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  • Filme

    Cannes: Park Chan-wook seduz com lesbianismo explícito em The Handmaiden

    16 de maio de 2016 /

    Cannes ficou mais picante com a exibição do thriller erótico “The Handmaiden” (Ah-ga-ssi), do diretor sul-coreano Park Chan-wook (“Oldboy”). O filme é uma adaptação do romance lésbico “Na Ponta dos Dedos” da escritora galesa Sarah Waters, mesma autora do livro que inspirou a minissérie britânica “Toque de Veludo” (Tipping the Velvet, 2002) e o filme “Afinidade” (Affinity, 2008), todos de temática lésbica e passados na Inglaterra vitoriana. Park manteve o enredo, mas avançou algumas décadas, mudou a locação e alterou a etnia das personagens. Passada na Coreia nos anos 1930, durante o período de domínio colonial japonês, a trama acompanha Sook-Hee, uma espécie de “Oliver Twist” lésbica, garota órfã de bom coração que mora num cortiço com ladrões e vigaristas, que se vê envolvida num elaborado golpe do baú planejado por um vigarista profissional. O trapaceiro consegue empregar a jovem órfã como criada na casa de uma família japonesa rica, esperando que ela convença Lady Hideko, herdeira de uma fortuna, a casar-se com ele. Seu plano, porém, não conta com o sentimento que surge entre as duas mulheres. Não por acaso, o título de duplo sentido do romance original alude tanto aos dedos leves dos larápios quanto ao prazer sexual provocado por massagens no clitóris. A encenação das cenas de sexo evoca o frisson provocado por “Azul É a Cor Mais Quente”, vencedor da Palma de Ouro no festival de 2013. Durante o encontro com a imprensa, Park Chan-wook defendeu o lesbianismo explícito dizendo que evitar o sexo seria como fazer “um filme de guerra, sem cenas de batalha”. “É claro que o amor entre estas duas mulheres é o elemento chave do filme”, ele explicou. “Na interpretação deste amor, não há nenhuma maneira de contornar o ato que surge a partir de tanta emoção e desejo”. Mas quando o golpe de sedução falha e vira paixão, o filme adentra outra área, em que Park Chan-wook já se mostrou especialista: a vingança. Juntas, as duas mulheres traçam um plano sangrento contra os homens que tentaram destruí-las. O resultado é uma fantasia de vingança lésbica, que pode ser considerada apelativa para alguns, mas nem por isso deixa de ser lindamente fotografada, muito bem dirigida e absolutamente excitante. Se não estourar nos cinemas, vai virar cult. “Com tantos pequenos detalhes suculentos aqui e ali, eu diria que é a minha obra mais colorida”, acrescenta o cineasta. “The Handmaiden” é o terceiro longa do diretor exibido em Cannes, que reverenciou suas participações anteriores, “Oldboy” (2003) e “Sede de Sangue” (2009), com o Prêmio do Júri. A produção também marca o retorno de Park Chan-Wook ao seu país de origem, após filmar nos EUA o suspense “Segredos de Sangue” (2013). Além do filme, que vai ser lançado nos EUA pela Amazon, o diretor pretende lançar um livro com as fotografias em preto e branco que ele registrou no set durante as filmagens. Ainda não há previsão para a estreia.

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  • Filme

    Angry Birds é a única estreia ampla da semana

    12 de maio de 2016 /

    A falta de salas disponíveis aumenta cada vez mais a concentração dos lançamentos no país. Nesta semana, apenas um longa-metragem terá distribuição ampla. E a diferença para a segunda maior estreia é de mais de mil salas. O mercado já nem se importa em disfarçar a segregação. A grande estreia é a animação “Angry Birds – O Filme”, primeiro longa-metragem baseado num aplicativo. A produção infantil, em que um trio de pássaros excluídos enfrenta um exército de porcos verdes mal-intencionados, vai ocupar 1.070 salas (572 delas com exibição em 3D). A produção só chega na próxima semana nos EUA, mas o Rotten Tomatoes já agregou críticas suficientes para defini-la como medíocre (50% de aprovação). No Brasil, os personagens, que tem vozes de atores famosos de Hollywood, serão dublados pelos youtubers irmãos Piologo e Pathy dos Reis e os humoristas Marcelo Adnet e Dani Calabresa. Como não há salas suficientes nos shoppings, todas as demais estreias disputam o circuito limitado. Inclusive uma comédia brasileira que, em outra época, talvez pudesse sonhar com sucesso. O problema é que seu timing também é desastrado. “Mulheres no Poder”, sobre um esquema de corrupção política elaborado por um grupo de mulheres, estreia no mesmo dia em que Dilma Rousseff foi afastada da presidência do país. Se, por um lado, não há besteirol capaz de superar a comédia pastelão vislumbrada no Congresso durante o processo de Impeachment, por outro, nem o período trágico da “Presidenta” merecia ser evocado com humor tão machista. O filme de Gustavo Acioli (“Incuráveis”) chega a somente 14 salas, garantindo seu fracasso. A melhor opção da semana é o longa italiano “O Conto dos Contos”, de Matteo Garrone (“Gomorra”), que materializa um mundo de fantasia visceral, de reis adúlteros e rainhas que devoram corações de dragão, em imagens tão belas quanto nauseantes. A obra é baseada nas fábulas medievais de Giambattista Basile (1566-1632), mas suas cenas de nudez e violência são mais indicadas para fãs de “Game of Thrones” que para o público de “O Caçador e a Rainha do Gelo”. Vencedor do David di Donatello (o Oscar italiano) de Melhor Direção, o longa tem 79% de aprovação no Rotten Tomatoes. Também acima da média, “Memórias Secretas”, de Atom Egoyan (“Sem Evidências”), leva a 32 salas uma combinação volátil de Holocausto e filme de vingança da Terceira Idade, acompanhando o plano de dois velhos judeus sobreviventes dos horrores nazistas, determinados a ajustar contas com o nazista que massacrou suas famílias e chegou à velhice impune. Melhor Roteiro Canadense do ano passado, segundo a Academia de Cinema e TV do Canadá, o longa tem 71% de aprovação no Rotten Tomatoes e destaca grandes performances de seus protagonistas, os veteranos Christopher Plummer (“O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus”) e Martin Landau (“Ed Wood”), ambos com mais de 85 anos de idade. Curiosamente, outra estreia também aborda o Holocausto, mas com tom bem diverso e em apenas quatro salas. O drama francês “Um Brinde à Vida”, de Jean-Jacques Zilbermann (“Aqui Entre Nós”), mostra o reencontro de três amigas que sobreviveram ao campo de concentração de Auschwitz. O fato de se passar durante a década de 1960, poucos anos após a 2ª Guerra Mundial, confere à produção uma carga mais reflexiva, demonstrando como a experiência alterou a percepção de vida daquelas mulheres. Para completar, há ainda dois filmes israelenses. “Demon” foi o último trabalho de Marcin Wrona (“O Batismo”), que se matou um dia após a première, aos 42 anos. Bastante original, gira em torno de uma assombração judaica que aterroriza um casamento católico na Polônia. Combinando humor e terror, “Demon” ganhou vários prêmios em festivais de cinema fantástico e estreia em 14 salas. O outro longa israelense é um documentário com coprodução argentina, “Nós, Eles e Eu”, de Nicolás Avruj (produtor de “Olhar Invisível”), que refaz o caminho de um rapaz de origem judaica por Israel e Palestina. Estreia em cinco salas.

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    Sete Homens e um Destino: Denzel Washington lidera elenco grandioso no trailer do remake

    23 de abril de 2016 /

    A Sony Pictures divulgou as primeiras fotos e o trailer legendado do remake do western clássico “Sete Homens e um Destino”, que volta a juntar os atores e o diretor de “Dia de Treinamento” (2001). A prévia resume a premissa, mostrando o apelo de Haley Bennett (“O Protetor”) para que o caçador de recompensas vivido por Denzel Washington (“O Protetor”) a ajude a se vingar dos bandoleiros que aterrorizam sua cidade. Para tanto, ele reúne um grupo díspar de pistoleiros dispostos a realizar o impossível ou morrer tentando, com pouca ou nenhuma recompensa por seus sacrifícios. É a mesma história do clássico de John Sturges, atualizada sob a influência de “Os Imperdoáveis” (1992) e forte revisionismo étnico. Afinal, o homem de preto vivido originalmente por Yul Brynner agora é um ator negro (Denzel), o mestiço encarnado por Charles Bronson virou índio (Martin Sensmeier, da série “Salem”) e há até um astro asiático (o sul-coreano Byung-hun Lee, da franquia “G.I. Joe”) em referência às raízes da trama – que, na verdade, é uma versão western do filme japonês “Os Sete Samurais” (1954), de Akira Kurosawa, creditado como autor da história original. Coube a Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”) o papel equivalente ao de Steve McQueen na produção de 1960, como o anti-herói charmoso da história. Mas o elenco de mocinhos ainda destaca Ethan Hawke (“Boyhood”), que estrelou “Dia de Treinamento” com Denzel, sob direção do mesmo Antoine Fuqua que assina o longa atual. Outros famosos da produção incluem Peter Sarsgaard (“Blue Jasmine”), Luke Grimes (“Cinquenta Tons de Cinza”), Vincent D’Onofrio (série “Demolidor”), Matt Bomer (série “White Collar/Crimes do Colarinho Branco”), Cam Gigandet (“Crepúsculo”), Vinnie Jones (“Rota de Fuga”) e Manuel Garcia-Ruffo (série “Um Drink no Inferno/From Dusk Till Dawn”). O novo roteiro foi escrito por John Lee Hancock (“Um Sonho Possível”) e Nic Pizzolatto (criador da série “True Detective”). A estreia acontece em 22 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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    Para Minha Amada Morta subverte as regras do suspense

    31 de março de 2016 /

    Há uma mulher ausente cuja presença não se desvaneceu: ao mesmo tempo que se vê a sós com o filho pequeno, Fernando (Fernando Alves Pinto, de “2 Coelhos”) lida com essa falta de forma quase ritual enquanto arruma vestidos, sapatos, jóias. Até encontrar um presente envenenado, enquanto assiste as fitas de videocassete da “amada morta”… O que sucede a partir daí é uma trajetória com elementos de thriller, filmada sem qualquer relação com estes. Ainda bem. Em vez de uma banal e violenta caça a um “culpado”, o diretor baiano Aly Muritiba suspende o ritmo do seu filme e prefere explorar outras nuances. Mais eficazmente, ele recria a premissa do austríaco “Revanche” (2008), de Gotz Spielmann, onde a história baseava-se numa vingança que se dissolvia num jogo pausado de repetições do cotidiano enquanto o protagonista, identificado com o ponto de vista do espectador, sabia aquilo o que o seu oponente desconhecia. Provando que intensidade e emoção nada tem a ver com rapidez, Muritiba manipula com o máximo efeito recursos simples e corriqueiros no universo dos “cinemas de arte”, como o fora de campo (nos últimos anos usado com enorme inventividade no cinema romeno), criando grandes momentos de cinema em trechos onde os personagens principais enveredam por diálogos escorregadios e repletos de possibilidades. No melhor destes “embates”, ao meio do filme, o protagonista, de frente para a câmera, conversa com o seu oponente (Lourinelson Wladimir, de “Curitiba Zero Grau”, num trabalho globalmente extraordinário) alguns metros atrás e sempre fora de foco. A perspetiva e o subentendido permite ao diretor manter a tensão no auge. De resto, Muritiba joga bastante bem com as regras do suspense e da antecipação. Ainda que tropeçando em alguns momentos menos inspirados (com as intenções do protagonista, deslizando do ambíguo para o obtuso) e sequências inúteis (o passeio de carro de Fernando com a menina adolescente), ele volta a carga com um final à altura daquilo que a premissa prometeu. Veja Também a Entrevista: ALY MURITIBA CONTA COMO SE FAZ SUSPENSE COM UM FILME AUTORAL

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    Bruce Willis vai estrelar o remake de Desejo de Matar

    6 de março de 2016 /

    O ator Bruce Willis vai reviver o mais famoso personagem de Charles Bronson no cinema. Após ser “Duro de Matar”, ele sentirá “Desejo de Matar”. Segundo o site Deadline, Willis vai estrelar o remake do clássico de ação de 1974, como Paul Kersey, o homem que busca justiça pela morte de sua esposa e filho de arma em punho. A refilmagem de “Desejo de Matar” é um projeto antigo da Paramount Pictures, que lançou o filme original. Depois de recusar ideias dos diretor Joe Carnahan (“A Perseguição”) e Gerardo Naranjo (“Miss Bala”), o estúdio finalmente fechou com a dupla israelense Aharon Keshales e Navot Papushado (“Os Lobos Maus”) para assumirem a direção da refilmagem. A intenção é que a nova versão seja mais próxima do livro de Brian Garfield no qual a franquia é baseada, do que do filme dirigido por Michael Winner, mostrando um arquiteto que tem sua vida destruída após um violento crime cometido contra sua esposa e filha. Frustrado pelos responsáveis não terem sido punidos, ele resolve fazer justiça com as próprias mãos. O “Desejo de Matar” original influenciou a cultura pop, transformando-se no maior representante dos filmes de justiceiros que explodiram na época em que o cinema se tornou ultraviolento, durante os anos 1970. O personagem de Bronson reapareceu em mais quatro longas, até “Desejo de Matar V”, em 1994, mas sua influência persiste até hoje, em filmes como “Valente” (2007) e “Sentença de Morte” (2007) e nos quadrinhos de “O Justiceiro”, entre outras criações. As filmagens do remake devem acontecer no verão americano (entre junho e agosto) e, por enquanto, não há nenhum outro ator confirmado. A produção marcará o retorno de Willis ao cinema, após uma breve parada para se dedicar ao teatro (a peça “Misery” na Broadway), que o levou a recusar produções de Woody Allen e do próprio Joe Carnahan.

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    Para Minha Amada Morta: Suspense brasileiro premiado ganha fotos e seu primeiro trailer

    4 de março de 2016 /

    A Vitrine Filmes e a Grafo Audiovisual divulgaram as fotos, o pôster e o trailer do suspense nacional “Para Minha Amada Morta”, primeiro longa de ficção de Aly Muritiba (documentário “A Gente”). Com clima tenso e inquietante, a prévia gira em torno de um viúvo (Fernando Alves Pinto, de “A Floresta que se Move”), que cuida de seu filho pequeno e ainda sente saudades de sua esposa, vendo e revendo gravações em vídeo da amada morta. Até que encontra um VHS desconhecido, em que a mulher aparece transando com outro homem. A descoberta lhe desperta ódio, sentimento de traição e desejo de vingança, levando-o rapidamente a descobrir a identidade do estranho e a se infiltrar em sua família, planejando seduzir a esposa e a filha do rival. O elenco também inclui Giuly Biancato (“Gol a Gol”) como a filha mais velha e o estreante Lourinelson Vladmir como o amante, ambos premiados como coadjuvantes no Festival de Brasília do ano passado. “Para Minha Amada Morta” venceu ao todo seis prêmios oficiais do Festival de Brasília, incluindo Melhor Direção, além do troféu Silver Zenith (segundo melhor filme de estreante) no Festival de Montreal de 2015. A estreia está marcada para 31 de março.

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    Olhos da Justiça: Remake de O Segredo de Seus Olhos ganha trailer legendado

    17 de novembro de 2015 /

    A Diamond Films Brasil divulgou o trailer legendado de “Olhos da Justiça”, o remake americano do suspense argentino “O Segredo de Seus Olhos” (2009), vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A prévia deixa imediatamente claro que se trata de um filme muito diferente, que enfatiza o que antes era sugerido, inventando uma trama de vingança, além de trocar o sexo de personagens e mudar os relacionamentos do filme original. A motivação do protagonista também é outra. Assim, o pagamento dos direitos autorais parece cobrir apenas o plágio de algumas cenas, que aparecem copiadas no trailer, embora sem a elegância e a técnica do diretor Juan José Campanella. A piada pronta é dizer que um gringo viu o filme argentino, não entendeu o que os atores falavam e inventou uma nova história para refilmar as melhores cenas. O gringo é Billy Ray (roteirista de “Jogos Vorazes”), que assina o roteiro e a direção do remake – é terceiro filme que ele dirige, todos thrillers. O elenco destaca Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”), no papel que foi de Ricardo Darín, e Julia Roberts (“Álbum de Família”) como uma personagem que mudou de sexo, emprego e deixou de ser quase figurante para que o diretor pudesse incluir a atriz na produção. Por outro lado, Nicole Kidman (“Segredos de Sangue”), que interpreta a protagonista feminina do filme original, quase nem aparece no trailer. Os demais atores são Dean Norris (série “Breaking Bad”), Michael Kelly (série “House of Cards”), Zoe Graham (“Boyhood”) e Joe Cole (série “Peaky Binders”). “Olhos da Justiça” estreia na sexta (20/11) nos EUA e três semanas depois, em 10 de dezembro, no Brasil.

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