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  • Etc,  Filme

    Norm MacDonald (1959–2021)

    14 de setembro de 2021 /

    O comediante Norm MacDonald, ex-integrante do humorístico “Saturday Night Live”, astro de stand-up e participante da trupe de Adam Sandler, morreu nesta terça (14/9) aos 61 anos, após lutar por quase uma década contra um câncer. MacDonald ficou conhecido em sua passagem pelo “Saturday Night Live” por apresentar o segmento de notícias satíricas “Weekend Update”. Seus comentários ácidos marcaram uma virada de tom no programa durante os anos 1990, levando o humorístico criado em 1975 a abraçar a sátira política. Após sua saída da produção, ele estrelou sua própria sitcom, “The Norm Show” (1999-2001), e seu primeiro e único filme como protagonista, “Trabalho Sujo” (1998). Ele também engatou uma série de papéis em filmes produzidos por seu colega do “SNL” Adam Sandler, como “Billy Madison, um Herdeiro Bobalhão” (1995), “Gigolô por Acidente” (1999), “Animal” (2001), “Tá Rindo do Quê?” (2009), “Gente Grande” (2010), “Cada Um Tem a Gêmea que Merece” (2011) e “Os 6 Ridículos” (2015). Outro destaque veio com a voz do cachorro Lucky nos filmes live-action de “Dr. Dolittle”. McDonald permaneceu na franquia iniciada em 1998 mesmo após a saída de Eddie Murphy. Depois de Lucky, a dublagem se tornou outra parte bem-sucedida de sua carreira. Seus últimos trabalhos foram de voz, nas séries live-action “The Orville” e nas animações “Skylanders Academy” e “Mike Tyson Mysteries”.

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  • Etc,  Série

    Max Wright (1943 – 2019)

    27 de junho de 2019 /

    O ator Max Wright, que até hoje é lembrado pelo papel de Willie Tanner, pai da família da série “Alf, o ETeimoso”, morreu na quarta-feira (26/6) em sua casa em Hermosa Beach, no estado da Califórnia, aos 75 anos. Ele foi diagnosticado com linfoma ainda em 1995, mas o câncer permaneceu em remissão por muitos anos, até recentemente. Nativo de Detroit, Wright começou a carreira no teatro nova-iorquino, estreando na Broadway em 1968, na montagem de “A Grande Esperança Branca”. Seu desembarque em Hollywood aconteceu 11 anos depois, num filme de forte inspiração teatral, “O Show Não Pode Esperar” (1979), semi-autobiografia musical do diretor e coreógrafo Bob Fosse. Wright teve pequenos papéis em alguns filmes do período, como “O Abraço da Morte” (1979), de Jonathan Demme, e “Reds” (1981), de Warren Beatty, mas acabou ganhando mais projeção na televisão. Uma participação em “O Casal 20”, em 1982, abriu caminho para uma longa trajetória de “episódios da semana”, levando-o a aparecer em sitcoms extremamente populares como “Cheers”, “Taxi”, “Murphy Brown”, “Mad About You” e até “Friends” – era o gerente do café Central Perk. A rotina de participações especiais sofreu algumas interrupções por tentativas de integrar elencos fixos. Mas os projetos que o atraiam costumavam ser rapidamente cancelados. Até que, em 1986, Wright entrou em “Alfie”. Foi a segunda série do ator para o produtor Tom Patchett, após passagem pela curta “Buffalo Bill”, só que desta vez a atração durou quatro temporadas, até 1990, sem contar as inúmeras reprises e derivados. A história da família que abrigava um alienígena em sua garagem virou sensação, a ponto de movimentar uma fortuna em licenciamentos para os mais diferentes produtos, de quadrinhos a série animada. O detalhe é que, apesar de o personagem-título ser um marionete, não eram apenas crianças que sintonizavam a atração. “Alf” era considerada mais uma sitcom que programa infantil graças, em grande parte, à qualidade do desempenho de Wright, que comandava o humor com a maior seriedade, em seus embates éticos contra o ETeimoso, tentando fazer Alf se comportar – e não comer os gatos da vizinhança. “Max absolutamente fazia você esquecer que ‘Alf’ era uma marionete”, disse Patchett em 2016. Entretanto, Wright não escondia que odiava trabalhar na série e comemorou seu final. Tanto que não participou do telefilme “Projeto ALF” (1996), que continuou a trama – e foi um fracasso, considerado sério demais. Após o final de “Alf”, Wright demonstrou versatilidade ao participar do elenco estelar da minissérie de terror “The Stand – A Dança da Morte”, baseada em best-seller de Stephen King que virou fenômeno de audiência em 1994. Ele também retomou a carreira no cinema e no teatro, aparecendo nos filmes “O Sombra” (1994), “Dois Velhos Mais Rabugentos” (1995), “Sonho de uma Noite de Verão” (1999) e “Neve Sobre os Cedros” (1999), e recebeu uma indicação ao Tony (o Oscar do Teatro) de Melhor Ator em 1998 pela montagem de “Ivanov”, clássico de Anton Chekhov. Acabou voltando para a TV em 1999 com “The Norm Show”, sobre um ex-jogador de hockey (Norm MacDonald) em liberdade condicional por evasão fiscal. Wright vivia o gerente no serviço social que Norm era obrigado a frequentar. A série durou três anos, até 2001, e ganhou um telefilme de reunião final, em 2005, que se tornou o último trabalho na filmografia do ator.

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