Thor: Ragnarok fatura US$ 121 milhões em estreia arrasadora na América do Norte

Thor: Ragnarok fatura US$ 121 milhões em estreia arrasadora na América do Norte

 

“Thor: Ragnarok” se mostrou onipotente nas bilheterias norte-americanas. Saudado por críticas muito positivas (93% de aprovação no site Rotten Tomatoes), a produção lotou os cinemas, faturando impressionantes US$ 121M (milhões) em seu fim de semana de estreia nos Estados Unidos e Canadá.

O valor é quase o dobro da abertura de “Thor” (2011), o primeiro filme da franquia (US$ 65M), e também muito superior ao desempenho de “Thor: O Mundo Sombrio” (US$ 85M) em 2013.

Até então considerado o personagem menos empolgante da Marvel, Thor deu a volta por cima e superou até o badalado “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (abriu com US$ 117M) em 2017.

Lançado com uma semana de antecedência em outros países, inclusive no Brasil, o filme já soma US$ 306M no mercado internacional, contabilizando também uma ótima estreia na China, onde fez US$ 55M – recorde de arrecadação para o mês de novembro no mercado chinês.

Em todo o mundo, a bilheteria acumulada do super-herói contabiliza US$ 427M, arrecadados em cerca de 10 dias. Um novo sucesso para a Marvel e um empurrão e tanto para a Disney atingir o faturamento mundial de US$ 5B (bilhões) em 2017.

A competição se provou desigual para o lançamento de “Perfeita É a Mãe 2”, comédia que também chegou aos cinemas norte-americanos neste fim de semana.

O estúdio STX tentou amaciar o golpe antecipando sua estreia em dois dias, para a quarta-feira (2/11). Mas nem com a soma de cinco dias a continuação conseguiu superar a arrecadação do primeiro filme. Enquanto o original faturou US$ 23,8M, a sequência ficou com US$ 21,5M. Se contar apenas os três dias do fim de semana, o valor não passa de US$ 17M.

Para piorar, a avaliação da crítica foi negativa. Se o primeiro tinha dividido opiniões, com 58% de aprovação, o segundo virou unanimidade: podre, com 32%.

Chega no Brasil em dezembro, para valorizar sua temática natalina.

O Top 3 fecha com “Jogos Mortais: Jigsaw”, renascimento da franquia de terror, que tinha aberto em 1º lugar na semana passada. O longa rendeu apenas US$ 6,7 milhões em seu segundo fim de semana. Mas como foi rodado com um orçamento de US$ 10M, deverá cobrir seus custos de produção até o próximo domingo (11/11) apenas com a bilheteria doméstica. A estreia no Brasil esta marcada para o fim do mês.

Confira, abaixo, os dez filmes de maior bilheteria no fim de semana na América do Norte, com atenção especial para um trio responsável por grandes prejuízos para os estúdios. O caso mais gritante é o fracasso de “Tempestade – Planeta em Fúria”, orçado em US$ 120M, que fez somente US$ 28,7M em três semanas em cartaz na América do Norte. Além dele, “Blade Runner 2049” e “Only the Brave” também desempenharam muito abaixo das expectativas.

BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte

1. Thor: Ragnarok
Fim de semana: US$ 121M
Total EUA: US$ 121M
Total Mundo: US$ 427M

2. Perfeita É a Mãe 2
Fim de semana: US$ 17M
Total EUA: US$ 21,5M
Total Mundo: US$ 28,2M

3. Jogos Mortais: Jigsaw
Fim de semana: US$ 6,7M
Total EUA: US$ 28,8M
Total Mundo: US$ 59,5M

4. Tyler Perry’s Boo 2! A Madea Halloween
Fim de semana: US$ 4,6M
Total EUA: US$ 42,9M
Total Mundo: US$ 43,3M

5. Tempestade – Planeta em Fúria
Fim de semana: US$ 3M
Total EUA: US$ 28,7M
Total Mundo: US$ 182,3M

6. A Morte Te Dá Parabéns
Fim de semana: US$ 2,8M
Total EUA: US$ 52,9M
Total Mundo: US$ 78,3M

7. Thank You for Your Service
Fim de semana: US$ 2,2M
Total EUA: US$ 7,3M
Total Mundo: US$ 7,3M

8. Blade Runner 2049
Fim de semana: US$ 2,2M
Total EUA: US$ 85,4M
Total Mundo: US$ 239,9M

9. Only the Brave
Fim de semana: US$ 1,9M
Total EUA: US$ 15,2M
Total Mundo: US$ 16,4M

10. Let There Be Light
Fim de semana: US$ 1,6M
Total EUA: US$ 4M
Total Mundo: US$ 4M

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Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna