Documentário sobre a banda The Velvet Underground ganha trailer
A Apple TV+ divulgou o trailer do documentário de Todd Haynes (“Carol”) sobre a banda The Velvet Underground, que revolucionou o rock nos anos 1960 e influencia novos artistas até hoje. A prévia oferece um passeio pelo lado selvagem das ruas então imundas de Nova York e a cena cultural criada em torno da Factory, um misto de estúdio de arte, estúdio de cinema e club de rock de Andy Warhol, incluindo cenas de arquivo com imagens da banda de Lou Reed, John Cale, Sterling Morrison e Maureen “Mo” Tucker, além de depoimentos inéditos dos sobreviventes daquele período. O filme tem o apoio dos últimos membros sobreviventes do Velvet Underground, os músicos John Cale e Mo Tucker, e de Laurie Anderson, a artista que foi parceira de vida do cantor Lou Reed. Formada em 1966, Velvet Underground foi a antítese das bandas hippies da época. Enquanto os psicodélicos da Califórnia pregavam paz, amor e lisergia com músicas ensolaradas, a banda nova-iorquina investia em roupas pretas, óculos escuros e microfonia para exaltar o sadomasoquismo e as drogas mais pesadas, como heroína. Eram apadrinhados pelo artista plástico Andy Warhol, que fez a capa de seu primeiro disco, mas que também lhes impôs a cantora-modelo Nico como vocalista, com quem só gravaram um disco. Após cantar algumas das melhores músicas da banda, ela teve ajuda de Cale e Reed para se lançar em carreira solo. Eventualmente, os próprios Cale e Reed largaram o Velvet Underground, que acabou implodindo. A banda nunca fez sucesso em sua época. Mas sua repercussão a tornou lendária, como fomentadora do rock das décadas seguintes. Ela é citada como maior influência por David Bowie – que fez questão de produzir Lou Reed como artista solo – , Patti Smith, Joy Division, The Jesus and Mary Chain, Sonic Youth, My Bloody Valentine, Nirvana e The Strokes, para citar só alguns dos roqueiros que impactou. Intitulado “The Velvet Underground”, o documentário foi recebido com aplausos e elogios rasgados em sua première no Festival de Cannes deste ano, atingindo 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes. O filme é a quarta obra roqueiro do diretor Todd Haynes, que começou a chamar atenção com “Velvet Goldmine” (1998), filme sobre artistas fictícios do rock glam, gênero influenciado pelo Velvet Underground, que incluía um personagem inspirado em Lou Reed. Ele também dirigiu “Não Estou Lá” (2007), baseado na vida de Bob Dylan, e, antes de tudo isso, um curta animado com bonecas sobre a cantora Karen Carpenter, “Superstar: The Karen Carpenter Story” (1988). A estreia está marcada para o dia 15 de outubro.
Todd Haynes começa a trabalhar em documentário sobre a banda Velvet Underground
O projeto do documentário do cineasta Todd Haynes (“Carol”) sobre a banda Velvet Underground foi oficializado, com a divulgação de comunicado dos produtores e o início da produção. Haynes vai escrever, dirigir e produzir o filme, em parceria com a Polygram Entertainment e as gravadoras Verve e Universal, e pretende cobrir diversos tópicos, desde a formação da banda até seu impacto na música e na cultura global. “Eu não poderia estar mais entusiasmado em embarcar no meu primeiro documentário, tendo como tema uma das bandas de rock mais radicais e influentes do mundo da música: The Velvet Underground”, ele afirmou em comunicado. Danny Bennett, presidente e CEO da Verve Label Group, deu perspectiva histórica para a produção, ao lembrar: “A Verve Records contratou o Velvet Underground nos anos 1960 para expandir sua icônica trajetória no jazz e avançar os rumos da evolução musical, e sem dúvida eles se tornaram um das bandas mais influentes de todos os tempos. Suas gravações não só desafiaram o status quo, eles criaram uma nova geração musical, que continua a ter relevância até hoje. Sempre foi meu sonho produzir o documentário definitivo do Velvet Underground e me sinto orgulhoso de fazer parte desta produção. Esta história ambiciosa, significativa e envolvente só poderia ser contada por Todd Haynes e estou entusiasmado como os fãs para experimentar a história de The Velvet Underground no contexto de sua época”. O filme tem o apoio de um dos últimos membros fundadores sobreviventes do Velvet Underground, o músico John Cale, e de Laurie Anderson, a artista que foi parceira de vida do cantor Lou Reed. Formada em 1966 por Reed, Cale, o guitarrista Sterling Morrison e a baterista Maureen “Moe” Tucker, Velvet Underground foi a antítese das bandas hippies da época. Enquanto os psicodélicos da Califórnia pregavam paz, amor e lisergia, com músicas ensolaradas, a banda nova-iorquina investia em roupas pretas, óculos escuros e microfonia para exaltar o sadomasoquismo e as drogas mais pesadas, como heroína. Eram apadrinhados pelo artista plástico Andy Warhol, que fez a capa de seu primeiro disco, mas que também lhes impôs a cantora-modelo Nico, com quem só gravaram um disco. Após cantar algumas das melhores músicas da banda, ela teve ajuda de Cale e Reed para se lançar em carreira solo. Eventualmente, os próprios Cale e Reed largaram o Velvet Underground, que acabou implodindo. A banda nunca fez sucesso em sua época. Mas sua repercussão a tornou lendária, como fomentadora das décadas seguintes do rock. Ela é citada como influência por David Bowie – que fez questão de produzir Lou Reed em sua tentativa de emplacar como artista solo – The Jesus and Mary Chain, Sonic York e Nirvana, para citar alguns dos roqueiros que impactou. Haynes falou pela primeira vez do projeto em agosto do ano passado, durante participação no Festival de Locarno, onde foi homenageado pelas realizações de sua carreira. Na época, o diretor revelou as dificuldades previstas em sua empreitada, descrevendo o documentário como “desafiador”, diante da escassez de registros visuais sobre o grupo. Ele confirmou que irá usar os filmes experimentais de Andy Warhol, que registrou performances da banda, e se disse ansioso pela “emoção da pesquisa e montagem visual”. Vale lembrar que, duas décadas atrás, o diretor chamou atenção ao lançar “Velvet Goldmine” (1998), filme sobre artistas fictícios do rock glam, gênero influenciado pelo Velvet Underground, que incluía um personagem inspirado em Lou Reed. Ele também dirigiu “Não Estou Lá” (2007), baseado na vida de Bob Dylan, e um curta animado com bonecas sobre a cantora Karen Carpenter, “Superstar: The Karen Carpenter Story” (1988). Atualmente, Haynes está em cartaz nos cinemas com o filme infantil “Sem Fôlego”.
Mostra de Cinema de São Paulo terá vencedores de Cannes, Toronto e quase 400 filmes
A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo divulgou neste sábado (7/10) a lista de filmes de sua 41ª edição. Entre os destaques estão o filme vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes, “The Square”, de Ruben Östlund, o vencedor do troféu de Melhor Direção do Festival de Berlim, “O Outro Lado da Esperança”, de Aki Kaurismaki, o novo drama de Michael Haneke, “Happy End”, e muito, muito mais. Ao contrário do Festival do Rio, que diminuiu sua seleção como reflexo da crise econômica, a Mostra ampliou a quantidade de títulos exibidos em 2017, programando quase 400 filmes. Também diferente da opção carioca, o evento paulista não buscou enfatizar o cinema autoral mais óbvio – e comercial – , deixando Hollywood de lado para se focar num cinema, como diz sua denominação, internacional. Por isso, traz nada menos que 13 títulos que disputam vagas no Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira: o argentino “Zama”, o sul-coreano “O Motorista de Táxi”, “Scary Mother” da Geórgia, o iraniano “Respiro”, o irlandês “Granito”, o islandês “A Sombra da Árvore”, o neozelandês “Mil Cordas”, o tcheco “Mães no Gelo”, o russo “Loveless”, o suíço “Mulheres Divinas”, o venezuelano “El Inca”, além do sueco “The Square” e o austríaco “Happy End”, já citados. Isto não significa que o cinema americano foi ignorado. O grande vencedor do Festival de Toronto e fortíssimo candidato ao Oscar 2018, “Três Anúncios Para um Crime”, de Martin McDonagh, será exibido na programação. Mas há mais ousadia. Basta verificar a grande quantidade de filmes sem distribuição assegurada no país em sua seleção com que a lista do Festival do Rio, cuja divulgação foi acompanhada por diversos releases de distribuidoras informando que a maioria estará em breve nos cinemas. Para o cinéfilo, isto é a chave do paraíso. Em comum com o Festival do Rio, e reflexo de uma tendência mundial, há uma forte presença de cineastas femininas na seleção. Do total dos 394 títulos, 98 são dirigidos por mulheres, sendo 18 de brasileiras. Um dos filmes que tende a gerar as maiores filas, por seu perfil absolutamente cult, é sobre e de uma mulher: “Nico, 1988”, de Susanna Nicchiarelli, cinebiografia da modelo, atriz e cantora da banda Velvet Underground, que venceu a seção Horizontes do Festival de Veneza. Este ano, a Mostra será aberta com a projeção de “Human Flow” (2017), documentário do artista plástico chinês Ai Weiwei sobre a crise mundial dos refugiados. Weiwei também assina o cartaz da Mostra e estará presente ao evento, assim como os outros homenageados: a cineasta belga Agnès Varda (“As Duas Faces da Felicidade”), que vai receber o Prêmio Humanidade e ganhará uma retrospectiva de onze longas, o diretor italiano Paul Vecchiali (“O Estrangeiro”), que também ganha retrospectiva e vem ao festival para receber o Prêmio Leon Cakoff, e o ator Paulo José (“Quincas Berro d’Água”), que será homenageado com documentários sobre sua trajetória e também receberá o troféu que leva o nome do criador da Mostra. Haverá também uma retrospectiva do cinema suíço, pouquíssimo conhecido no Brasil, com destaque para a obra do diretor Alain Tanner (“Jonas Que Terá Vinte e Cinco Anos no Ano 2000”), e exibições especiais, como uma projeção da obra-prima do cinema mudo “O Homem Mosca” (1923), grande sucesso de Harold Lloyd, ao ar livre no parque do Ibirapuera, e de clássicos do cinema brasileiro no vão livre do MASP, na Avenida Paulista. A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo acontece entre os dias 19 de outubro e 1 de novembro, e a venda dos ingressos já começa no próximo dia 14. A lista completa dos filmes será disponibilizada em breve no site oficial da Mostra.
Todd Haynes prepara documentário sobre a banda Velvet Underground
O próximo filme de Todd Haynes marcará uma progressão na carreira do cineasta, da ficção para a realidade. Duas décadas após lançar “Velvet Goldmine” (1998), filme sobre artistas fictícios do rock glam, gênero influenciado por Lou Reed, entre outros, ele vai filmar um documentário sobre a pioneira banda Velvet Underground, liderada por Lou Reed nos anos 1960. Ainda sem título, o projeto será o primeiro documentário do diretor, e marcará os 50 anos de lançamento do álbum de estreia do Velvet Underground – “The Velvet Underground and Nico”, com capa exclusiva do artista plástico Andy Warhol. O anúncio foi feito durante a participação de Haynes no Festival de Locarno, onde está sendo homenageado pelas realizações de sua carreira. Em entrevista para a revista Variety, o diretor revelou as dificuldades previstas em sua empreitada, descrendo o documentário como “desafiador”, diante da escassez de registros visuais sobre o grupo. Ele confirmou que irá usar os filmes experimentais de Andy Warhol, que registrou performances da banda, além de outros momentos de seus integrantes, e se disse ansioso pela “emoção da pesquisa e montagem visual”. Haynes também pretende incluir entrevistas dos membros sobreviventes da banda e de seus contemporâneos dos anos 1960. Ele também revelou que, paralelamente a este projeto, está preparando uma minissérie para a Amazon sobre “uma figura intensamente importante e de imensa influência histórica e cultural”, sem dar maiores detalhes.

