Diretor de “Encantada” ficou “chocado” ao ser excluído da continuação
O cineasta Kevin Lima, responsável pelo filme “Encantada” (2007), disse que ficou “chocado” por não ter sido convidado para comandar a continuação, “Desencantada”, que estreou recentemente no serviço de streaming Disney+. Em entrevista ao site The Hollywood Reporter, Lima tentou entender exatamente o que aconteceu. “Uma tempestade perfeita de mudança de executivos e a política de Hollywood fizeram com que eu não fosse convidado para a festa, infelizmente”, disse ele. “Foi uma virada muito, muito triste. Eu não vi o filme. Eu não li o roteiro. Então, vou experimentar os personagens que ajudei a criar, crescer e viver como o público faz.” Kevin Lima tinha uma longa relação com a Disney. Ele trabalhou no departamento de animação do estúdio, escreveu o roteiro da animação “Aladdin” (1992), e dirigiu os filmes “Pateta” (1995), “Tarzan” (1999) e “102 Dálmatas” (2000). Ele assumiu o comando de “Encantada” após o projeto ter passado por diversos diretores, como Rob Marshall (“O Retorno de Mary Poppins”), Jon Turteltaub (“Megatubarão”) e Adam Shankman (“Rock of Ages: O Filme”). Sua proposta para o filme, que o diferenciou dos diretores considerados, era que ele queria fazer uma homenagem à Disney, e não uma versão cínica dos contos de fadas – que era o caminho que o projeto estava seguinte até então. Uma das suas principais escolhas ao ser contratado para comandar o filme foi a de dar o papel principal à então desconhecida Amy Adams (“A Chegada”). Na ocasião, o estúdio queria um nome mais forte para interpretar a personagem Giselle, mas Lima insistiu que Adams era a escolha certa. “Amy é a força vital de ‘Encantada’ e, sem essa atuação, o filme não seria metade do que é”, disse o diretor. “O departamento de marketing não acreditava que valia a pena fazer o filme”, disse Lima, relembrando outros problemas que enfrentou na época. “Eles não achavam que os meninos iriam ver este filme, e o departamento de marketing fez o possível para acabar com o filme algumas vezes enquanto estávamos na pré-produção. Mas eu tive muita sorte que [os executivos da Disney] Nina Jacobson e Dick Cook acreditaram no filme e continuaram nos empurrando para frente.” Apesar de todas as dificuldades, “Encantada” saiu como Lima queria e se tornou um sucesso enorme de público (rendeu mais de US$ 340 milhões nas bilheterias em 2007) e de crítica (93% de aprovação no Rotten Tomatoes). Porém, quando chegou a hora de fazer uma continuação, o estúdio recorreu a Adam Shankman, um dos diretores descartados do primeiro filme. E o resultado foi um filme mediano, com apenas 40% de aprovação no Rotten Tomatoes e sem a magia do original. Independentemente disso, Lima continua orgulhoso de que “Encantada” tenha se juntado à lista de filmes de princesas da Disney que os fãs mais adoram. “Como prestamos homenagem a esses filmes de uma forma amorosa, ‘Encantada’ se tornou atemporal.” Assista abaixo ao trailer de “Encantada”, o filme original.
The Walking Dead: Série derivada de Daryl ganha primeiras fotos
O canal pago americano AMC divulgou as primeiras três fotos do spin-off de “The Walking Dead” focado no personagem de Daryl Dixon (Norman Reedus). Inicialmente, a série seria estrelada por Daryl e Carol, mas a atriz Melissa McBride acabou desistindo, deixando o parceiro sozinho na nova atração. A série vai se passar alguns meses após o final de “The Walking Dead”, que foi ao ar no domingo (20/11), com exibição pela plataforma Star+ no Brasil. A trama vai encontrar Daryl descobrindo que foi parar na França, após ser surpreendido e ficar desacordado numa emboscada, durante uma missão de reconhecimento. Ao chegar lá, ele deve encontrar não só um mundo novo, como pistas sobre o começo da pandemia, mutações e pesquisas de uma cura para a infecção que transforma os mortos em zumbis. Esses temas foram introduzidos na cena pós-créditos de “The Walking Dead: Um Novo Universo”, que revelou um laboratório francês coberto de pichações de que “os mortos nasceram aqui”. Na cena, um único cientista retorna ao local, mas é morto por um homem não identificado que revela que os cientistas franceses estão todos mortos ou presos. O atirador também os culpa por “tornar [o vírus] pior” em uma referência velada às variantes de zumbis. Além da série de Deryl, serão lançadas outras duas produções derivadas de “The Walking Dead”, centradas nos “casais” Rick e Michonne, e Negan e Maggie. Ainda não há previsão para a estreia dessas séries, que devem chegar ao Brasil por uma nova plataforma de streaming: AMC+, anunciada nesta terça (22/11).
“The Crown” supera estreia de “1899” pra se manter no trono da Netflix
A 5ª temporada da série “The Crown” manteve o 1º lugar no Top 10 Semanal da Netflix pela segunda semana consecutiva. Ao todo, a atração acumulou mais 84 milhões de horas assistidas no período entre 14 e 20 de novembro – o que representa uma queda das 107 milhões de horas da semana anterior. Ainda assim, os números comprovam que as polêmicas envolvendo a atração antes do seu lançamento alimentaram o interesse do público. A nova temporada se passa na década de 1990, época em que a família real britânica estava em crise devido ao fim do casamento do Príncipe Charles e da Princesa Diana. A 2ª posição ficou com a estreia de “1899”, nova série dos criadores de “Dark”, que foi vista por um total de 79 milhões de horas. Apesar de não liderar, é uma estreia forte para apenas quatro dias de exibição – a estreia aconteceu na quinta (17/11). “The Crown” teve três dias a mais para superar a produção europeia em apenas 5 milhões de horas. Outro detalhe curioso é que inglês não é a língua predominante em “1899”, que apresenta diversos idiomas, como alemão, francês, espanhol, dinamarquês, japonês, chinês e até português. Se tivesse sido considerada como uma série não falada em inglês, “1899” teria uma das maiores aberturas desse ranking no ano. O pódio se completa com a 4ª temporada de “Manifest”, mas sua audiência foi muito mais baixa, rendendo “apenas” 35 milhões de horas. Completando o Top 5 estão a estreia da 3ª e última temporada de “Disque Amiga para Matar”, com 30 milhões de horas assistidas, e a 2ª temporada de “Warrion Nun”, que foi vista por um total de 27 milhões de horas. Entre as séries internacionais, ou seja, não faladas em inglês, o 1º lugar ficou mais uma vez com a atração colombiana “Til Money Do Us Part”, que acumulou 39,9 milhões de horas assistidas, seguida de perto pela 6ª temporada de “Elite”, com 36,8 milhões de horas. Confira abaixo a lista completa do Top 10 das séries faladas em inglês da Netflix. 1. “The Crown 5” 2. “1899” 3. “Manifest 4” 4. “Disque Amiga para Matar 4” 5. “Warrior Nun 2” 6. “Manifest 1” 7. “Revelações Pré-históricas” 8. “Warrior Nun 1” 9. “Recomeço” 10. “Casamento às Cegas 3”
Comédia com Camila Queiroz e Klebber Toledo ganha trailer
A HBO Max divulgou o trailer de “Procura-se”, uma nova comédia brasileira estrelada pelo casal da vida real Camila Queiroz (“Verdades Secretas”) e Klebber Toledo (“Ilha de Ferro”). O filme é adaptação de um best-seller da autora Carina Rissi, tem direção de Marcelo Antunez (“Polícia Federal: A Lei é para Todos”) e é uma produção da Framboesa Filmes. A trama gira em torno de Alicia (Camila Queiroz), uma jovem bem-nascida que adora baladas e recebe uma herança de um parente milionário, mas com uma condição: apenas após o casamento. Recusando-se a ceder, ela decide trabalhar como assistente na empresa do falecido, logo descobrindo que o salário não cobre nem os gastos com a gasolina do seu Porshe. Além disso, seus colegas de trabalho são hostis. Cansada das pequenas dificuldades que encontra a cada dia, Alicia decide burlar o testamento com um plano maluco, aceitando a proposta de um colega de trabalho para virar seu namorado/marido de aluguel. A autora Carina Rissi coleciona romances de sucesso, com a série “Perdida”, que conquistou o coração de diversos leitores de todas as idades. “Procura-se um Marido” agradou tanto o público que ganhou um spin-off chamado “A Mentira Perfeita”. O filme faz parte de um acordo maior com a escritora, que já tem outros projetos em desenvolvimento na plataforma. Além de ter suas obras adaptadas para formatos audiovisuais, Carina Rissi ainda apresentará roteiros inéditos para a HBO Max nos próximos anos.
2ª temporada de “Vikings: Valhalla” ganha fotos e data de estreia
A Netflix divulgou as primeiras imagens e a data de estreia da 2ª temporada de “Vikings: Valhalla”. Os novos episódios chegarão ao streaming em 12 de janeiro, com direito a novos personagens. A série é uma espécie de continuação de “Vikings”. Desenvolvida pelo mesmo produtor, Michael Hirst, passa-se um século após as façanhas de Ragnar Lothbrok e seus filhos, concentrando-se nas aventuras de outros vikings famosos: os irmãos Leif Eriksson (Sam Corlett, de “O Mundo Sombrio de Sabrina”) e Freydis Eriksdotter (Frida Gustavsson, de “Swoon”), além de Harald Sigurdsson (Leo Suter, de “The Liberator”), um príncipe viking cristão que se apaixona por Freydis. A 2ª temporada encontra esses heróis logo após a trágica queda de Kattegat, um evento que destruiu seus sonhos e alterou seus destinos. Encontrando-se repentinamente como fugitivos na Escandinávia, eles são forçados a testar suas ambições e coragem em mundos além de seus fiordes familiares. Entre os novos personagens, os destaques são Harekr, líder de uma comunidade viking pagã, interpretado por Bradley James (o Rei Arthur de “Merlin”), Mariam, uma astrônoma árabe vivida por Hayat Kamille (“Assassinato no Expresso do Oriente”), o Rei Yaroslav, o Sábio, governante de um província no norte da Rússia, encarnado por Marcin Dorociński (“O Gambito da Rainha”), e Elena, uma nobre russa interpretada por Sofya Lebedeva (“McMafia”). Todos estão retratados nas fotos abaixo. The only certainties in life are love, death and axes. Vikings: Valhalla Season 2 returns January 12, 2023 only on @netflix. pic.twitter.com/vmb2xA2TAH — Vikings Valhalla (@NetflixValhalla) November 21, 2022
“Pantera Negra 2” lidera bilheterias do Brasil pela segunda semana
“Pantera Negra: Wakanda para Sempre” manteve a liderança das bilheterias dos cinemas brasileiros pela segunda semana. O filme foi visto por 717 mil pessoas e arrecadou R$ 15,5 milhões entre quinta-feira e domingo (20/11), segundo dados da Comscore. Em 2º lugar, “Adão Negro” levou 112 mil pessoas aos cinemas para faturar R$ 2,23 milhões. Com bilheteria bem menor, a produção religiosa brasileira “Nada é por Acaso” completou o pódio. Estrelado por Giovanna Lancellotti (“Temporada de Verão”) e Rafael Cardoso (“Salve-se Quem Puder”), o filme vendeu 55 mil ingressos para gerar R$ 921 mil. Ao todo, os cinemas arrecadaram R$ 20,27 milhões com 965 mil espectadores pagantes no fim de semana. Veja abaixo os trailers das cinco maiores bilheterias do Brasil. 1 | PANTERA NEGRA: WAKANDA PARA SEMPRE | 2 | ADÃO NEGRO | 3 | NADA É POR ACASO | 4 | LILO, LILO CROCODILO | 5 | A LUZ DO DEMÔNIO |
Personagens mortos de “The Walking Dead” voltam como zumbis em comerciais
A produtora e agência de publicidade Maximum Effort, fundada pelo ator Ryan Reynolds (“Deadpool”), divulgou uma série de comerciais divertidos que resgatam antigos personagens mortos de “The Walking Dead”. Exibidos nos intervalos do último episódio da atração, que foi ao ar no domingo (20/11), os anúncios destacam as voltas de Milton Mamet (interpretado por Dallas Roberts), Andrea Harrison (Laurie Holden), Rodney (Joe Ando-Hirsh) e Gareth (Andrew West), que após a morte se tornaram zumbis, mas continuam ativos. Eles aparecem fazendo propaganda das marcas Autodesk, Deloitte, DoorDash, MNTN e Ring. “’The Walking Dead’ gerou mais conversa cultural na última década do que qualquer outra propriedade e queríamos honrar isso trazendo alguns personagens de volta dos mortos em alguns anúncios contextuais divertidos”, disse Reynolds, em comunicado. Ele ainda acrescentou que os comerciais “podem fazer parte da conversa cultural, como costumavam fazer com tanta frequência. Eles só precisam de um pouco mais de amor, atenção e travessuras”. Os comerciais foram desenvolvidos em parceria com a produtora Content Room, da rede americana AMC. Criada em 2020, a Content Room já produziu uma série comerciais vinculados às marcas da AMC, que exibe “The Walking Dead” nos EUA. Entre essas produções, destaca-se “Cooper’s Bar”, uma série de curtas-metragens co-criados e estrelados por Rhea Seehorn (de “Better Call Saul”) que foram indicados ao Emmy. O final de “The Walking Dead” também foi disponibilizado no domingo no Brasil pela plataforma Star+, mas sem os comerciais americanos.
Choque! CEO da Disney é demitido e Bob Iger volta à chefia
A indústria do entretenimento dos EUA está em estado de choque após a Disney anunciar, numa reviravolta impressionante, que Bob Chapek deixará o cargo de CEO da empresa e Bob Iger, o ex-CEO responsável por transformar a companhia numa superpotência, voltará para a posição de chefia. O conselho de diretores da Disney anunciou a decisão na noite de domingo (20/11). “Agradecemos a Bob Chapek por seus serviços prestados à Disney ao longo de sua longa carreira, incluindo a condução da empresa nos desafios sem precedentes da pandemia”, disse Susan Arnold, presidente do conselho, em um comunicado. “O Conselho concluiu que, à medida que a Disney embarca em um período cada vez mais complexo de transformação da indústria, Bob Iger está em uma posição única para liderar a empresa nesse período crucial”. O próprio Iger se manifestou no comunicado. “Estou extremamente otimista com o futuro desta grande empresa e emocionado com o pedido do Conselho para retornar como seu CEO”, disse. “A Disney e suas incomparáveis marcas e franquias ocupam um lugar especial no coração de tantas pessoas ao redor do mundo, principalmente no coração de nossos funcionários, cuja dedicação a esta empresa e sua missão é uma inspiração. Estou profundamente honrado por ser convidado a liderar novamente esta equipe notável, com uma missão clara focada na excelência criativa para inspirar gerações por meio de narrativas ousadas e inigualáveis”, completou. Iger também enviou um e-mail aos funcionários da Disney, em que assumiu estar voltando “com um incrível senso de gratidão e humildade – e, devo admitir, um pouco de espanto”. Embora ele retorne ao comando do conglomerado, o conselho deixou claro que seu novo mandato será curto (de dois anos) e com a missão de escolher um sucessor. Segundo o comunicado, o executivo “concordou em atuar como CEO da Disney por dois anos, com mandato do Conselho para definir a direção estratégica para um crescimento renovado e trabalhar em estreita colaboração com o Conselho no desenvolvimento de um sucessor para liderar a empresa ao final de seu mandato”, disse a diretoria. Ele deixou o cargo de CEO em fevereiro de 2020, passando as rédeas para Chapek, que anteriormente liderava a divisão de parques temáticos e produtos de consumo da empresa. Iger foi nomeado COO da Disney em 2000, após ter sido presidente da rede de TV ABC, e virou CEO em 2005 após a saída do polêmico Michael Eisner, numa rebelião comandada pelo próprio Roy Disney. Sob seu comando, a Disney passou a comprar empresas. Apostando no valor do conteúdo, o conglomerado iniciou um crescimento sem igual em sua trajetória. A Disney adquiriu a Pixar em 2006, a Marvel em 2009, a Lucasfilm (de “Star Wars”) em 2012 e a 21st Century Fox em 2018. Em 2019, Iger culminou sua trajetória com o lançamento da Disney+, publicou uma autobiografia e anunciou seus planos de se aposentar. Com Bob Chapek assumindo seu cargo, ele ainda fez uma transição como presidente executivo do conselho por 11 meses. O executivo saiu da empresa em dezembro de 2021, e nesse meio tempo pôde ver de perto as dificuldades de Chapek, que enfrentou forças maiores, como a pandemia, mas também criou problemas internos, como uma crise com a Marvel devido ao lançamento de “Viúva Negra” diretamente em streaming, que levou Scarlett Johansson a processar a companhia. O problema foi resolvido com uma compensação financeira, mas isso poderia ter sido feito num acordo prévio. Além disso, Chapek não soube lidar com o dilema de apoiar o governo conservador da Flórida e a pressão de funcionários LGBTQIAP+, que se revoltaram contra o apoio dado pela Disney à iniciativa da lei “Don’t Say Gay” – que proíbe escolas do estado de abordar o que a extrema direita chama de “ideologia de gênero”. Ao tentar se reposicionar, o CEO acabou transformando a Disney em “comunista” sob o olhar dos conservadores e alvo de sanções econômicas. Na semana passada, Jim Cramer, comentarista econômico da rede de notícias CNBC, pediu a demissão de Chapek devido ao balanço financeiro trimestral da companhia. Ainda não está claro qual foi a gota d’água que fez o conselho decidir por sua substituição, mas não faltou na imprensa americana quem comparasse a volta de Iger ao retorno de Steve Jobs à Apple, apostando num renascimento ainda mais forte da marca Disney.
Artista brasileira acusa “1899” de plagiar seus quadrinhos: “Estou em choque”
A artista brasileira Mary Cagnin usou as redes sociais neste domingo (20/11) para acusar a série “1899”, lançada na quinta-feira (17/11) pela Netflix, de plagiar uma obra de quadrinhos que ela lançou em 2016. “Estou em choque”, ela começou. “‘1899’ é simplesmente idêntico ao meu quadrinho ‘Black Silence’, publicado em 2016”, revelou no Twitter. E em seguida listou uma série de “coincidências” entre as duas obras, mostrando lado a lado suas ilustrações e cenas da produção europeia. A única diferença, segundo ela, é que a série desenvolvida pelos produtores e roteiristas alemães Baran Bo Odar e Jantje Friese, que causaram frenesi mundial com a trama de “Dark”, passa-se num navio do século 19, enquanto “Black Silence” é uma sci-fi espacial. “Está tudo lá: A pirâmide negra. As mortes dentro do navio/nave. A tripulação multinacional. As coisas aparentemente estranhas e sem explicação. Os símbolos nos olhos e quando eles aparecem”, escreveu a brasileira. Ela seguiu fazendo comparações: “As escritas em códigos. As vozes chamando por eles. Detalhes sutis da trama, como dramas pessoais dos personagens, incluindo as mortes misteriosas.” Segundo a autora, é possível que os produtores alemães da série tenham conhecido sua obra quando ela participou, em 2017, da Feira do Livro de Gotemburgo, na Suécia, um evento internacional que disponibilizou “Black Silence” em inglês para editores e profissionais do ramo. Mas vale apontar que uma das roteiristas da série é brasileira: Juliana Lima Dehne, que fez o curta nacional “Pare. Olhe. Escute.” (2009) “Já chorei horrores. Meu sonho sempre foi ser reconhecida pela meu trabalho nacionalmente e internacionalmente. E ver uma coisa dessas acontecendo realmente parte meu coração”, reclamou Cagnin. A artista, que já ilustrou livros e revistas para editoras Globo, Abril e Mol, lançou recentemente seu site pessoal (marycagnin.com), onde é possível ler a íntegra de “Black Silence”. Cagnin não disse se pretende processar os produtores ou a Netflix. Por enquanto, está avaliando “os procedimentos que devo tomar”. “Se é que é que há algo que possa ser feito”, lamentou. Mas fez questão de destacar sua indignação: “A gente não pode achar que só porque somos brasileiros devemos aceitar esse tipo de menosprezo e indiferença. Temos inúmeros casos de gringos copiando a gente, em filmes, séries e músicas. Como o caso do filme ‘As aventuras de Pi’ que foi copiado de um livro brasileiro”, afirmou. Veja abaixo as postagens da brasileira. ESTOU EM CHOQUE. O dia que descobri que a série 1899 é simplesmente IDÊNTICO ao meu quadrinho Black Silence, publicado em 2016. Segue o fio. pic.twitter.com/1deBicrBeQ — Just Mary (@marycagnin) November 20, 2022 As escritas em códigos. As vozes chamando por eles. Detalhes sutis da trama, como dramas pessoais dos personagens, incluindo as mortes misteriosas. pic.twitter.com/zenqeq2zqF — Just Mary (@marycagnin) November 20, 2022 Participei de painéis e distribuí o quadrinho Black Silence para inúmeros editores e pessoas do ramo. Não é difícil de imaginar o meu trabalho chegando neles. Eu não só entreguei o quadrinho físico como disponibilizei a versão traduzida para o inglês. — Just Mary (@marycagnin) November 20, 2022 Tive a oportunidade que muitos quadrinistas nunca tiveram: de poder mostrar meu trabalho para o público internacional. Gente. Eu dei palestras. Falei sobre o plot. Apresentei para pessoas influentes da área. O negócio é sério. — Just Mary (@marycagnin) November 20, 2022 Quem quiser pode ler meu quadrinho que está disponível para leitura online para tirar suas próprias conclusões:https://t.co/owMn85MIal — Just Mary (@marycagnin) November 20, 2022 Já cansei de chorar. Agradeço a todos que leram até aqui e a todos meus leitores por todo o apoio que recebo. Inúmeras pessoas no inbox do Insta comentando sobre as similaridades. Vou ver os procedimentos que devo tomar. Se é que é que há algo que possa ser feito. — Just Mary (@marycagnin) November 20, 2022
“Pantera Negra 2” ultrapassa US$ 500 milhões mundiais
“Pantera Negra: Wakanda para Sempre”, liderou as bilheterias da América do Norte pelo segundo fim de semana consecutivo, faturando robustos US$ 67,3 milhões para atingir um total doméstico de US$ 288 milhões em 10 dias. Com isto, já é a 7ª maior bilheteria do ano nos EUA e Canadá. Em todo o mundo, o filme chegou a US$ 546 milhões. Isto representa a 8ª maior bilheteria mundial de 2022 – a diferença se deve à inclusão do fenômeno chinês “Water Gate Bridge” na soma internacional. O 2º lugar no ranking norte-americano ficou com a estreia de “O Menu”, uma comédia de terror culinário, que arrecadou US$ 9 milhões em 3.211 cinemas. Por sinal, esta distribuição representa o maior lançamento da História do estúdio Searchlight, o braço pseudo-indie da Disney. A trama de humor sombrio segue convidados ricos (entre eles Anya Taylor-Joy, de “Os Novos Mutantes”, e Nicholas Hoult, de “X-Men: Fênix Negra”) que embarcam para uma ilha privada para participar de um banquete luxuoso preparado pelo prestigioso Chef Slowik (Ralph Fiennes, o Voldemort de “Harry Potter”), com algumas surpresas chocantes. Ao chegarem no local, eles se deparam com um clima sinistro e descobrem que os pratos principais do menu são eles mesmos. A etiqueta da refeição é clara: correr e evitar ser pego ou se tornar o primeiro prato. O longa foi saboreado pela crítica, que lhe deu 90% de aprovação no Rotten Tomates. O lançamento no Brasil está marcado para 1 de dezembro. Em 3º lugar ficou uma série de TV. Os dois primeiros episódios da 3ª temporada de “The Chosen” foram projetados em 2 mil cinemas e faturaram US$ 8,2 milhões nos EUA. A série, que é disponibilizada pela Globoplay no Brasil, tem temática religiosa e segue a vida de Jesus. “Adão Negro” (US$ 4,4 milhões) e “Ingresso para o Paraíso” (US$ 3,2 milhões) completaram o Top 5 norte-americano. Com isso, o lançamento de “Ela Disse” estagnou em 6º lugar, com US$ 2,3 milhões. O desempenho representa uma das piores aberturas – fora da pandemia – para um filme distribuído em mais de duas mil telas. Sem previsão de estreia no Brasil, a produção da Universal narra o trabalho das repórteres investigativas do New York Times que expuseram as décadas de abuso do poderoso produtor Harvey Weinstein, dando origem ao movimento #MeToo. Os papéis principais são vividas por Carey Mulligan (“Bela Vingança”) e Zoe Kazan (“Doentes de Amor”) Apesar da bilheteria fraca, o filme foi bastante elogiado tanto pela crítica (88% de aprovação no Rotten Tomatoes) quanto pelo público (nota A no CinemaScore, avaliação dos espectadores). Mas o perfil de sua audiência foi bastante específico, com média etária superar aos 45 anos, o que rendeu a baixa frequência. Veja abaixo os trailers das cinco maiores bilheterias do fim de semana nos EUA e Canadá. 1 | PANTERA NEGRA: WAKANDA PARA SEMPRE | 2 | O MENU | 3 | THE CHOSEN 3 | 4 | ADÃO NEGRO | 5 | INGRESSO PARA O PARAÍSO |
Polêmica! “Desencantada” tinha música contra mulheres fortes
Desencantado com “Desencantada”? A crítica americana achou a continuação do divertido “Encantada” (2007) muito fraca, resultando em apenas 44% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas podia ser pior. A trilha sonora oficial do filme confirmou que um boato considerado improvável era verdadeiro. Um dos rumores que circularam no começo do ano é que o filme teria passado por exibições-teste negativas, e que a cena mais rejeitada trazia o personagem Robert (Patrick Dempsey) cantando sobre a dificuldade de ser herói hoje em dia, já que as mulheres não precisavam mais “ser salvas”. O problema é que o rumor era verdade. A música consta do disco, em formato de “demo”, e se chama “Hard Times For Heroes”. Com isso, fica claro que ela fez parte de uma versão inicial do filme. O refrão escancara: “Agora são tempos difíceis para os heróis/ Não há moça para salvar agora/ As moças são tão corajosas agora/ São eles que ganham o elogio/ E são tempos difíceis para os heróis”. Trata-se de um discurso similar ao dos militantes incels de extrema direita, que reclamam de produções de heróis da Marvel e de “Star Wars”, lançamentos da própria Disney, por destacarem heroínas fortes e emascularem os heróis “de verdade”. Para completar, a música tem até uma reclamação creditada a Mulan contra o feminismo. Veja o trecho: “Você acha isso ruim?/ Uma vez eu fui uma guerreira, uma mulher lutadora feroz/ Então, eu era única e muito orgulhosa/ Mas desde então eu provei que guerreiros não precisam ser homens/ Veja o que eu sou agora, apenas mais uma na multidão”. A conclusão da música ainda reforça: “Quando não há mais donzelas/Nós somos os únicos em perigo agora”. Ouça abaixo a música polêmica. Pra quem não lembra, o “Encantada” original foi uma sátira divertida e bem-sucedida aos desenhos animados musicais de princesas da Disney, mostrando o duro choque de realidade sofrido por uma dessas princesas, Giselle (Amy Adams), ao emergir na moderna cidade de Nova York nos dias atuais. Ela perde o rumo ao conhecer a vida desencantada das pessoas normais, mas descobre a felicidade com um viúvo nova-iorquino comum (Patrick Dempsey), mesmo com o Príncipe Encantado (James Marsden) vindo em seu resgate. A sequência encontra o casal do filme original após o final feliz, que não dura para sempre, pois Giselle sente falta de seu reino encantado e deseja que tudo em sua vida volte a se tornar mágico. Mas quando esse desejo se materializa, o resultado não é o esperado, já que, ao transformar sua vida num conto de fadas, ela se descobre a madrasta malvada da filha adolescente do personagem de Dempsey, assumindo a personalidade de uma Rainha Má das fábulas. O cineasta Adam Shankman (“Rock of Ages: O Filme”) é responsável pela direção do novo longa, que ainda destaca Maya Rudolph (“Fortuna”), Oscar Nuñez (“Professor Iglesias”), Jayma Mays (“Glee”), Idina Menzel (“Cinderela”), Yvette Nicole Brown (“Community”) e a jovem Gabriella Baldacchino (“Ask for Jane”) no elenco.
Jenna Ortega fez teste para Wandinha usando maquiagem do terror “X”
A atriz Jenna Ortega revelou um detalhe curioso sobre sua escalação para o papel-título de “Wandinha”, nova série sobre a Família Addams na Netflix. Num vídeo gravado para o canal da revista Wired no YouTube, ela contou que ainda estava usando a maquiagem de uma cena brutal do terror “X – A Marca da Morte”, quando atendeu a chamada do diretor Tim Burton para um teste da série. “Tinha sangue falso e suor de glicerina no meu cabelo, um corte enorme na minha cara e estava acordada havia 24 horas”, contou Ortega. “Entrei [na chamada de vídeo] e [Burton] começou a rir.” “X – A Marca da Morte” acaba de ser lançado nas plataformas digitais de VOD e “Wandinha” estreia na quarta-feira (23/11) na Netflix. A série retrata a filha caçula da Família Addams pela primeira vez como uma jovem adulta, mas como a mesma personalidade mórbida. Na trama, após passar por oito escolas diferentes em cinco anos, ela é enviada pela família para a Nevermore Academy (ou Academia Nunca Mais), onde conhece novos colegas tão complicados quanto ela, enquanto aprende a dominar suas habilidades psíquicas emergentes, frustra uma monstruosa onda de assassinatos que aterroriza a cidade e resolve um mistério sobrenatural que envolveu seus pais 25 anos atrás. Além de Jenna Ortega no papel-título, Catherine Zeta Jones (“A Máscara do Zorro”) e Luis Guzmán (“Viagem 2: A Ilha Misteriosa”) vivem seus pais Morticia e Gomez Addams, Isaac Ordonez (“Uma Dobra no Tempo”) faz seu irmão Feioso (Pugsley) e Fred Armisen (“Los Espookys”) é o Tio Chico. O resto do elenco inclui Gwendoline Christie (a Brienne de “Game of Thrones”), Thora Birch (Gamma em “The Walking Dead”), Riki Lindhome (“Entre Facas e Segredos”), Jamie McShane (“Mank”), Hunter Doohan (“Your Honor”), Georgie Farmer (“Treadstone”), Moosa Mostafa (“The Last Bus”), Emma Myers (“Girl in the Basement”), Naomi J. Ogawa (“Skylin3s”), Joy Sunday (“Cara Gente Branca”), Percy Hynes White (“The Gifted”) e Christina Ricci, que foi a Wandinha dos filmes de “A Família Addams” dos anos 1990. Os responsáveis pelos roteiros são Alfred Gough e Miles Millar, dupla que criou “Smallville” e a sci-fi de artes marciais “Into the Badlands”. Já o visual gótico estilizado estará sob comando de Tim Burton, responsável por vários terrores cômicos e juvenis ao longo da carreira, incluindo “Os Fantasmas se Divertem” (1988) e “Edward Mãos de Tesoura” (1990). Depois da série, Jenna Ortega poderá ser vista em outro produção de terror. Ela está no elenco de “Pânico 6”, que chega aos cinemas em março de 2023.
“Murderville” terá especial de Natal na Netflix
A Netflix anunciou que a série de comédia de improviso “Murderville” ganhará uma especial de Natal. O episódio contará com participações de Maya Rudolph (“Desencantada”) e Jason Bateman (“Ozark”) e investigará quem matou o Papai Noel. Veja o teaser abaixo. Lançada em fevereiro na Netflix, “Murderville” é uma sátira de séries policiais baseada em improvisos. Na trama, Will Arnett (“Arrested Development”) vive um detetive policial que comanda a investigação de um assassinato diferente a cada episódio, sempre acompanhado por um convidado famoso, que atua sem roteiro e ideia do que vai acontecer, tendo que improvisar sua participação do início ao fim das gravações. A produção é baseada num sucesso da TV britânica: “Murder in Successville”, da BBC 3. Os seis episódios anteriormente disponibilizados do remake americano têm participações de Annie Murphy (“Schitt’s Creek”), Ken Jeong (“Se Beber Não Case”), Kumail Nanjiani (“Eternos”), Marshawn Lynch (“Westworld”), Sharon Stone (“Instinto Selvagem”) e do apresentador Conan O’Brien. O especial de Natal será lançado no dia 15 de dezembro. TV's deadliest improv comedy is back and this time Maya Rudolph and Jason Bateman are on the case with Senior Detective Terry Seattle (a.k.a. Will Arnett)! Who Killed Santa? A Murderville Murder Mystery premieres December 15 pic.twitter.com/pBF8N90Mda — Netflix (@netflix) November 18, 2022












