Berlim: Anna Muylaert retorna ao festival alemão sob aplausos
Um ano após ser premiada no Festival de Berlim por “Que Horas Ela Volta?”, a diretora brasileira Anna Muylaert voltou a receber aplausos efusivos do público alemão com a exibição de seu novo filme, “Mãe Só Há Uma”. Emocionada no reencontro, ela revelou que teve receios em retornar tão cedo à Berlinale, especialmente na mesma mostra, a Panorama, que ela venceu em 2015. “Depois que pisei aqui no ano passado, minha vida mudou”, ela discursou, durante a première. “Foram centenas de horas falando sobre os problemas sociais brasileiros e o machismo no cinema. Relutei em voltar, pensando que seria difícil vencer novamente e me sentir deprimida. Mas minha função não é fazer gols, é fazer flores. Esse filme é a minha mais nova flor. É sobre uma história muito conhecida que aconteceu no Brasil. É um filme que não foi feito para se sentir bem, mas para se sentir autêntico. Esta é uma flor autêntica”. A história conhecida a que ela se refere é a do menino Pedrinho, que foi roubado ainda bebê numa maternidade de Brasília, décadas atrás. Criado como filho pela sequestradora, Pedrinho vira Pierre no filme, interpretado pelo estreante Naomi Nero (sobrinho de Alexandre Nero), e para complicar essa história já complexa por si só, ele também busca sua identidade sexual, vestindo-se de mulher. Por isso, o reencontro com a família biológica vem junto de um turbilhão de sentimentos, especialmente na relação com o pai machista, vivido por Matheus Nachtergaele (“Trinta”). Em suma, “Mãe Só Há Uma” não é um “filme simples, sem pretensões”, como a diretora dizia em suas entrevistas pregressas, para evitar comparações com “Que Horas Ela Volta?”. Sem o maniqueísmo do filme anterior, é até mais complexo, cheio de nuances, com direito a algumas opções criativas, como a escolha da mesma atriz, Dani Nefusi, para interpretar a mãe sequestradora e a mãe biológica. Presente na sessão, o diretor Karin Aïnouz (“Praia do Futuro”) sintetizou perfeitamente a percepção da obra: “A Anna vai para o lado da loucura e se sai superbem”.
Kristen Stewart pode viver JT Leroy, falsa escritora transexual que virou celebridade
As atrizes Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”) e Helena Bonham Carter (“As Sufragistas”) estão em negociações para se juntar a James Franco (“A Entrevista”) em “JT LeRoy”, cinebiografia de uma famosa farsante. A informação é do site The Hollywood Reporter. O filme vai contar a história verídica por trás do sucesso de JT LeRoy, uma mulher que fingiu ser um homem, que por sua vez se dizia transexual, e que apresentou outro pessoa como ela própria, conseguindo enganar o círculo de celebridades, a mídia, o mundo da moda, o círculo literário e até a indústria cinematográfica. Jeremiah “Terminator” LeRoy foi o pseudônimo usado pela autora norte-americana Laura Albert com o objetivo de alcançar o sucesso com falsos livros autobiográficos. Com um passado de prostituição, drogas e homossexualidade, a autora causou sensação e, por ocasião da publicação do primeiro livro, “Sarah”, em 1999, sua cunhada Savannah Knoop começou a dar entrevistas como LeRoy. Usando o pseudônimo, Laura produziu filmes como “Elefante” (2003), de Gus Van Sant, e “Maldito Coração” (2004), de Asia Argento, baseado num livro de JT LeRoy, e sempre que precisava participar de reuniões ou aparecer em público convocava Savannah. Apenas em 2005 a farsa foi revelada. A história do filme “JT LeRoy” será baseada no livro de memórias de Savannah, “Girl Boy Girl: How I Became JT LeRoy”, sobre os seis anos em que fingiu ser uma escritora transexual. Caso a negociação avance, Helena viveria Laura Albert, Kristen seria Savannah Knoop e Franco, provavelmente, Geoffrey Knoop, o marido de Laura. Roteiro e direção estão a cargo de Justin Kelly, que dirigiu James Franco em “I Am Michael”, outra história controversa sobre celebridade real – no caso, um ex-ativista gay que se torna pastor homofóbico. Não há previsão para o começo das filmagens ou data de estreia da produção.
Adam Lambert entra na versão televisiva de Rocky Horror Picture Show
O cantor Adam Lambert (revelado em “American Idol”) entrou para o elenco da versão televisiva de “Rocky Horror Picture Show”. Segundo o site The Hollywood Reporter, ele ficará com o papel de Eddie, que foi interpretado originalmente pelo roqueiro Meat Loaf no filme cult de 1975. Eddie é um entregador de pizza que ama rock. O projeto do canal americano Fox será uma releitura do clássico musical de terror do West End londrino “The Rocky Horror Show” (1973), que foi transformado no filme “The Rocky Horror Picture Show” em 1975. O filme se tornou cult porque, durante sua exibição nos cinemas, o público costumava cantar e dançar junto com os personagens – o que virou uma tradição e faz com que ele seja exibido até hoje, em algumas salas especializadas, 40 anos após o seu lançamento. Lambert vai se juntar a c, intérpretes do casal de noivos que, ao enfrentar um problema com o carro, acaba pedindo ajuda aos moradores de um estranho castelo nas proximidades, sem imaginar que ele é habitado por alienígenas do planeta Transexual. O papel principal, por sinal, ficou com Laverne Cox (série “Orange Is the New Black”), primeiro transexual a interpretar a Dra. Frank-N-Furter. E o elenco também inclui Reeve Carney (série “Penny Dreadful”) como Riff Raff, um dos servos fiéis da cientista de outro mundo. A direção e as coreografias estão a cargo de Kenny Ortega (“High School Musical”) e a exibição deve acontecer no final de 2016.
Victoria Justice entra na versão televisiva de Rocky Horror Picture Show
A versão televisiva do musical “Rocky Horror Picture Show” escalou mais três nomes em seu elenco. A mais conhecida é a atriz Victoria Justice (série “Victorious”), que chega acompanhada por Ryan McCartan (série “Liv & Maddie”) e Reeve Carney (série “Penny Dreadful”). Justice e McCartan serão Janet Weiss e Brad Majors, o casal de noivos, que enfrentam um problema com o carro e acabam pedindo ajuda aos moradores de um estranho castelo nas proximidades, sem imaginar que ele é habitado por alienígenas do planeta Transexual, cujo anfitrião está à procura de uma criatura para lhe satisfazer sexualmente exatamente naquela noite. Carney fará Riff Raff, um dos servos fiéis da Dra. Frank-N-Furter, que por sua vez será vivida, pela primeira vez, por ator transexual, Laverne Cox (série “Orange Is the New Black”). O projeto do canal americano Fox será uma releitura do clássico musical de terror do West End londrino “The Rocky Horror Show” (1973), que foi transformado no filme “The Rocky Horror Picture Show” em 1975. O filme se tornou cult porque, durante sua exibição nos cinemas, o público costuma cantar e dançar junto com os personagens – o que virou uma tradição e faz com que ele seja exibido até hoje, em algumas salas especializadas, 40 anos após o seu lançamento. A direção e as coreografias estão a cargo de Kenny Ortega (“High School Musical”) e o lançamento deve acontecer no final de 2016.



