Wagner Moura aposta em Oscar para “O Agente Secreto” após sucesso em Cannes
Ator e Kleber Mendonça Filho divulgam o longa em sessões para membros da Academia e miram repetir o feito de "Ainda Estou Aqui"
Wagner Moura entra na lista da Variety de possíveis indicados ao Oscar 2026
Ator aparece entre cinco apostas da revista por sua atuação em "O Agente Secreto", de Kléber Mendonça Filho
Variety aposta em Emmy de Wagner Moura por “Ladrões de Drogas”
Revista incluiu o brasileiro entre os favoritos a Melhor Ator Coadjuvante de Minissérie ou Telefilme
Fernanda Torres e “Ainda Estou Aqui” lideram apostas para o Oscar, aponta Variety
Especialistas acreditam que campanha do filme e polêmicas de "Emilia Pérez" podem influenciar o resultado da premiação
Variety afirma que “Ainda Estou Aqui” vence o Oscar de Melhor Filme Internacional
A nova previsão da publicação norte-americana destaca o longa brasileiro como vencedor da categoria, superando "Emilia Perez"
“Ainda Estou Aqui” pode concorrer até ao Oscar de Melhor Filme, segundo revistas americanas
Filme de Walter Salles ganha força após vitória de Fernanda Torres no Globo de Ouro e pode disputar a categoria principal
Variety aposta em indicação ao Oscar para Fernanda Torres
Publicação americana reforça favoritismo da atriz por seu desempenho em "Ainda Estou Aqui"
Alfonso Cuarón elege “Ainda Estou Aqui” como seu filme favorito de 2024
Vencedor de quatro Oscars, diretor de "Gravidade" e "Roma" destacou o drama de Walter Salles em lista publicada pela revista Variety
Sylvester Stallone é acusado de criar ambiente tóxico na série “Tulsa King”
Os comentários polêmicos do astro teriam motivado a demissão da diretora de figurantes da produção exibida pelo Paramount+
Lisa, do BLACKPINK, estreia como atriz na 3ª temporada de “The White Lotus”
O novo enredo e o papel da artista estão sendo mantidos em segredo pela HBO
“Mad Max 2” é eleito melhor filme de ação da história do cinema
A revista americana Variety elegeu “Mad Max 2: A Caçada Continua”, filme de 1981 dirigido por George Miller e estrelado por Mel Gibson, como o melhor filme de ação da história do cinema. O longa, que é a sequência do filme original de 1979, retrata o ex-policial errante Max num mundo pós-apocalíptico. Após o sucesso de bilheteria do primeiro filme, Miller teve a oportunidade de investir mais intensamente na segunda parte, que apresenta Max vagando num futuro devastado, marcado pela luta por petróleo. De acordo com a “Variety”, o diretor transformou a sequência de “Mad Max” em algo “muito maior, mais assustador e legal, grandiosamente niilista”, “um dos grandes espetáculos distópicos” de todos os tempos. O filme se passa em um cenário caótico, onde uma guerra destrói e inutiliza poços de petróleo em países árabes, levando o mundo, que é altamente dependente de combustíveis de origem fóssil, ao colapso. Max, cuja esposa e filhos foram assassinados por uma gangue de motoqueiros no longa anterior, se vê imerso em uma sociedade cada vez mais caótica e primitiva, onde a gasolina é mais valorizada do que a maioria dos outros bens de consumo. Em meio a esse caos, Max ajuda uma comunidade a proteger uma refinaria de motoqueiros punks. O Top 50 Em 2º lugar na lista ficou “Duro de Matar”, de 1988, estrelado por Bruce Willis, seguido pelo clássico de 1958 “Intriga Internacional”, do diretor Alfred Hitchcock. O Top 5 inclui ainda “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981), primeiro filme da franquia Indiana Jones, e “Operação Dragão” (1973), a obra mais famosa do astro Bruce Lee. A relação completa, com 50 títulos, inclui ainda quatro filmes da franquia 007 e dois longas dirigidos por James Cameron, além de clássicos de kung fu, samurais, westerns, blaxploitaton, sci-fi e um longa de Quentin Tarantino. Confira abaixo o top 50 completo da Variety: 1. Mad Max 2 (1981) 2. Duro de Matar (1988) 3. Intriga Internacional (1959) 4. Os Caçadores da Arca Perdida (1981) 5. Operação Dragão (1973) 6. Operação França (1971) 7. Matrix (1999) 8. Aliens (1986) 9. Os Sete Samurais (1954) 10. Bullitt (1968) 11. Velocidade Máxima (1994) 12. 007 Contra Goldfinger (1964) 13. Kill Bill: Vol. 1 (2003) 14. As Aventuras de Robin Hood (1938) 15. Fervura Máxima (1992) 16. Três Homens em Conflito (1966) 17. O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (1991) 18. Ben-Hur (1959) 19. Meu Ódio Será Sua Herança (1969) 20. O Tigre e o Dragão (2000) 21. Fogo Contra Fogo (1995) 22. O Salário do Medo (1953) 23. Gladiador (2000) 24. Assalto ao 13° Distrito (1976) 25. Vôo United 93 (2006) 26. Caçadores de Emoção (1991) 27. Police Story: A Guerra das Drogas (1985) 28. Mad Max: Estrada da Fúria (2015) 29. Foxy Brown (1974) 30. Missão: Impossível – Protocolo Fantasma (2011) 31. Os Doze Condenados (1967) 32. Comando para Matar (1985) 33. Corra Lola Corra (1998) 34. Velozes & Furiosos 5: Operação Rio (2011) 35. O Pirata Negro (1926) 36. 007: Casino Royale (2006) 37. Era Uma Vez na China 2 (1992) 38. A Origem (2010) 39. Encurralado (1971) 40. Operação Invasão (2011) 41. Os Selvagens da Noite (1979) 42. Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965) 43. A Identidade Bourne (2002) 44. O Dia do Chacal (1973) 45. Rambo II: A Missão (1985) 46. Herói (2002) 47. Corrida Contra o Destino (1971) 48. O Fugitivo (1993) 49. Top Gun: Maverick (2022) 50. 007: O Espião que me Amava (1977)
“Psicose” é eleito melhor filme de todos os tempos pela Variety
A revista americana Variety publicou nesta quarta (21/12) a sua primeira lista com os 100 melhores filmes de todos os tempos. A veterana revista especializada, que recentemente completou 117 anos, é pioneira na cobertura de cinema, tendo sido a primeira publicação a contabilizar bilheterias de filmes, além de ter criado palavras novas, como “showbiz”, que hoje fazem parte do vocabulário do entretenimento. Mas mesmo com sua longa tradição no gênero, nunca tinha feito uma lista de melhores filmes de todos os tempos. A relação foi compilada a partir de escolhas individuais de 30 críticos, redatores e editores da publicação e seu site. E o resultado colocou o filme “Psicose” (1960) em 1º lugar. O longa-metragem de Hitchcock é seguido pelo clássico “O Mágico de Oz” (1939) na 2ª posição, e por “O Poderoso Chefão” (1972), em 3º lugar. Velho campeão dessas listas, “Cidadão Kane” (1941) apareceu em 4º, acompanhado por um filme bem mais moderno, “Pulp Fiction – Tempos de Violência” (1994). A compilação marca um contraste bem grande com a recente lista da revista britânica Sight & Sound, do British Film Institute, que conta com a participação de alguns dos críticos e estudiosos de cinema mais importantes do mundo. Como diferença mais notável, “Jeanne Dielman” (1975), da belga Chantal Akerman, 1º colocado na Sight & Sound, ficou na 78ª posição na lista da Variety. Por ser uma revista americana, a Variety também selecionou uma grande maioria de produções de Hollywood, tanto clássicas (como “Cantando na Chuva” e “Casablanca”) quanto contemporâneas (como “Batman – O Cavaleiro das Trevas” e “Toy Story”). Além de liderar a lista com “Psicose”, Alfred Hitchock ainda emplacou mais dois filmes entre os favoritos da Variety: “Um Corpo que Cai” (1958) e “Interlúdio” (1946) – mas não “Janela Indiscreta” (1954)! Não foi o único. Billy Wilder e Francis Ford Coppola mereceram o mesmo destaque. A filmografia clássica de Wilder contou com o noir “Pacto de Sangue” (1944) e as comédias “Quanto Mais Quente Melhor” (1959) e “Se Meu Apartamento Falasse” (1960). Essa seleção também chamou atenção por uma ausência gritante: “Crepúsculo dos Deuses” (1950). Já Coppola compareceu com seus filmes dos anos 1970: “O Poderoso Chefão” (1972), “O Poderoso Chefão II” (1974) e “Apocalypse Now” (1979). Entre os filmes internacionais, somente uma produção brasileira foi mencionada: “Pixote, a Lei do Mais Fraco” (1980), de Hector Babenco, em 80º lugar. Mas estão lá os suspeitos de sempre: Kurosawa (“Os 7 Samurais”), Fellini (“8½”), Truffaut (“Os Incompreendidos”), Buñuel (“A Bela da Tarde”), Dreyer (“O Martírio de Joana D’Arc”), Godard (“Acossado”), Murnau (“Aurora”), Renoir (“A Regra do Jogo”), De Sica (“Ladrão de Bicicletas”), Antonioni (“A Aventura”), Bresson (“Um Condenado à Morte Escapou”), Polanski (“O Bebê de Rosemary” e “Chinatown”) e Almodóvar (“Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos”), ao lado de mestres da velha (Ford, Capra, Curtis, Chaplin, Peckinpah) e da nova Hollywood (Scorsese, Tarantino, Spielberg, Lynch, Coen). O título mais antigo é “Intolerância” (1916), filme mudo de D.W. Griffith, e o mais novo é “Parasita” (2019), do sul-coreano Bong Joon Ho, vencedor do Oscar de 2020. Confira abaixo a lista completa. 1. “Psicose” (1960) 2. “O Mágico de Oz” (1939) 3. “O Poderoso Chefão” (1972) 4. “Cidadão Kane” (1941) 5. “Pulp Fiction – Tempos de Violência” (1994) 6. “Os Sete Samurais” (1954) 7. “2001 – Uma Odisseia no Espaço” (1968) 8. “A Felicidade Não Se Compra” (1946) 9. “A Malvada” (1950) 10. “O Resgate do Soldado Ryan” (1998) 11. “Cantando na Chuva” (1952) 12. “Os Bons Companheiros” (1990) 13. “A Regra do Jogo” (1939) 14. “Faça a Coisa Certa” (1989) 15. “Aurora” (1927) 16. “Casablanca” (1942) 17. “Nashville” (1975) 18. “Persona” (1966) 19. “O Poderoso Chefão 2” (1974) 20. “Veludo Azul” (1986) 21. “…E o Vento Levou” (1939) 22. “Chinatown” (1974) 23. “Se Meu Apartamento Falasse” (1960) 24. “Era uma Vez em Tóquio” (1953) 25. “Levada da Breca” (1938) 26. “Os Incompreendidos” (1959) 27. “Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Bala” (1967) 28. “Luzes da Cidade” (1931) 29. “Pacto de Sangue” (1944) 30. “Guerra nas Estrelas: O Império Contra-Ataca” (1980) 31. “Rede de Intrigas” (1976) 32. “Um Corpo que Cai” (1958) 33. “8½” (1963) 34. “No Tempo das Diligências” (1939) 35. “O Silêncio dos Inocentes” (1991) 36. “Sindicato de Ladrões” (1954) 37. “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (1977) 38. “Lawrence da Arábia” (1962) 39. “Quanto Mais Quente Melhor” (1959) 40. “Fargo” (1996) 41. “Meu Ódio Será Sua Herança” (1969) 42. “Moonlight: Sob a Luz do Luar” (2016) 43. “Shoah” (1985) 44. “A Aventura” (1960) 45. “Titanic” (1997) 46. “Interlúdio” (1946) 47. “Caminhos Perigosos” (1973) 48. “O Piano” (1993) 49. “O Massacre da Serra Elétrica” (1974) 50. “Acossado” (1960) 51. “Apocalypse Now” (1979) 52. “A General” (1926) 53. “Amor à Flor da Pele” (2000) 54. “Mad Max 2 – A Caçada Continua” (1981) 55. “Pather Panchali” (1955) 56. “O Bebê de Rosemary” (1968) 57. “O Segredo de Brokeback Mountain” (2005) 58. “E.T. O Extraterrestre” (1982) 59. “Os Renegados” (1985) 60. “Moulin Rouge – Amor em Vermelho” (2001) 61. “A Paixão de Joana d’Arc” (1928) 62. “Jovens, Loucos e Rebeldes” (1993) 63. “Bambi” (1942) 64. “Carrie, a Estranha” (1976) 65. “Um Condenado à Morte Escapou” (1956) 66. “Paris Is Burning” (1990) 67. “Ladrões de Bicicleta” (1948) 68. “King Kong” (1933) 69. “Bom Trabalho” (1999) 70. “12 Anos de Escravidão” (2013) 71. “O Casamento do Meu Melhor Amigo” (1997) 72. “Ondas do Destino” (1996) 73. “Intolerância” (1916) 74. “Meu Amigo Totoro” (1988) 75. “Boogie Nights – Prazer Sem Limites” (1997) 76. “A Árvore da Vida” (2011) 77. “007 Contra Goldfinger” (1964) 78. “Jeanne Dielman” (1975) 79. “Esperando o Sr. Guffman” (1996) 80. “Pixote, a Lei do Mais Fraco” (1980) 81. “Batman: O Cavaleiro das Trevas” (2008) 82. “Parasita” (2019) 83. “Kramer vs. Kramer” (1979) 84. “O Labirinto do Fauno” (2006) 85. “Assassinos por Natureza” (1994) 86. “Close-Up” (1990) 87. “A Noviça Rebelde” (1965) 88. “Malcolm X” (1992) 89. “A Bela da Tarde” (1967) 90. “O Iluminado” (1980) 91. “Cenas de Um Casamento” (1974) 92. “Pink Flamingos” (1972) 93. “O Samurai” (1967) 94. “Missão Madrinha de Casamento” (2011) 95. “Toy Story” (1995) 96. “Os Reis do Iê, Iê, Iê” (1964) 97. “Alien – O 8.º Passageiro” (1979) 98. “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos” (1988) 99. “12 Homens e uma Sentença” (1957) 100. “A Primeira Noite de um Homem” (1967)
Revista americana Variety analisa BBB como retrato político do Brasil em 2021
O reality show da Globo “Big Brother Brasil” ganhou destaque neste domingo (28/3) no site da revista americana Variety, a mais tradicional e respeita publicação da indústria do entretenimento dos EUA. Em uma reportagem sobre a grande audiência e pautas comportamentais do programa, a publicação afirmou que a conscientização social dos participantes da edição deste ano tornou a atração mais vista, mais interessante e mais importante que nunca. O texto da jornalista Augusta Saraiva cita o primeiro beijo gay ocorrido no reality show em suas mais de duas décadas de transmissão, entre Lucas Penteado e Gilberto, como ponto de partida para um “BBB” diferente de todos, especialmente pela reação negativa que se seguiu, incluindo a patrulha “ideológica” de Lumena Aleluia, psicóloga lésbica, até a pressão psicológica feita pela rapper Karol Conká para Lucas pedir para sair, o que acabou acontecendo. O artigo salienta ainda que as duas detratoras foram eliminadas na votação popular, inclusive com recorde de rejeição de Karol. A publicação não acompanhou os episódios mais recentes, quando a pauta LGBTQIA+ voltou recentemente ao centro das discussões com a indicação do líder Gilberto ao cantor sertanejo Rodolffo por comentários supostamente homofóbicos. Rodolffo ficou na casa por uma diferença de 0,5% de votos contra a atriz Carla Diaz, rejeitada por não ter sido feminista suficiente ao se submeter aos abusos de seu ficante no programa, Arthur. Apesar desse hiato, a revista destacou ainda o caso de Fiuk, sem nomeá-lo, afirmando que um integrante branco teve aulas de sensibilidade antes de entrar em confinamento, mas, por ser algo artificial, não tem conseguido evitar recaídas de “mansplaining”. Ao entrar em contato com a Globo, a Variety observou que a reviravolta do “Big Brother Brasil” aconteceu depois que a emissora percebeu que os debates sobre feminismo e racismo da edição anterior tinham rendido grande audiência. Por conta disso, os produtores optaram for incluir um grupo de concorrentes com maior diversidade racial e sexual. Nove dos 20 participantes iniciais se identificam como afro-descendentes e muitos deles pertencem à comunidade LGBTQIA+. O resultado dessa mistura foram discussões intensas, delicadas e importantes, que renderam a maior audiência do programa em todos os tempos. No dia em que Conká foi “despejada”, a Globo atingiu 63% de audiência geral da televisão brasileira. A Globo informou ao veículo americano que 40 milhões de pessoas – quase um quinto da população de 211 milhões do Brasil – assistem ao reality show todos os dias, o que representa 5,5 milhões de telespectadores diários a mais que no ano passado. Laurens Drillich, presidente da Endemol Shine Latino, que produz e licencia a franquia “Big Brother” no Brasil, completou dizendo à publicação que “a Globo fez um trabalho maravilhoso em manter a marca renovada e encontrar novas maneiras de envolver o público”. O executivo também apontou a pandemia de covid-19 como fator de valorização dos reality shows de confinamento, num momento em que a TV brasileira vive de reprises pela impossibilidade de gravar interações entre atores. Além disso, com mais pessoas em isolamento social, o “BBB 21″ ganhou a proporção de um grande evento televisivo. A Variety acrescenta que, graças à sua abertura à votação pública, o “BBB 21″ também virou um verdadeiro mostruário sobre o que pensam os brasileiros sobre vários assuntos importantes. Isto também inclui política. O texto em inglês destaca que Sarah, não nomeada no artigo, era inicialmente uma das favoritas a ganhar o prêmio de R$ 1,5 milhão, mas sofreu forte rejeição online depois de dizer a seus colegas de casa que gostava do “presidente de extrema direita do Brasil” (aspas da Variety), Jair Bolsonaro. Na mesma ocasião, ela disse que “não falaria sobre isso em rede nacional” para evitar ser eliminada do programa, esquecendo que as câmeras já tinham registrado a fala. Uma semana depois, ela perdeu mais de 1 milhão de seguidores no Instagram. Ouvida pela reportagem, Cristiane Moreira, professora de psicologia da Pontifícia Universidade Católica de Petrópolis, disse que, devido ao formato do programa, de vigilância quase constante, alguns participantes acabam “não lembrando que as câmeras estão lá”. “Você pode controlar seu comportamento, mas chega um momento em que você vai baixar a guarda e normalizar a situação”, disse. “Eles estão lá há dois meses e têm até câmeras nos banheiros. [Participantes] atuam, mas não conseguem fazer isso o tempo todo. ” Para os produtores, as conversas trazidas pelos participantes sobre os mais variados temas só fortalecem o “BBB” ainda mais. “Inevitavelmente, situações e discussões que fazem parte do dia a dia acontecem dentro da casa [‘Big Brother’]”, afirma Rodrigo Dourado, diretor geral do ‘Big Brother Brasil’. “São pessoas reais falando sobre temas reais, com culturas, gostos e experiências diferentes. Tudo isso ajuda a criar a originalidade de um [reality show]. ” Especialistas procurados pela publicação dizem que os debates sobre raça, gênero e sexualidade, entre outros assuntos, que estão movimentando o programa dificilmente desaparecerão após o término da atual edição, em abril. “É importante que isso aconteçam no programa? Acho que sim ”, disse o psicólogo Bruno Branquinho, especialista em saúde LGBTQIA+. “Mas esses temas não surgiram no ‘Big Brother Brasil’. Eles estão ganhando muita atenção por causa do programa, mas fazem parte do debate nacional há anos.”









