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  • Etc,  Filme

    Linda Manz (1961 – 2020)

    15 de agosto de 2020 /

    A atriz Linda Manz, que na adolescência estrelou os clássicos “Cinzas no Paraíso” (Days of Heaven) e “Anos de Rebeldia” (Out of the Blue), morreu na sexta-feira (14/8), aos 58 anos, após lutar contra um câncer de pulmão e pneumonia. “Linda era uma esposa amorosa, uma mãe carinhosa, uma avó maravilhosa e uma grande amiga que era amada por muitos”, escreveu seu filho nas redes sociais. Ela conseguiu seu primeiro papel aos 15 anos em “Cinzas no Paraíso” (1978), como a adolescente que viaja com seu irmão mais velho (ninguém menos que Richard Gere) e a namorada dele (Brooke Adams) em busca de trabalho itinerante, pulando clandestinamente em trens de carga durante a Grande Depressão dos anos 1930. Considerado um dos grandes clássicos dos anos 1970, o drama de Terrence Malick era narrado por Manz, e sua voz é considerada uma parte fundamental do estilo poético do filme. Manz continuou a carreira com filmes cultuados, como “A Gangue da Pesada” (1979), de Philip Kaufman, “Flores e Espinhos” (1979), de Stephen Verona, e “Anos de Rebeldia” (1980), de Dennis Hooper. O terceiro longa de Hooper, filmado após os icônicos “Easy Rider – Sem Destino” (1969) e “O Último Filme” (1971), chegou a ser selecionado para a competição do Festival de Cannes. Nele, Manz deu vida a uma adolescente fã de Elvis Presley e punk rock em conflito com o pai ex-presidiário, vivido pelo próprio diretor, num trabalho impressionante. Mas ela largou o cinema logo em seguida, após a comédia “Longshot” (1981), em que fez par romântico com o cantor galã Leif Garrett, que foi acompanhada por um pequeno papel na produção alemã “Mir Reicht’s – Ich Steig Aus” (1983). Só foi voltar às telas em 1997, ao ser persuadida pelo diretor Harmony Korine a interpretar a mãe amorosa de Solomon (Jacob Reynolds), um dos adolescentes marginalizados de “Vida sem Destino”, drama não convencional ambientado em uma pequena cidade de Ohio atingida por um tornado – e outro cult em sua filmografia. “Eu sempre a admirei”, disse Korine em uma entrevista para a Index Magazine na época. “Havia uma sensação sobre ela que eu gostava – não era nem mesmo sua atuação. Era como me senti ao conhecer Buster Keaton. Havia uma espécie de poesia nela, um brilho. Os dois queimaram a tela.” Uma de suas co-estrelas de “Vidas sem Destino”, Chloë Sevigny, chamou Manz de sua atriz favorita e chegou a defender a restauração e o relançamento da pequena mas impressionante filmografia da atriz. Além dela, Natasha Lyonne (“Orange Is the New Black”) expressou admiração por seus dons únicos como atriz adolescente. “O mundo em geral nem sempre faz sentido para mim, mas existem portos seguros”, disse Lyonne em 2013 para a revista Interview. “Linda Manz em ‘Anos de Rebeldia’ é um deles.” O último papel da carreira de Manz foi lançado no mesmo ano de “Vidas sem Destino”, e consistiu de uma pequeno aparição como colega de quarto da personagem de Deborah Kara Unger no thriller de mistério “Vidas em Jogo” (1997), de David Fincher, estrelado por Michael Douglas e Sean Penn. Manz era casada com operador de câmera Bobby Guthrie, com quem teve dois filhos.

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  • Etc,  Filme

    Stephen Verona (1940 – 2019)

    16 de julho de 2019 /

    O cineasta Stephen Verona, co-roteirista e co-diretor de “Os Lordes de Flatbush”, morreu de câncer de pulmão no último final de semana em Los Angeles. Ele tinha 78 anos. Lançado no começo de 1974, “Os Lordes de Flatbush” seguia quatro “greasers” do Brooklyn em 1958, enquanto roubam carros e pegam garotas. O filme ajudou a lançar as carreiras de Sylvester Stallone e Henry Winkler, que viveram dois membros da gangue antes de encontrar sucesso com seus personagens mais famosos, no filme “Rocky” (1976) e na série “Happy Days” (1974–1984), respectivamente. Winkler acabou vivendo uma paródia de seu personagem de “Faltbush” em “Happy Days”, o eterno rebelde de topete engomado Fonzie. Já Stallone estava pensando em desistir de atuar quando foi descoberto por Verona em uma oficina de teatro. O próprio ator disse mais tarde que seu desempenho como Stanley Rosiello, um rebelde grosseiro com um lado sensível, serviu de modelo para sua performance icônica como Rocky Balboa. Antes de “Os Lordes de Flatbush”, que realizou em parceria com o diretor Martin Davidson, Verona fez vários curtas entre os anos 1960 e 1970, inclusive filmes promocionais de músicas pop, precursores dos videoclipes, para a Columbia Records entre 1970 e 1972, trabalhando com artistas tão diferentes quanto Barbra Streisand, Chicago, Santana, Roberta Flack e The Lovin’ Spoonful. Ele também trabalhou com John Lennon em um curta de animação baseado na canção dos Beatles “I Feel Fine” e recebeu uma indicação ao Oscar pelo curta “The Rehearsal”, em 1972, sobre o Actors Studio, de Nova York. Verona também dirigiu a estreia da cantora Gladys Knight no cinema, o longa “Pipe Dreams” (1976), e o drama “Flores e Espinhos” (1979), que foi exibido no Festival de Cannes. Seu quarto e último longa de ficção foi “Talking Walls” (1987), sobre um estudante que gravava sex tapes. O filme foi destruído pela crítica. Ele ainda fez um documentário em vídeo sobre Angela Lansbury, estrela da série “Assassinato por Escrito”, em 1988, antes de passar a se dedicar exclusivamente à fotografia e artes plásticas.

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