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  • Série

    Criador de Narcos desenvolve série sobre El Chapo e o tráfico moderno

    4 de maio de 2016 /

    O roteirista e produtor norte-americano Chris Brancato, cocriador de “Narcos”, está desenvolvendo uma série baseada na história do traficante mexicano El Chapo para o canal pago americano History. A série contará a jornada de Joaquin “El Chapo” Guzmán até o poder, além de mostrar como os cartéis mais modernos usam as redes sociais para manter suas imagens, recrutar novos membros e ameaçar rivais. “El Chapo” ficou conhecido como um criminoso pop, por manter relacionamento com figuras da música e do entretenimento dos Estados Unidos, e só foi definitivamente preso em janeiro, seis meses após uma fuga espetacular da prisão de segurança máxima de Altiplano, após aceitar ser entrevistado pelo ator Sean Penn para uma reportagem da revista Rolling Stone. Líder do cartel de Sinaloa e um dos criminosos foragidos mais procurados do mundo, “El Chapo” também esteve na lista de bilionários da revista “Forbes” durante quatro anos. De acordo com a publicação, seu cartel seria responsável por 25% de toda a droga traficada do México para os Estados Unidos. “Estamos orgulhosos de nos unir a Chris Brancato neste projeto. A verdadeira história de ‘El Chapo’, recheada de assassinatos, drogas, corrupção e celebridades, foi e continua sendo uma das mais fascinantes e perturbadoras da última década”, disse Jana Bennett, presidente e gerente geral do canal History, no comunicado que anunciou a produção. Ainda não há previsão para a estreia da série.

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  • Filme

    Em Nome da Lei leva o gênero policial à fronteira brasileira

    27 de abril de 2016 /

    Realizador de filmes como “Zuzu Angel” (2006) e “Salve Geral” (2009), Sergio Rezende roteirizou e dirigiu “Em Nome da Lei”, thriller policial inspirado em histórias reais, sobre o contrabando e o tráfico de drogas no Brasil, mais precisamente na fronteira com o Paraguai. Protagonista de novelas da Globo, o ator Mateus Solano ainda não se firmou no cinema, embora tenha participado, no início da carreira, do ótimo “Linha de Passe” (2008), de Walter Salles e Daniela Thomas. Mas mesmo sem tanta experiência cinematográfica, pode-se dizer que ele é a melhor parte desta produção, ao lado de Chico Diaz (“Oração do Amor Selvagem”). No filme, Solano é Vitor, um juiz que saiu de São Paulo e foi ao interior de Mato Grosso do Sul fazer justiça. Ele mudou de cidade em troca da posição de juiz titular e também para buscar um ideal. Como profissional, o personagem acredita que vai “mudar o mundo”, ou, pelo menos, as injustiças que acontecem na pequena cidade (fictícia) de Fronteiras. No fórum onde começa a trabalhar, conhece a procuradora Alice, vivida pela bela Paolla Oliveira (“Trinta”), e o policial federal Elton (Eduardo Galvão, de “Flordelis”). Os três têm a difícil missão de acabar com os desmandos do coronel Gomez (Chico Diaz), responsável pelo crime da região. Embora o enredo de “Em Nome da Lei” possa ter alguma semelhança com o momento atual do Brasil e com o juiz Sergio Moro, que lidera as investigações da Operação Lava Jato, em Curitiba, o autor do filme se inspirou no juiz federal Odilon de Oliveira, que ficou famoso por atuar no combate ao crime organizado naquela região. A cidade do juiz é Ponta Porã; a que foi filmada, é Dourados. A ideia da trama é boa – principalmente por sair do lugar-comum da favela e da pobreza, que marcam o cinema policial brasileiro – , mas falta um pouco de “caldo” nesta mistura. Há momentos em que o diretor parece não estar presente, tamanho é o descompasso entre os atores em cena. Além de interpretações que não convencem o espectador, a produção do longa deixa a desejar. Detalhes como a placa do carro e a garrafa de vinho que chega aberta na mesa do cliente, mostram uma falta de cuidado e, sobretudo, de verossimilhança. Outro problema é o excesso de didatismo nas cenas, principalmente nas que se referem ao contrabando. Cinema também serve para educar, mas sutileza é essencial quando se trata de arte.

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  • Filme

    Berlim: Documentário sobre brasileiro fuzilado na Indonésia impacta festival

    15 de fevereiro de 2016 /

    Tal como “Antes o Tempo não Acabava” e “Mãe É Só Uma”, também “Curumim”, o terceiro filme brasileiro da mostra Panorama, agradou ao público do Festival de Berlim. Numa sessão realizada ontem fora da zona do festival, o que naturalmente implica numa participação muito mais local e menos internacional, Marcos Prado recebeu muitos aplausos por aquele que está sendo considerado pela crítica o melhor representante do Brasil no festival. O diretor partiu de um material de origem já de si muito forte (o caso de Marcos “Curumim” Archer, executado na Indonésia por tráfico de drogas) e não desperdiçou – criando um filme intenso, comovente e suscitando muitas questões. Nas conversas no final da sessão, Prado mostrou um estilo muito direto, admitindo as culpas do seu protagonista sem fazer julgamentos ou propor moralismos. Preso em 2003, Archer foi quem fez contato com Prado para pedir que ele filmasse sua história, “como um diário do corredor da morte”. Os dois se conheciam desde a juventude. Imagens proibidas do brasileiro em sua cela, feitas com uma câmera e um celular que ele mantinha escondidos, integram a produção junto com 80 horas de telefonemas semanais gravados pelo diretor, assim como a recriação do fuzilamento. Tudo feito sem nenhum apoio da embaixada do Brasil na Indonésia, que não o ajudou nem para entrar na prisão e falar com Marco. O resultado é impactante. Todos os filmes nacionais competem pela prêmio do público, que define os vencedores da seção Panorama. Dos três, “Mãe É Só Uma”, de Anna Muylaert, vencedora no ano passado, foi o que mais agradou aos espectadores.

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  • Série

    Queen of the South: Série estrelada por Alice Braga ganha primeiro trailer

    30 de janeiro de 2016 /

    O canal pago americano USA divulgou o primeiro trailer de “Queen of the South”, série de tráfico estrelado pela brasileira Alice Braga. Ela interpreta a rainha do título, Tereza Mendoza, cujo namorado é morto no México numa transação de drogas que deu errado. Buscando refúgio nos EUA, ela se une a um amigo para derrubar o traficante responsável pela morte do seu namorado, mas acaba aprendendo tanto sobre o funcionamento do tráfico que fica numa posição de liderar o cartel. A atração é um remake da novela colombiana “La Reina Del Sur”, desenvolvida pelos roteiristas M.A. Fortin e Joshua John Miller, ambos do divertido e premiado “Terror nos Bastidores” – Melhor Roteiro do Festival de Stiges – , lançado direto em DVD no Brasil. O elenco também inclui Peter Gadiot (série “Once Upon a Time in Wonderland”), Joaquim de Almeida (“O Duelo”), Justina Machado (série “Six Feet Under”), Hemky Madera (série “Weeds”) e James Martinez (série “Breaking Bad”). “Queen of the South” vai estrear entre abril e junho no canal pago americano USA. Por curiosidade, “La Reina del Sur” ganhou o nome de “A Rainha do Tráfico” no Brasil e já foi exibida pelo canal +Globosat e pelo Netflix.

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  • Série

    Queen of the South: Alice Braga aparece na primeira foto de série sobre cartel de drogas

    30 de dezembro de 2015 /

    A revista Entertainment Weekly divulgou a primeira foto de Alice Braga como protagonista da nova série “Queen of the South”. A atração é um remake da novela colombiana “La Reina Del Sur” e acompanha a história de Tereza Mendoza, papel de Braga, cujo namorado é morto no México numa transação de drogas que deu errado. Buscando refúgio nos EUA, ela se une a um amigo para derrubar o traficante responsável pela morte do seu namorado, mas acaba aprendendo tanto sobre o funcionamento do tráfico que acaba se posicionando como líder do cartel. A versão americana foi desenvolvida pelos roteiristas M.A. Fortin e Joshua John Miller, ambos do divertido e premiado “Terror nos Bastidores” – Melhor Roteiro do Festival de Stiges – , lançado direto em DVD no Brasil. O elenco também inclui Peter Gadiot (série “Once Upon a Time in Wonderland”), Joaquim de Almeida (“O Duelo”), Justina Machado (série “Six Feet Under”), Hemky Madera (série “Weeds”) e James Martinez (série “Breaking Bad”). “Queen of the South” vai estrear entre abril e junho nos EUA. Por curiosidade, “La Reina del Sur” ganhou o nome de “A Rainha do Tráfico” no Brasil e já foi exibida pelo canal +Globosat e pelo Netflix.

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  • Etc,  Filme

    Leandro Hassum pode filmar a história de seu pai traficante

    1 de dezembro de 2015 /

    A repercussão da revelação do passado de crimes do pai de Leandro Hassum (“Até que a Sorte nos Separe”) está inspirando o ator a transformar a história num filme. Ele revelou detalhes sobre a relação com seu pai, preso por tráfico internacional de drogas, em entrevista realizada para o programa de Marília Gabriela, no canal pago GNT. Hassum contou ter sido pego de surpresa na época, aos 21 anos de idade, pois não imaginava que o pai tivesse envolvimento com negócios ilícitos. “Meu pai era responsável pelo transporte da droga do Brasil para a Europa e para os Estados Unidos. Fazia parte da máfia italiana”, ele revelou, emocionando-se ao contar as dificuldades de relacionamento causadas pela prisão, em 1994. “Tive um pai que me amou muito, que era um grande pai, mas ele lidava com essa questão do tráfico como sendo uma profissão. Até a morte, ele disse que não era traficante, ele acreditava ser apenas um comerciante”, disse Leandro. O ator cortou relações com o pai depois que ele foi preso pela segunda vez, novamente por envolvimento com o tráfico, e estava distante quando ele morreu, em novembro de 2014. Para lidar com os sentimentos conflitantes, ele passou por terapia e conta que pretende transformar a história de seu pai em livro, filme ou série. A entrevista em que o ator revela todos os detalhes ainda é inédita e só irá ao ar no próximo domingo, 6 de dezembro.

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  • Etc

    Leandro Hassum revela que seu pai era traficante e integrava a máfia

    27 de novembro de 2015 /

    Leandro Hassum quebrou um tabu ao falar sobre a relação com seu pai, preso por tráfico internacional de drogas quando o comediante tinha 21 anos. A revelação aconteceu no programa de entrevistas de Marília Gabriela, no canal pago GNT. Hassum contou ter sido pego de surpresa na época, pois não imaginava que o pai tivesse envolvimento com negócios ilícitos. “Meu pai era responsável pelo transporte da droga do Brasil para a Europa e para os Estados Unidos. Fazia parte da máfia italiana”, ele explicou, revelando dificuldades em manter a relação após a prisão, em 1994. “Tive um pai que me amou muito, que era um grande pai, mas ele lidava com essa questão do tráfico como sendo uma profissão. Até a morte, ele disse que não era traficante, ele acreditava ser apenas um comerciante”, disse Leandro. O ator cortou relações com o pai depois que ele foi preso pela segunda vez, 11 anos após ser solto, novamente por envolvimento com o tráfico. Leandro disse que precisou de terapia para lidar com a situação e que pretende transformar a história em um livro. Seu pai morreu há um ano, em novembro de 2014. “Ele infartou uma semana depois (da cirurgia de redução de estômago do ator). Pedi para que, se ele falecesse no dia da minha cirurgia, que não me contassem, mas no dia que tive alta ele faleceu, parecia que estava esperando eu estar bem para poder descansar”, contou Hassum. A entrevista com o ator vai ao ar no dia 6 de dezembro.

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  • Filme

    Sicario provoca convicções morais com suspense e violência

    14 de novembro de 2015 /

    Com “Sicario – Terra de Ninguém”, Denis Villeneuve deixa mais claras sua vocação temática e suas obessões. Assim como no anterior “Os Suspeitos” (2013), o novo filme é um conto moral elaborado com a intenção de adentrar o lado mais sombrio da alma humana. A trama acompanha a agente do FBI Kate Macer (Emily Blunt, de “No Limite do Amanhã”), que, após descobrir corpos de vítimas de um cartel do tráfico, é convidada a integrar uma força-tarefa secreta. O que ocorre, porém, é que os homens que a convidam a deixam no escuro sobre suas reais intenções, sabendo que ela é uma agente que atua de acordo com as normais legais, não se deixando corromper ou adentrar o caminho de perdição, por assim dizer. Concebida como uma operação de combate, a missão da força-tarefa é atacar um chefe do tráfico mexicano. Mas seus integrantes são homens de funções obscuras, vividos pelos ótimos Josh Brolin (“Homens de Preto 3”) e Benicio Del Toro (“Guardiões da Galáxia”). Este último rouba o filme, tanto pela força de sua caracterização quanto pela importância de seu personagem, principalmente à medida que o filme se aproxima de sua conclusão. Com algumas cenas de violência impactante, “Sicario” até poderia ser mais pesado, caso a intenção de Villeneuve fosse apenas chocar a audiência – por exemplo, nas cenas de tortura. Mas a opção do diretor é mesmo pelo suspense, baseado na construção de uma atmosfera de tensão e auxiliado por um excelente desenho de som. Um dos pontos altos do filme acontece durante um engarrafamento em pleno México, quando o grupo de americanos, auxiliado pela polícia mexicana, percebe um grupo de criminosos nos carros ao lado. O que eles efetuam ali, em público, é impressionante. É a partir daí que o foco muda para Alejandro, personagem de Del Toro, que ganhará ainda mais força quando seu passado e o seu real interesse pela missão vier à tona. Mas até chegar onde precisa, o filme deixa os espectadores tão perdidos quanto a protagonista, alimentando uma situação desconfortável. Afinal, é possível confiar naqueles homens e em seus métodos? Até que a sensação de escuridão deixa de ser metáfora para assumir a forma de um túnel clandestino, sob a fronteira entre Estados Unidos e México. Claustrofóbica, a sequência sob a terra foi filmada pelo diretor de fotográfia Roger Deakins – de obras admiráveis como “Onde os Fracos Não tem Vez” (2007), “007 – Operação Skyfall” (2012) e o próprio “Os Suspeitos” – com câmeras termais e de visão noturna, que realçam a falta de iluminação. Trata-se, por sinal, de um momento-chave para a jornada da personagem de Emily Blunt. E é precisamente quando ocorre uma reviravolta no foco dos personagens, que acaba sendo muito bem-vinda. Algumas das melhores cenas serão guardadas para esse final. Cenas em que Villeneuve mais uma vez provoca o espectador a questionar suas convicções morais: até que ponto é possível aceitar violência em nome da justiça? O mesmo questionamento estava na base de “Os Suspeitos”. E, novamente, os resultados são danosos – sem falar nas implicações racistas de apresentar o México, caricaturalmente, como um lugar perigoso e que precisa ser “limpo”, nem que seja por pessoas dispostas a fazer o trabalho sujo.

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