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  • Filme

    O Farol é estudo da natureza humana em forma de terror

    19 de janeiro de 2020 /

    Novo trabalho do cineasta Robert Eggers (do ótimo terror “A Bruxa”), “O Farol” acompanha dois faroleiros, um jovem (Robert Pattinson) e um experiente (Willem Dafoe), deixados numa ilha árida e deserta para operarem o farol de lá. A trama se passa no século 19 e, assim como em “A Bruxa”, o diretor adota um ritmo mais lento, mais contemplativo, e constrói a sua narrativa por meio de diálogos retirados de documentos antigos. Visando aproximar-se da época retratada, Eggers optou por filmar com película preto e branco e no formato de tela 1.19:1, dando ao filme a aparência de obra antiga e desgastada. Este formato de tela era comum na época de transição do cinema mudo para o cinema falado. E “O Farol” homenageia esse período, especialmente o cinema expressionista alemão, tanto na imagem quanto no som. Boa parte do início do filme é rodada inteiramente sem diálogos. A ausência de falas, porém, é compensada pela cacofonia de sons diegéticos (o vento, o maquinário, o farol, etc) e extradiegéticos (a trilha sonora marcante). Estes sons servem como pequenos desconfortos que guiarão os personagens por uma lenta espiral de loucura. E Eggers enfatiza essa loucura ao aproximar sua câmera do rosto dos dois atores. Williem Dafoe encarna o experiente faroleiro como alguém satisfeito com a sua função. Ele encontrou o seu propósito e não deseja mais nada para si – por mais que o trabalho tenha lhe custado a família. Já Robert Pattinson oferece um contraponto. Embora fale do seu desejo de se acalmar e morar em um local tranquilo, seu personagem é uma espécie de um tubarão, um ser que precisa estar em constante movimento. O trabalho no farol é provisório, como tudo na sua vida. Não é de se estranhar, portanto, que suas atitudes mudem justamente quando ele passa a se sentir preso naquele lugar. Os planos fechados usados pelo diretor capturam toda a expressividade das atuações, compostas com um exagero proposital e ampliadas pelas sombras que marcam os rostos dos atores. A bela direção de fotografia de Jarin Blaschke (mesmo de “A Bruxa”) faz uso da escuridão para transformar homens em silhuetas e diminuir ainda mais a razão de aspecto da imagem – ampliando, com isso, a sensação de claustrofobia. A fotografia expressionista também serve para ilustrar as dicotomias entre os dois personagens. Enquanto o experiente faroleiro sente um prazer orgástico em ser engolido pela luz do farol, o outro fica relegado às sombras. E tais sombras simbolizam os segredos e a loucura prestes a emergirem. Aos poucos, visões de monstros marinhos se misturam com lembranças e segredos do passado. Realidade e fantasia se confundem até se tornarem indiscerníveis. Capaz de criar imagens belíssimas, como aquela na qual um navio desaparece em meio à névoa, condenando os personagens à solidão, Eggers não está interessado em fornecer respostas fáceis para o público. Seu interesse é em observar como aquelas pessoas reagem às situações extremas em que são colocadas. Quais caminhos eles percorrem quando não há para onde ir. “O Farol” é uma obra que se utiliza de monstros e metáforas para estudar a natureza humana, o trauma, a solidão e a loucura. É também, assim como o trabalho anterior do cineasta, um excelente filme de terror.

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  • Filme

    O Farol: Robert Pattinson e Willem Dafoe enlouquecem em novo trailer de terror

    10 de setembro de 2019 /

    O estúdio indie A24 divulgou um novo pôster e o segundo trailer do terror “O Farol” (The Lighthouse). A prévia explora o enquadramento, a montagem e a projeção de luz e sombras dos clássicos expressionistas alemães, ao mostrar um mergulho na loucura dos protagonistas. Em preto e branco de forte influência expressionista, o filme traz os atores Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) e Willem Dafoe (“Projeto Flórida”) como trabalhadores solitários de um farol numa ilha deserta, no final do século 19. A situação de isolamento alimenta a tensão e a paranoia entre os dois, que precisam se abrigar no farol contra a fúria do clima, enquanto antigos mitos marinhos ganham vida. O filme é o segundo longa do diretor Robert Eggers, do premiado “A Bruxa”, que assim como o longa de 2015 também é uma coprodução com a empresa brasileira RT Features, de Rodrigo Teixeira Exibido em première mundial no Festival de Cannes, conquistou o Prêmio da Crítica de Melhor Filme na seção paralela Quinzena dos Realizadores. A estreia brasileira está marcada para 31 de outubro, duas semanas após o lançamento nos Estados Unidos.

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    Novo terror do diretor de A Bruxa ganha trailer tenso com Robert Pattinson e Willem Dafoe

    30 de julho de 2019 /

    O estúdio A24 divulgou o pôster e o primeiro trailer do terror “The Lighthouse” (o farol), segundo longa do diretor Robert Eggers, do premiado “A Bruxa” (2015). Em preto e branco de forte influência noir e expressionista, o filme traz os atores Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) e Willem Dafoe (“Projeto Flórida”) como trabalhadores solitários de um farol numa ilha deserta, no final do século 19. A situação de isolamento alimenta a tensão e a paranoia entre os dois, que precisam se abrigar no farol contra a fúria do tempo, enquanto antigos mitos marinhos ganham vida – veja pausadamente o trailer para perceber uma cena rápida de horror. O filme é uma coprodução com a empresa brasileira RT Features, de Rodrigo Teixeira, que também coproduziu “A Bruxa”, e foi premiado em sua estreia mundial no Festival de Cannes com o Prêmio da Crítica de Melhor Filme na seção paralela Quinzena dos Realizadores. A estreia brasileira está marcada para 31 de outubro, duas semanas após o lançamento nos Estados Unidos.

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    Terror do diretor de A Bruxa coproduzido pelo Brasil vence Prêmio da Crítica em Cannes

    25 de maio de 2019 /

    Coprodução brasileira​, o terror “The Lighthouse” (o farol), do americano Robert Eggers (“A Bruxa”), foi o vencedor do Prêmio da Crítica como Melhor Filme na seção paralela Quinzena dos Realizadores, no Festival de Cannes. Uma das obras mais elogiadas do festival deste ano, o longa atingiu 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Rodado em preto e branco, traz Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) e Willem Dafoe (“Aquaman”) como dois sujeitos que têm de cuidar de um farol isolado na região da Nova Inglaterra, no século 19. O clima é gótico e ao estilo dos melhores contos de Edgar Allan Poe. Assim como aconteceu com a “A Bruxa”, filme de estreia de Eggers, “The Lighthouse” tem coprodução da produtora paulista RT Features, de Rodrigo Teixeira. A premiação do longa se soma à vitória de “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, do cearense Karim Aïnouz, outra coprodução da RT Features, que foi eleito o Melhor Filme da mostra Um Certo Olhar, a mais importante seção paralela do Festival de Cannes, dedicada a filmes mais ousados. Já o Prêmio da Crítica para Melhor Filme da mostra competitiva ficou com “It Must Be Heaven”, do palestino Elia Suleiman, que discute identidade no país do diretor, que muitos dizem não existir. A premiação é iniciativa da Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci) e não é considerada um prêmio oficial de Cannes.

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    Primeira foto do novo terror do diretor de A Bruxa junta Robert Pattinson e Willem Dafoe

    27 de abril de 2019 /

    O estúdio A24 divulgou a primeira foto do terror “The Lighthouse” (o farol), que junta os atores Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) e Willem Dafoe (“Projeto Flórida”). Em preto e branco, a imagem registra a dupla em roupas de época, ao lado do farol do título. Segundo longa de Robert Eggers, diretor do premiado terror “A Bruxa” (2015), vencedor do Festival de Sundance, “The Lighthouse” é ambientado na Nova Escócia, no final do século 19, e irá abordar antigos mitos marinhos. O filme é uma coprodução com a empresa brasileira RT Features, de Rodrigo Teixeira, que também coproduziu “A Bruxa”. A première mundial está marcada para a mostra Quinzena dos Realizadores, durante o Festival de Cannes.

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    Robert Pattinson vai estrelar o novo terror do diretor de A Bruxa

    15 de fevereiro de 2018 /

    O ator Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) entrou no segundo longa de Robert Eggers, diretor do premiado terror de época “A Bruxa” (2015), vencedor do Festival de Sundance. Eggers voltará ao gênero em seu próximo filme, intitulado “The Lighthouse” (o farol). Ele escreveu e vai dirigir o filme, que também será estrelado por Willem Dafoe (“Meu Amigo Hindu”) como um velho faroleiro chamado Old. O personagem de Pattinson ainda não foi divulgado. A história será ambientada na Nova Escócia, no início do século 20, e irá abordar antigos mitos marinhos. A produção está a cargo da produtora brasileira RT Features, de Rodrigo Teixeira, em parceria com as americanas A24, New Regency e o estúdio de efeitos Parts and Labor – basicamente, a equipe de produção de “A Bruxa”.

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    Rodrigo Teixeira vai produzir novo terror americano do diretor de A Bruxa

    8 de fevereiro de 2018 /

    O produtor Rodrigo Teixeira, da RT Features, confirmou que irá coproduzir o segundo longa de Robert Eggers, de quem já tinha produzido o premiado terror de época “A Bruxa” (2015). Eggers voltará ao gênero em seu próximo filme, intitulado “The Lighthouse”. Ele escreveu e vai dirigir o filme, que trará Willem Dafoe (“Meu Amigo Hindu”) como o protagonista, um velho faroleiro chamado Old. A história será ambientada na Nova Escócia, no início do século 20. A RT Features vai dividir a produção com os estúdios americanos A24 e New Regency. Dafoe foi indicado ao Oscar 2018 de Melhor Ator Coadjuvante por sua atuação em “Projeto Flórida”, que estreia no Brasil em 1º de março. Rodrigo Teixeira também disputa o prêmio da Academia, como produtor de “Me Chame pelo Seu Nome”, indicado a Melhor Filme do ano.

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