só deve ser resolvida em outras instâncias jurídicas, eventualmente chegando ao STF (Supremo Tribunal Federal), mas até a Justiça chegar a uma decisão definitiva, as teles não serão obrigadas a repassar a taxa do Condecine, razão pela qual os artistas de cinema e TV protestam, prevendo encolhimento no orçamento federal disponível para seus projetos. Leia abaixo a íntegra do abaixo-assinado: O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel de celular e Pessoal – SindiTeleBrasil – que representa as empresas Claro, Oi, Telefonica/Vivo, Tim, dentre outras, entrou e obteve liminar na Justiça contra o pagamento da chamada CONDECINE, fonte principal de recursos que alimenta o setor audiovisual através do FUNDO SETORIAL DO AUDIOVISUAL. Esta contribuição é prevista na lei 12.485/2011 e graças a ela o setor audiovisual brasileiro vive um momento virtuoso traduzido em produções que se destinam às salas de cinema, televisões por assinatura e banda larga. Por ocasião da promulgação da lei, as teles aceitaram pagar essa contribuição e, em contrapartida, elas, que antes eram impedidas de atuar na distribuição de TV, tiveram permitida sua entrada nesse mercado. A veiculação de produtos audiovisuais em suas redes contribui para a expansão dos negócios da telefonia brasileira. Assim, não deixa de ser surpreendente e inaceitável que às vésperas do recolhimento anual da CONDECINE, o setor de telefonia rompa o acordo feito há 5 anos, através de uma liminar, que caso não seja cassada, terá o poder de paralisar todo setor audiovisual brasileiro. Somente em 2014 e 2015, 713 empresas de audiovisual produziram em todo o país 2.867 horas de conteúdos, 306 longas-metragens, 433 séries e telefilmes, gerando empregos qualificados, aumentando nossa presença na TV, salas de cinema e ainda trazendo prestígio internacional para o país, como atestam os prêmios recebidos por filmes como “Que Horas Ela Volta?” e “O Menino e o Mundo”, filme este que, além de vários prêmios mundo afora, concorre ao Oscar de Melhor Animação, ao lado de obras que custaram 300 vezes mais que a animação brasileira. A geração de empregos no setor expande-se a olhos vistos. Técnicos e técnicas, atores e atrizes, diretores e diretoras, produtores e produtoras, roteiristas trabalham com afinco imprimindo nas telas brasileiras, de todos tamanhos, a identidade de nosso povo. Disputamos um mercado extremamente competitivo onde a presença maciça de produtos hegemônicos encontra diversidade justamente pela significância da produção nacional. Ou seja, temos vocação para esse negócio, respeito internacional e comunhão com o público que prestigia nossas obras. Estas obras circulam cada vez mais em celulares, tablets e computadores. Quem as distribui são justamente as teles, portanto, o recolhimento da CONDECINE é naturalmente inerente a este setor. Contribuir para o fortalecimento do audiovisual brasileiro é uma justa contrapartida pelo conteúdo que trafega e incrementa o seu negócio. Nós, abaixo-assinados, repudiamos esta ação judicial promovida pelas teles através do SindiTeleBrasile reiteramos nosso compromisso com o desenvolvimento do setor audiovisual brasileiro. Para tanto, esperamos que a Justiça Brasileira casse esta tentativa torpe de obstruir o nosso crescimento ou mesmo que o SindiTeleBrasil retire sua impensada ação judicial. Em nome de milhares de brasileiros que constroem e consomem nossas obras que geram emoções, risos, reflexões, além de empregos e receitas, manifestamos nossa certeza que o setor audiovisual brasileiro não recuará de seu movimento de expansão. Assinam o documento: Atores: Adriana Esteves Alice Braga Aline Moraes Andréa Beltrão Bruna Lombardi Bruno Gagliasso Bruno Mazzeo Caio Blat Camila Pitanga Carlos Alberto Ricelli Carolina Dieckmann Cauã Reymond Cleo Pires Daniel Oliveira Dira Paes Emilio Dantas Enrique Díaz Fabio Porchat Fernanda Montenegro Fernanda Torres Gisele Fróes Gloria Pires Gregório Duvivier Ingrid Guimarães José Abreu Juliano Cassarré Lazaro Ramos Leandro Hassum Lucio Mauro Malu Galli Márcio Garcia Marcos Frota Marcos Rica Maria Flor Maria Luisa Mendonça Maria Paula Maria Ribeiro Mariana Lima Mariana Ximenes Marieta Severo Miguel Falabela Ney Latorraca Otávio Müller Patrícia Pillar Paulinho Vilhena Paulo Betti Paulo Gustavo Regina Casé Renato Aragão Rodrigo Santoro Selton Melo Silvia Buarque Ulisses Ferraz Vladimir Britcha Wagner Moura Diretores, Produtores e Roteiristas: Alê Abreu Andrucha Waddington Anna Muylaert Antonio Prata Arnaldo Jabor Arthur Fontes Assunção Hernandes Bianca Villar Breno Silveira Cacá Diegues Caio Gullane Cao Hamburger Carlos Cortez Carolina Jabor Claudio Torres Daniel Rezende Daniela Thomas David França Mendes Di Moretti Eliana Soárez Eliane Ferreira Estevão Ciavatta Fabiano Gullane Fábio Mendonça Fernando Gronstein Fernando Meireles Georgia Costa Glaucia Camargos Guel Arraes Gustavo Rosa de Moura Hector Babenco Helena Solberg Hugo Janeba Iafa Britz João Daniel Tikomirof José Alvarenga Jr. Julia Rezende Juliana Reis Karim Ainouz Kiki Lavigne Laís Bodansky Leonardo Monteiro de Barros LG Bayão Luciano Moura Luiz Bolognesi Lula Buarque de Hollanda Malu Andrade Marcos Bernstein Maria Ionesco Maria Amelia Leão Teixeira Maria Camargo Marina Person Marisa Leão Maurício Farias Mauro Mendonça Filho Michel Tikhomiroff Mini Kerti Nando Olival Paulo Morelli Paulo Thiago Pedro Buarque de Hollanda Pedro Morelli Quico Meirelles Reinaldo Moraes Renata Brandão Roberto Santucci Rodrigo Meirelles Ruy Guerra Sara Silveira Sergio Machado Sergio Resende Stephano Capuzzi Suzana Villas Boas Tata Amaral Tati Bernardi Thiago Dottori Tomás Portela Toni Venturi Van Fresnot Walter Lima Jr. Zita Carvalhosa
Emily Blunt negocia estrelar o novo filme de Mary Poppins
A nova versão de “Mary Poppins” pode ter encontrado sua protagonista. A Disney abriu negociações com Emily Blunt (“Sicario”) para assumir o papel da babá mágica, que em 1964 consagrou a então desconhecida atriz Julie Andrews. Segundo o site da revista Variety, a atriz é a favorita do estúdio desde seu trabalho no musical “Caminhos da Floresta” (2014). E não só do estúdio. Vale lembrar que o diretor da nova versão de “Mary Poppins” é Rob Marshall, com quem Emily trabalhou em “Caminhos da Floresta”. O acordo, entretanto, ainda não está fechado. O principal entrave, de acordo com a Variety, seria a segunda gravidez da atriz, que foi revelada em janeiro. Emily é casada com o ator John Krasinski (série “The Office”) e o casal já tem uma filha, Hazel, de dois anos. O projeto não será um remake do filme clássico, mas a adaptação de outra história original da personagem, criada pela escritora P.L. Travers. A nova trama deve se passar 20 anos após os acontecimentos da história filmada na década de 1960. “P.L. Travers escreveu oito livros. No filme original, eles trabalharam com o primeiro e nós vamos trabalhar com os outros sete, mas sem mexer na essência icônica de Mary Poppins”, explicou o diretor Rob Mashall quando o projeto foi anunciado. “Sou um grande fã do original, um grande amigo de Julie Andrews e tenho grande admiração pelo filme. Existe todo esse material – que foi o ‘Harry Potter’ de seu tempo – e eles nunca se transformaram em algo além daquele longa”, completou o cineasta. O filme original venceu cinco Oscars, inclusive o de Melhor Atriz para Julie Andrews. A história das filmagens do clássico também foi recentemente levada ao cinema, no drama “Walt nos Bastidores de Mary Poppins” (2013). Por conta da negociação com Emily Blunt, ainda não há cronograma de filmagem nem previsão de lançamento do longa-metragem.
Christian Bale vai estrelar western do diretor de Aliança do Crime
O ator Christian Bale (“A Grande Aposta”) vai retomar sua parceria com o cineasta Scott Cooper (“Aliança do Crime”), que o dirigiu no thriller “Tudo por Justiça” (2013), informou o site Variety. Os dois voltarão a se juntar no western “Hostiles”, ambientado em 1892. O filme acompanhará um capitão do Exército americano que lidera um pelotão com a missão de escoltar um líder indígena, perto da morte, e a família dele até a tribo onde vivem. No meio da jornada, do Novo México até Montana, o grupo terá que enfrentar ataques de tribos Comanches. Além de dirigir, Cooper vai roteirizar o filme. As filmagens começam em julho, após Christian Bale se recuperar de uma lesão no joelho. A contusão, por sinal, fez com que o ator abandonasse a cinebiografia de Enzo Ferrari a ser comandada por Michael Mann.












