Orphan Black: Novo teaser traz citações de Alice no País das Maravilhas
O canal BBC America divulgou um novo teaser da 4ª temporada de “Orphan Black”, que traz as diversas clones interpretadas por Tatiana Maslany citando trechos de “Alice no País das Maravilhas”. Além disso, o vídeo mostra uma nova personagem misteriosa, que aparece com a identidade escondida sob uma máscara de ovelha. A sinopse divulgada revela que, nos próximos episódios, Sarah (Maslany) vai sair do seu esconderijo para rastrear um elusivo e misterioso aliado, ligado à clone que começou toda a trama – Beth Childs (também vivida por Maslany). Sarah vai seguir os passos de Beth em uma relação perigosa com um novo inimigo em potencial, caminhando para uma nova e assustadora direção. Enquanto suas irmãs são levadas para diferentes direções, Sarah se distancia dos relacionamentos que a mudaram para melhor. Os novos episódios só começam a ser exibidos em abril nos EUA. No Brasil, a série pode ser assistida no canal A&E ou no Netflix, onde as primeiras duas temporadas estão disponíveis.
Spolight faz registro histórico dos últimos dias do jornalismo investigativo
Um roteiro sobre pedofilia cometida por padres da Igreja Católica provavelmente viraria um filme focado nas vítimas ou nos sobreviventes. Mas “Spotlight – Segredos Revelados” usa o polêmico tema para falar nas entrelinhas sobre o fim da era do jornalismo investigativo. Isso faz com que, não a polêmica, mas o dramalhão fique em segundo plano para dar lugar à urgência de um tom mais tenso, que geralmente era empregado nos filmes policiais dos anos 1970. Com bons tiras substituídos por outros profissionais em extinção, movidos por uma coceira que jamais para até que a verdade seja encontrada e divulgada. Baseado em fatos reais, o filme dirigido pelo ator Tom McCarthy (“Trocando os Pés”), que também divide o roteiro com Josh Singer, bebe na fonte das melhores produções sobre jornalismo, sendo a principal delas o clássico “Todos os Homens do Presidente” (1976), de Alan J. Pakula, o clássico em que Dustin Hoffman e Robert Redford revivem a investigação dos jornalistas Carl Bernstein e Bob Woodward, do Washington Post, sobre o escândalo Watergate. O tom de “Spotlight” é esse. É o herdeiro direto do filme de Pakula, mas a diferença é que “Todos os Homens do Presidente” foi feito no auge do jornalismo investigativo e apenas dois anos após a renúncia do presidente Richard Nixon em decorrência do escândalo relatado. Já “Spotlight” foi lançado numa época em que a profissão privilegia o factual e não as grandes reportagens, mais de uma década após a reportagem retratada no longa. Aqui, os olhos de Tom McCarthy estão direcionados para as ações do Boston Globe num mundo prestes a ser dominado pela internet. Mais precisamente em uma divisão (a Spotlight) coordenada por quatro jornalistas – Walter Robinson (Michael Keaton), Mike Rezendes (Mark Ruffalo), Sacha Pfeiffer (Rachel McAdams) e Matt Carroll (Brian d’Arcy James), observados de perto pelo editor Ben Bradlee Jr. (John Slattery), que curiosamente é filho de Ben Bradlee, o editor do Washington Post durante o caso Watergate. Eles agem como a S.W.A.T. do jornal, sempre responsáveis pelas investigações mais parrudas. Com a entrada de um novo editor-chefe, Marty Baron (Liev Schreiber), eles são “convidados a aceitar” um caso que o próprio jornal ignorou anos atrás: partir para cima da Arquidiocese de Boston, que teria jogado para debaixo do tapete crimes de abuso sexual cometidos por padres. O elenco está impecável. Difícil escolher um nome que se destaque mais. É um trabalho de conjunto, seguindo o que os personagens fizeram na vida real. De repente, podemos preferir Mark Ruffalo, o jornalista obstinado, de postura torta, talvez corcunda, sem tempo para a vida social. Mas, então, lembramos que McCarthy praticamente não mostra os repórteres da Spotlight se relacionando com parentes ou amigos – com exceção da personagem de Rachel McAdams, que mesmo assim fica ao redor deles reagindo ao trabalho. Agindo como se não houvesse amanhã, cientes ou não – pouco importa – de que essa vertente da profissão estivesse com os dias contados, o quarteto vai atrás de suas fontes e o ritmo de thriller predomina até o fim. Talvez a gente esteja acostumado com uma direção em que o cineasta “participa” mais da história, tentando em alguns momentos criar uma tensão mais forte. Acontece que nem todo mundo tem a energia de um Martin Scorsese ou mesmo Michael Mann, como em outro filme estupendo sobre jornalismo, “O Informante” (1999). Mas nem Alan J. Pakula era assim. O trabalho de McCarthy segue a escola Clint Eastwood, que apenas observa e conduz a história com segurança, ao se apoiar na excelência de três fatores – roteiro, elenco e edição. Deste modo, ele parece um cineasta com o espírito da Hollywood dos anos 1970, exercendo seu ofício no século 21. Mas é importante ressaltar que “Spotlight” não abraça a nostalgia. É um filme atual, urgente pela força de seu roteiro e pelo que coloca sob seu “holofote” – entre outras coisas, como o jornalismo deveria ser diferente da busca por likes a qualquer custo. Se dói lembrar que o jornalismo está moribundo, é reconfortante saber que não comprou um lugar no Céu, ao desmascarar, em seus últimos suspiros, a farsa religiosa da trama. O filme não quer revelar que existem padres pedófilos – isso pode ser redundante –, mas ajuda a entender que os casos que vieram à tona não foram isolados. A Igreja protegeu e praticamente financiou a safadeza toda. De forma interessante para este contexto, o jornalismo celebrado em “Spotlight” também se mostra uma profissão de fé, revelando que só se encontra a verdadeira paz na busca, o tempo todo, do caminho da verdade.
O Bom Dinossauro é um dos filmes mais infantis da Pixar
O novo filme da Pixar é claramente um passo atrás em relação a “Divertida Mente”, realizado no mesmo ano. De todo modo, não chega a comprometer a reputação da empresa de animações, que continua sendo a melhor da indústria em Hollywood. “O Bom Dinossauro”, de Peter Sohn, o homem que havia assinado o belo curta “Parcialmente Nublado”, exibido antes do superestimado “Up – Altas Aventuras”, dialoga bem com as crianças, mas não possui a sutileza dos outros desenhos da companhia, que encantam os adultos. Não faltam, porém, referências à história da Disney e da própria Pixar, pois há uma sequência de morte em família que vai remeter a clássicos como “Bambi”, “O Rei Leão” e “Procurando Nemo”. Se não transmite a mesma intensidade trágica pode ser por falha da direção, mas também uma opção para não assustar demais seu público infantil. Entretanto, esta preocupação não impediu “Valente”, por exemplo, de possuir elementos assustadores, capazes de perturbar os pequenos. De todo modo, o que conta mesmo em “O Bom Dinossauro” é a relação de amizade improvável que surge entre o pequeno dinossauro desastrado Arlo e o garotinho selvagem Spot. O filme se passa em um mundo alternativo em que os dinossauros não se extinguiram e convivem com os homens pré-históricos. Arlo se distingue logo dos demais por nascer dentro de um ovo enorme, mas ser bem pequeno. Ele sente dificuldade em se ajustar e em desempenhar um bom trabalho como seus irmãos, mas o pai sente muito carinho por ele e diz que Arlo é melhor do que ele. Uma tempestade faz com que ele se perca de sua aldeia e vá parar em lugares perigosos e viva grandes aventuras, enfrentando tanto inimigos quanto os próprios medos. É uma história sobre a jornada do herói, a construção da maturidade de um jovem e também um belo filme de amizade, que se desenrola à medida em que Arlo e Spot passam a ver que se completam. E que ambos estão perdidos, de certa forma, de suas famílias. Há um momento bem comovente e que pode fazer chorar até mesmo os mais velhos, embora alguns possam enxergar nisso um exagero melodramático. É quando “O Bom Dinossauro” quase atinge o status de grande filme. Antes do filme ainda é exibido um curta-metragem chamado “Os Heróis de Sanjay”, de Sanjay Patel. Comparado com outros curtas da Pixar, este é um dos menos memoráveis, embora seja visualmente bonito e lide com a importância de a criança exercitar a criatividade e ter o seu próprio universo de fantasia. E ainda traz elementos da cultura indiana, o que é um aspecto curioso.
Alan Rickman (1949 – 2016)
Morreu o ator britânico Alan Rickman, que amedrontou e encantou gerações como o professor Severo Snape na saga “Harry Potter”, além de ter dado a Bruce Willis a fama de ser “Duro de Matar”. Ele faleceu aos 69 anos, em Londres, após uma luta contra o câncer. Alan Rickman nasceu em Londres em 1949 e estudou design na faculdade, chegando a abrir uma empresa de design gráfico com seus colegas. Mas, aos 25 anos, percebeu que preferia atuar, ingressando por mais três anos na Academia Real de Artes Dramáticas (RADA), onde se formou em 1974, conquistando a medalha de melhor aluno. O início da carreira se deu em peças de teatro experimental, que o levaram a participar, em três ocasiões, do Festival Internacional de Edimburgo, até ser convidado a integrar, no final dos anos 1970, a prestigiosa Royal Shakespeare Company (RSC). Foi justamente com um personagem de Shakespeare que ele fez a estreia nas telas, interpretando Teobaldo numa adaptação de “Romeu e Julieta”, produzida pela rede BBC em 1978. Embora tenha participado de outras produções da rede britânica, com destaque para a minissérie “The Barchester Chronicles” (1982), até o final dos anos 1980 seus trabalhos mais importantes aconteceram no palco, como a versão de 1985 da peça “Ligações Perigosas”, em que interpretou o Visconde de Valmont. Inicialmente exibida em Londres, a montagem britânica se mudou para a Broadway em 1987, e isto tornou Rickman conhecido nos EUA. Logo de cara, ele foi indicado ao Tony Award, o “Oscar do teatro”, chamando atenção de Hollywood. Produtores que tinham visto a peça convidaram Rickman a viajar a Los Angeles, onde o aguardavam com o contrato para interpretar o vilão Hans Gruber no filme “Duro de Matar” (1988). O sucesso do filme de John McTiernan inaugurou uma nova era nos filmes de ação americanos, com ênfase em atos de terrorismo, violência e tensão extrema, mas também entrou para a história por promover a estreia tardia de Rickman no cinema, aos 42 anos. Difícil perceber que se tratava de um “novato”, após quase roubar o filme de Bruce Willis, destilando cinismo e crueldade como um antagonista à altura do herói da trama. A interpretação não passou desapercebida, rendendo a Rickman um começo de carreira marcado por vilões famosos, como o Xerife de Notthingham de “Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões” (1991) e Rasputin no telefilme homônimo de 1995 da HBO, que lhe valeram, respectivamente, o prêmio BAFTA (da Academia Britânica) e um Globo de Ouro. Mas ele não era intérprete de uma nota só, como deixou imediatamente claro, ao alternar papéis em romances como “Um Romance de Outro Mundo” (1990), “Três Amores e uma Paixão” (1991), dramas de época como as cinebiografias “Dr. Mesmer – O Feiticeiro” (1994) e “Michael Collins: O Preço da Liberdade” (1996), e comédias como “Bob Roberts” (1992) e “Jogos de Ilusão” (1995). A maior prova de sua versalidade veio com “Razão e Sensibilidade” (1995), adaptação de Jane Austen dirigida por Ang Lee, em que interpretou uma antítese de seus vilões famosos, o honrado e modesto Coronel Brandon. Foi também a primeira parceria do ator com a atriz Emma Thompson, que se repetiria muitas vezes em sua filmografia, seja como colegas de trabalho, feito os policiais de “O Beijo da Traição” (1998), como marido e mulher na deliciosa comédia “Simplesmente Amor” (2003) ou mesmo ex-amantes, caso da produção da BBC “The Song of Lunch” (2010). Sua ambição artística o levou a virar diretor em 1997, filmando não só Emma Thompson como a mãe dela, Phyllida Law, no aclamado drama escocês “Momento de Afeto”. A produção foi importante para Rickman demonstrar a extensão de seu talento, na véspera de abandonar os dramas britânicos pelo escapismo de Hollywood. A segunda passagem pelo cinema americano teve tom mais leve, marcada por comédias e fantasias, inclusive a controvertida “Dogma” (1999), na qual viveu um anjo, e pelo menos um legítimo cult, “Heróis Fora de Órbita” (1999). Esta divertida homenagem à franquia “Star Trek” permitiu a Rickman explorar a metalinguagem e a auto-ironia, no papel de um ator do teatro britânico que se ridiculariza ao interpretar um alienígena numa famosa série espacial. Foi um de seus melhores personagem, mas um mais importante viria logo em seguida. O ator apareceu de peruca e roupas negras em “Harry Potter e a Pedra Filosofal” (2001), o primeiro dos oito filmes em que viveu Severus Snape. Como os livros de J.K. Rowling ainda não tinham sido concluídos, o ator injetou ambiguidade em sua performance após sondar a escritora, desenvolvendo o personagem de forma espetacular. Assim, o que parecia um vilão aparente aos olhos de Harry Potter, a cada filme demonstrava o contrário em gestos, sentimentos contidos e pequenas iniciativas, escondendo sua verdadeira personalidade, até revelar sua nobreza em camadas profundas e trágicas. Temido e até execrado nos primeiros filmes, o mestre das poções comoveu milhões ao final de seu arco narrativo, em “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” (2011), uma das maiores bilheterias de todos os tempos, num grande reconhecimento ao desempenho de seu intérprete. Rickman acreditava que a arte deveria entreter, mas também ensinar. Com “Harry Potter”, ele demonstrou o perigo das falsas primeiras impressões. Mas foi muito mais fundo em outras obras. Entre elas, uma peça premiada, “My Name Is Rachel Corrie”, que ele escreveu e dirigiu em 2005, a partir dos emails da estudante que foi morta por um bulldozer enquanto protestava contra as ações de Israel na Faixa de Gaza. Por isso mesmo, ele sofreu uma grande desilusão com o final hollywoodiano de “Michael Collins”, cinebiografia de um líder radical irlandês. A intervenção do estúdio durante as filmagens o levou a repensar seu envolvimento com novos dramas britânicos, conduzindo-o para sua passagem triunfal por Hollywood e, indiretamente, ao auge de sua popularidade. Não foi por acaso que Rickman fez tantas opções comerciais, acrescentando à sua filmografia a dublagem do robô de “O Guia do Mensageiro da Galáxia” (2005), o suspense de época “Perfume: A História de um Assassino” (2006), o musical “Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” (2007), a voz da lagarta azul de “Alice no País das Maravilhas” (2010) e a comédia “Um Golpe Perfeito” (2012). Todos, vale a pena ressaltar, de realização primorosa. Neste meio tempo, fez um único drama, “Um Certo Olhar” (2006), como um homem traumatizado após um acidente de carro. Mas a partir de 2013 recuperou o gosto pelas narrativas mais sérias, encarando, pela primeira vez desde “Michael Collins”, um papel histórico: ninguém menos que o presidente Ronald Reagan em “O Mordomo da Casa Branca”. Desde então, mergulhou definitivamente nos dramas, participando de “Uma Promessa” (2013), de Patrice Leconte, e “CBGB: O Berço do Punk Rock”, produção indie em que encarnou Hilly Kristal, proprietário do bar nova-iorquino que serviu de palco inaugural para Ramones, Talking Heads, Blondie e muitas outras bandas dos anos 1970. Ele dirigiu seu segundo filme em 2014, o romance de época “Um Pouco de Caos”, em que viveu o Rei Luis XIV. E, apesar dos problemas de saúde, ainda terminou dois trabalhos de interpretação que permanecem inéditos, como um general no suspense “Eye in the Sky”, que estreia em abril no Reino Unido, e uma nova dublagem da lagarta azul, feita para a continuação “Alice Através do Espelho”, prevista para maio. “Me sinto sortuda por ter trabalhado e passado tempo com um homem e ator tão especial”, escreveu Emma Watson, a Hermione da franquia “Harry Potter”, em seu Twitter. Vários atores do elenco de “Harry Potter” e própria escritora J.K. Rowling também se manifestaram. Mas foi Daniel Radcliffe, o próprio Harry Potter, quem mais se comoveu. Ele escreveu um texto longo e sentido, que demonstra o impacto que Rickman teve em sua carreira e, possivelmente, na de todos com quem conviveu. “Alan Rickman é, sem dúvidas, um dos melhores atores com quem vou ter trabalhado. Ele é, também, um das pessoas mais leais e solidárias que eu já conheci na indústria cinematográfica”, escreveu Radcliffe, fazendo revelações. “Ele me encorajou muito, tanto no set quanto nos anos pós-Potter. Eu tenho certeza que ele assistiu a todas as produções que eu fiz no teatro, tanto em Londres quanto em Nova York. Ele não precisava ter feito aquilo. Conheço outras pessoas que eram amigos deles há muito mais tempo que eu e todos falam ‘se você ligar para o Alan, não importa onde ele estiver no mundo ou o quão ocupado ele está, ele vai te encontrar no dia seguinte’. Como ator, ele foi um dos primeiros adultos a me tratar como um igual, e não como uma criança. Trabalhar com ele em uma idade de formação foi incrivelmente importante e eu levarei suas lições para o resto da minha carreira. Sets de filmagem e palcos de teatro estão mais pobres com a perda desse grande homem e ator”.
Estreias da semana incluem quatro indicados ao Oscar 2016
A semana é movimentada nos cinemas, com a estreia de quatro indicados ao Oscar 2016 e do candidato antecipado a melhor filme brasileiro de 2016. Mas é a animação do “Snoopy & Charlie Brown – Peanuts, o Filme”, que recebe mais atenção do circuito, com lançamento em 814 salas. Dirigida por Steve Martino (“A Era do Gelo 4”), a primeira adaptação digital dos quadrinhos clássicos de Charles M. Schulz é simpática, porém reprisa várias situações já vistas nos desenhos anteriores dos personagens, apostando no visual computadorizado como maior diferencial. Dos indicados ao Oscar, “Creed – Nascido para Lutar” e “A Grande Aposta” tem a maior distribuição. O drama de boxe que resgata o personagem Rocky e a carreira de Sylvester Stallone, de volta ao Oscar após 39 anos, ganha a maior distribuição, chegando em 357 salas. Já a comédia financeira, que conquistou cinco indicações, inclusive Melhor Filme, Direção (Adam McCay) e Ator Coadjuvante (Christian Bale), tem lançamento em 222 salas. “Steve Jobs” e “Carol” chegam com menos prestígio, após terem sido preteridos pela Academia na categoria de Melhor Filme. A cinebiografia destaca o trabalho de Michael Fassbender como o fundador da Apple e da atriz Kate Winslet, ambos indicados ao Oscar. Por sua vez, “Carol” teve seis indicações, entre elas a de Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante para o casal vivido por Cate Blanchett e Rooney Mara. Tamanho reconhecimento, curiosamente, não foi estendido ao próprio filme, que ficou de fora da disputa principal. Teria sido o tema homossexual? A obra é linda, já bastante premiada, e agora tem o incentivo da polêmica para lotar os cinemas. Infelizmente, são apenas 68 cinemas no Brasil, número similar ao atingido por “Steve Jobs”. Em meio ao burburinho do Oscar, o lançamento de “Boi Neon” corre o risco de passar em branco. A data foi mal escolhida. Mas não muda o fato de se tratar de um dos filmes brasileiros mais esperados por quem busca qualidade no cinema. Já candidato da Pipoca Moderna a Melhor Filme de 2016, a obra do diretor Gabriel Mascaro conquistou reconhecimento internacional com premiações nos festivais de Veneza, Toronto, Adelaide e Hamburgo, além do Rio. A trama se passa no Nordeste do Brasil, acompanhando o drama particular da família de um vaqueiro, que viaja acompanhando vaquejadas, mas cujo sonho é trabalhar com moda, confeccionando vestidos. O detalhe de partir o coração: estreia em apenas 31 salas. Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado
Indicação ao Oscar de O Menino e o Mundo é tapa no circuito de cinema do Brasil
A indicação de “O Menino e o Mundo” ao Oscar 2016 deve ser comemorada pelos brasileiros. Mas não pelos responsáveis pelos destinos do cinema no Brasil. A animação premiada de Alê Abreu foi lançada em apenas 12 salas no circuito nacional e ficou em cartaz poucas semanas. É um trabalho praticamente desconhecido no próprio país, graças aos critérios de distribuição que privilegiam estúdios estrangeiros e comédias televisivas. Não por acaso, o filme recebeu muito mais consideração no exterior. Vencedor do Festival de Anecy, espécie de Cannes da animação, “O Menino e o Mundo” chegou a 80 países e teve distribuição em 70 salas de cinema na França, onde ficou em cartaz por quase um ano. Ou seja, os franceses conhecem melhor a obra que os brasileiros. O diretor Alê Abreu também foi responsável pelo ótimo “Garoto Cósmico” (2007) e já mereceu homenagem do festival Anima Mundi. Trata-se de um dos maiores talentos da animação do país. Com uma arte coloridíssima e original, que evoca desenhos a lápis e giz, “O Menino e o Mundo” também é a antítese da computação gráfica genérica dos desenhos fraquinhos que as distribuidoras insistem em priorizar no país. A comparação nem precisa ser com os blockbusters da animação. Como parâmetro, basta verificar como as piores produções animadas internacionais são tratadas no Brasil. O alemão “As Aventuras dos Sete Anões” ganhou lançamento em 95 salas. O russo “O Reino Gelado 2” foi lançado em 320 salas. Até o DVD da Disney “Tinker Bell e o Monstro da Terra do Nunca” entrou no circuito, em 438 cinemas. E há muitos outros de onde saíram estes lançamentos trash. Por que o mercado cinematográfico brasileiro não dá à animação criada no país o mesmo valor que o mundo lhe confere? É importante frisar que “O Menino e o Mundo” não é uma exceção, um caso raro que só acontece uma vez na vida. Um ano antes do filme de Alê Abreu vencer Anecy, quem conquistou o prêmio do festival foi outra produção brasileira, “Uma História de Amor e Fúria”, de Luiz Bolognesi. Quem viu no Brasil?
O Regresso lidera indicações ao Oscar mais branco do século
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou a lista dos indicados ao Oscar 2015. E o novo filme do diretor Alejandro González Iñárritu repetiu a façanha do ano passado. Assim como aconteceu com “Birdman”, “O Regresso” lidera a relação. Foram 12 indicações, três a mais que o longa anterior, que acabou vencendo o Oscar 2015. Entre os prêmios a que concorre o western de sobrevivência e vingança, o que recebe mais torcida é o Oscar de Melhor Ator, que parece finalmente encaminhado para Leonardo DiCaprio. Ele disputa o troféu pela quinta vez, mas, diferente das oportunidades anteriores, é considerado franco favorito. Já o que desperta mais apreensão é o de Melhor Fotografia, pois estabeleceria um recorde de três vitórias consecutivas para Emmanuel Lubezki. O detalhe é que ele também é favoritíssimo. “O Regresso” é um dos oitos candidatos ao Oscar de Melhor Filme, ao lado de “A Grande Aposta”, “Brooklyn”, “Mad Max: Estrada da Fúria”, “Perdido em Marte”, “O Quarto de Jack”, “Spotlight – Segredos Revelados” e “Ponte dos Espiões”. A propósito, Steven Spielberg entrou para a história, atingindo nove indicações, como o diretor que mais filmes emplacou entre os nomeados ao prêmio máximo da Academia. Em todos os tempos. As regras da Academia permitem até dez indicações nesta categoria, e a presença do mediano “Ponte dos Espiões”, para incensar Spielberg, não justifica a ausência de “Divertida Mente”, “Straight Outta Compton: A História do N.W.A.”, “Carol” e alguma outra sci-fi, como “Ex Machina” e até “Star Wars: O Despertar da Força”. A opção por oito filmes dá margem à controvérsias. Afinal, a lista já inclui duas ficções científicas e talvez isso tenha sido considerado excessivo. Mas, convenhamos, tanto “Divertida Mente” quanto “Ex Machina” e “Compton” foram considerados bons o suficiente para concorrerem ao Oscar de Melhor Roteiro Original, enquanto “Carol” aparece na disputa do Melhor Roteiro Adaptado. O que pode fazer um filme ser melhor do que partir de uma excelente história? Por falar em sci-fi, “Mad Max: Estrada da Fúria” também se destacou bastante, com dez indicações. A maioria, porém, em categorias técnicas, nas quais deve travar disputa acirrada com “Star Wars: O Despertar da Força” e “Perdido em Marte”. Por outro lado, George Miller ganhou o reconhecimento que Ridley Scott, diretor de “Perdido em Marte”, não teve, aparecendo na lista de Melhor Direção. Mas a ausência de Ridley Scott não é a que alimenta mais decepção. Como no ano passado, a Academia voltou a ignorar obras sobre minorias. O caso mais evidente é “Carol”, que foi premiado por diversas associações de críticos de cinema e liderou as indicações do Bafta, o “Oscar inglês”. Apesar de emplacar suas atrizes, o roteiro, a fotografia, o figurino e a trilha sonora, por algum motivo inexplicado a Academia vetou a principal obra homossexual do ano a concorrer como Melhor Filme. Por sinal, fez o mesmo com “Garota Dinamarquesa”. Isto, porém, não é tão injusto quanto a completa segregação dos integrantes negros do filme “Creed: Nascido para Lutar”. A obra rendeu a terceira indicação da carreira do ator Sylvester Stallone, que concorre como Melhor Coadjuvante, 39 anos após disputar como Ator e Roteirista pelo mesmo personagem, Rocky. Mas claramente isto não seria possível sem o roteiro e a direção de Ryan Coogler, que já tinha mostrado com “Fruitvale Station” (2013) ser um dos melhores realizadores de sua geração. Ou será que Stallone decidiu apresentar o talento, que escondeu em praticamente toda a carreira, por inspiração divina? A propósito, a única indicação a “Straight Outta Compton: A História do N.W.A.”, também foi para integrantes brancos de sua equipe: os roteiristas. E obviamente não há negros representados entre os melhores intérpretes selecionados pela Academia. Nada de Michael B. Jordan e Tessa Thompson (“Creed”), Idris Elba e Abraham Attah (“Beasts of No Nation”), Will Smith e Gugu Mbatha-Raw (“Um Homem entre Gigantes”) ou as revelações de “Straight Outta Compton”. No ano passado, isso gerou furor nas redes sociais. A reprise vai exigir mais que um mea culpa da Academia. A surpresa positiva ficou por conta da internacionalização da categoria de Melhor Animação. Em vez das produções bobinhas da DreamWorks, acompanham “Divertida Mente” um filme indie (“Anomalisa”) e produções do Reino Unido (“Shaun, o Carneiro”), Japão (“Quando Estou com Marnie”) e até do… Brasil! “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu, emplacou a primeira indicação de um filme 100% brasileiro no Oscar desde que “Cidade de Deus” surpreendeu em 2004. O mais difícil era superar o lobby dos grandes estúdios, pois qualidade “O Menino e o Mundo” já havia demonstrado, ao vencer diversas premiações internacionais, inclusive o Festival de Annecy, principal evento de animação no mundo. E este é o maior reconhecimento que o filme poderia aspirar. Porque não há torcida que impeça a vitória de “Divertida Mente”, provavelmente o Oscar mais garantido de 2016. Entre as curiosidades das indicações, também é divertido ver que Lady Gaga terá nova chance de esbarrar em Leonardo DiCaprio. Sua música para o documentário “The Hunting Ground”, que aborda a violência sexual nas universidades americanas, vai concorrer ao Oscar de Melhor Canção contra o fraco tema de Sam Smith para “007 Contra Spectre” e a faixa de The Weeknd para “Cinquenta Tons de Cinza”. The Weeknd, porém, tem um certo favoritismo por ser o único negro indicado a qualquer coisa no Oscar 2016. No ano passado, foram dois, e John Legend levou a estatueta de Melhor Canção pelo tema do filme “Selma”. Infelizmente, The Weeknd também representa a única indicação do pior filme do ano. Mais lamentável que ver essa seleção fraca é saber que o rapper Wiz Khalifa ficou de fora. A Academia ainda barra o rap, mesmo indicando roteiristas brancos de cinebiografia de rappers. Afinal, a melhor música de cinema de 2016 foi, disparada, “See You Again”, da trilha de “Velozes e Furiosos 7”, que emocionou tanto quanto o incensado tema de “Titanic”, cantado por Celine Dion. A boa música, na verdade, ficou restrita às indicações de documentário, com “Amy”, sobre Amy Winehouse, e “What Happened, Miss Simone?”, produção do Netflix sobre Nina Simone. Justos ou injustos, os vencedores do Oscar 2016 serão conhecidos na cerimônia marcada para o dia 28 de fevereiro, no Dolby Theatre, em Los Angeles, com transmissão para o Brasil pelos canais TNT e Globo. INDICADOS AO OSCAR 2016 FILME “A Grande Aposta” “Ponte dos Espiões” “Brooklyn” “Mad Max: Estrada da Fúria” “Perdido em Marte” “O Regresso” “O Quarto de Jack” “Spotlight – Segredos Revelados” DIREÇÃO Adam McKay, “A Grande Aposta” George Miller, “Mad Max: Estrada da Fúria” Alejandro G. Iñarritu, “O Regresso” Lenny Abrahamson, “O Quarto de Jack” Tom McCarthy, “Spotlight: Segredos Revelados” ATOR Bryan Cranston, “Trumbo – Lista Negra” Leonardo DiCaprio, “O Regresso” Eddie Redmayne, “A Garota Dinamarquesa” Michael Fassbender, “Steve Jobs” Matt Damon, “Perdido em Marte” ATOR COADJUVANTE Christian Bale, “A Grande Aposta” Tom Hardy, “O Regresso” Mark Ruffalo, “Spotlight – Segredos Revelados” Mark Rylance, “Ponte dos Espiões” Sylvester Stallone, “Creed: Nascido Para Lutar” ATRIZ Cate Blanchett, “Carol” Brie Larson, “O Quarto de Jack” Jennifer Lawrence, “Joy: O Nome do Sucesso” Charlotte Rampling, “45 Anos” Saoirse Ronan, “Brooklyn” ATRIZ COADJUVANTE Jennifer Jason Leigh, “Os Oito Odiados” Rooney Mara, “Carol” Rachel McAdams, “Spotlight” Alicia Vikander, “A Garota Dinamarquesa” Kate Winslet, “Steve Jobs” ROTEIRO ORIGINAL “Ponte dos Espiões” – Matt Charman, Ethan Coen e Joel Coen “Ex-Machina: Instinto Artificial” – Alex Garland “Divertida Mente” – Pete Docter, Meg LeFauve, Mark Cooley e Ronnie del Carmen “Spotlight: Segredos Revelados” – Josh Singer e Tom McCarthy “Straight Outta Comptom – A História de N.W.A” – Jonathan Herman, Andrea Berloff, S. Leigh Savidge e Alan Wenkus ROTEIRO ADAPTADO “A Grande Aposta” – Charles Randolph e Adam McKay “Brooklyn” – Nick Hornby “Carol” – Phyllis Nagy “Perdido em Marte” – Drew Goddard “O Quarto de Jack” – Emma Donoghue DOCUMENTÁRIO “Amy” “Cartel Land” “The Look of Silence” “O Que Aconteceu, Miss Simone?” “Winter on Fire” ANIMAÇÃO “Anomalisa” “O Menino e o Mundo” “Divertida Mente” “Shaun, o Carneiro” “Quando Estou com Marnie” FILME ESTRANGEIRO “O Abraço da Serpente” (Colômbia) “Cinco Graças” (França) “O Filho de Saul” (Hungria) “Theeb” (Emirados Árabes) “A War” (Dinamarca) FOTOGRAFIA “Carol” – Ed Lachman “Os Oito Odiados” – Robert Richardson “Mad Max: Estrada da Fúria” – John Seale “Sicário: Terra de Ninguém” – Roger Deakins “O Regresso” – Emmanuel Lubezki EDIÇÃO “A Grande Aposta” – Hank Corwin “Mad Max: Estrada de Fúria” – Margaret Sixel “O Regresso” – Stephen Mirrione “Spotlight: Segredos Revelados” – Tom McArdle “Star Wars: O Despertar da Força” – Maryann Brandon e Mary Jo Markey TRILHA SONORA ORIGINAL “Ponte dos Espiões” – Thomas Newman “Carol” – Carter Burwell “Os Oito Odiados” – Ennio Morricone “Sicário: Terra de Ninguém” – Jóhann Jóhannsson “Star Wars: O Despertar da Força” – John Williams CANÇÃO ORIGINAL “Earned It”, de “Cinquenta Tons de Cinza” (Abel Tesfaye/Ahmad Balshe/Jason Daheala/Stephan Moccio) “Manta Ray”, de “A Corrida contra a Extinção” (J. Ralph/Antony Hegarty) “Simple Song #3”, de “Juventude” (David Lang) “Til It Happens To You”, de “The Hunting Ground” (Diane Warren/Lady Gaga) “Writing’s On The Wall”, de “007 contra Spectre” (Jimmy Napes/Sam Smith) EFEITOS VISUAIS “Ex Machina” “Mad Max: Estrada da Fúria” “Perdido em Marte” “O Regresso” “Star Wars: O Despertar da Força” DESIGN DE PRODUÇÃO “Ponte dos Espiões” “A Garota Dinamarquesa” “Mad Max: Estrada da Fúria” “Perdido em Marte” “O Regresso” FIGURINO “Carol” – Sandy Powell “Cinderella” – Sandy Powell “A Garota Dinamarquesa” – Paco Delgado “Mad Max: Estrada da Fúria” – Jenny Beavan “O Regresso” – Jacqueline West MAQUIAGEM E CABELO “Mad Max: Estrada da Fúria” – Lesley Vanderwalt, Elka Wardega and Damian Martin “The 100-Year-Old Man Who Climbed out the Window and Disappeared” – Love Larson and Eva von Bahr “O Regresso” – Siân Grigg, Duncan Jarman and Robert Pandini EDIÇÃO DE SOM “Mad Max: Estrada da Fúria” “Perdido em marte” “O Regresso” “Sicário: Terra de Ninguém” “Star Wars: O Despertar da Força” MIXAGEM DE SOM “Ponte dos Espiões” “Mad Max: Estrada da Fúria” “Perdido em Marte” “O Regresso” “Star Wars: O Despertar da Força” CURTA-METRAGEM “Ave Maria” “Day One” “Everything Will Be Okay (Alles Wird Gut)” “Shok” “Stutterer” CURTA DE ANIMAÇÃO “Bear Story” “World of Tomorrow” “Prologue” “We Can’t Live Without Cosmos” “Os Heróis de Sanjay” DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM “Body Team 12” “Chau, beyond the Lines” “Claude Lanzmann: Spectres of the Shoah” “A Girl in the River: The Price of Forgiveness” “Last Day of Freedom”
Veja o trailer do novo documentário de Spike Lee sobre Michael Jackson
O canal pago americano divulgou o trailer do novo documentário de Spike Lee centrado em Michael Jackson. “Michael Jackson’s Journey From Motown To Off The Wall” explora a transformação do cantor de soul em fenômeno pop, acompanhando sua transição do grupo Jackson 5 para a carreira solo no disco “Off the Wall”, lançado em 1979. A prévia inclui imagens de arquivo de shows em 1979 e 1981, além de entrevistas com artistas como The Weeknd, David Byrne (do Talking Heads) e Questlove (do Roots), que falam, entre outras coisas, das referências à “Star Wars” na letra do hit “Don’t Stop ‘Til You Get Enough”. Este é o segundo documentário de Spike Lee sobre o cantor, que em 2012 lançou “Bad 25”, sobre os 25 anos do disco “Bad” (1987). O novo filme terá sua première mundial no Festival de Sundance e será exibido no Showtime em 26 de fevereiro, mesmo dia em que também chegará às lojas numa edição especial de DVD e Bluray, integrando o relançamento do álbum “Off the Wall”.
The Walking Dead: Novo pôster da série faz referência à trama dos quadrinhos
O canal pago americano AMC divulgou a primeira foto e o pôster da segunda parte da 6ª temporada de “The Walking Dead”. A imagem é um mosaico em quadrinhos, com várias pistas do que os personagens encontrarão pela frente nos próximos episódios. Nas palavras do produtor Scott Gimple, “esta imagem fornece um vislumbre de pequenos pedaços de um mundo maior, que o nosso grupo está prestes a descobrir. No novo mundo, eles vão encontrar esperança, possibilidades, tragédia e o custo terrível da mudança.” Fãs dos quadrinhos de Robert Kirkman, em que a série se baseia, serão capazes de identificar mais rapidamente as referências, como a cruz de Paul “Jesus” Monroe (Tom Payne), o principal personagem introduzido com a descoberta da colônia de Hilltop (ou o “Alto do Morro”), uma comunidade fortificada como Alexandria. Esta trama começou na edição 93 da revista publicada pela Image Comics, que traz na capa as fumaças referenciadas em outra parte do mosaico. Para completar, o texto que acompanha o cartaz estampa “A Larger World”, que foi o título recebido por esta história em quadrinhos. Atualmente, a revista prepara o lançamento de sua edição 150. Já a segunda metade da 6ª temporada da série vai começar a ser exibida a partir de 14 de fevereiro, com exibição simultânea no Brasil pelo canal pago Fox.
Warner quer Amber Heard como a Rainha Mera no filme de Aquaman
A Warner Bros. estaria negociando com Amber Heard (“Magic Mike XXL”) para viver o interesse amoroso de Aquaman no filme solo do herói e também na produção de “Liga da Justiça”, informou o site da revista Variety. Caso o contrato seja assinado, Heard interpretará Mera, a rainha de Atlantis, que se casa com Aquaman nos quadrinhos. A personagem foi criada por Jack Miller e o lendário artista Nick Cardy em 1963. O casal se conheceu quando Mera apareceu na Terra, pedindo ajuda para retomar seu reino submarino em uma outra dimensão aquática. O curioso é que, após reconquistar o trono, ela abdica para se casar com Aquaman e viver em Atlantis. Ao longo dos anos, a história de origem foi reajustada para introduzir o temperamento explosivo de Mera. Na versão mais recente, ela virou uma exilada política, banida com vários dissidentes para outra dimensão, que retorna à Terra com um plano de vingança. Mas sua missão de seduzir e matar o rei de Atlantis acaba servindo apenas para ela se apaixonar por Aquaman. Em ambas as versões, o casal têm um filho que é assassinado brutalmente, ainda bebê, o que amplia a raiva instintiva que ela sente pelos habitantes da Terra. Superpoderosa, a personagem têm força sobre-humana e é capaz de controlar as marés, além de criar objetos sólidos com a água. O filme “Aquaman” já tem confirmado o ator Jason Momoa (série “Game of Thrones”) no papel principal. A direção está a cargo de James Wan (“Velozes & Furiosos 7”), mas ainda não há cronograma de produção. A estreia está marcada apenas para julho de 2018. A pressa da Warner em definir a intérprete da personagem teria relação com sua aparição no filme “Liga da Justiça”, que já começa a ser filmado em abril, com direção de Zack Snyder (“O Homem de Aço”) e previsão de lançamento em novembro de 2017. Amber Heard será vista a seguir em “Garota Dinamarquesa”, que estreia em 25 de fevereiro no Brasil, e tem o papel principal no vindouro thriller “London Fields”, estreia do diretor de clipes de Katy Perry, Mathew Cullen, em Hollywood.
O boneco de neve da animação Frozen vai aparecer na série Princesinha Sofia
Olaf, o boneco de neve otimista da animação “Frozen – Uma Aventura Congelante” (2013), vai aparecer em outra atração da Disney. Ele fará uma visita à série de animação “Princesinha Sofia” (Sofia The First). A informação é do site da revista Variety. O próprio ator Josh Gad (“Pixels”), que dublou o personagem no cinema, vai fazer a voz de Olaf na série. Ele vai aparecer no episódio “The Secret Library: The Tale of Miss Nettle”, que será exibido em 15 de fevereiro no canal pago americano Disney Channel, que também trará Megan Mullally (série “Will & Grace”) de volta como a voz da Miss Nettle, papel pelo qual a atriz concorreu ao Emmy em 2015. Mas não vai ficar nisso. Em 2 de fevereiro, a Disney Publishing Worldwide vai lançar um livro ilustrado e um ebook baseado no episódio. A Disney não está resgatando o personagem à toa. No ano passado, o estúdio revelou sua intenção de produzir uma sequência de “Frozen”.
Jim Carrey produzirá série sobre comediantes dos anos 1970
O canal pago americano Showtime aprovou a produção da primeira série desenvolvida pelo ator Jim Carrey (“Sim Senhor”). Intitulada “I’m Dying Up Here”, a atração vai acompanhar a cena da comédia stand-up dos anos 1970, mostrando como a geração mais inovadora da comédia americana começou. Carrey envolveu-se como produtor após se apaixonar pela premissa, que adapta o livro homônimo de William Knoedelseder. A criação para a TV ficou a cargo de Dave Flebotte, um ex-comediante stand-up que virou roteirista e produtor de séries como “Desperate Housewives” e “Masters of Sex”. A atração teve seu piloto dirigido pelo cineasta Jonathan Levine (“Meu Namorado é um Zumbi”) e levará para a TV um elenco impressionante, que inclui Melissa Leo (“A Grande Aposta”), Clark Duke (“A Ressaca”), RJ Cyler (“Eu, Você e a Garota que Vai Morrer”), Sebastian Stan (“Capitão América: O Soldado Invernal”), Ari Graynor (“Celeste e Jesse para Sempre”), Ginger Gonzaga (“Ted”), Stephen Guarino (“Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”), Dylan Baker (“Selma”) e Alfred Molina (“O Amor É Estranho”). Ainda não há previsão para a estreia da 1ª temporada
Shameless é renovada para a 7ª temporada
A série “Shameless” foi renovada para sua 7ª temporada pelo canal pago Showtime. O anúncio aconteceu dois dias após a estreia da 6ª temporada, vista por quase 1,5 milhão de espectadores, audiência elevada para os padrões do canal. “Shameles” é um remake da produção britânica de mesmo nome, que chegou a durar 11 temporadas no Reino Unido, antes de sair do ar em 2013. A versão americana foi desenvolvida por John Abbott, criador da série original, em parceria com o cineasta John Wells (“Álbum de Família”). A série gira em torno da família Gallagher, completamente disfuncional e contraventora. Todo o elenco, encabeçado por William H. Macy e Emmy Rossum, vai retornar para mais 12 episódios em 2017.












