Steve Carell faz pegadinha na internet com suposta volta da série The Office
O ator Steve Carell resolveu fazer uma pegadinha com seus seguidores no Twitter. Numa piada típica de Michael Scott, seu personagem na série “The Office”, ele anunciou a volta, justamente, de “The Office” na rede NBC. A internet veio abaixo, com reproduções do tuíte por inúmeros fãs, que comemoraram o retorno da série, exibida entre 2005 e 2013 e vencedora do Emmy. Mas pouco depois, o próprio Carell corrigiu a informação. Em outro post no Twitter, ele revelou que se tratava de um equívoco: “Espera, desculpa. Eu quis dizer Will & Grace! (erro de digitação)”. Ou seja, o ator fingiu que se confundiu e fez piada com o revival de “Will & Grace”, anunciado pela rede americana NBC, que também costumava exibir “The Office”.
É oficial: Comercial confirma a volta da série clássica Will & Grace neste ano
A NBC oficializou a volta da série de comédia “Will & Grace”. Um vídeo divulgado pela rede americana (e que pode ser visto abaixo) anunciou o retorno da atração, cancelada há 11 anos. Em comunicado, os criadores Max Mutchnick e David Kohan, que também produzirão o revival, demonstraram entusiasmo por retomar a série. “Dave e eu estamos absolutamente entusiasmados com a oportunidade de contar o que o Will, a Grace, o Jack e a Karen estão pensando em 2017”, disse Mutchnick. Ao todo foram encomendados 10 novos episódios para o revival, que serão escritos pelos criadores da atração, comandados por James Burrows, que dirigiu todos os episódios das oito temporadas originais, e estrelado pelos quatro integrantes do elenco central: Eric McCormack (Will), Debra Messing (Grace), Sean Hayes (Jack) e Megan Mullally (Karen). “Will & Grace” acompanhava as desventuras de um advogado gay e uma designer de interiores heterossexual, que dividiam um apartamento em Nova York, sempre visitados por seus dois melhores amigos. A série foi exibida entre 1998 e 2006 nos EUA e venceu 16 prêmios Emmy, incluindo estatuetas para cada um de seus protagonistas, McCormack, Messing, Hayes e Mullally. Por sinal, o vídeo da NBC ainda inclui Rosario Salazar, a empregada salvadorenha vivida por Shelley Morrison. Além dela, Leslie Jordan, que venceu um Emmy por sua participação na série, também é presença garantida. Afinal, foi ele quem deu a notícia em primeira mão, durante uma entrevista de rádio, que a série retornaria para uma nova temporada de 10 episódios em 2017. Os rumores do retorno circulavam desde que o elenco principal se reuniu no ano passado para um vídeo de propaganda eleitoral, incentivando os americanos a votarem para presidente – e zombando de Donald Trump. O reencontro contou até com os cenários originais, além de texto de Mutchnick e Kohan, e direção de James Burrows, criando um saudosismo muito forte no público – e em todos os envolvidos. A rede NBC viu a repercussão e acreditou no potencial do revival.
Megan Mullally posta foto “auto-explicativa” de comemoração com o elenco de Will & Grace
A atriz Megan Mullally postou uma foto de ano novo em seu Twitter que alude diretamente ao retorno da série “Will & Grace”. Na imagem, ela aparece comemorando e jogando brindes para cima, ao lado de Debra Messing, Sean Hayes e Eric McCormack – o elenco central da produção. A legenda diz apenas: “Auto-explicativo”. E, de fato, nem precisa dizer mais nada. A imagem foi divulgada poucos dias após Leslie Jordan, que venceu um Emmy por sua participação em “Will & Grace”, afirmar, durante uma entrevista de rádio, que a série retornará para uma nova temporada de 10 episódios em 2017. Os rumores do retorno circulam desde que o elenco principal se reuniu para um vídeo de propaganda eleitoral, incentivando os americanos a votarem para presidente – e zombando de Donald Trump. Em outubro, o site TV Line apurou que a rede NBC viu a repercussão do vídeo e enxergou potencial, planejando fazer novos episódios da série com Eric McCormack (Will), Debra Messing (Grace), Megan Mullally (Karen) e Sean Hayes (Jack). Para reforçar a possibilidade, o elenco afirmou ter se divertido muito no reencontro, que ainda contou com os cenários originais, texto dos criadores da série, Max Mutchnick e David Kohan, e direção de James Burrows, responsável por comandar 188 episódios da produção, exibida entre 1998 e 2006 nos EUA. “Will & Grace” acompanhava as desventuras de um advogado gay, sua amiga designer de interiores heterossexual, e dois de seus melhores amigos. Em sua trajetória, a série venceu 16 prêmios Emmy, incluindo estatuetas para McCormack, Mullally, Hayes e Messing. self-explan ? pic.twitter.com/95mhMVehsI — Megan Mullally (@MeganOMullally) January 1, 2017
Ator afirma que a série Will & Grace vai voltar em 2017
O veterano ator Leslie Jordan, que participou de “Will & Grace”, confirmou em entrevista à rádio KPBS, de San Diego, que a série retornará para uma nova temporada de 10 episódios em 2017. O ator de 61 anos venceu um Emmy por sua performance como Berveley Leslie, amigo de Karen Walker, personagem de Megan Mullally na série. Os rumores de um retorno da série circulavam desde que o elenco principal se reuniu para um vídeo de propaganda eleitoral, incentivando os americanos a votarem para presidente – e zombando de Donald Trump. Em outubro, o site TV Line apurou que a rede NBC viu a repercussão do vídeo e enxergou potencial, planejando fazer novos episódios da série com Eric McCormack (Will), Debra Messing (Grace), Megan Mullally (Karen) e Sean Hayes (Jack). Para reforçar a possibilidade, o elenco afirmou ter se divertido muito no reencontro, que ainda contou com os cenários originais, texto dos criadores da série, Max Mutchnick e David Kohan, e direção de James Burrows, responsável por comandar 188 episódios da produção, exibida entre 1998 e 2006 nos EUA. “Will & Grace” acompanhava as desventuras de um advogado gay, sua amiga designer de interiores heterossexual, e dois de seus melhores amigos. Em sua trajetória, a série venceu 16 prêmios Emmy, incluindo estatuetas para McCormack, Mullally, Hayes e Messing.
Debbie Reynolds (1932 – 2016)
Morreu a atriz Debbie Reynolds, estrela do clássico “Cantando na Chuva” (1952) e uma das atrizes mais famosas da era de ouro de Hollywood. Ela era mãe da também atriz Carrie Fisher (1956-2016), a Princesa Leia da franquia “Star Wars”, que faleceu um dia antes. “Ela agora está com a Carrie e estamos todos de coração partido”, afirmou seu filho, Todd Fisher, à agência Associated Press. De acordo com ele, a morte de sua irmã foi “demais” para a mãe. Reynolds foi hospitalizada às pressas na quarta (28/12) após sofrer uma emergência médica na casa do filho, em Beverly Hills, onde discutia detalhes do funeral de Carrie Fisher. Seus familiares ligaram para os paramédicos, que a levaram para o hospital Cedars-Sinai, onde ficou internada na UTI, após sofrer um AVC (acidente vascular cerebral). Ela não estaria passando bem desde a última sexta-feira (23/12), quando Carrie Fisher sofreu uma parada cardíaca durante um voo de Londres para Los Angeles, que a levou ao hospital e ao falecimento na terça. Nascida Marie Frances Reynolds em El Paso, Texas, a atriz foi descoberta por um caçador de talentos aos 16 anos, enquanto disputava o concurso de Miss Burbank. A contragosto, recebeu seu nome artístico do chefe dos estúdios Warner, Jack Warner, com quem assinou contrato para aparecer em seus primeiros filmes, “Noiva da Primavera” (1948), como figurante, e “Vocação Proibida” (1950), como coadjuvante. Vendo-se sem espaço para crescer no estúdio, ela migrou para a MGM e logo se tornou um dos principais nomes da era de ouro de Hollywood. Foram 20 anos de MGM, mas seu auge se deu logo no início, ao protagonizar, com Gene Kelly, o clássico “Cantando na Chuva” (1952). Considerado um dos melhores musicais de todos os tempos, o filme a catapultou ao estrelato, colocando seu nome na fachada dos cinemas. A jovem logo se tornou a rainha das comédias românticas, fazendo par com os principais astros da época e até com cantores famosos, como Frank Sinatra em “Armadilha Amorosa” (1955), Bing Crosby em “Prece para um Pecador” (1959) e Eddie Fisher em “Uma Esperança Nasceu em Minha Vida” (1956). Ela acabou se casando com Fisher, o pai de Carrie e Todd. Os dois chegaram a formar um dos casais mais famosos de Hollywood, batizados de “namoradinhos da América”. Mas não durou muito. A separação aconteceu em 1959, em meio a um escândalo midiático: Debbie foi trocada por Elizabeth Taylor. À margem ao escândalo, a carreira de Debbie Reynolds continuou de vento em popa, rendendo clássicos como “Flor do Pântano” (1957), “Como Fisgar um Marido” (1959), “A Taberna das Ilusões Perdidas” (1960) e até a obra-prima western de John Ford, “A Conquista do Oeste” (1961). Pelo desempenho em “A Inconquistável Molly” (1964), em que viveu Molly Brown, sobrevivente de uma inundação e do naufrágio do Titanic, ela recebeu sua única indicação ao Oscar de Melhor Atriz – acabou perdendo para Julie Andrews, por “Mary Poppins”. No mesmo ano, fez um de seus filmes mais divertidos, “Um Amor do Outro Mundo” (1964), que influenciou dezenas de produções sobre trocas mágicas de sexo. A comédia dirigida por Vincent Minelli girava em torno de um homem conquistador que era assassinado por um marido ciumento e tinha uma volta kármica como uma loira, sexy, mas atrapalhada Debbie Reynolds, que não conseguia lidar bem com o fato de ter virado mulher e ser cantada pelo melhor amigo (Tony Curtis). Ela ainda estrelou outras comédias marcantes, como “Divórcio à Americana” (1967) e “Lua de Mel com Papai” (1968), sobre casamentos em crise, antes de se dedicar a fazer números musicais em Las Vegas. Foi trabalhando em Las Vegas que Reynolds quitou uma dívida de US$ 3 milhões decorrente do vício de seu segundo marido, o empresário Harry Karl, em jogos de azar. Os dois foram casados de 1960 a 1973. Mas sua relacionamento com Vegas foi bem mais duradoura. Ela chegou a ter um cassino na cidade, onde passou a expor relíquias de filmes hollywoodianos, que colecionou ao longo de sua vida. Durante muitos anos, a atriz teve uma das maiores coleções de memorabilia da era de ouro do cinema americano, que, devido à dificuldade de preservação, acabou vendendo e doando em tempos recentes. Reconhecida pela boa voz de cantora, ela iniciou uma bem-sucedida carreira de dubladora com a animação “A Menina e o Porquinho” (1973), que levou adiante na versão americana de “O Serviço de Entregas da Kiki” (1989), “Rudolph – A Rena do Nariz Vermelho” (1998) e nas séries animadas “Rugrats – Os Anjinhos” e “Kim Possible”, onde tinha papéis recorrentes. A atriz também apareceu de forma recorrente na série “Will & Grace” e entre seus últimos papéis estão participações na comédia “Como Agarrar Meu Ex-Namorado” (2012) e no premiado telefilme “Minha Vida com Liberace” (2013). Em 2015, ela foi homenageada pelo Sindicato dos Atores dos EUA por sua filmografia de 65 anos e, no começo deste ano, recebeu um prêmio humanitário da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas por seu trabalho em prol da conscientização e tratamento de doenças mentais. Ela é uma das fundadoras da instituição de caridade The Thalians. Debbie Reynolds deixa o filho, Todd Fisher, e a neta, a atriz Billie Lourd, filha de Carrie Fisher.
Após vídeo eleitoral, Will & Grace pode voltar para valer na televisão
Após o reencontro do elenco original para um vídeo de propaganda eleitoral, “Will & Grace” pode acabar ganhando mesmo um revival na rede NBC. O site TV Line apurou que a emissora viu a repercussão do vídeo e enxergou potencial, planejando fazer novos episódios da série com Eric McCormack (Will), Debra Messing (Grace), Megan Mullally (Karen) e Sean Hayes (Jack). Vale ressaltar que o canal não confirmou a informação. Mas o elenco se divertiu muito no reencontro, que ainda contou com os cenários originais, texto dos criadores da série, Max Mutchnick e David Kohan e direção de James Burrows, responsável por comandar 188 episódios da produção, exibida entre 1998 e 2006 nos EUA. Durante as entrevistas que o reencontro rendeu, todos falaram que adorariam voltar com a série se tivessem oportunidade. O problema é a agenda dos atores. Atualmente, Eric McCormack está na nova série “Travelers”, que estreia no Netflix em dezembro, Debra Messing participa do remake de “Dirty Dancing”, que será exibido como especial musical de fim de ano na rede ABC, Megan Mullally tem diversos filmes em andamento, além de uma participação na vindoura antologia sci-fi “Dimension 404”, e Sean Hays, que virou um produtor de sucesso, atuará a seguir no especial “Hairspray Live!”, previsto para dezembro na rede NBC.
Will & Grace: Elenco da série clássica se reúne em vídeo para rir de Donald Trump
Sabe a “volta” de “Will & Grace”, que diversos sites anunciaram como retorno da série, mas a Pipoca Moderna apurou que podia ser propaganda eleitoral de Hillary Clinton? Pois é. O quarteto formado por Eric McCormack, Debra Messing, Megan Mullally e Sean Hayes voltou a se reunir para a campanha da candidata à presidente dos EUA, criando um vídeo bastante fiel ao espírito e visual da série clássica, em que Donald Trump é a vítima da maioria das piadas. O curta, que pode ser conferido abaixo, foi gravado nos cenários originais da atração, exibida entre 1998 e 2006. Isto porque um dos criadores de “Will & Grace”, Max Mutchnick, guardou e preservou tudo. Ele também assinou o roteiro em parceria com o cocriador da série David Kohan. E, para completar, a direção ficou a cargo de James Burrows, responsável por comandar os 188 episódios da produção. O retorno foi nostálgico e deu esperanças de um revival real da série. Atualmente, Eric McCormack está na nova série “Travelers”, que estreia no Netflix em dezembro, Debra Messing participa do remake de “Dirty Dancing”, que será exibido como especial musical de fim de ano na rede ABC, Megan Mullally tem diversos filmes em andamento, além de uma participação na vindoura antologia sci-fi “Dimension 404”, e Sean Hays, que virou um produtor de sucesso, atuará a seguir no especial “Hairspray Live!”, previsto para dezembro na rede NBC.
Atores de Will & Grace agitam as redes sociais ao anunciar que “estão de volta”
Os quatro integrantes centrais do elenco da série de comédia “Will & Grace” anunciaram em uníssono em suas contas individuais das redes sociais: “Estamos de volta”. A frase culminou uma movimentação intensa durante o fim de semana, que inclui um vídeo de teaser (veja abaixo) e fotos de bastidores de uma suposta gravação da produção, tudo sugerindo a volta da série. Mas nada, além de “Estamos de volta”, foi realmente anunciado. Nenhum canal ou serviço de streaming assumiu a responsabilidade pela produção. Por isso, alguns sites imaginam que possa se tratar apenas de marketing de apoio da campanha de Hillary Clinton à presidência. Mesmo assim, os fãs estão em polvorosa. Exibida entre 1998 e 2006, a série foi a primeira sitcom a fazer muito, mas muito sucesso ao explorar o universo LGBT. A série de comédia acompanhava o cotidiano de Will, uma advogado gay, e Grace, uma decoradora hetero, que dividiam o mesmo apartamento em Nova York, permanecendo amigos após namorarem na faculdade, quando Will ainda não tinha saído do armário. Além da dupla central, vivida por Eric McCormack e Debra Messing, a série ainda destacava Megan Mullally como a assistente socialite de Grace e Sean Hayes como o amigo “ainda mais gay” de Will. Ao longo de seus oito anos de duração, “Will & Grace” recebeu 83 indicações ao Emmy, vencendo 16 prêmios. De forma rara, todos os seus quatro atores principais venceram um Emmy, fato que só aconteceu com outras duas sitcoms na história do prêmio. O sucesso da série era tanto que ele se manteve entre as 20 atrações de maior audiência da TV americana por metade de seu período de exibição. Também foi a produção de maior audiência entre pessoas dos 18 aos 49 anos de idade entre 2001 e 2005. O que, claro, atraiu várias celebridades para fazerem participações especiais, como Madonna, Elton John, Britney Spears, Cher, Kevin Bacon, Alec Baldwin, Ellen DeGeneres, Patrick Dempsey, Janet Jackson e Jennifer Lopez, entre outras. Não é à toa que há bastante interesse em ver o quarteto de volta. Um vídeo publicado por Debra Messing (@therealdebramessing) em Set 26, 2016 às 10:33 PDT
Gene Wilder (1933- 2016)
Morreu o ator americano Gene Wilder, um dos comediantes mais populares e influentes da década de 1970, que interpretou Willy Wonka no clássico “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (1971), o personagem-título de “O Jovem Frankenstein” (1974) e inúmeros outros personagens marcantes, numa carreira repleta de sucessos. Ele faleceu na segunda (29/8) devido a complicações decorrentes do Alzheimer, aos 83 anos em Stamford, no Estado de Connecticut. Seu nome verdadeiro era Jerome Silberman. Ele nasceu em 1933, em Wisconsin, e a inspiração para seguir a vida artística veio aos 8 anos de idade, quando o médico de sua mãe, diagnosticada com febre reumática, o chamou num canto e lhe deu a receita para a saúde de sua mãe: “Faça-a rir”. Jerome só foi virar Gene aos 26 anos, pegando emprestado o nome do personagem Eugene Gant, dos romances de Thomas Wolfe, para fazer teatro. Ele participou de várias montagens na Broadway, antes de estrear no cinema como um refém no clássico filme de gângsteres “Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas” (1967). Mas foi outro filme do mesmo ano, “Primavera para Hitler” (1967), que determinou o rumo da sua carreira. Vivendo um jovem contador, que se associava a um produtor picareta de teatro para montar a pior peça de todos os tempos, Wilder construiu seu tipo cinematográfico definitivo – tímido, compenetrado, mas atrapalhado o suficiente para causar efeito oposto à sua seriedade, fazendo o público rolar de risada. Até a sisuda Academia de Artes e Ciências Cinematográficas sorriu para ele, com uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. “Primavera para Hitler” venceu o Oscar de Melhor Roteiro de 1968 e inaugurou a bem-sucedida parceria do ator com o diretor e roteirista Mel Brooks. Os dois ainda fizeram juntos “Banzé no Oeste” (1974) e “O Jovem Frankenstein” (1974), que figuram entre os filmes mais engraçados da década de 1970. O primeiro era uma sátira de western e o segundo homenageava os filmes de horror da Universal dos anos 1930, inclusive na fotografia em preto e branco. Com “O Jovem Frankenstein”, Wilder também demonstrou um novo talento. Ele foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro pelo filme, que coescreveu com Brooks. Muitas das piadas que marcaram época surgiram de improvisações que ele inclui no filme, em especial seus confrontos com o impagável Mary Feldman, conhecido pelos olhos tortos, no papel de Igor. Seu sucesso com o público infantil, por sua vez, jamais superou sua aparição em “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (1971), como o alegre mas misterioso Willy Wonka, num show de nuances que manteve o público hipnotizado, como um mestre de picadeiro. Mesmo assim, a idolatria das crianças de outrora também vem de seu papel como a Raposa, que roubou a cena de “O Pequeno Príncipe” (1974). Mas Wilder também fez filmes “cabeças”, trabalhando com Woody Allen em “Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo e Tinha Medo de Perguntar” (1972), e com o diretor de teatro Tom O’Horgan (responsável pelas montagens de “Hair” e “Jesus Cristo Superstars”) na adaptação de “Rhinoceros” (1974), de Eugene Ionesco, um clássico do teatro do absurdo. Tantas experiências positivas o inspiraram a passar para trás das câmeras. Ele escreveu e dirigiu “O Irmão mais Esperto de Sherlock Holmes” (1975), sátira ao personagem de Arthur Conan Doyle, em que voltou a se reunir com seus colegas de “O Jovem Frankenstein”, Madeline Kahn e Marty Feldman. O sucesso da empreitada o fez repetir a experiência em “O Maior Amante do Mundo” (1977), em que viveu um rival de Rodolfo Valentino, no auge do Cinema Mudo. Entre um e outro, acabou atuando em outro grande sucesso, “O Expresso de Chicago” (1976), filme do também recém-falecido Arthur Hiller. Com referências aos suspenses de Alfred Hitchock, o filme combinou ação e humor de forma extremamente eficaz, a ponto de inspirar um subgênero, caracterizado ainda por uma parceria incomum. O segredo da fórmula era pura química. A química entre Wilder e seu parceiro em cena, Richard Pryor, responsáveis pelo estouro do primeiro “buddy film” birracial de Hollywood – tendência que logo viraria moda com “48 Horas” (1982), “Máquina Mortífera” (1987), “A Hora do Rush” (1998) e dezenas de similares. Logo depois, ele fez uma parceria ainda mais inusitada, cavalgando com Harrison Ford em “O Rabino e o Pistoleiro” (1979), penúltimo filme da carreira do mestre Robert Aldrich. Wilder ainda voltou a se reunir com Pryor mais três vezes. O reencontro, em “Loucos de Dar Nó” (1980), foi sob direção do célebre ator Sidney Poitier, que logo em seguida voltou a dirigi-lo em “Hanky Panky, Uma Dupla em Apuros” (1982), coestrelado por Gilda Radner. O ator acabou se apaixonando pela colega de cena e os dois se casaram em meio às filmagens de seu filme seguinte, o fenômeno “A Dama de Vermelho” (1984). Foi o terceiro casamento do ator, mas o primeiro com uma colega do meio artístico. Escrito, dirigido e estrelado por Wilder, “A Dama de Vermelho” marcou época e transformou a então desconhecida Kelly LeBrock, intérprete da personagem-título, numa dos maiores sex symbols da década – “A Mulher Nota Mil”, como diria o título de seu trabalho seguinte – , graças a uma recriação ousada da cena do vestido de Marilyn Monroe em “O Pecado Mora ao Lado” (1955). O estouro foi também musical. A trilha sonora, composta por Stevie Wonder, dominou as paradas graças ao hit “I Just Call to Say I Love You”, que, por sinal, venceu o Oscar de Melhor Canção. Bem-sucedido e respeitado como um artista completo, Wilder voltou a se multiplicar na frente e atrás das câmeras com “Lua de Mel Assombrada” (1986). O título também era uma referência à seu recente casamento com Radner, a atriz principal da trama. O tom da produção lembrava suas antigas comédias com Mel Brooks, mas as filmagens acabaram marcadas por uma notícia triste: Gilda Radner descobriu que tinha câncer. Durante o tratamento, o casal chegou a comemorar a remissão da doença. Aliviado, Wilder filmou uma de suas comédias mais engraçadas, “Cegos, Surdos e Loucos” (1989), seu terceiro encontro com Pryor, novamente dirigido por Hiller, em que os dois vivem testemunhas de um crime. O problema é que o personagem de Wilder é mudo e o de Pryor é cego. Radner morreu uma semana após a estreia e Wilder nunca recuperou seu bom-humor. Fez seu filme de menor graça, “As Coisas Engraçadas do Amor” (1990), dirigido por Leonard Nimoy (o eterno Sr. Spock), e em seguida encerrou a carreira cinematográfica, compartilhando sua despedida com o amigo Richard Pryor, em “Um Sem Juízo, Outro Sem Razão” (1991), no qual viveu um louco confundido com milionário. Ele se casou novamente em 1991, mas manteve viva a memória da esposa ao ajudar a fundar um centro de diagnóstico de câncer em Los Angeles com o nome de Gilda Radner. Profissionalmente, ainda tentou emplacar uma série na TV, “Something Wilder”, que durou só 15 episódios entre 1994 e 1995, e seguiu fazendo pequenos trabalhos esporádicos na televisão. Por conta de uma de suas últimas aparições na telinha, na 5ª temporada de “Will & Grace”, exibida em 2003, ele venceu o Emmy de Melhor Ator Convidado em Série de Comédia. Dois anos depois, ninguém o convidou a participar do remake de “A Fantástica Fabrica de Chocolate” (2005), dirigido por Tim Burton e com Johnny Depp em seu famoso papel. Ele resumiu sua opinião sobre o filme dizendo: “É um insulto”. Tampouco foi lembrado pelos responsáveis por “Os Produtores” (2005), versão musical de “Primavera para Hitler”. Hollywood o esqueceu completamente. Um dos maiores talentos humorísticos que o cinema já exibiu. “Um dos verdadeiros grandes talentos dos nossos tempos. Ele abençoou cada filme que fizemos com sua mágica e me abençoou com sua amizade”, definiu Mel Brooks em sua conta no Twitter.
Elenco da série Friends vai se reencontrar em especial televisivivo
O elenco da série “Friends” vai se reencontrar na TV. A ocasião será um especial de duas horas em homenagem ao diretor James Burrows, que em novembro completou seu milésimo episódio à frente das câmeras da TV. Quinze deles foram registrados em “Friends”. A rede NBC está preparando a homenagem ao profissional e, segundo o site TV Line, também confirmou participação do elenco de outras séries clássicas que ele dirigiu, como “Taxi”, “Cheers”, “Frasier”, “Will & Grace”, “The Big Bang Theory” e “Mike & Molly”. Com uma carreira que abrange mais de quatro décadas, desde a sitcom clássica “Mary Tyler Moore” em 1974, Burrows se especializou em produzir episódios pilotos de séries bem-sucedidas. Foi ele quem formatou a estreia da própria “Friends”, além de “The Big Bang Theory”, por exemplo. Mas, curiosamente, só possui um único crédito como criador de série. O detalhe é qual série: “Cheers”, uma das comédias televisivas mais famosas de todos os tempos, de onde saiu o spin-off “Frasier”. Em atividade até hoje, ele já dirigiu o piloto de uma nova sitcom aprovada para 2016, “Crowded”. O especial está programado para o dia 21 de fevereiro nos EUA.





