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  • Etc

    Morte da atriz de O Chamado preocupa governo do Japão

    28 de setembro de 2020 /

    A morte de Yuko Takeuchi, atriz do primeiro filme da franquia original de “O Chamado” e bastante popular no Japão, preocupou o governo do país, a ponto de lançar um alerta sobre o crescimento no número de suicídios nos últimos meses. Takeuchi foi encontrada morta na madrugada de domingo (27/9) pelo marido, em sua residência em Tóquio. De acordo com o jornal The Japan Times, a polícia está tratando o caso como um aparente suicídio. Poucos dias antes, a atriz Sei Ashina também morreu por suicídio aos 36 anos. Além disso, o ator Haruma Miura se matou em julho, com apenas 30 anos, e a estrela de reality show Hana Kimura em maio passado. Dados do governo japonês informam que, só no mês de agosto, houve um crescimento de cerca de 15% de suicídios no país em relação ao mesmo período no ano anterior. “Houve um aumento no número de suicídios desde julho. Temos que levar em consideração o fato de que há muitas pessoas terminando com suas vidas preciosas”, afirmou Katsunobu Kato, porta-voz do governo, que também já ocupou o cargo de Ministro da Saúde. Em comunicado oficial, Kato também fez questão de apontar o papel da pandemia do coronavírus como responsável por gerar um clima de angústia crescente, principalmente por carência de contato humano e seu impacto na saúde mental das pessoas. Para evitar uma epidemia de suicídios, foram colocadas a disposição mais linhas telefônicas para atendimento de prevenção ao suicídio.

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  • Etc,  Filme

    Yuko Takeuchi (1980 – 2020)

    27 de setembro de 2020 /

    A atriz Yuko Takeuchi, que estrelou o primeiro filme da franquia japonesa “O Chamado” e a série “Miss Sherlock”, foi encontrada morta na manhã deste domingo (27/9) em sua residência em Tóquio aos 40 anos. O marido de Takeuchi, o também ator Taiki Nakabayashi (“Strawberry Night Saga”), teria encontrado a atriz em seu quarto por volta das 2 da manhã, de acordo com o jornal The Japan Times. A polícia está tratando o caso como um aparente suicídio. Takeuchi era bastante conhecida no Japão por sua variedade de trabalhos no cinema e na televisão. Ela fez sua estreia no cinema com 18 anos com dois filmes lançados em 1998. Um deles foi o longa que lançou a franquia internacional de terror “O Chamado” (“Ringu”, em japonês), que ganhou remake nos EUA em 2002 e até hoje segue rendendo continuações e reboots. No longa original, de Hideo Nakata, Takeuchi viveu a primeira vítima da maldição de Sadako (transformada em Samara nos EUA). O sucesso do filme ajudou a estabelecer sua carreira, que seguiu com várias séries e filmes, a maioria com tramas românticas. O reconhecimento não tardou. Suas performances em “Yomigaeri” (2003), “Be With You” (2004) e “Spring Snow” (2005) foi indicadas a três troféus consecutivos de Melhor Atriz da Academia Japonesa de Cinema. Ela também concorreu ao prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante por “Cape Nostalgia” (2012). Mais recentemente, Takeuchi voltou ao terror com um dos principais papéis de “Creepy” (2016), do mestre do J-horror Kiyoshi Kurosawa, premiado no Fantasia Film Festival, no Canadá, e se projetou ainda mais como a personagem-título de “Miss Sherlock”, série de 2018 da HBO Asia sobre uma versão feminina de Sherlock Holmes, que foi exportada para o mundo todo. Seu último filme, “The Confidence Man JP: Princess” era segundo longo de uma franquia iniciada em 2019 e foi lançado em julho passado. Ela também tinha se tornado mãe pela segunda vez em janeiro deste ano. Os sobreviventes incluem seu marido e dois filhos.

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  • Filme

    Creepy vai além do suspense de serial killer

    18 de novembro de 2016 /

    Diretor de cinema desde os 20 anos, Kiyoshi Kurosawa tem uma respeitável coleção de clássicos de terror em sua filmografia, mas desde que passou a visar também o circuito dos festivais de arte, vem lidando com um projeto atrás do outro. Recentemente em Toronto para promover “Le Secret de la Chambre Noire” (coprodução entre Bélgica, França e Japão falada em francês), já regressou para a sua terra natal para as filmagens de seu novo longa-metragem a ser lançado no próximo ano. Se às vezes o resultado parece feito à toque de caixa, como “O Sétimo Código” (exibido na edição de 2014 do Indie Festival), por outro há muito a ser avaliado e discutido, como se vê em “Creepy”. Mesmo envolto no gênero do suspense, Kurosawa faz um estudo psicológico curioso a respeito da deformidade familiar, em detrimento do que, a princípio, parece um mero mistério de assassinato em série. Takakura (Hidetoshi Nishijima, de “Dolls”) decidiu abandonar o ofício de detetive após um episódio traumático. Um ano depois, recebe o pedido de seu colega Nogami (Masahiro Higashide, de “Gonin Sâga”) para investigar o desaparecimento de uma família, que deixou como único membro e testemunha a jovem Saki (Haruna Kawaguchi, da série “GTO”). Ao identificar que o caso é mais obscuro que parece, Takakura acaba negligenciando a sua esposa Yasuko (Yûko Takeuchi, de “Ring: O Chamado”), com quem acabou de se mudar para um novo bairro. Paralelamente ao avanço das investigações, acompanhamos a rotina solitária e banal de Yasuko, que aos poucos se aproxima de Nishino (Teruyuki Kagawa, de “Samurai X: O Filme”, sensacional), vizinho instável que vive com uma filha adolescente, Mio (Ryôko Fujino, de “Solomon’s Perjury”), e a sua esposa enferma. Paulatinamente, Kurosawa descortina as aparências, por vezes sugerindo que Takakura e Yasuko estão lidando com contextos completamente isolados. E o faz com bom domínio de direção, mais preocupado com a tensão provocada a partir das interações de personagens e a exploração dos cômodos de uma propriedade do que o horror passageiro da violência gráfica. Uma pena que Kurosawa e o seu parceiro de roteiro Chihiro Ikeda não tenham sido mais cuidadosos nos elementos detetivescos da trama, inspirada em um romance de Yutaka Maekawa. Trata-se de um aspecto totalmente negligenciado em “Creepy”, comprometendo por vezes a seriedade e a evolução da história, a cada erro primário que é cometido por alguém envolvido na resolução do crime central. Um deslize que só vem a ser contornado com a intensidade dramática do ato final.

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