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  • Música

    Nedra Talley Ross, última integrante das Ronettes, morre aos 80 anos

    28 de abril de 2026 /

    Cantora fundou o influente trio feminino nos anos 1960, gravando hits como "Be My Baby" e "Walking In The Rain"

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  • Música

    Playlist Moderna | 50 clipes novos de shoegaze, dreampop e melancolia com guitarras

    21 de julho de 2024 /

    Seleção reúne novas bandas e lançamentos de artistas veteranos como The Jesus and Mary Chain e as cantoras do grupo Lush

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  • Música

    Playlist Moderna | O novo som underground em 50 clipes recentes

    24 de dezembro de 2023 /

    A Playlist Moderna de dezembro traz mais 50 clipes recentes com quase 3 horas e meia de música contínua, numa seleção que desce aos porões do underground. Coldwave, darkwave e gótico marcam o tom sombrio dessa festa, que também dança com variações eletrônicas de EBM, trip hop, techno e house, e pega guitarras na reta final com Britpop e shoegaze. A coleção de clipes inclui o duo francês Potochkine, que se apresenta em 10 de fevereiro num dos mais famosos porões do underground paulista, a lendária casa noturna assombrada Madame Satã. Mas há nomes mais conhecidos (veteranos) em novos lançamentos, incluindo Ladytron, The Chemical Brothers, The Ocean Blue, The Jesus and Mary Chain e Romy (da banda The XX), que também faz show em São Paulo em 2024, no C6 Fest, em 18 de maio. Como sempre, os vídeos são organizados por ordem de afinidade sonora numa playlist – para ver na Smart TV, busque Transmitir na aba de configurações do Chrome ou Mais Ferramentas/Transmitir etc no Edge – , visando encaixar uma sequência que ressalte a impressão de videotecagem/mixtape. Experimente ouvir sem saltar as faixas na versão Premium do YouTube (sem interrupções de anúncios). Aperte o play e deixe rolar.     THE CLOCKWORKS | HANGWIRE | MEKONG | NIGHTBUS | THE MOON | JE T’AIME | SHE PLEASURES HERSELF | LADYTRON | MINT JULEP | DEMIAN | THE NIGHTWALKER | KID FRANCESCOLI | DJANGO DJANGO | THE CHEMICAL BROTHERS | POTOCHKINE | ODONIS ODONIS | GAUTHIER | VELVET VELOUR | LOCAL SUICIDE | AUGUSTUS MULLER | MARK SIMPSON | WICCA PHASE SPRINGS ETERNAL | BARRY CAN’T SWIM | NZCA LINES | ROMY | VANDAL MOON | SKEMER | DENUIT | AUX ANIMAUX | ELLEN ALLIEN X ASH CODE | CREUX LIES | POLYVERSO | NO | SHE PAST AWAY | DUCTAPE | TWIN TRIBES | GIRLS UNDER GLASS | SOFT SCENT | MENTHÜLL | LOBSTERBOMB | JETSTREAM PONY | STILL | DOPAMINE | SENSES | THE OCEAN BLUE | DIRTY LACES | SEABLITE | RINSE | GOLDEN APPLES | THE JESUS AND MARY CHAIN

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  • Música

    Shane MacGowan, vocalista da banda folk punk The Pogues, morre aos 65 anos

    30 de novembro de 2023 /

    Shane MacGowan, vocalista e fundador da banda folk punk The Pogues, morreu nesta quinta-feira (30/11) aos 65 anos. A informação foi divulgada pela esposa do artista nas redes sociais. Ele havia sido hospitalizado em dezembro de 2022 com encefalite viral e, neste ano, precisou ficar meses em terapia intensiva. Com problemas crônicos de saúde, Shane chegou a ser internado novamente em julho, mas foi liberado neste mês, possivelmente para morrer em casa ao lado dos entes queridos, o que acabou acontecendo. Punk original Filho de irlandês criado na Inglaterra, ele foi um punk autêntico, ao ponto de ter tido um pedaço da orelha arrancada durante um dos primeiros shows do The Clash em 1976. A cena foi fotografada e publicada pela revista NME, dando fama ao jovem Shane MacGowan, que aproveitou a notoriedade para formar sua primeira banda punk, Nipple Erectors (mais tarde Nips). Paralelamente, ele também começou um trio de folk anárquico com os irlandeses Peter “Spider” Stacy e Jem Finer, chamado New Republicans. Quando os Nips se separaram em 1981, o cantor voltou suas atenções para o grupo irlandês, adicionando gradualmente James Fearnley, Andrew Ranken e a baixista e vocalista Cait O’Riordan. Em 1982, a banda assumiu o nome de Pogue Mahone (gíria irlandesa que significava “beije minha bunda”). Mas após ameaça de boicote, mudaram para The Pogues. A fase de ouro Em 1984, eles fizeram uma turnê com The Clash e assinaram um contrato com a pioneira gravadora independente Stiff Records, por onde lançaram o LP de estreia “Red Roses for Me”. Ganhando reputação por fazer shows histéricos, o grupo atraiu a atenção de Elvis Costello, que produziu seu segundo álbum, “Rum, Sodomy and the Lash”, em 1985. Reforçado por um cover melancólico de “Dirty Old Town” de Ewan MacColl, o disco alcançou a 13ª posição nas paradas de álbuns do Reino Unido. Mas também representou a despedida de uma integrante original. O’Riordan se casou com Costello e deixou a banda em 1986, quando o grupo lançou “Poguetry in Motion”, um EP de quatro músicas que incluía algumas das melhores letras de MacGowan. No ano seguinte, eles fizeram uma colaboração com os veteranos do folk irlandês, Dubliners, que lhes rendeu seu primeiro hit no Top 10 das paradas britânicas – “The Irish Rover”. Em seguida veio o pico comercial do grupo, o álbum “If I Should Fall From Grace With God”, de 1988. Produzido por Steve Lillywhite, produtor dos primeiros álbuns do U2, o lançamento limpou o som da banda e explorou uma variedade maior de estilos, levando os Pogues ao 3º lugar dos discos mais vendidos do Reino Unido. A faixa natalina “Fairytale of New York”, em que MacGowan cantava em dueto com Kristy MacColl, acabou se tornou o maior sucesso do grupo. A influência e a decadência Com a visibilidade conseguida à frente dos Pogues, MacGowan foi responsável por aproximar a música folk da Irlanda do punk rock britânico. A postura anárquica e os vocais gritados com dentes podres, contrastando com violões, banjo, acordeom e flauta, aliados à letras politizadas e engajamento contra a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, influenciaram diversos artistas que se seguiram, inventando o folk punk. Entretanto, o problema do cantor com a bebida acabou se provando maior que sua capacidade artística – ele teria começado a beber aos cinco anos de idade. Em 1991, MacGown foi afastado da banda que criou, sendo substituído no disco seguinte por seu ídolo Joe Strummer, ex-líder do The Clash, e no último disco de 1994 por Spider Stacy. Carreira solo MacGowan seguiu em carreira solo, apresentando-se com uma banda parecida com os Pogues, os Popes. Entre suas músicas mais famosas da época estão o dueto com Sinead O’Connor “Haunted” (1995), além de colaborações com Nick Cave e Jesus & Mary Chain, mas os novos trabalhos não repetiram o sucesso dos anos 1980. No final dos anos 1990, ele perdeu a maioria dos dentes e passou a falar com um tom de rosnado quase incompreensível. Em 2001, Sinead O’Connor denunciou MacGowan à polícia por porte de drogas como uma última tentativa de salvá-lo de uma morte por overdose. Após o susto, ele se reergueu e, durante a última metade da década de 2000, voltou a reformar os Pogues para uma série de shows, muitas vezes tocando em locais maiores do que o grupo costumava se apresentar em seu apogeu. A banda, entretanto, não voltou ao estúdio. Últimos anos A última gravação de MacGowan foi a balada de amor “For the Dancing and Dreaming”, feita para a trilha sonora da animação “Como Treinar Seu Dragão 2” (2014). Mas, antes de morrer, ele estava trabalhando em músicas novas com a banda indie Cronin. Em seus últimos shows, ele se apresentava numa cadeira de rodas. Foi assim que cantou na celebração de seu aniversário de 60 anos em 2018, acompanhando pelos Pogues e outras lendas do rock como Nick Cave, Sinead O’Connor, Bono (do U2), Bobby Gillespie (Primal Scream), Glen Matlock (Sex Pistols), Clem Burke (Blondie), Carl Barat (The Libertines) e o ator Johnny Depp. MacGowan manteve um relacionamento tumultuado de várias décadas com a jornalista Victoria Clarke de Dublin, começando no final dos anos 1980. Os dois colaboraram no quase livro de memórias de MacGowan, “A Drink with Shane MacGowan”, em 2001. Oito anos depois, estrelaram seu próprio reality show, “Victoria and Shane Grow Their Own”, que narrava as tentativas do casal de manter uma horta. Eles finalmente se casaram em 2018.

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  • Música

    Playlist (Vapour Trail): 10 clipes do “guitar pop” dos anos 1980

    9 de maio de 2016 /

    Três anos após apontar o caminho para a cena indie com seus primeiros singles de microfonia exasperante, The Jesus and Mary Chain lançou novo par de canções que renderam outra mudança na paisagem musical britânica. Domando o feedback, a ponto de torná-lo melódico, e acrescentando batidas eletrônicas, que podiam ser dançadas, Jesus inventou uma nova religião. Se “Psychocandy” (1985) era radical demais para o mainstream, “Darklands” (1987) apontou o caminho para o surgimento de uma espécie de “guitar pop”, um pop de guitarras saturadas e vocal meloso, que tomou as paradas e ainda lançou modinhas, como o “Blonde movement”, um cruzamento de Jesus and Mary Chain com Go-Go’s que multiplicou as bandas de cantoras loiras na música britânica do final dos anos 1980. Para fechar a década, Jesus lançou “Automatic” (1989), cujo sucesso finalmente fez a banda estourar nos EUA. A esta altura, as batidas tornaram-se ainda mais dançantes, influenciadas pela acid house e pela cena que florescia entre o contato dos roqueiros com as primeiras raves. Logo, o grupo de seu primeiro baterista, Primal Scream, ganharia remixes de um DJ, dando início a um novo capítulo.

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  • Música

    Playlist (Vapour Trail): 15 clipes que inauguraram o indie rock nos anos 1980

    6 de abril de 2016 /

    Existem várias teorias para explicar como surgiu o rock indie. Há quem prefira apontar os primeiros discos (EPs e singles) independentes, lançados pelas próprias bandas a partir de 1977, durante o auge da estética DIY (Do It Yourself) do punk rock. Em 1980, já havia tantos compactos de gravadoras independentes circulando que o semanário britânico Record Week criou a primeira parada de sucessos voltada apenas para refletir os hits com distribuição alternativa, influenciando outras publicações a seguirem a iniciativa. Mas foi só na metade daquela década que o termo “indie” passou a ser usado como definição musical e não apenas econômica. Em novembro de 1985, o primeiro álbum radicalmente diferente do que havia surgido no pós-punk chegou às lojas: “Psychocandy”, de The Jesus and Mary Chain. Sem saber direito como lidar com a banda, a crítica a rotulou como “o novo Sex Pistols”, tecendo uma analogia entre seu som barulhento e os tumultos que marcavam seus primeiros shows. Mas havia sinais que aquele barulho não era isolado. O empresário do Jesus and Mary Chain, Alan McGee, lotava seu clube londrino, The Living Room, com bandas novas. Ele mesmo era integrante de uma delas (Biff Bang Pow) e dava os primeiros passos com sua própria gravadora, a Creation Records, por onde lançaria a banda paralela do baterista do Jesus, chamada Primal Scream. A verdade é que desde 1984 as bandas se multiplicavam, alimentando, por sua vez, o surgimento de diversas gravadoras pequenas. E foi um movimento tão súbito e intenso que deixou até a imprensa musical perdida, sem conseguir identificar para seus leitores os inúmeros artistas que pareciam surgir de uma só vez. Para cumprir essa tarefa, o semanário NME (New Musical Express) teve a ideia de lançar uma amostragem desses novatos, disponibilizando uma fita K7 junto de uma de suas edições. A iniciativa rendeu a primeira coletânea indie de todos os tempos, a “C86”, assim batizada em homenagem à “classe de 1986”. A “C86”, que completa 30 anos, acabou simbolizando o ponto de virada da música indie. Além de reunir diversos artistas diferentes, ela foi acompanhada por uma longa reportagem da publicação, contextualizando sua representatividade. O objetivo de seus idealizadores era demonstrar como a nova música britânica independente tinha evoluído nos últimos anos, afastando-se do pós-punk, de forma quase desapercebida, enquanto o pop com sintetizadores e influenciado pelo R&B americano dominava as paradas de sucesso. Em contraste, a nova geração priorizava guitarras sobre os sons eletrônicos do período, o que também rendeu a definição genérica “guitar bands” para definir aquela geração no Brasil. O impacto do lançamento do “C86” uniu a imprensa musical britânica em torno da bandeira indie. As publicações rivais da NME, como Melody Maker e Sounds, passaram a incluir novas reflexões sobre a revolução em andamento, nem que fosse para declarar que aquele K7 não era, assim, tão representativo. De fato, se lá havia Primal Scream, The Pastels, Close Lobsters e The Wedding Present, por exemplo, sobravam bandas que não foram a lugar algum, enquanto as ausências de The Jesus and Mary Chain, Spaceman 3 e The Loft, entre outros, gritavam. Aproveitando a discussão, a Creation Records passou a lançar suas próprias coletâneas, revelando My Bloody Valentine, House of Love, Jasmine Minks, The Weather Prophets (sucessor de The Loft) e a geração shoegazer. O fato é que 1986 representou uma grande virada. Ainda havia muitos artistas interessados em levar adiante a sonoridade pós-punk, influenciados por PIL e até Echo and the Bunnymen, por exemplo. Mas os talentos que passaram a monopolizar a atenção da crítica citavam influências mais antigas, incomuns até então, de artistas dos anos 1960: o jangle pop de bandas como The Byrds e outros artistas com guitarras de 12 cordas, o wall of sound dos girl groups como Shangri-Las e The Ronettes e a explosão de microfonia entronizada no clássico “Sister Ray”, do Velvet Underground, banda que também contava com os vocais “frágeis” de Lou Reed e “gélidos” de Nico. Essas sementes, que renderam as primeiras bandas da música indie, acabaram frutificando em novas ramificações musicais na década seguinte, o twee pop e o shoegazer. Em suma, foi assim que tudo começou. Relembre, abaixo, os sons mais distorcidos dessa era, responsáveis por tirar o Velvet Underground da obscuridade para transformá-la na banda mais influente do mundo – como atestam as microfonias, as melodias murmuradas e os kits minimalistas de bateria (tocada em pé) que, desde então, se tornaram indissociáveis da cena indie.

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