James Frain viverá o pai de Spock na nova série Star Trek: Discovery, que já não tem mais previsão de estreia
O ator James Frain, visto recentemente nas séries “Gotham” e “Orphan Black”, entrou no elenco da nova série “Star Trek: Discovery”. Ele viverá Sarek, o pai do Sr. Spock. O personagem foi vivido em séries e filmes, de 1966 a 1992, por Mark Lenard, e retornou no reboot da franquia em 2009 com interpretação de Ben Cross. O anúncio não traz maiores detalhes sobre como se dará sua nova participação. Entretanto, anteriormente havia a intenção de situar a trama alguns anos antes dos atuais filmes de “Star Trek”. Caso isto se confirme, será a primeira vez que Sarek aparecerá “jovem”. Frain vai se juntar a Sonequa Martin-Green (série “The Walking Dead”), Michelle Yeoh (estrela de “O Tigre e o Dragão”), Anthony Rapp (“Uma Mente Brilhante”) e Doug Jones (conhecido por viver monstros em produções de Guillermo del Toro, como “Hellboy”, “O Labirinto do Fauno” e “Mama”), que viverá o membro de uma espécie alienígena inédita no universo trekker, além do trio Chris Obi (minissérie “Raízes”), Shazad Latif (o Jekyll de “Penny Dreadful”) e Mary Chieffo (“Miss Dial”), intérpretes de klingons. Junto com o anúncio de sua escalação, os produtores também revelaram que a estreia da série irá atrasar. Esperada para maio, após já ter sofrido um primeiro adiamento, “Star Trek: Discovery” não tem mais previsão de lançamento. É bom lembrar que Bryan Fuller (criador de “Hannibal”), que desenvolveu o projeto, foi afastado em outubro porque a rede CBS creditava os atrasos da produção ao fato dele dividir sua atenção com outras séries simultaneamente – “American Gods” e “Amazing Stories”, ambas também sem previsão de estreia. Mas os novos showrunners, os produtores Gretchen Berg e Aaron Harberts (que trabalharam com Fuller em “Pushing Daisies”), também não conseguiram apurar a produção. Eles ainda contam com a ajuda de Akiva Goldsman e Alex Kurtzman, como consultores criativos. Os dois trabalharam juntos na série “Fringe”, mas também tem agendas lotadas. Kurtzman, por sinal, foi responsável pelos roteiros dos dois primeiros filmes do reboot de “Star Trek”. Projeto considerado de alta prioridade, “Star Trek: Discovery” deveria lançar uma nova plataforma de streaming nos EUA, a CBS All Access, e já fechou acordo comercial com a Netflix para o resto do mundo.
Deadpool, Esquadrão Suicida e Star Trek são pré-selecionados para o Oscar de Melhor Maquiagem
Durante uma entrevista de divulgação de “Deadpool”, o ator Ryan Reynolds brincou que o filme não era “para concorrer ao Oscar”, mas ótimo entretenimento. Pois após ser indicado ao Globo de Ouro de Melhor Comédia do ano, “Deadpool” pode, sim, concorrer ao Oscar. O filme do super-herói abusado é um dos sete filmes pré-selecionados na categoria de Melhor Maquiagem, divulgada pela Academia de Ciências e Artes Cinematográficas dos EUA. A lista também inclui outro filme de super-heróis (“Esquadrão Suicida”), quatro comédias, sendo uma delas sueca (“Um Homem Chamado Ove”) e uma sci-fi (“Star Trek: Sem Fronteiras”), que é favorita pela variedade de alienígenas apresentados. A lista definitiva de indicados sai no dia 24 de janeiro. Por enquanto, confira os pré-candidatos: “A Vingança Está na Moda” “Ave, César” “Deadpool” “Esquadrão Suicida” “Florence – Quem é Essa Mulher?” “Star Trek – Além da Fronteira” “Um Homem Chamado Ove”
Atriz de The Walking Dead vai estrelar a nova série de Star Trek
A atriz Sonequa Martin-Green, intérprete de Sasha Williams em “The Walking Dead”, irá audaciosamente onde nenhuma mulher negra jamais esteve: protagonizar uma série da franquia “Star Trek” como comandante de uma nave espacial. Segundo a revista Entertainment Weekly, ela vai estrelar a nova série “Star Trek: Discovery”, assumindo a ponte de comando da nave que dá título à produção. A escalação representa um marco para “Star Trek”. Anteriormente, o ator Avery Brooks abriu o leque da diversidade ao protagonizar a série “Star Trek: Deep Space Nine” (1993–1999) como o primeiro capitão negro do universo trekker, mas nenhuma atriz negra ainda tinha sido escalada para liderar uma tripulação da franquia. Entretanto, sua personagem não será uma capitã. A descrição do papel é de uma jovem tenente, como os produtores já vinham mencionando, o que também quebra a tradição de “Star Trek” girar sempre em torno de um capitão da Federação. Além de Sonequa, também foram anunciados Chris Obi (minissérie “Raízes”), Shazad Latif (o Jekyll de “Penny Dreadful”) e Mary Chieffo (“Miss Dial”) como três Klingons. Eles se juntam aos anteriormente confirmados Michelle Yeoh (estrela de “O Tigre e o Dragão”), Anthony Rapp (“Uma Mente Brilhante”) e Doug Jones (conhecido por viver monstros em produções de Guillermo del Toro, como “Hellboy”, “O Labirinto do Fauno” e “Mama”), que viverá o membro de uma espécie alienígena inédita no universo trekker. “Star Trek: Discovery” será a primeira série da franquia em mais de dez anos e foi concebida por trekkers de três gerações diferentes: Nicholas Meyer (diretor de “Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan” e roteirista de “Jornada nas Estrelas IV – A Volta para Casa”, nos anos 1980), Bryan Fuller (criador da série “Hannibal”, que começou a carreira escrevendo episódios das séries “Star Trek: Deep Space Nine” e “Star Trek: Voyager”, nos anos 1990), e Alex Kurtzman (roteirista dos dois primeiros filmes do reboot da franquia, “Star Trek” e “Além da Escuridão: Star Trek”). A estreia está prevista para maio, com o objetivo de lançar uma nova plataforma de streaming nos EUA, CBS All Access. No resto do mundo, a atração será distribuída pela Netflix. O que fica no ar com a participação de Sonequa é o que isso representa para o futuro de Sasha em “The Walking Dead”. Logo após Chad L. Coleman ser anunciado no elenco da série “The Expanse”, seu personagem, Tyrese, morreu em “The Walking Dead”. Já Heath, o personagem de Corey Hawkins, que vai estrelar “24: Legacy”, teve outro destino: simplesmente sumiu. Todas as gravações da 7ª temporada de “The Walking Dead” já se encerraram, embora os oito episódios remanescentes só comecem a ser exibidos a partir de fevereiro.
Especialista em viver monstros, Doug Jones será alienígena na nova série de Star Trek
A produção da nova série da franquia “Star Trek”, que será lançada no ano que vem, entrou em velocidade de dobra espacial. O site startrek.com confirmou a participação de Michelle Yeoh, estrela de “O Tigre e o Dragão” (2000) e recentemente vista na série “Marco Polo”, informação “vazada” por um dos produtores, e adiantou dois novos nomes do elenco. Veja a apresentação oficial abaixo. Doug Jones, ator americano conhecido por viver monstros em produções de Guillermo del Toro, como “Hellboy” (2004), “O Labirinto do Fauno” (2006) e “Mama” (2012), além de ter encarnado o Surfista Prateado em “Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado” (2007), interpretará o Tenente Saru, membro de uma espécie alienígena inédita no universo trekker. E Anthony Rapp, que participou de “Uma Mente Brilhante” (2001) e “Rent” (2005), vai interpretar o Tenente Stamets, oficial de ciências da nave Discovery, descrito como o primeiro personagem assumidamente gay de uma série da franquia. Ele representará a diversidade sexual do futuro, após Sulu ser retratado como um homem gay casado no último filme da saga espacial, “Star Trek: Sem Fronteiras”. Já Yeoh interpretará a Capitã Georgiou, oficial comandante da nave da Frota Estelar Shenzou, mais tarde renomeada Discovery. “Star Trek: Discovery” será a primeira série da franquia em mais de dez anos. Sua produção foi originalmente comandada por trekkers de três gerações diferentes: Nicholas Meyer (diretor de “Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan” e roteirista de “Jornada nas Estrelas IV – A Volta para Casa”, nos anos 1980), Bryan Fuller (criador da série “Hannibal”, que começou a carreira escrevendo episódios das séries “Star Trek: Deep Space Nine” e “Star Trek: Voyager”, nos anos 1990), e Alex Kurtzman (roteirista dos dois primeiros filmes do reboot da franquia, “Star Trek” e “Além da Escuridão: Star Trek”). A estreia está prevista para maio, com o objetivo de lançar uma nova plataforma de streaming nos EUA, CBS All Access. No resto do mundo, a atração será distribuída pela Netflix.
Atriz de O Tigre e o Dragão é o primeiro nome do elenco da nova série de Star Trek
O cineasta Nicolas Meyer (“Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan”) fez uma grande revelação sobre “Star Trek: Discovery”, nova série da franquia “Star Trek”. Em entrevista ao site ComingSoon, ele revelou o primeiro nome do elenco da produção. Ninguém menos que a atriz malaia Michelle Yeoh, estrela de “O Tigre e o Dragão” (2000), e recentemente vista na série “Marco Polo”. A notícia sobre a escalação de Yeoh não foi confirmada pela rede CBS ou pela equipe de “Star Trek: Discovery”, mas Meyer é um dos produtores da atração. Especula-se, inclusive, que ela tenha sido contratada para viver a protagonista, uma tenente que assume o comando da nave Discovery. Prevista para o começo de 2017, a produção sofreu um atraso no cronograma, fazendo com que o showrunner Bryan Fuller precisasse se afastar da função para se dedicar a outro projeto (a série baseada no livro “Deuses Americanos”). Com o atraso, “Star Trek: Discovery” está prevista para estrear em maio, ajudando a lançar o serviço de streaming da rede CBS, chamado CBS All Access. Fora dos EUA, ela será distribuída pela Netflix.
Star Trek e as criaturas de Aliens terão crossover em quadrinhos
Já imaginou a tripulação da Enterprise se teleportando para um planeta repleto de aliens xenomorfos? As editoras de quadrinhos Dark Horse e a IDW Publishing viram o potencial desse crossover e vão publicar uma minissérie em que os universos de “Star Trek” e “Aliens” se encontrarão. Mesmo assim, não será o Capitão Kirk que terá que enfrentar as criaturas, mas a Enterprise de outra época, já que o crossover trará os personagens da série “Star Trek: A Nova Geração”, do Capitão Picard. Intitulada “Star Trek: The Next Generation/Aliens: Acceptable Losses”, a minissérie será escrita pelos irmãos Scott e David Tipton, com desenhos de J.K. Woodward. O trio já trabalhou nos quadrinhos de “Star Trek” antes, como o crossover com “Doctor Who” publicado em 2012. A primeira edição do encontro com os “Aliens” está prevista para chegar às bancas em abril nos EUA.
Criador de Hannibal não será mais o showrunner de Star Trek: Discovery
O produtor Bryan Fuller se teleportou para longe da nova série “Star Trek”. Criador das aclamadas séries “Pushing Daisies” e “Hannibal”, ele deixou o cargo de showrunner de “Star Trek: Discovery”, que marca a volta da franquia espacial à TV, em plena produção da 1ª temporada. Segundo apurou o site da revista Variety, havia tensão nos bastidores entre Fuller e a rede CBS, devido aos outros compromissos do produtor, que anda dividindo a atenção da produção com as gravações de “American Gods”, série de fantasia do canal pago Starz, além dele estar desenvolvendo uma nova versão de “Amazing Stories” para a rede NBC. A agenda cheia do produtor-roteirista estaria tirando sua atenção de “Star Trek: Discovery”. Apesar de sua saída, Fuller estabeleceu o tom da nova série, ao escrever os dois primeiros episódios, além de ter definido o arco narrativo da 1ª temporada. O problema era o tempo que dedicaria à produção, e a CBS passou a acreditar que ele não seria capaz de comandar o programa diariamente como um showrunner. Fuller deixou o cargo, mas continuará como produtor executivo do programa, oferecendo orientações e eventuais roteiros. Com isso, os produtores Gretchen Berg e Aaron Harberts foram promovidos para assumir a função em seu lugar. A participação da dupla também reforça a ideia de que Fuller continuará próximo do núcleo criativo da série, já que ele comandou os dois em “Pushing Daisies”. Berg e Harberts vão contar também com a ajuda de Akiva Goldsman e Alex Kurtzman, como consultores criativos. De acordo com a Variety, essa nova formação da equipe foi rapidamente organizada no último final de semana como forma de manter Bryan Fuller envolvido com a série, ainda que sem as obrigações diárias de produção. Goldsman e Kurtzman trabalharam juntos na série “Fringe”, mas também tem agendas lotadas. Kurtzman, por sinal, foi responsável pelos roteiros dos dois primeiros filmes do reboot de “Star Trek”. Em comunicado, a CBS Television Studios informou que estão extremamente felizes com a direção criativa de Fuller para “Star Trek: Discovery”, mas que “devido aos outros projetos de Bryan, ele não será capaz de supervisionar diariamente a série, mas continuará como produtor executivo e ajudando a mapear o arco narrativo para toda a temporada”. “Star Trek: Discovery” vai lançar uma nova plataforma de streaming nos EUA, CBS All Access, e será distribuída no resto do mundo pela Netflix. A estreia está prevista para maio.
Estreia da nova série do universo de Star Trek é adiada para maio de 2017
Os fãs de “Star Trek” vão ter que esperar um pouco mais para conhecer a nova série derivada da franquia cinquentenária. A estreia de “Star Trek: Discovery” foi adiada em quatro meses, para maio de 2017. Segundo comunicado da rede americana CBS, os motivos foram criativos e de produção. No texto, os responsáveis pela série afirmam que não querem comprometer a qualidade da pós-produção e o resultado final por ter de cumprir o cronograma da estreia, e que decidiram, junto com a CBS, adiar o lançamento. “Relançar ‘Star Trek’ na televisão implica uma responsabilidade e uma missão: agradar tanto os fãs como os novatos com a série que alimentou nossa imaginação desde a infância”, diz o texto, assinado em conjunto por Alex Kurtzman (série “Fringe”) e Bryan Fuller (série “Hannibal”). Neste sentido, eles argumentaram que “Star Trek” merece “o melhor” e destacaram que esses “meses extras” ajudarão a criar uma série da qual todos possam “estar orgulhosos”. Os dois tem uma ligação afetiva com a franquia e representam duas gerações distintas de roteiristas de “Star Trek”. Kurtzman escreveu os filmes recentes “Star Trek” (2009) e “Além da Escuridão – Star Trek” (2013), enquanto Fuller começou a carreira em 1997 como roteirista das séries “Star Trek: Deep Space Nine” e “Star Trek: Voyager”. Além deles, a série também conta com Nicholas Meyer, diretor-roteirista do melhor filme da franquia, “Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan” (1982), que representa ainda uma terceira geração de autores trekkers na produção. Por enquanto, pouco se sabe sobre a trama da série, a sétima da franquia iniciada em 1966 com o lançamento de “Jornada nas Estrelas” na televisão americana. Durante a última edição da Comic-Con de San Diego, Fuller disse que a nova série seguirá apostando numa mensagem de esperança para o futuro. “Uma das coisas mais bonitas de ‘Star Trek’ é que as pessoas que assistem o programa querem se transformar em cientista, querem ir ao espaço”, comentou Fuller. “Temos que festejar a progressão de nossa espécie, porque atualmente parece que precisamos de um pouco de ajuda”, acrescentou o produtor, que lembrou também que “Star Trek” celebra a diversidade e a aceitação das diferenças. Mais recentemente, durante evento da TCA (Associação de Críticos da TV dos EUA), Fuller adiantou que, em vez de um capitão, o membro de escalão mais alto da tripulação da nave Discovery será um tenente. Segundo o criador da atração, a decisão permitirá à série explorar histórias de um ponto de vista diferente. E este ponto de vista será de uma mulher. A trama vai se passar dez anos antes do Capitão Kirk subir à bordo da Enterprise. Na cronologia, isto representa o elo perdido entre “Star Trek: Enterprise” e a série clássica “Jornada nas Estrelas”. Além disso, Fuller revelou que a missão da Discovery deverá se concentrar num evento já referido na mitologia de “Star Trek”, mas que “nunca foi totalmente explorado”. “Star Trek: Discovery” será lançada no Brasil pelo Netflix.
Novo Star Trek é jornada divertida no espírito da série clássica
Em “Star Trek” (2009) e “Além da Escuridão: Star Trek” (2013), J.J. Abrams foi criativo ao dar novo fôlego para a franquia e apontá-la para horizontes jamais explorados. Mas esse “Star Trek: Sem Fronteiras”, de Justin Lin, possui algo que os filmes de Abrams não tinha: cara e alma de episódio de série de TV. E isso é “Star Trek”. Antes que os fãs reclamem, não quer dizer que o terceiro filme da fase estrelada por Chris Pine, Zachary Quinto & Cia. seja cópia de um episódio clássico da série, mas é o exemplar que mais se aproxima. É mais leve e otimista, deixando de lado aquela carga emocional pesada do segundo filme de Abrams. É claro que a veia cerebral, científica que marcou a série – um tanto abandonada nos filmes anteriores e neste aqui também – provavelmente não volta mais. Na era dos blockbusters, e em pleno tsunami de adaptações de quadrinhos, Abrams estabeleceu um padrão mais dinâmico e Lin deu sequência. Só que, digamos, com muito mais amor pela coisa. Não dava para ser diferente, afinal este é o filme de 50 anos da série. Quem diria que chegaríamos a meio século de “Star Trek” e viveríamos para contar? Diferente dos “dois primeiros”, “Star Trek: Sem Fronteiras” não mira o futuro da saga. Longe de seguir seu subtítulo à risca, o filme prefere ficar em território conhecido, não inventa tanto e funciona quase como um episódio isolado e redondinho, divertidíssimo para todos e emocionante para os fãs. Basicamente, “Sem Fronteiras” é sobre o Capitão Kirk (Pine) tentando entender sua vocação e lutando para não enlouquecer no meio do infinito em uma jornada nas estrelas de cinco anos a bordo da Enterprise. Também é sobre aceitar que, um dia, todos nós morreremos, e que isso não é tão ruim assim, apenas será a nossa fronteira final. No fundo é sobre nostalgia. O filme pode ir aos cafundós do espaço, mas é quando olha para dentro de seu próprio legado que “Star Trek: Sem Fronteiras” voa alto. Exemplos: prepare-se para engasgar o choro numa fala de Zachary Quinto sobre um personagem. E existe fã neste universo que não sinta na alma qualquer arranhão sofrido pela Enterprise? Mesmo assim, não espere um filme dominado pelo fan service. “Star Trek: Sem Fronteiras” não esquece de onde veio, mas tem ideias próprias. O lado científico agregado pelo criador Gene Roddenberry pode ter sido deixado de lado, mas Justin Lin traz de sua experiência em “Velozes e Furiosos” a força da união da família que escolhemos. Com os laços entre os tripulantes da Enterprise mais apertados e estabelecidos, inclusive na aceitação do outro – observe a cena em que conhecemos a família de Sulu (John Cho) e notamos a admiração no rosto de Kirk – , e com tudo em seu devido lugar, Justin Lin ainda resolve acelerar. Como na franquia de Vin Diesel e Paul Walker, ele pisa fundo na ação. A ponto de “Star Trek: Sem Fronteiras” registrar as batalhas espaciais mais empolgantes da franquia – por sinal, há tempos não se via o uso de música pop tão bem inserido numa narrativa. Claro, não dá para encerrar sem citar a presença magnífica de Sofia Boutella (“Kingsman – Serviço Secreto”) como Jaylah, a Neytiri albina que rouba todas as cenas. Que personagem! Ela é peça fundamental no plano de Justin Lin (e dos roteiristas Doug Jung e, claro, Simon Pegg, o Sr. Scotty em pessoa, fã e nerd) de deixar as nossas vidas mais divertidas por duas horas. Numa década em que os blockbusters andam muito sombrios, e com o peso do mundo nas costas, apenas relaxe e aproveite a jornada. Vida longa e próspera, Sr. Nimoy. E Sr. Yelchin.
Star Trek: Nova série terá elenco liderado por uma mulher
A nova série passada no universo de “Star Trek” não contará com um capitão e terá o elenco liderado por uma mulher. As novidades foram adiantadas pelo produtor Bryan Fuller (série “Hannibal”) durante evento da TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). Em vez de um capitão, o membro de escalão mais alto da tripulação da nave Discovery será um tenente. Segundo o criador da atração, a decisão permitirá à série explorar histórias de um ponto de vista diferente. “Nós estamos indo fundo em algo que para mim sempre foi muito tentador, e contaremos a história através de uma personagem que está em uma viagem que vai ensiná-la a conviver com outras pessoas na galáxia”, ele revelou. “Para ela realmente entender algo que lhe parece alienígena, ela tem que primeiro entender a si mesma.” Fuller também acrescentou que a série contará com cerca de 7 personagens principais. “‘Star Trek’ começou com uma maravilhosa expressão da diversidade em seu elenco: um russo, uma mulher negra, um asiático, um vulcano… Vamos continuar essa tradição”, ele contou, adiantando que o elenco terá um personagem gay e a frota estelar incluirá uma variedade maior de alienígenas que nas séries anteriores. Ele também revelou a época em que a trama se passa: dez anos antes do Capitão Kirk subir à bordo da Enterprise. Na cronologia, isto representa o elo perdido entre “Star Trek: Enterprise” e a série clássica “Jornada nas Estrelas”. Além disso, Fuller adiantou que a missão da Discovery deverá se concentrar num evento já referido na mitologia de “Star Trek”, mas que “nunca foi totalmente explorado”. A atração está sendo desenvolvida por uma equipe que integra três gerações diferentes de trekkers: Alex Kurtzman, roteirista dos filmes “Star Trek” (2009) e “Além da Escuridão – Star Trek” (2013), Bryan Fuller, que começou a carreira em 1997 como roteirista das séries “Star Trek: Deep Space Nine” e “Star Trek: Voyager”, e Nicholas Meyer, diretor-roteirista do melhor filme da franquia, “Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan” (1982). O Netflix fará a distribuição mundial da série, que nos EUA servirá para lançar o serviço de streaming da rede CBS, o CBS All Access, com estreia marcada para janeiro de 2017.
Star Trek: Nova série da franquia ganha título e apresenta sua nave espacial em teaser
O serviço de streaming Netflix divulgou um teaser da próxima série da franquia “Star Trek”. Exibido na San Diego Comic-Con, o vídeo apresenta a nave que conduzirá o elenco do novo programa, a NCC-1031 Discovery. Por sinal, a nave batiza a produção, que será intitulada “Star Trek: Discovery”, conforme revelado no final da prévia. A atração está sendo desenvolvida por uma equipe que integra três gerações diferentes de trekkers: Alex Kurtzman, roteirista dos filmes “Star Trek” (2009) e “Além da Escuridão – Star Trek” (2013), Bryan Fuller, criador da série “Hannibal” que começou a carreira em 1997 como roteirista das séries “Star Trek: Deep Space Nine” e “Star Trek: Voyager”, e Nicholas Meyer, diretor-roteirista do melhor filme da franquia, “Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan” (1982). O Netflix fará a distribuição mundial da série, que nos EUA servirá para lançar o serviço de streaming da rede CBS, o CBS All Access, com estreia marcada para janeiro de 2017.
Star Trek: Sem Fronteiras conquista a crítica internacional
“Star Trek: Sem Fronteiras” teve seu lançamento oficial durante a San Diego Comic-Con e agradou em cheio aos fãs e a crítica. Com 85% de aprovação no site Rotten Tomatoes, a produção está sendo considerada um dos melhores exemplares da franquia e ganhou comparações com a série clássica dos anos 1960, graças ao tom bem-humorado e ao desenvolvimento do relacionamento entre os personagens que formam o núcleo da tripulação da nave Enterprise. Com direção de Justin Lin (“Velozes e Furiosos 6”), o longa entrou em cartaz neste fim de semana nos EUA, mas graças às Olimpíadas só vai chegar ao Brasil em 1 de setembro. Veja abaixo alguns dos elogios que o filme recebeu da crítica. “Desde a tripulação original, não sentimos uma sensação tão vívida de aventura e camaradagem”, escreveu Tom Huddleston, da revista Time Out. “Um retorno à diversão, e um retorno à forma para a nova versão de ‘Star Trek'”, elogiou Chris Hewitt, da revista Empire. “O que é mais notável sobre este novo filme é o quanto ele se parece com a série original de TV de Gene Roddenberry, pelo menos em espírito”, avaliou Bill Goodykoontz, do Arizona Republic. “O roteiro injeta uma boa dose de humor, que é verdadeira à criação original de Gene Roddenberry, entregando nostalgia sem ser uma veneração inflexível”, ponderou David Rooney, da revista The Hollywood Reporter. “É um filme muito bem construído que entrega o que se espera dele, e que tem uma sensação retrô muito agradável”, avaliou Owen Gleiberman, da revista Variety. “Não apenas conta com efeitos especiais de encher os olhos, como também tem um roteiro inteligente e focado nos fãs”, assinou Stephen Whitty, do jornal New York Daily News. “Um capítulo agradável e à moda antiga da nova série – com muita ação e diversão”, sintetizou Rafer Guzman, da Newsday. “Apesar de ter parecido uma escolha contraintuitiva para assumir um filme Star Trek, (o diretor Justin) Lin está absolutamente no comando quando o filme se torna sobre os corpos e naves se movendo rapidamente através do espaço – o que é bem frequente”, criticou Bilge Ebiri, do Village Voice. “Justin Lin prova ter mãos seguras no comando da Enterprise. Com um espírito de aventura e uma boa dinâmica de equipe, o filme é divertido de se ver nos cinemas”, resumiu Matt Maytum, da revista Total Film.
Star Trek: Cena de beijo entre Sulu e seu marido acabou cortada do filme
A equipe de “Star Trek: Sem Fronteiras” virou trending topic nas redes sociais ao anunciar que o Sr. Sulu seria um homem gay casado no novo filme. A ousadia, entretanto, poderia ser maior, já que a produção cortou a cena de um beijo entre o casal. O intérprete de Sulu, Jon Cho, revelou o corte durante a première do filme na San Diego Comic-Con, lamentando o fato, que seria uma homenagem aos fãs LGBT da franquia. “O beijo não está mais lá. Não era como uma sessão de sexo. Estamos no aeroporto com nossa filha. Era como um beijo de boas vindas. Eu tenho orgulho da cena, pois foi muito difícil de fazer. Eu queria que parecesse convincentemente íntima. Somos [os atores] dois caras heterossexuais e precisávamos soar muito amáveis e íntimos. Era algo difícil de se fazer rapidamente. Precisávamos nos abrir. E tudo saiu bem, em minha visão”, declarou. O motivo do beijo ter sido cortado não foi revelado. A revelação de Sulu como gay também foi, na visão do roteirista Simon Pegg, uma forma de homenagear o intérprete original do personagem. O ator George Takei, que viveu Sulu na série clássica “Jornada nas Estrelas” entre os anos de 1966 e 1969, e depois em seis filmes para cinema produzidos entre 1979 e 1991, assumiu publicamente a homossexualidade em 2005 e se casou com seu parceiro Brad Altman, após 20 anos de convivência, em 2008. Curiosamente, Takei não gostou muito da homenagem a princípio, já que Sulu sempre foi retratado como heterossexual, mas depois mudou de ideia, considerando a iniciativa positiva. “Eu desejo tudo de bom para John Cho no papel que eu já interpretei, e parabenizo Simon Pegg em sua ousada e inovadora narrativa. Enquanto eu teria escolhido desenvolver um novo personagem [gay], neste caso, eu entendo perfeitamente e aprecio o que estão fazendo [com Sulu] – como sempre, corajosamente indo aonde nenhum homem jamais esteve”, Takei escreveu em seu Facebook.










