Mulher-Maravilha 2 faz de Patty Jenkins a diretora mais bem-paga de todos os tempos
A cineasta Patty Jenkins fechou oficialmente com a Warner Bros para voltar ao comando da franquia da “Mulher-Maravilha”. E as condições do novo contrato representam um avanço significativo em relação ao US$ 1 milhão que ela recebeu para dirigir o filme da super-heroína. De fato, a assinatura a transformou na diretora mais bem-paga de todos os tempos. Estúdio e diretora só entraram em acordo após longa e dura negociação, que renderá a Jenkins, segundo fontes ouvidas pelo site The Hollywood Reporter, algo entre US$ 7 e US$ 9 milhões para dirigir e escrever a continuação de “Mulher-Maravilha”. Além disso, ela será creditada como produtora e receberá parte dos lucros do filme nas bilheterias – o que pode lhe render uma fortuna, se a continuação repetir o fenômeno do primeiro filme. Jenkins assumiu “Mulher-Maravilha” como um substituta de Michelle McLaren, escolha original da Warner, que deixou o projeto alegando diferenças criativas. Mas se tornou uma figura indispensável para o sucesso da produção, junto com a estrela Gal Gadot, realizando pequenos ajustes na trama e participando de toda a divulgação do lançamento. Receosa, a Warner só havia a contratado para o primeiro filme. Mas quando “Mulher-Maravilha” se tornou um sucesso imediato, rendendo mais de US$ 100 milhões em seu primeiro fim de semana na América do Norte, o estúdio tratou de abrir negociações para que ela continuasse na franquia. Foram cerca de três meses de reuniões, até o acordo ser finalizado. Em termos de comparação, a diretora mais bem paga até então, Nancy Meyers, chegou a ganhar US$ 5 milhões no auge de sua carreira. Por conta disso, “Mulher-Maravilha” também se tornou um marco para o empoderamento feminino em seus bastidores, diminuindo a diferença entre os salários de homens e mulheres cineastas. O contrato de Jenkins, por sinal, é bastante similar ao assinado por Zack Snyder, após comandar “O Homem de Aço”, para assumir “Batman vs. Superman” e “Liga da Justiça”. Além da diretora, a atriz Gal Gadot também está confirmada em “Mulher-Maravilha 2”, que teve sua data de estreia programada para 13 de dezembro de 2019 nos Estados Unidos.
Etta Candy fala sobre Steve Trevor em vídeo-bônus do Blu-ray de Mulher-Maravilha
A Warner Bros. Home Entertainment divulgou um bônus do Blu-ray de “Mulher-Maravilha”, que traz Etta Candy (Lucy Davis) falando sobre Steve Trevor (Chris Pine). O material consiste basicamente de um curto monólogo, em que Etta lembra o velho amigo, com um álbum de fotografias em seu colo, enquanto sua fala é interrompida repetidas vezes por cenas do filme – que ocupam a maior parte do vídeo. “Mulher-Maravilha” já está disponível para aluguel digital no Brasil. Já o Blu-ray e o DVD chegam em 26 de setembro.
Com dados oficiais, sucesso de It: A Coisa é ainda maior na América do Norte
Os dados das bilheterias do fim de semana, antecipados no domingo (10/9), foram atualizados com os valores reais. E o resultado é que “It: A Coisa” teve um sucesso maior que o anteriormente anunciado. O filme não fez US$ 117,1 milhões na América do Norte, mas US$ 123 milhões. O valor é insano, porque representa a terceira maior estreia do ano, atrás apenas de “A Bela e a Fera” (que abriu com US$ 174 milhões) e “Guardiões da Galáxia 2” (US$ 146,5 milhões). E não se pode esquecer que os valores não incluem os cinemas da Flórida, fechados devido ao furacão Irma. Mais: “It: A Coisa” é um lançamento com classificação “R” (para maiores de 17 anos), e mesmo assim teve mais público em sua estreia que “Mulher-Maravilha” e “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”. “É uma lição de humildade quando algo assim supera nossas expectativas mais loucas”, disse o presidente e diretor de conteúdo da Warner Bros. Pictures Toby Emmerich ao site The Hollywood Reporter. “Falando por meus colegas da Warner Bros. e da New Line, estamos incrivelmente felizes e aliviados. Todo o trabalho duro valeu a pena, mas sabemos que houve uma certa sorte envolvida. Gosto de pensar que a New Line é realmente boa para nutrir cineastas e a Warner é realmente boa no marketing”. Vale recapitular os recordes quebrados pela produção, maior estreia de um filme de terror da História. Para começar, o novo longa do diretor Andy Muschietti (“Mama”) teve a maior pré-estreia de todos os tempos. Nos Estados Unidos, costuma-se antecipar o lançamento de candidatos a blockbuster na noite de quinta-feira, véspera da estreia oficial, e nestas primeiras sessões “It: A Coisa” arrecadou US$ 13,4 milhões. O valor deixa para trás o antigo recordista “Deadpool”, que somou US$ 12,7 milhões em 2016. Na estreia oficial, que aconteceu na sexta-feira (7/9), o longa bateu mais três recordes, ao registrar surpreendentes US$ 51 milhões em um único dia. O valor representa: a maior abertura de um filme lançado no mês de setembro na América do Norte, a maior abertura de um filme de terror em todos os tempos e a maior abertura de um filme de classificação “R” (para maiores de 17 anos) da história do cinema norte-americano. Curiosamente, o antigo recordista desta última marca também era “Deadpool”, com US$ 47,3 milhões. E aí vieram os números completos do fim de semana. Até então, o máximo que um filme de terror tinha conseguido atingir nos primeiros três dias tinha sido menos da metade deste valor: US$ 52 milhões, obtidos por “Atividade Paranormal 3” em 2011. Para se ter noção, os US$ 123 milhões arrecadados de “It: A Coisa” já representam a sexta maior bilheteria de terror da América do Norte em arrecadação total! O recordista ainda é “O Exorcista”, cuja marca de US$ 193 milhões em 1974 deve finalmente ser superada em poucos dias. Só para lembrar: o custo de produção foi de apenas US$ 35 milhões. Além do recorde de maior estreia do terror, também ficou para trás a marca de maior lançamento de setembro (o recorde trucidado pertencia a “Hotel Transilvânia 2”, com US$ 41 milhões), faltando pouco para superar os três dias iniciais de “Deadpool” (US$ 132 milhões), como maior estreia com classificação “R”. “It: A Coisa” ficou em 2º lugar neste quesito.
It: A Coisa apavora América do Norte com maior bilheteria de estreia da história do terror
A bilheteria de “It: A Coisa” se provou espantosa. Em pleno fim de semana do furacão Irma, em que os cinemas da Flórida estiveram fechados, a nova adaptação de Stephen King acumulou recordes e se consagrou como o terror mais bem-sucedido de todos os tempos. Em seu primeiro fim de semana, o filme fez US$ 117,1 milhões na América do Norte, maior estreia de uma produção de terror da História. Até então, o máximo que um filme de terror tinha conseguido atingir num fim de semana tinha sido menos da metade deste valor: US$ 52 milhões, obtidos por “Atividade Paranormal 3” em 2011. O valor superou até as projeções mais otimistas, após caírem os primeiros recordes de arrecadação. Para começar, o novo longa do diretor Andy Muschietti (“Mama”) teve a maior pré-estreia de todos os tempos. Nos Estados Unidos, costuma-se antecipar o lançamento de candidatos a blockbuster na noite de quinta-feira, véspera da estreia oficial, e nestas primeiras sessões “It: A Coisa” arrecadou US$ 13,4 milhões. O valor deixa para trás o antigo recordista “Deadpool”, que somou US$ 12,7 milhões em 2016. Na estreia oficial, que aconteceu na sexta-feira (7/9), o longa bateu mais três recordes, ao registrar surpreendentes US$ 51 milhões em um único dia. O valor representa: a maior abertura de um filme lançado no mês de setembro na América do Norte, a maior abertura de um filme de terror em todos os tempos e a maior abertura de um filme de classificação “R” (para maiores de 17 anos) da história do cinema norte-americano. Curiosamente, o antigo recordista desta última marca também era “Deadpool”, com US$ 47,3 milhões. Depois disso, as projeções apontavam uma bilheteria “flutuante” entre US$ 100 e US$ 115 milhões no acumulado do final de semana, o que também foi superado. Para se ter noção, os US$ 117,1 milhões arrecadados em três dias já fazem de “It: A Coisa” a sexta maior bilheteria de terror da América do Norte – em arrecadação total! Só para lembrar: o custo de produção foi de apenas US$ 35 milhões. Além do recorde de maior estreia do terror, também ficou para trás a marca de maior lançamento de setembro (o recorde trucidado pertencia a “Hotel Transilvânia 2”, com US$ 41 milhões), mas a produção não superou os três dias iniciais de “Deadpool” (US$ 132 milhões), tendo que se contentar com o 2º lugar como maior estreia com classificação “R”. A diferença do desempenho de “It: A Coisa” para o 2º lugar das bilheterias foi abissal. A posição foi ocupada por outra estreia, a comédia “De Volta para Casa”, estrelada por Reese Witherspoon, que fez somente US$ 9 milhões. O desencontro também foi similar na opinião da crítica. Enquanto o terror teve 87% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes, a comédia recebeu só 35% de críticas positivas. Assim, o que foi feito para rir acabou virando o verdadeiro horror nos cinemas. Após três semanas na liderança do ranking, a comédia de ação “Dupla Explosiva” fecha o Top 3. Confira abaixo o desempenho das dez maiores bilheterias da América do Norte. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. It: A Coisa Fim de semana: US$ 117,1 milhões Total EUA: US$ 117,1 milhões Total Mundo: US$ 179,1 milhões 2. De Volta para Casa Fim de semana: US$ 9 milhões Total EUA: US$ 9 milhões Total Mundo: US$ 9 milhões 3. Dupla Explosiva Fim de semana: US$ 4,8 milhões Total EUA: US$ 64,9 milhões Total Mundo: US$ 64,9 milhões 4. Annabelle 2: A Criação do Mal Fim de semana: US$ 4 milhões Total EUA: US$ 96,2 milhões Total Mundo: US$ 280,2 milhões 5. Terra Selvagem Fim de semana: US$ 3,2 milhões Total EUA: US$ 25 milhões Total Mundo: US$ 25 milhões 6. A Bailarina Fim de semana: US$ 2,5 milhões Total EUA: US$ 15,8 milhões Total Mundo: US$ 98,9 milhões 7. Homem-Aranha: De Volta para Casa Fim de semana: US$ 2 milhões Total EUA: US$ 327,7 milhões Total Mundo: US$ 823 milhões 8. Dunkirk Fim de semana: US$ 1,9 milhão Total EUA: US$ 183,1 milhões Total Mundo: US$ 492,2 milhões 9. Roubo em Família Fim de semana: US$ 1,8 milhão Total EUA: US$ 25,2 milhões Total Mundo: US$ 31,7 milhões 10. Emoji: O Filme Fim de semana: US$ 1 milhão Total EUA: US$ 82,5 milhões Total Mundo: US$ 170,9 milhões
It: A Coisa engole a Polícia Federal nas bilheterias brasileiras
O Brasil é um dos países em que o terror “It: A Coisa” está tendo seu melhor desempenho internacional. Graças a seu lançamento no feriadão de 7 de setembor (o “Independence Day” nacional), a adaptação da obra de Stephen King teve uma abertura recorde de US$ 1,9 milhões. O valor está em dólares, pois foi adiantado pela Warner para a imprensa americana, mas equivaleria hoje a R$ 5,88 milhões. É a maior arrecadação registrada em um único dia para um filme de terror no país. Lançado em apenas 846 telas, o filme bateu com facilidade outros sucessos do gênero, como “Annabelle” (2014) e “Encarnação do Mal 2” (2016). Em dois dias, o valor mais que dobrou. Já está, segundo afirma o site Deadline, em US$ 3,1 milhões – ou o equivalente a R$ 9,59 milhões. Com isso, “It: A Coisa” engoliu o outro lançamento amplo da semana, “Policia Federal: A Lei É para Todos”, que está faturando menos da metade, em 2º lugar no ranking. O terror dirigido pelo argentino Andy Muschietti (“Mama”) também bateu recordes na Espanha, Reino Unido e na América do Norte, onde se tornou a maior estreia de terror de todos os tempos. Saiba mais aqui. A Warner deve oficializar e atualizar os dados do desempenho nacional do filme na segunda-feira (11/9). Aproveite e leia a crítica do filme aqui.
It: A Coisa já bate recordes de bilheteria nos Estados Unidos e no mundo
O palhaço Pennywise, de “It: A Coisa”, mostrou ser capaz de enfrentar e vencer até furacão. Mesmo com o mau tempo no sul dos Estados Unidos, a adaptação do romance clássico de terror de Stephen King arrastou multidões aos cinemas norte-americanos. O sucesso está sendo muito maior que as projeções calculavam. E já são registrados alguns recordes. Para começar, o filme teve a maior pré-estreia de todos os tempos. Nos Estados Unidos, costuma-se antecipar o lançamento de candidatos a blockbuster na noite de quinta-feira, véspera da estreia oficial, e nestas primeiras sessões “It: A Coisa” arrecadou US$ 13,4 milhões. O valor deixa para trás o antigo recordista “Deadpool”, que somou US$ 12,7 milhões em 2016. Na estreia oficial, que aconteceu na sexta-feira (7/9), o longa bateu mais três recordes, ao registrar surpreendentes US$ 51 milhões em um único dia. O valor representa: a maior abertura de um filme lançado no mês de setembro na América do Norte, a maior abertura de um filme de terror em todos os tempos e a maior abertura de um filme de classificação “R” (para maiores de 17 anos) da história do cinema norte-americano. Curiosamente, o antigo recordista desta última marca também era “Deadpool”, com US$ 47,3 milhões. Agora, as projeções apontam uma bilheteria “flutuante” entre US$ 100 e US$ 115 milhões no acumulado do final de semana, o que será novo recorde, como a maior estreia de terror em todos os tempos, entre outras marcas que podem ser quebradas. Os dados que vêm do resto do mundo também sugerem uma estreia impressionante, em torno de US$ 65 milhões no mercado internacional. Na Espanha, o filme registrou a maior abertura da Warner em 2017, faturando mais que “Invocação do Mal” (2013) e “Annabelle” (2015) juntos. O estúdio também adiantou à imprensa que os valores vindos do Brasil (saiba mais aqui), Reino Unido, Rússia, Austrália, Holanda e boa parte da Europa Oriental são recordistas para o gênero. Só para lembrar: o custo de produção foi de apenas US$ 35 milhões. Com direção do argentino Andy Muschietti (“Mama”), “It: A Coisa” estreou no Brasil na quinta-feira (7/9). Aproveite e leia a crítica do filme aqui.
Diretor de O Contador filmará Esquadrão Suicida 2
A Warner definiu o diretor de “Esquadrão Suicida 2”. O escolhido para comandar a continuação do filme dos supervilões da DC Comics é Gavin O’Connor, que no ano passado dirigiu “O Contador”, estrelado por Ben Affleck (o Batman) para a própria Warner. A solução caseira foi acertada após o estúdio cortejar, sem entrar em acordo, com dois diretores de maior projeção: Mel Gibson (“Coração Valente”), que já venceu o Oscar, e o espanhol Jaume Collet-Serra (“Sem Escalas”), especialista em thrillers de ação. Além de dirigir, O’Connor vai reescrever o roteiro de “Esquadrão Suicida 2”, encaminhado por Adam Cozad (“A Lenda de Tarzan”). O primeiro “Esquadrão Suicida” não agradou à crítica, obtendo apenas 25% de aprovação no site Rotten Tomatoes, mas arrecadou US$ 745 milhões mundialmente. O filme foi escrito e dirigido por David Ayer, que foi contratado para assumir “Sereias de Gotham”, um spin-off centrado na Arlequina, personagem de Margot Robbie. Outro spin-off, “Arlequina vs. Coringa”, também está em desenvolvimento, com roteiro e direção da dupla Glenn Ficarra e John Requa (“Amor a Toda Prova”). Além disso, o estúdio estaria desenvolvendo um filme solo sobre a origem do Coringa, a ser escrito e dirigido por Todd Phillips (da trilogia “Se Beber Não Case”). Nenhum desses projetos tem previsão de estreia, mas, como Margot Robbie estaria em três deles, o estúdio precisará, em breve, organizar seu cronograma e priorizar algum dos lançamentos. Para complicar, O’Connor tem outro projeto na Warner: a continuação de “O Contador”.
Confira a pegadinha de Sílvio Santos com o palhaço de It: A Coisa
O SBT disponibilizou no YouTube a pegadinha de terror com o palhaço Pennywise, de “It: A Coisa”, que recria uma cena do filme. Exibida no domingo (3/9), no quadro “Câmera Escondida” do “Programa Sílvio Santos”, a pegadinha mostra o ator mirim Gian Lucca pedindo ajuda para diferentes pessoas pegarem seu barquinho de brinquedo que teria caído dentro de um bueiro. Assim que as vítimas se aproximam, se assustam com o surgimento de Pennywise, interpretado pelo ator Robim Castro. O bueiro não é de verdade. Ele foi especialmente construído pela equipe de cenografia do SBT e conta com um minielevador para auxiliar o intérprete do palhaço a pular sobre os incautos. A cena já é icônica, pois marcou gerações de fãs da minissérie que adaptou o livro “It: A Coisa” em 1990. O filme do diretor argentino Andy Muschietti (“Mama”), que estreia na quinta (7/9) no Brasil, será a primeira versão desta história para o cinema. A pegadinha também será exibida nas salas da rede Cinépolis, antes das sessões de “It: A Coisa”, repetindo a trajetória das pegadinhas inspiradas nos filmes “Invocação do Mal 2” e “Annabelle 2”. Todas as três, inclusive “It”, abordam produções da Warner.
Annabelle 2 é terror tradicional que funciona
Um filme que dialoga com o terror tradicional como “Annabelle 2: A Criação do Mal” (2017) pode passar a impressão de ser uma obra ultrapassada. Mas não deixa de ser admirável como o diretor David F. Sandberg consegue transformar o roteiro banal em algo elegante, em sua construção formal, e que sabe equilibrar a sutileza de mostrar o mal aos poucos, até revelar sua extensão de forma explícita em seu terceiro ato. O primeiro filme sobre Annabelle já havia sido feito para explorar o sucesso da boneca numa trama paralela de “Invocação do Mal” (2013), que deixou muitas pontas soltas. E “Annabelle” (2014), dirigido por John R. Leonetti, provou-se razoável, embora pouco memorável. Com um cineasta melhor, como é o caso de Sandberg, responsável por “Quando as Luzes se Apagam” (2016), vem um filme mais caprichado, pelo menos na condução narrativa. “Annabelle 2” é realmente o filme de origem da boneca, já que o longa anterior foi uma apresentação de fatos que antecederam o filme de Wan. Curiosamente, cada uma das três aparições da boneca acontece em ordem cronológica inversa. O modo como Sandberg e o roteirista Gary Dauberman resolvem contar a história de origem é bem satisfatória, introduzindo inicialmente a família composta por um pai (Anthony LaPaglia, da série “Without a Trace”), uma mãe (Miranda Otto, da série “24: Legacy”) e sua filha (Samara Lee, de “O Último Caçador de Bruxas”). O modo como eles perdem a menina é brutal e funciona como um prólogo muito bom para a verdadeira história que virá a seguir, passando-se 12 anos após o trágico evento. O salto no tempo apresenta novos personagens: um grupo de meninas que serão abrigadas na casa daquela família, que funcionará como orfanato. As que contarão para o espectador são as mais jovens, Linda (Lulu Wilson, de “Ouija: A Origem do Mal”) e Janice (Thalita Bateman, de “A 5ª Onda”). Esta segunda convive com uma sequela da poliomielite e tem dificuldade de locomoção. As duas são muito amigas e sonham em ser adotadas pela mesma família, para que se tornem, oficialmente, irmãs. Há, ainda, a personagem de uma amável freira (Stephanie Sigman, de “007 Contra Spectre”) que cuida das meninas e as demais crianças mais velhas, que já pensam em garotos e namoros, mesmo estando em um ambiente totalmente distante desse tipo de tentação. E o filme prefere não adicionar personagens masculinos, o que acaba por ser uma boa escolha, já que isso dá mais mais força às várias personagens, mesmo à misteriosa Sra. Mullins (Miranda Otto), que vive o tempo todo trancada em um quarto, sem ser vista pelos demais habitantes do novo orfanato. Há um cuidado especial na apresentação da casa, no quanto ela é grande e composta por lugares proibidos, como o quarto dos Mullins e, principalmente, o quarto onde habitava a garotinha morta Bee. O horror propriamente dito já começa no silêncio, ou melhor, no ainda não-dito, mas já previsto pelos espectadores. Aos poucos, pequenos eventos como janelas que se abrem sozinhas ou coisas do tipo vão ajudando a compor a narrativa de horror. As explicações sobre o mal que habita a boneca são rápidas, mas funcionam, embora o mais importante seja o quanto a direção sabe lidar com os ataques que as forças malignas impõem às crianças, aproveitando-se de sua inocência e curiosidade. Há uma opção por evitar sustos fáceis, o que fornece mais dignidade à obra, embora tudo siga as convenções dos filmes de horror – os próprios movimentos da câmera antecipam, em cada cena, quando o que vem a seguir é algo assustador. Em suma, “Annabelle 2” oferece ao público aquilo que ele espera. O espectador até mesmo imagina que, mais cedo ou mais tarde, verá a figura de uma freira maligna, fazendo com o que o filme tenha ligação também com “Invocação do Mal 2” (2016) e o vindouro spin-off sobre a freira, a ser dirigido por Corin Hardy (“A Maldição da Floresta”). Ou seja, “Annabelle 2” faz parte de um universo compartilhado, como as produções de super-heróis da Marvel. Há até mesmo uma cena pós-créditos. Ao menos, é um universo mais efetivo que o introduzido em “A Múmia”.
O Senhor das Moscas vai ganhar versão com garotas
A Warner está planejando uma nova adaptação de “O Senhor das Moscas”, o romance clássico de sobrevivência e barbárie escrito por William Golding em 1954. O detalhe é que a trama será uma versão feminina da história. Em vez de garotos, serão garotas que lutarão entre si pela supremacia numa ilha deserta. No livro de Golding, um grupo de estudantes ingleses acaba em uma ilha depois de um acidente de avião, sem supervisão de adultos. No começo, eles se organizam e dividem as responsabilidades para criar uma sociedade funcional, mas um dos garotos monta um segundo grupo, mais rebelde que o primeiro, que acredita na lei dos mais fortes. A história funciona como uma parábola moral. “O Senhor das Moscas” já teve três adaptações cinematográficas, em 1963, 1975 e 1990, e é grande influência em produções tão diferentes quanto as séries “Lost” e “The 100”. Apesar da nova versão ser centrada em garotas, será escrita e dirigida por dois homens, David Siegel e Scott McGehee, que anteriormente trabalharam juntos em outra adaptação literária influente, “Pelos Olhos de Maisie” (2012), baseada no romance homônimo de Henry James. Não há previsão de estreia para a versão feminina, que não deve alterar seu título, já que “O Senhor das Moscas” não é um menino específico, mas uma cabeça de porco – que evoca a figura religiosa de Belzebu.
Após refilmagens, Joss Whedon ganha crédito de roteirista de Liga da Justiça
O estúdio Warner Bros. divulgou uma atualização da ficha técnica do filme da “Liga da Justiça”, que confirma rumores sobre os conflitos de autoria da produção. Como os fãs sabem, Joss Whedon assumiu a finalização das filmagens, após o diretor Zack Snyder se afastar da produção em decorrência do trágico suicídio de sua filha. Mas o trabalho foi muito mais extenso que o divulgado, com alterações significativas no roteiro, inclusão de cenas inéditas e refilmagens, além do acompanhamento da pós-produção, inclusive edição final. Apesar de toda essa trabalheira, Whedon não deverá receber créditos pela direção de “Liga da Justiça”. O motivo se deve tanto a uma preocupação em preservar Snyder quanto às regras do Sindicato dos Diretores dos Estados Unidos, que buscam evitar justamente substituições no comando dos filmes. Em compensação, ele está sendo creditado como co-roteirista – além de receber um salário polpudo, é claro. Há precedentes. Tony Gilroy foi creditado como roteirista de “Rogue One: Uma História Star Wars”, após fazer exatamente o que Whedon está fazendo – só que, em seu caso, em suposto sigilo. Joss Whedon vai dividir os créditos de roteiro com Chris Terrio, o roteirista original. Fontes da Variety já tinham revelado que ele tinha reescrito o filme inteiro, do começo ao fim, ajustando o material anteriormente filmado. O estúdio teria gostado tanto de seu texto que topou estender as filmagens e estourar o orçamento. O cineasta é realmente reconhecido por escrever diálogos memoráveis, e teria criando várias passagens ao longo de todo o filme, para encaixar entre as cenas de ação filmadas por Snyder. Mesmo assim, a vontade de desconversar é maior do que admitir que houve uma intervenção. Durante a Comic-Con, o elenco fez de tudo para minimizar a extensão do trabalho. “São filmagens pequenas”, disse Ray Fisher, que interpreta Ciborgue, antes de acrescentar: “Zack escolheu um grande diretor para ajudar a aprimorar o filme para nós”. “Liga da Justiça” estreia em 16 de novembro no Brasil.
Jared Leto estaria furioso com a ideia de um filme do Coringa com outro ator
As fontes anônimas que alimentaram o site The Hollywood Reporter com a informação de que Leonardo DiCaprio estaria cotado para estrelar um filme solo do Coringa podem ter conseguido seu objetivo. Várias publicações de fofoca – geeks e noveleiras – estão afirmando que o ator Jared Leto ficou irritadíssimo com os boatos. Segundo a própria reportagem do THR, Leto “deixou sua insatisfação clara sobre múltiplos Coringas com os agentes que o representam”, e uma agência rival estaria usando essa “falha” dos representantes do ator para tentar atraí-lo para sua lista de clientes. Ou seja, causa e efeito. Um boato bem plantado pode render negócios em Hollywood. Ou apenas outro boato refletindo o boato original. Fato ou invenção, o filme solo do Coringa não foi confirmado pela Warner, que, por outro lado, confirmou a produção de “Esquadrão Suicida 2” e “Coringa vs. Arlequina”, ambos com Leto no papel do Palhaço do Crime.
Leonardo DiCaprio estaria cotado para viver o Coringa em filme produzido por Martin Scorsese
Leonardo DiCaprio está sendo cotado para viver o Coringa no filme solo do vilão, informou o site da revista The Hollywood Reporter. A preferência teria relação com o produtor do longa, o cineasta Martin Scorsese, com quem DiCaprio já filmou cinco longa-metragens. Caso o boato se confirme, a contratação de DiCaprio mudaria toda a concepção conhecida da produção. Quando os planos da Warner Bros. vieram à tona, falava-se num ator mais jovem e que se encaixasse “dentro do orçamento” para um filme de origem. A trama do novo longa, ainda sem previsão de lançamento, seria passada em Gotham City durante os anos 1980. Mas vale observar que a notícia é especulativa e parte de uma teoria de conspiração de fonte anônima. Segundo a fonte informou e o THR publicou, sem destacar que é um rumor, a ideia de contratar Scorsese como produtor seria apenas uma artimanha para trazer DiCaprio a bordo. Detalhe: Scorsese não assinou (ainda?) contrato com o estúdio para participar do projeto. Além disso, apesar do nome de Scorsese estar em evidência, o cineasta contratado para comandar o longa, na verdade, é completamente diferente: Todd Phillips, diretor de comédias, mais conhecido pela franquia “Se Beber Não Case!”. Phillips também está escrevendo o roteiro, em parceria com Scott Silver (“8 Mile: Rua das Ilusões”). A notícia plantada pelo THR ainda insiste que o filme de Batman que Matt Reeves (“Planeta dos Macacos: A Guerra”) irá dirigir não fará parte da continuidade do Universo DC e nem terá Ben Affleck no papel principal, afirmações já negadas oficialmente por todas as partes – Warner, Affleck e Reeves. A Warner tampouco se pronunciou sobre este filme do Coringa, que inauguraria um projeto de filmes de prestígio sobre os personagens da DC Comics, concebidos como as graphic novels da editora nos anos 1980, criadas por autores renomados e fora da cronologia das publicações convencionais. Desta forma, enquanto Jared Leto continuaria a ser o Coringa nos filmes do Universo DC – em “Esquadrão Suicida 2” e num longa sobre o Coringa e a Arlequina – , outro ator interpretaria o personagem neste projeto. Fontes anônimas tem tradição em causar polêmicas sobre projetos da Warner. Uma delas, inclusive, vociferou – e ganhou eco em grande parte da mídia – sobre como o estúdio considerava o filme da “Mulher-Maravilha” desastroso e um fracasso à espera da estreia. Uma mentira que ganhou repercussão da mídia geek. O THR tem seu próprio blog geek, chamado de Heat Vision, e é de lá que vem o novo rumor, que potencialmente criará problemas para o estúdio em relação a Jared Leto.











