Disney confirma planos para quinto Indiana Jones
O CEO da Disney Bob Iger confirmou que um novo capítulo da saga de “Indiana Jones” faz parte dos planos imediatos do estúdio. O que não chega a surpreender, diante do sucesso de “Star Wars: O Despertar da Força”. Em entrevista à rede de notícias Bloomberg, Iger deixou escapar que o quinto filme da outra franquia da LucasFilm estava em pleno desenvolvimento. “‘Indiana Jones’, aliás, está vindo”, ele mencionou casualmente, enquanto falava sobre as aquisições da empresa, como a Pixar, a Marvel e a própria LucasFilm. Iger não deu mais informações sobre o futuro do arqueólogo aventureiro, mas é a primeira vez que a Disney – por meio de seu maior executivo – confirmou oficialmente seus planos para a franquia, desde que o estúdio comprou a companhia de George Lucas. No começo de dezembro, o ator Harrison Ford, intérprete de Indiana Jones, revelou que o roteiro do quinto filme da saga estava sendo escrito. “Estamos na etapa de desenvolver ideias, mas há uma pessoa contratada que, se não está atualmente trabalhando o roteiro, deveria estar”, disse o ator com seu tradicional humor. A tal pessoa seria David Koepp, o roteirista do quarto filme da saga, “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (2008), que arrecadou cerca de US$ 800 milhões em bilheteria. Ford quer retomar o personagem. Do mesmo modo, Steven Spielberg, diretor de todos os filmes da franquia, deseja dirigir o próximo também. Mas a Disney pode optar por uma renovação completa, afastando Spielberg como fez com Lucas em “Star Wars”, e optando por um novo ator no papel principal. Quando “Guardiões da Galáxia” estourou nas bilheterias, em 2014, chegou a circular a notícia de que Chris Pratt estaria cotado para viver uma versão mais jovem do aventureiro. Spielberg, porém, discorda frontalmente dessa abordagem. “Não acredito que ninguém possa substituí-lo. Não acho que isso vá ocorrer. Claro, não é a minha intenção que seja como ocorreu com James Bond ou Homem-Aranha. Só há um Indiana Jones e ele é Harrison Ford”, disse o diretor em entrevista recente. A única coisa que parece resolvida, até aqui, é o afastamento de George Lucas, que tinha sido o autor das quatro histórias anteriores. Após sua história para a nova trilogia “Star Wars” ter sido recusada pela Disney, a sugestão de que David Koepp estaria trabalhando num roteiro significa que Lucas também foi desconsiderado neste projeto.
Steven Spielberg cria novo conglomerado de cinema e TV
O cineasta, produtor e empresário Steven Spielberg lançou um novo conglomerado de cinema e TV, a Amblin Partners, que vai reunir cinco produtoras diferentes sob o mesmo teto: os estúdios DreamWorks, Amblin Entertainment, Participant Media, Reliance Group e Entertainment One. O empreendimento, criado com um capital inicial de US$ 500 milhões, incluirá divisões de cinema, televisão e conteúdo digital. E todos os novos projetos serão desenvolvidos em parceria com a Universal Pictures, responsável por distribuir os filmes no cinema, e a Universal Television, produtora das principais séries exibidas na rede americana NBC e em canais pagos como o SyFy, USA Network e, no mercado internacional, Universal HD, entre outros. Com isso, Spielberg não renovará o contrato de distribuição da DreamWorks com a Disney, que se encerra em agosto. “O Bom Gigante Amigo”, com direção do próprio Spielberg, e o drama “The Light Between Oceans”, estrelado por Michael Fassbender, Alicia Vikander e Rachel Weisz, serão os últimos títulos de sua empresa distribuídos pela Disney em 2016. Segundo informações do site Deadline, a Universal firmou um contrato de cinco anos com a nova produtora e começará a parceria com a distribuição de “A Garota no Trem”, produção da DreamWorks baseada no best-seller de Paula Hawkins. O thriller será lançado em 7 de outubro nos EUA. Para Spielberg, o negócio também representa uma “volta para casa”. Foi na Universal que ele começou, 45 anos atrás, consagrando-se com seus primeiros sucessos, “Tubarão” (1975) e “E.T. – O Extraterrestre” (1982). A conexão com o estúdio é tão grande que o diretor manteve, neste tempo inteiro, escritórios ativos dentro do complexo da Universal. Graças a isso, não fundiu a marca Amblin com a DreamWorks, mantendo sua primeira produtora fiel à Universal. A mais recente produção da Amblin, distribuída pela Universal, foi simplesmente “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros”, maior bilheteria de 2015, com US$ 1,6 bilhão arrecadados em todo o mundo. Mas enquanto a Amblin vai de vento em popa, a DreamWorks atravessa uma crise financeira. Fundada em 1994, a empresa já se associou à Paramount e à Disney, mas, nos últimos anos, vem amargando uma série de fracassos de bilheteria, o que fez com que sua posição no mercado fosse repensada. Cada empresa participante na Amblin Partners ingressou com US$ 100 milhões no negócio, sendo que, por comandar duas delas (DreamWorks e Amblin), a maior parte da conta foi bancada pelo próprio Spielberg, por meio de empréstimos bancários. O negócio também muda o status dos estúdios Participant Media, Reliance Group e Entertainment One, que deixam de ser indies do ponto de vista financeiro.
O Bom Gigante Amigo: Veja o primeiro teaser legendado do novo filme de Steven Spielberg
A Disney divulgou o primeiro teaser legendado de “O Bom Gigante Amigo”, novo longa de Steven Spielberg (“Ponte dos Espiões”), que marca o retorno do diretor aos filmes juvenis de fantasia. A prévia destaca a pequena inglesa Ruby Barnhill em sua estreia no cinema, aos 10 anos de idade. Ao ficar acordada até tarde, ela descobre um segredo inimaginável: criaturas gigantes existem. A sequência da prévia é a premissa da obra original, um livro infantil escrito por Roald Dahl (autor de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”) em 1982. A história acompanha a órfã Sophie, que, durante uma noite de insônia, olha pela janela e vê um gigante na rua. Quando o gigante também a vê, resolve pegá-la. E aí termina o vídeo. O que acontece depois inclui uma viagem à terra dos gigantes, onde a menina descobre que o trabalho do “BGA” (Bom Gigante Amigo) é apenas recolher, catalogar e entregar sonhos agradáveis para as crianças. O problema é nem todos os gigantes são amigáveis e um grupo deles se interessa pela curiosa Sophie, planejando devorá-la. Apesar de estrear no cinema, Barnhill já possui experiência como atriz, tendo atuado em teatro e na série infantil “4 O’Clock Club”, da rede britânica BBC. O gigante amigo, por sua vez, é interpretado por Mark Rylance, por meio de captura de movimentos. A produção também marcou um reencontro e uma despedida para Spielberg. Para filmar o livro, o diretor tirou da aposentadoria a roteirista Melissa Mathison (“Kundun”), com quem ele havia trabalhado no clássico “E.T. – O Extraterrestre” (1982) e no segmento dirigido por ele na antologia “No Limite da Realidade” (1983). Especialista em filmes estrelados por crianças, Melissa já lutava com um câncer durante o trabalho e veio a falecer após entregar o roteiro, em novembro passado. “O Bom Gigante” estreia em 30 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Harrison Ford revela que Indiana Jones 5 já está sendo escrito
O ator Harrison Ford revelou, em entrevista à Agência Efe, que o roteiro do quinto filme da saga “Indiana Jones” já está em fase de desenvolvimento. “Estamos na etapa de desenvolver ideias, mas há uma pessoa contratada que, se não está atualmente trabalhando o roteiro, deveria estar”, afirmou o ator com seu tradicional humor. A tal pessoa seria David Koepp, o roteirista do quarto filme da saga, “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (2008), que arrecadou cerca de US$ 800 milhões em bilheteria. Recentemente, Steven Spielberg, diretor de todos os filmes da franquia, afirmou que Ford será o único ator a interpretar o lendário arqueólogo, enterrando assim a possibilidade de um rosto mais jovem substituí-lo no próximo filme, como chegou a ser ventilado após a Disney comprar o estúdio LucasFilm. “Não acredito que ninguém possa substituí-lo. Não acho que isso vá ocorrer. Claro, não é a minha intenção que seja como ocorreu com James Bond ou Homem-Aranha. Só há um Indiana Jones e ele é Harrison Ford“, destacou Spielberg. Aparentemente, a única coisa que muda na franquia com a Disney é o envolvimento de George Lucas, que tinha sido o autor das quatro histórias anteriores. Não está claro, neste momento, se o novo filme será baseado em alguma premissa que ele desenvolveu. A Disney, por exemplo, recusou sua história para a nova trilogia “Star Wars”.
Sam Riley negocia viver o vilão da adaptação do mangá Ghost in the Shell
A adaptação do mangá “Ghost in the Shell” entrou em fase final de pré-produção, definindo os intérpretes de alguns personagens chaves. Segundo o site Deadline, o ator britânico Sam Riley (“Na Estrada”) está em negociações adiantadas para interpretar o líder terrorista da trama, com Michael Pitt (série “Boardwalk Empire”) também sendo considerado. O papel seria o do vilão conhecido como The Laughing Man (o homem que ri). O detalhe é que ele não aparece no mangá original nem no anime clássico de 1995, mas na série televisiva “Ghost in the Shell: Stand Alone Complex”. Isso indica que o roteiro deve aproveitar várias fontes da mitologia da franquia. “Ghost in the Shell” foi criado como mangá em 1989 por Masamune Shirow (criador também de “Appleseed”), um dos maiores mestres dos quadrinhos japoneses, e deu origem a uma franquia animada, composta por três longas, quatro OVAs (filmes lançados diretamente em vídeo) e duas séries de televisão. Trata-se de um thriller futurista, passado em 2029, que acompanha a major Mokoto Kusanagi, a cyborg comandante de uma unidade de combate ao terrorismo cibernético, em luta contra uma conspiração de hackers, cujo objetivo é levar anarquia às ruas de uma megacidade japonesa. Considerado um marco da literatura cyberpunk, o mangá de Shirow se tornou tão influente quanto o celebrado “Akira”, de Katsuhiro Otomo. Caso a negociação seja bem-sucedida, Riley ou Pitt se juntarão a Scarlett Johansson (“Os Vingadores”), que viverá a protagonista da trama, e ao dinamarquês Pilou Asbæk (série “Os Borgias”), intérprete de seu segundo-em-comando Batou. O nome da personagem de Johansson pode ser alterado, uma vez que a atriz não tem traços japoneses. A direção está a cargo de Rupert Sanders (“Branca de Neve e o Caçador”) e a produção terá supervisão de Steven Spielberg (“Lincoln”), dono do estúdio DreamWorks, que é fã assumido do material original. A primeira versão da adaptação americana foi escrita por Laeta Kalogridis (“Ilha do Medo”) há cinco anos. Mas a Dreamworks não pretende aproveitar esse roteiro, trabalhando com uma nova história de Jonathan Herman (“Straight Outt Compton”) e Jamie Moss (“Os Reis da Rua”). O filme tem data de estreia marcada para abril de 2017 e já possui título nacional: “O Fantasma do Futuro”, mantendo a “tradução” infeliz usada no lançamento do DVD do anime original no Brasil.
Ponte dos Espiões retoma parceria entre Tom Hanks e Spielberg
Em “Ponte dos Espiões”, Steven Spielberg alimenta uma obsessão que permeia a maior parte de sua filmografia dramática: a perplexidade diante da complexidade das relações humanas. A trama aborda a história do advogado James B. Donovan (Tom Hanks), que é levado a defender o espião soviético capturado Rudolf Abel (Mark Rylance), segundo o preceito da lei americana de que todos merecem um advogado. Entretanto, o prejulgamento do caso já aconteceu, pois comunistas são tidos como verdadeiros demônios pela comunidade americana. Assim, as autoridades tratam o processo como mera formalidade, de forma a conduzir logo o vilão à pena de morte. Mas o advogado tem outra visão do caso. Para ele, o sujeito estava apenas prestando um serviço ao seu país, como também fazem os espiões americanos infiltrados na União Soviética ou em qualquer outro país comunista naquele cenário da Guerra Fria. As diferenças de pontos de vistas revelam como o ódio marcou o período, e a passagem de tempo, entre a época mostrada e os dias atuais, ajuda a demarcar o exagero das reações. O próprio Spielberg subverte as expectativas ao filmar o anticomunismo quase como o antisemitismo na Alemanha nazista, tratando do tema como algo de que os americanos deveriam se envergonhar. Como o filme ainda apresenta o espião como alguém bastante simpático, espirituoso e sensível (é um pintor, ainda por cima), torna-se ainda mais fácil para a audiência comprar a ideia do cineasta. Em seu papel, Tom Hanks repete a figura do homem determinado a fazer o que acredita ser o correto, vista em todos os filmes que rodou com Spielberg, sendo o mais extremo o oficial que se sacrifica em “O Resgate do Soldado Ryan” (1998). A obstinação de “Prenda-me Se For Capaz” (2002) e “O Terminal” (2004) também se enquadra no mesmo perfil. Além disso, o ator transmite como poucos a imagem clássica do bom moço, de um James Stewart contemporâneo, que funciona muito bem aqui. Desta vez, seu personagem é o típico homem comum, pai de família e classe média, que ganha contornos de herói ao encarar, sem muito apoio de seu próprio governo, uma negociação de troca entre prisioneiros, indo arriscar a própria vida em território inimigo, na Alemanha Oriental do início dos anos 1960. Por sinal, uma das cenas mais impressionantes do filme mostra a construção do terrível Muro de Berlim. É mais um exemplo do quanto o cinema pode transportar o público magicamente, como numa máquina do tempo, para um outro lugar e outra época, por meio de belas fotografia e cenografia. As imagens de Berlim devastada pela guerra e abandonada pelos soviéticos são desconcertantes e se aproximam da perfeição. “Ponte dos Espiões” é também o registro de um Spielberg maduro e sóbrio, mais próximo da contenção dramática de “Lincoln” (2012) que do sentimentalismo deslavado de “Cavalo de Guerra” (2011), para citar obras mais recentes. O que faz com que o espectador saia do cinema satisfeito com o excelente espetáculo, a reconstituição histórica, mas também considere importante seu debate ético.




