Peter Capaldi quer uma mulher como o próximo Doctor Who

Peter Capaldi quer uma mulher como o próximo Doctor Who

 

O ator Peter Capaldi deu sua opinião sobre quem poderia seu substituto, como o 13º intérprete de Doctor Who. Ele disse que ficaria feliz em ver uma mulher no papel, alimentando as expectativas sobre quem deverá assumir o protagonismo no próximo ano da série.

“Por que não? Acho que é provável que isso aconteça e seria algo muito bom também”, disse Capaldi, em entrevista ao jornal USA Today.

Ao longo de cinco décadas de histórias, “Doctor Who” teve apenas homens brancos no papel principal e uma parte dos fãs gostaria de ver maior diversidade. Mas, pela primeira vez, há fortes indícios de que esta mudança possa acorrer, de fato, em 2018.

Além da despedida de Capaldi, a data também marcará a estreia de um novo showrunner, Chris Chibnall, criador da premiada série “Broadchurch” – que é estrelada por um ex-“Doctor Who”, David Tennant. E a chegada de um novo produtor sempre traz mudanças radicais.

Para completar, Stephen Moffat, o atual showrunner (e criador da série “Sherlock”), preparou terreno com a introdução de uma nova companheira para o Doutor na vindoura 10ª temporada. Bill Potts (Pearl Mackie) será a primeira lésbica assumida a acompanhar as aventuras do Senhor do Tempo. O que poderia se transformar numa parceria inusitada caso o Doutor virasse mulher.

Graças a uma ideia dos roteiristas para substituir o primeiro intérprete do Doutor, ainda nos anos 1960, sempre que o contrato do intérprete principal acaba, o personagem renasce com um novo rosto, corpo e personalidade.

Caso Doctor Who vire uma mulher, ele seguirá uma tendência inaugurada há duas temporadas por Moffat, que realizou a primeira mudança de sexo entre os Senhores do Tempo, transformando o Mestre (John Simm) em Missy (Michelle Gomez).

Diante disto, os fãs já cogitaram atrizes como Hayley Atwell (série “Agent Carter”), Olivia Colman (série “Broadchurch”) e Tilda Swinton (“Doutor Estranho”) para viver a primeira Doutora da série. Independente de quem assumir o papel, Capaldi deu dicas para quem for substituí-lo.

“Faça o que quiser. Quanto mais tempo a série dura, mais pressão há para fazer o que todo mundo pensa que deveria acontecer. Você sempre deve fazer o que quiser, porque o seu relacionamento individual com o personagem é o que o torna especial.”

“Doctor Who” retorna com episódios inéditos, para a 10ª e última temporada de Capaldi, em 15 de abril no Reino Unido. No Brasil, a exibição acontece pelo canal pago Syfy com um dia de diferença.

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Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna