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    David Gulpilil (1953–2021)

    29 de novembro de 2021 /

    David Gulpilil, ator australiano de longa carreira e filmografia repleta de clássicos, reencontrou seus ancestrais durante o fim de semana. Ele tinha 68 anos e sofria de câncer de pulmão desde 2017. Integrante do clã Mandhalpingu do povo YolNGu, ele foi criado da maneira tradicional na terra de Arnhem e, graças a uma carreira de mais de 50 anos em filmes e séries, tornou-se o aborígene mais conhecido do mundo. Gulpilil apareceu pela primeira vez nas telas em 1971 no clássico absoluto “A Longa Caminhada”, de Nicolas Roeg, como um jovem aborígene que ajuda dois irmãos, uma adolescente e um menino brancos criados na cidade grande, a sobreviverem na região desértica do outback. Exibido em festivais do mundo inteiro, inclusive em Cannes, foi o cartão de visitas de uma carreira que teria muitos outros filmes marcantes. Um destes marcos foi “A Última Onda” (1977), de Peter Weir. Mistura de fantasia apocalíptica e drama jurídico, o longa girava em torno de um advogado (Richard Chamberlain) que passava a ter sonhos místicos e premonitórios após ser designado para defender um grupo de aborígenes acusado de assassinato, entre eles Gulpilil. O filme foi premiado nos festivais de Avoriaz e Sitges, os principais eventos mundiais do cinema fantástico, e fez deslanchar a carreira do ator – assim como a do diretor. Ele fez sua estreia em Hollywood numa sequência mística do filme “Os Eleitos” (1983), história do programa espacial americano, que venceu quatro Oscars. E em seguida teve um dos papéis principais de “Crocodilo Dundee” (1986), um dos filmes australianos mais populares de todos os tempos. Sua filmografia ainda destaca “Até o Fim do Mundo” (1991), do alemão Wim Wenders, e o impactante drama “Geração Roubada” (2002), de Phillip Noyce, como o rastreador de garotas aborígenes em fuga de serviços forçados (escravidão mesmo) nos anos 1930, além da carta de amor do cineasta Baz Luhrmann a seu país natal, “Austrália” (2008), com Nicole Kidman e Hugh Jackman. Mas seu principal trabalho como ator só veio em 2013, quando estrelou (e roteirizou) seu primeiro papel de protagonista em “O País de Charlie”, de Rolf de Heer, como um velho aborígene que, descontente com as leis dos brancos, parte para o interior australiano para viver segundo seus costumes, iniciando uma série de desventuras e eventos. Pelo desempenho, foi premiado como Melhor Ator na mostra Um Certo Olhar (Un Certain Regard) do Festival de Cannes e Melhor Ator nos AACTA Awards (o Oscar australiano), além de ser coberto de honrarias na Austrália. Entre seus últimos papéis, estão uma participação importante na última temporada da série “The Leftlovers”, em 2017, como o sábio Christopher Sunday, o filme de zumbis “Cargo” (2017), com Martin Freeman, e o drama “Amigos Para Sempre” (2019), onde atuou ao lado de Geoffrey Rush e Jai Courtney. Com a saúde deteriorando, ele ainda gravou depoimentos para um documentário dedicado à sua vida e carreira, “My Name is Gulpilil”, lançado em maio deste ano. Veja o trailer emocionante abaixo.

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  • Série

    Críticos americanos elegem The Handmaid’s Tale como melhor série do ano

    6 de agosto de 2017 /

    A TCA (Associação dos Críticos de Televisão dos EUA) elegeu suas séries favoritas da temporada 2016-2017, e o destaque da premiação, realizada no sábado (5/8), foi a sci-fi “The Handmaid’s Tale”, vencedora como Melhor Série de Drama e Melhor Série do Ano. Por sua vez, o prêmio de Melhor Série de Comédia ficou com “Atlanta”. Maior sucesso da plataforma de streaming Hulu, “The Handmaid’s Tale”. Baseada no livro de Margaret Atwood, traduzido no Brasil como “O Conto da Aia” e já filmado em 1990 como “A Decadência de uma Espécie”, a trama de “The Handmaid’s Tale” se passa num futuro distópico, após desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda levar a sociedade a explorar as mulheres férteis como propriedade do estado. A adaptação foi criada por Bruce Miller (roteirista da série “The 100”) e traz Elizabeth Moss (série “Mad Men”) como a protagonista Offred, forçada à servidão sexual para, na condição de uma das últimas mulheres férteis, cumprir seu papel na repopulamento do planeta. Assim, ela é obrigada a transitar entre comandantes, suas esposas cruéis e outros tipos perigosos, lidando com todos com um único objetivo em mente: encontrar a filha que lhe tiraram. A elogiada “This Is Us” também foi premiada, como Programa Revelação, enquanto “Big Little Lies” foi eleita a Melhor Minissérie. Sem distinguir atuações masculinas e femininas, os prêmios de interpretação em drama e comédia foram, respectivamente, para Carrie Coon, de “The Leftlovers” e “Fargo”, e Donald Glover, por “Atlanta”. Para completar, o documentário da ESPN “O.J – Made in America” recebeu o TCA Award de Melhor Trabalho Informativo. Ironicamente, a série documental já tinha até vencido o Oscar 2017. Confira abaixo a lista com todos os premiados. TCA Awards 2017 Melhor Série do Ano “The Handmaid’s Tale” Melhor Série de Drama “The Handmaid’s Tale” Melhor Série de Comédia “Atlanta” Melhor Série Nova “This Is Us” Melhor Série Juvenil “Speachless” Melhor Minissérie, Telefilme ou Especial “Big Little Lies” Melhor Atuação em Drama Carrie Coon, em “The Leftovers” e “Fargo” Melhor Atuação em Comédia Donald Glover, em “Atlanta” Melhor Programa Informativo ou de Notícias “O.J – Made in America” Melhor Reality Show “Leah Remini: Scientology and the Aftermath”

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