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  • Filme

    Proibido de participar do Oscar 2017, diretor iraniano diz que ato de Trump é humilhante

    29 de janeiro de 2017 /

    Asghar Farhadi, cineasta iraniano que já venceu o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira por “A Separação” (2011) e está concorrendo de novo por “O Apartamento”, decidiu que não vai apelar ao governo americano para poder comparecer à cerimônia de premiação da Academia, após Donald Trump assinar um decreto proibindo a concessão de visto a turistas e imigrantes de sete países muçulmanos – entre eles, o Irã. Com a vigência da nova lei, ele não poderia participar da premiação, que acontece no dia 26 de fevereiro, em Los Angeles. Para Farhadi, a situação é humilhante. Ele enviou uma declaração a respeito da sua proibição de participar do Oscar 2017 para o jornal New York Times. Nela, o cineasta afirma que decidiu não tentar comparecer à cerimônia, porque a situação é inaceitável. “Lamento anunciar que não comparecerei à cerimônia da Academia. A possibilidade da minha presença vem acompanhada de muitos ‘ses’ e ‘mas’, o que para mim é inaceitável, mesmo que sejam criadas exceções que garantam a minha viagem”. Ele continuou: “Humilhar uma nação sob o pretexto de proteger outra não é um fenômeno novo na História e sempre levou à criação de mais divisão e inimizade. Portanto, venho aqui expressar a minha condenação das condições injustas que meus compatriotas e cidadãos de outros seis países enfrentam ao tentar imigrar legalmente para os Estados Unidos. Espero que a situação atual não venha a criar mais divisões entre as nações”. Antes mesmo de Trump assinar o decreto, a atriz Taraneh Alidoosti, que estrela “O Apartamento”, já tinha anunciado sua decisão de boicotar a cerimônia em protesto contra as políticas do recém-empossado presidente dos Estados Unidos. Sua declaração foi menos política que a de Farhadi. “A proibição de visto para os iranianos é racista. Independente disso incluir ou não um evento cultural, não irei ao #AcademyAwards 2017 como protesto”, escreveu a atriz nas redes sociais.

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  • Filme

    Trump impede cineasta iraniano que já venceu o Oscar de participar da premiação de 2017

    28 de janeiro de 2017 /

    O decreto assinado por Donald Trump proibindo a concessão de visto a turistas e imigrantes de sete países muçulmanos por, pelo menos, 90 dias vai ter efeitos imediatos na cerimônia do Oscar. Um dos atingidos é Asghar Farhadi, cineasta iraniano que já venceu a estatueta de Melhor Filme em Língua Estrangeira por “A Separação” (2011) e está concorrendo de novo por “O Apartamento”. Com a vigência da nova lei, ele não poderá participar da premiação, que acontece no dia 26 de fevereiro, em Los Angeles. Na semana passada, a atriz Taraneh Alidoosti, que estrela “O Apartamento”, já tinha anunciado sua decisão de boicotar a cerimônia em protesto contra as políticas do recém-empossado presidente dos Estados Unidos. “A proibição de visto para os iranianos é racista. Independente disso incluir ou não um evento cultural, não irei ao #AcademyAwards 2017 como protesto”, escreveu a atriz de 33 anos. Além do Irã, pessoas provenientes do Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen não terão acesso a vistos de entrada nos EUA. Como a Índia foi poupada, o menino Sunny Pawar, astro de “Lion”, que apesar de ter só 8 anos já teve anteriormente o visto negado pelos EUA, poderá participar do Oscar 2017.

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  • Etc,  Filme

    EUA negam visto a ator mirim do filme Lion, forte candidato ao Oscar 2017

    9 de novembro de 2016 /

    Os Estados Unidos negaram visto de entrada ao ator mirim indiano Sunny Pawar. Segundo o site da revista Variety, menino de 8 anos iria ao país para promover o filme “Lion”, forte candidato ao Oscar, em que ele contracena com Nicole Kidman, Rooney Mara e Dev Patel. Pawar voaria nesta semana para Los Angeles acompanhado de seu pai para participar de exibições promocionais do filme, seguindo depois para um evento em Nova York. Mas a alfândega americana proibiu sua entrada no país. Uma das produções mais elogiadas do ano, vencedor do Festival de Chicago e 2º lugar no Festival de Toronto, “Lion” conta a história de um menino perdido nas ruas de Calcutá, que acaba adotado por um casal de australianos. Anos depois, ele volta para a Índia para encontrar seus pais biológicos. Sunny Pawar interpreta o personagem central do filme, durante as cenas de sua infância. O consulado americano em Mumbai, na Índia, não revelou porque negou o visto de entrada ao menino. O estúdio responsável pelo filme, The Weinstein Company, tenta resolver a situação, já que pretendia promover o menino como candidato a concorrer ao Oscar na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. “‘Lion’ é uma história de amor, inclusão e benevolência independente de raça, religião ou etnia. O governando barrando a entrada de um garoto de 8 anos, que é a estrela do filme, no nosso país só mostra o quanto nós precisamos ser lembrados sobre os valores da nossa nação”, declarou um representante do estúdio em nota. Em sua campanha, o presidente eleito dos EUA Donald Trump prometeu que fecharia as fronteiras americanas para imigrantes, especialmente muçulmanos. “Donald Trump pede a suspensão total e completa da entrada de muçulmanos nos Estados Unidos até que os legisladores do nosso país compreendam o que está ocorrendo”, escreveu a equipe de campanha do candidato em um comunicado intitulado “Comunicado de Donald Trump para impedir a imigração muçulmana”. “Até que sejamos capazes de determinar e entender esse problema e o perigo que ele representa, nosso país não pode ser vítima desses ataques horrendos de pessoas que acreditam apenas na jihad, e que não tem nenhum senso de razão ou respeito pela vida humana”, diz o comunicado. O coordenador da campanha de Trump, Corey Lewandowski, afirmou que a proposta se aplicaria a “todo mundo”, considerando tanto muçulmanos que requisitam vistos de imigrantes quanto os que buscam entrar no país como turistas.

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