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  • Série

    Luke Cage: Vídeo de bastidores revela detalhes da trilha hip-hop da série

    31 de agosto de 2016 /

    A plataforma de streaming Netflix divulgou um vídeo de bastidores da série “Luke Cage”, focado na trilha sonora da produção. Os comentários do criador da atração Cheo Hodari Coker e do ator Mike Colter, intérprete do personagem-título, confirmam que todos os episódios da 1ª temporada serão nomeados com títulos de músicas da clássica dupla de rap Gang Starr. Mas a conexão com o mundo do hip-hop vai muito além disso, conforme revelam as participações do rapper Ali Shaheed Muhammad, do grupo A Tribe Called Quest, e o compositor Adrian Younge, da trilha de “Black Dynamite” (2009), na produção musical da série. Na prévia, os dois afirmam que cada episódio foi encarado como um álbum, num total de “13 álbuns” de músicas originais criadas especialmente para a série. Os dois, por sinal, já tinham trabalhado juntos antes, na produção de discos de Soul of Mischief e Kendrick Lamarr, e se juntaram aos rappers A$AP Ferg e Method Man nas gravações de “Luke Cage”. Além de Colter, que já apareceu no papel na série “Jessica Jones”, a atração também trará de volta Rosario Dawson como a enfermeira Claire Temple, e introduzirá sua mãe, Soledad Temple, que será interpretada pela brasileira Sonia Braga (“Aquarius”). O elenco ainda inclui Simone Missick (vista na série “Ray Donovan”) como a heroína Misty Knight e Mahershala Ali (série “House of Cards”), Theo Rossi (série “Sons of Anarchy”) e Alfre Woodard (“12 Anos de Escravidão”) em papéis de vilões. A estreia está marcada para 30 de setembro no Netflix.

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  • Filme

    Carla Camurati entra na comissão que definirá o candidato brasileiro ao Oscar 2017

    29 de agosto de 2016 /

    Um dos maiores ícones da retomada do cinema nacional, a diretora e atriz Carla Camurati vai ocupar a vaga de Ingra Lyberato na comissão que selecionará o candidato brasileiro para disputar uma vaga na categoria de Melhor Filme Estrangeiro do Oscar 2017. Convidada a integrar a comissão pelo próprio Ministro da Cultura Marcelo Calero e pelo secretário de Audiovisual Alfredo Bertini, Carla surpreendeu-se com o questionamento de sua “classe” (na definição de Lyberato) sobre a imparcialidade dos integrantes, afirmando que o convite não foi acompanhado de qualquer orientação política – como, por sinal, já tinha sido dito por Lyberato. “Eu estou do lado do cinema brasileiro, e estarei sempre. Minha preocupação é com a nossa cultura de forma geral”, disse a cineasta, cujo filme “Carlota Joaquina” é apontado como divisor da cinematografia nacional. Seu sucesso de bilheteria, numa fase em que o cinema nacional andava desacreditado, marcou o início do renascimento do mercado para as produções brasileiras, a ponto de servir como referência. É o marco zero da retomada. Camurati vê com bons olhos a produção brasileira. “Temos uma variedade muito interessante tanto em termos de conteúdo como de liguagem. A comissão vai ter um bom momento para fazer sua escolha”, avaliou. Na sexta-feira (26/8), Lyberato anunciou pelas redes sociais que deixaria o comitê de seleção após ter “começado a sofrer”. Ela se referiu à “retirada de alguns filmes preciosos”, que não seriam submetidos à comissão por decisão de seus cineastas, em protesto político, e também à pressões extremas da “classe”. Esta foi a segunda substituição na comissão, que já havia perdido o cineasta Guilherme Fiúza Zenha na quinta-feira (25/8). Segundo sua alegação, “por questões pessoais”. Ele foi substituído pelo cineasta Bruno Barreto, que já chegou disputar o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por “O Que é Isso, Companheiro?”, em 1998. Com as mudanças, a comissão ficou ainda mais forte e representativa, ainda que o espírito de confronto tenha prejudicado a escolha. Três cineastas retiraram seus filmes da disputa pela vaga ao Oscar 2017 em protesto político contra a própria comissão, devido à sua “imparcialidade questionável”, como se expressou Gabriel Mascaro, que retirou “Boi Neon” da disputa. Em comunicado, a equipe de “Para Minha Amada Morta”, de Aly Muritiba, resumiu: “Não reconhecemos a legitimidade da comissão constituída pela SaV (Secretaria do Audiovisual) para escolher o representante brasileiro na disputa do Oscar 2017”. Além deles, Anna Muylaert também retirou “Mãe Só Há Uma” da apreciação da comissão. Na ocasião, ela deu a entender, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, que se tratava de uma tática para forçar a escolha de “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho. “Achamos que este é o ano de ‘Aquarius’. É o filme certo”, disse. Outros diretores alinhados com o mesmo discurso não chegaram tão longe, mas assumiram participar de uma conspiração. O objetivo seria, segundo consta num texto publicado no Facebook pelo cineasta Roberto Berliner, tentar forçar a “retirada” de um membro da comissão, que desagrada a “classe” por sua postura mais crítica. Lyberato chegou a dar nome à vítima, em seu desabafo, antes de pedir para sair. “Estamos sendo extremamente pressionado por todas as notícias a ponto de ter gente pedindo para sair. Qual é o objetivo? Forçar o Petrucelli a sair? Forçar todos a sair?”, ela escreveu. O alvo era o crítico Marcos Petrucelli. Desde que seu nome foi incluído na comissão, o cineasta Kleber Mendonça Filho abriu uma frente de ataque à sua participação. Petrucelli não poderia participar da comissão, na visão dos diretores citados, por ter criticado a photo-op da equipe de “Aquarius” em Cannes, quando Filho e seus atores ergueram cartazes para denunciar, em inglês e francês, que “o Brasil não é mais uma democracia” após sofrer um “golpe de estado”. Ele não seria isento, portanto, para escolher o filme que representará o país no Oscar. Além disso, a inclusão do crítico na comissão reforçaria a tese de vitimação de Filho, que estaria sofrendo perseguição pelo protesto no país do caviar. Outro exemplo disso seria a censura de 18 anos que seu filme recebeu do Ministério da Justiça, por mostrar um pênis ereto numa cena de orgia. O diretor escreveu em seu Facebook: “Alguém no governo fortalecendo o marketing desse filme. Incrível”. Apesar de todo o jogo de cena, Filho tirou o corpo fora do protesto, vendo seus colegas-rivais saírem da disputa, sem retirar “Aquarius” da comissão. “Tenho interesse em ver o processo se completar dentro das regras democráticas”, ele afirmou ao jornal Folha de S. Paulo. Seu interesse não deixa de ser um bom exemplo e uma bela lição.

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  • Filme

    Aquarius vence Festival de Cinema Mundial de Amsterdam

    28 de agosto de 2016 /

    O filme “Aquarius” venceu o prêmio de Melhor Filme do festival holandês World Cinema Amsterdam. A premiação foi anunciada neste domingo (28/8) e também registrou a vitória de “The Salesman”, do diretor iraniano Asghar Farhadi como Melhor Filme na premiação do público. “Grande felicidade para toda a equipe do filme e estamos ainda mais felizes com a estreia nacional se aproximando, dia 1 de setembro”, manifestou-se a equipe do longa na página oficial do Facebook do longa, dirigido por Kleber Mendonça Filho (“O Som ao Redor”). Estrelado por Sonia Braga, o filme também foi exibido no Brasil no fim de semana, abrindo a 44ª edição do Festival de Cinema de Gramado, onde foi elogiado pelo Ministro da Cultura Marcelo Calero. Anteriormente, “Aquarius” tinha sido premiado nos Transatlantyk Festival, na Polônia, e no Festival de Sydney, na Austrália. “Aquarius” conta a história de uma jornalista aposentada que mora em um edifício à beira-mar no Recife, cujo nome dá título ao filme. Na trama, ela tenta resistir à especulação imobiliária que quer erguer um arranha-céu moderno no lugar onde mora. O longa teve sua première mundial no Festival de Cannes, onde o diretor e a equipe chamaram atenção por realizar um protesto, erguendo cartazes em inglês e francês, que afirmavam que “O Brasil não é mais uma democracia” por conta de um “golpe de estado”. Um jornalista que lamentou o ato acabou sofrendo patrulhamento ideológico. A situação acirrou quando ele foi convidado a integrar a comissão que escolherá o filme que representará o Brasil na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme Estrangeiro do Oscar 2017, levando à desistência de três filmes concorrentes e dois membros da comissão – um deles, alegando pressão extrema da classe. Na semana passada, o filme recebeu do Ministério da Justiça classificação indicativa para maiores de 18 anos, devido a “sexo explícito” e “drogas”, e o diretor insinuou no Facebook que estava sendo perseguido. “Alguém no governo fortalecendo o marketing desse filme. Incrível”, escreveu Filho

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    Ministro da Cultura elogia Aquarius, Sonia Braga e Kleber Mendonça Filho

    27 de agosto de 2016 /

    O Ministro da Cultura Marcelo Calero rasgou vários elogios ao filme “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, exibido na abertura do Festival de Gramado, na noite de sexta (26/8). “Gostei muito”, ele disse ao jornal Folha de S. Paulo. “Para começar, porque a Sonia Braga fez um excelente trabalho. E Kleber Mendonça Filho demonstrou grande sensibilidade. O filme é um grande exemplo da qualidade do cinema brasileiro.” Calero, que esteva presente no festival, foi vaiado pelo público e ouviu gritos de “golpista” assim que as luzes se apagaram para o começo da cerimônia. Também ouviu “manda nudes”, para se ter ideia, além de um coro de “Fora Temer”, mas nenhum “Fica Dilma”, absolutamente nenhum. Segundo o jornal, o Ministro não quis comentar as vaias nem a classificação etária de 18 anos que “Aquarius” recebeu do Ministério da Justiça. Além de Calero, estiveram na sessão Alfredo Bertini, secretário do Audiovisual, e Marcos Petrucelli, crítico que integra a comissão que definirá qual filme irá representar o Brasil na busca por uma vaga na categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2017. Petrucelli é o crítico que está sendo atacado por Filho e diversos outros cineastas, por ter considerado uma “palhaçada” a photo-op da equipe de “Aquarius” durante do Festival de Cannes, ocasião em que o diretor e seu elenco exibiram cartazes afirmando que “O Brasil não é mais uma democracia” devido a um “golpe de estado”. Curiosamente, três meses depois, o mesmo Filho faz questão de dizer que não abre mão de participar das “regras democráticas” para tentar eleger “Aquarius” como o representante do Brasil (aquele país que tinha sofrido golpe e deixado de ser democracia) no Oscar. Caso isso venha a acontecer, o protesto no país do caviar se tornará ainda mais folclórico que já é.

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  • Filme

    Festival de Gramado confrontará Kleber Mendonça Filho e Marcos Petrucelli

    26 de agosto de 2016 /

    O Festival de Gramado começa na noite desta sexta-feira (26/8) com a exibição de “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho. E o timing não podia ser midiático para o evento, que ainda homenageará a atriz do filme, Sonia Braga, com um troféu por sua belíssima carreira. No centro de uma ação política de “classe”, na definição usada pela atriz Ingra Lyberato, Kleber Mendonça Filho vem acusando o governo de persegui-lo. Provas disso seriam a classificação etária de “Aquarius” para maiores 18 anos (“Se, em 2016, um pênis ereto, filmado à distância, é motivo para ser 18 anos, eu entrego os pontos”) e o convite para o crítico Marcos Petrucelli participar da comissão que definirá o candidato brasileiro a uma vaga na categoria de Melhor Filme Estrangeiro do Oscar 2017. “Petrucelli nos caluniou ao dizer que fizemos o protesto em Cannes pagos pelo governo”, disse Filho à coluna Gente Boa, do jornal O Globo, durante a pré-estreia de “Aquarius” no Rio de Janeiro. Ele se refere a uma crítica à photo-op realizada durante o festival francês, quando a equipe de “Aquarius” levantou cartazes para denunciar que “O Brasil não é mais uma democracia” por ter sofrido um “golpe de estado”. Desde que seu nome apareceu na comissão, o crítico tem sido sistematicamente atacado por Kleber Mendonça Filho, pelo atrevimento de ter usado o Facebook para chamar a manifestação na terra do caviar de “palhaçada”. Quando “Aquarius” saiu de mãos vazias do festival francês, o jornalista completou: “Então foi assim: filme feito com dinheiro público vai a Cannes representar o Brasil e não leva prêmio algum. Ou seja, a mentira sobre o suposto golpe no País por meio de frases em papel A4 no tapete vermelho não adiantou muito além de expor o Brasil ao ridículo.” Kleber diz que esse trecho é calunioso, embora seu filme tenha, sim, sido produzido com dinheiro público, via leis de incentivo, e a própria viagem de sua equipe à França foi bancada por um programa da Ancine de financiamento para a divulgação de filmes brasileiros em festivais internacionais, que prevê o pagamento de passagens, hospedagem, transportes, alimentação e “despesas afins” para diretor, produtor e ator/atriz. Calúnias, claro, se resolvem em processos civis, junto ao judiciário. Aparentemente, Mendonça não levou adiante a acusação. Em vez disso, lançou mão da retórica para buscar humilhar o crítico, formando uma panelinha para forçar sua expulsão da comissão, num ato de bullying explícito e de ataque xiita à liberdade de expressão no país. Nos dias que precederam a chegada do filme a Gramado, dois cineastas retiraram seus longa-metragens da apreciação da comissão do Oscar, em solidariedade a Filho: “Boi Neon”, de Gabriel Mascaro, e “Mãe Só Há Uma”, de Anna Muylaert. Mascaro chegou a assinar um comunicado de tom ultrajado, citando a “gravidade da situação” e questionando, no seu dizer, a “imparcialidade questionável” do processo seletivo. “É lamentável que o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual, endosse na comissão de seleção um membro que se comportou de forma irresponsável e pouco profissional ao fazer declarações, sem apresentação de provas, contra a equipe do filme ‘Aquarius’, após o seu protesto no tapete vermelho de Cannes”, resumiu, referindo-se ao aparentemente gravíssimo comentário já citado. E logo após Muylaert confirmar a intenção de fortalecer o filme de Filho (“Achamos que este é o ano de ‘Aquarius’. É o filme certo”) com sua desistência, dois integrantes da comissão também pediram para sair. Embora o diretor e produtor mineiro Guilherme Fiúza Zenha tenha alegado “questões pessoais” e dito que não falaria com a imprensa, a atriz Ingra Lyberato fez um longo desabafo no Facebook, mencionando pressões extremas da “classe”. “Estamos sendo extremamente pressionado por todas as notícias a ponto de ter gente pedindo para sair. Qual é o objetivo? Forçar o Petrucelli a sair? Forçar todos a sair?”, ela escreveu. O próximo round está programado para esta noite em Gramado, onde o crítico Marcos Petrucelli deve encontrar Kleber Mendonça Filho. O jornalista paulista já publicou uma foto em seu Facebook informando que estava a caminho.

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  • Filme

    Kleber Mendonça Filho diz que manterá Aquarius na disputa por uma vaga ao Oscar

    25 de agosto de 2016 /

    É oficial. O diretor Kleber Mendonça Filho disse que manterá a inscrição de “Aquarius” na disputa pela vaga brasileira no Oscar 2017. O cineasta pernambucano não vai aderir ao protesto que ele próprio incentivou, ao insinuar-se perseguido politicamente, e que culminou na desistência de dois de seus concorrentes, “Boi Neon”, de Gabriel Mascaro, e “Mãe Só Há Uma”, de Anna Muylaert. Mascaro e Muylaert anunciaram a retirada de seus filmes em solidariedade a Filho, que estaria sofrendo retaliações, após denunciar que “O Brasil não é mais uma democracia”, com placas contra um “golpe de estado” no país, durante o Festival de Cannes. Filho, porém, assumiu que não tem intenção de realizar o mesmo gesto. “Tenho interesse em ver o processo se completar dentro das regras democráticas”, ele afirmou ao jornal Folha de S. Paulo. Assim, se valerá da vantagem de não contar com dois de seus concorrentes mais destacados para tentar conquistar a vaga. E só não terá o caminho mais facilitado porque outros diretores optaram por não servir de tapete vermelho para seu “interesse”. Os três diretores e Roberto Berliner, que também mantém “Nise: No Coração da Loucura” na competição, protestam contra a inclusão do crítico Marcos Petrucelli na comissão que escolherá o candidato brasileiro ao Oscar. Para eles, é inadmissível que o jornalista tenha sido escolhido após emitir opinião contrária à manifestação de Filho e da equipe de “Aquarius” em Cannes, e assim decidiram denunciar a “imparcialidade questionável” da comissão, no dizer de Mascaro. É importante lembrar que os mesmos defensores da imparcialidade desta comissão do Ministério da Cultura, que perseguem e atacam um jornalista exclusivamente por conta de suas opiniões, não realizaram qualquer tipo de manifestação quando “Lula, o Filho do Brasil” foi vergonhosamente escolhido como representante do Brasil ao Oscar em 2010, em pleno governo Lula. Uma falta de ética como nunca se viu antes na história deste país. “Acho incrível o que [Mascaro e Muylaert] fizeram”, disse Filho à Folha de S. Paulo. “O governo interino não tem familiaridade com a área da cultura e com a forma como nós somos unidos.” Curiosamente, esta união parece ter limites, já que o incentivador não pretende pular no mesmo abismo, após ver a concorrência pular sozinha, de forma inocente e muito útil, por sinal. Por sua vez, o Ministério da Cultura emitiu um comunicado, reiterando sua “confiança na comissão de seleção do filme” e na “isenção do processo de escolha”. “A comissão é formada por nomes de reconhecida reputação e conhecimento técnico, que passaram, inclusive, pelo crivo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Destaca-se que a seleção do filme representante será feita à margem de critérios de natureza política, sendo inócua a criação de ambiente de pressão ou constrangimento com vistas a favorecer ou prejudicar qualquer produção. Passada a etapa de seleção, o Ministério estará engajado na torcida para que nosso filme figure entre os cinco finalistas.”

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  • Filme

    Anna Muylaert retira Mãe Só Há Uma da disputa pela vaga brasileira no Oscar 2017

    25 de agosto de 2016 /

    A diretora Anna Muylaert revelou que pretende seguir o gesto de Gabriel Mascaro e também retirar seu filme “Mãe Só Há Uma” da disputa pela indicação do Brasil à categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2017. Mascaro retirou “Boi Neon” para prestar solidariedade ao filme “Aquarius”, num protesto à parcialidade – ou “imparcialidade questionável”, como se expressou – com que o processo seletivo estaria sendo conduzido. A razão para as duas desistências seria a inclusão do crítico paulista Marcos Petrucelli na comissão do Ministério da Cultura que escolherá o representante brasileiro. Ele virou alvo por discordar da postura política e igualmente pública do diretor Kleber Mendonça Filho, de “Aquarius”. Com isso, já são dois cineastas que tomam para si a decisão que não foi tomada por Kleber Mendonça Filho, que se diz perseguido após a photo-op do Festival de Cannes para denunciar que “O Brasil não é mais uma Democracia”, devido a um “golpe de estado” – o processo de Impeachment de Dilma Rousseff. Em nome da defesa da liberdade de expressão da equipe de “Aquarius”, Muylaert, Mascaro e Filho lançam assim um inacreditável movimento contra a liberdade de expressão de um crítico, que discordou do uso político de verbas públicas no protesto realizado em Cannes. Como o próprio Filho assumiu, seu filme foi realizado com verbas incentivadas e sua viagem à França financiada pelo Programa de Apoio à Participação de Filmes Brasileiros em Festivais Internacionais e de Projetos de Obras Audiovisuais Brasileiras em Laboratórios e Workshops Internacionais, da Ancine. A propósito, estas são as frases do crítico, publicadas em seu Facebook, que geraram a polêmica. “Vergonha é o mínimo que se pode dizer sobre a equipe e o elenco de ‘Aquarius’”, ele opinou na data do protesto com os cartazes em Cannes. Cinco dias depois, quando saiu o anúncio dos vencedores, ele completou: “Então foi assim: filme feito com dinheiro público vai a Cannes representar o Brasil e não leva prêmio algum. Ou seja, a mentira sobre o suposto golpe no País por meio de frases em papel A4 no tapete vermelho não adiantou muito além de expor o Brasil ao ridículo.” Aparentemente, três dos nossos cineastas mais brilhantes acharam ruim que um dos eleitores do representante do Brasil no Oscar tenha feito o que se espera de sua profissão: um comentário crítico. Ou, de forma reducionista, manifestado-se publicamente a respeito de uma manifestação pública. Trata-se de um ataque mal-disfarçado à liberdade de expressão e opinião, a ponto de visar até o símbolo máximo da democracia: o direito ao voto. Não querem que um crítico vote, porque não gostarão de seu voto. É isso, simplesmente. “Achamos que este é o ano de ‘Aquarius’. É o filme certo”, disse Muylaert ao jornal Folha de S. Paulo, num prato cheio para quem gosta de teorias de conspiração e já delira com Kleber Mendonça Filho segurando placas de “Yankees Go Home” no tapete vermelho do Oscar 2017. Além da dupla de cineastas desistentes, o diretor e produtor mineiro Guilherme Fiúza Zenha, um dos nove integrantes da comissão do governo, também anunciou que não irá mais participar do comitê “por questões pessoais”. Procurado, o diretor de “O Menino no Espelho” (2014) disse que não falaria com a imprensa. Mas é pouco provável que muitos outros se juntem a eles. Ouvidos pela Folha de S. Paulo, os diretores de alguns dos filmes concorrentes mantiveram a postura de disputar a vaga. E encontram o caminho menos apinhado, com a saída de “Boi Neon” e “Mãe É Só Uma” do páreo. “Por que tirar o filme? Acredito nele. Respeito a atitude [dos outros diretores], mas não pretendo retirar. A decisão é do comitê”, disse Afonso Poyart, de “Mais Forte que o Mundo – A História de José Aldo”. Ele é ecoado pelo diretor David Schurmann, para quem seu filme “Pequeno Segredo” “tem uma temática que pode interessar ao Oscar”. “Investimos muito tempo e paixão para fazer um filme tecnicamente impecável e emocionante”, resumiu. Já Roberto Berliner decidiu manter “Nise: No Coração da Loucura”, mas não sem emitir um comunicado de solidariedade a Filho, dizendo que compartilha “das mesmas posições políticas”, sem esquecer de atacar o crítico em questão por suas “declarações infelizes” – em defesa da “liberdade de expressão”, é claro – , e incluindo até a um anedótico “Fora Temer!” no texto. Fazendo a ressalva que Muylaert e Mascaro preferiram ignorar, Berliner lembrou do respeito que deve “à equipe do filme, aos milhares de espectadores, aos outros jurados e demais concorrentes”, salientando a “confiança no filme que fizemos e pela importância de levar essa história ao conhecimento do maior público possível”. Mas completa propondo escorraçar o crítico da comissão, numa celebração de totalitarismo – ou, pelo menos, falta de capacidade de convívio democrático. Afinal, como se chama mesmo quem busca enquadrar opositores, calar os dissidentes e buscar impedir o direito de votar? De todo modo, o “martírio” dos colegas está sendo tratado, até aqui, com mesquinharia por Filho, que tem se aproveitado das desistências para reforçar sua posição na eleição e aparecer ainda mais na mídia. Após a desistência de Mascaro e Muylaert, em solidariedade à perseguição que o cineasta estaria sofrendo – e isto inclui a classificação etária elevada de seu filme – , ele mantém “Aquarius” na disputa.

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  • Filme

    Diretor tira Boi Neon da disputa da vaga brasileira ao Oscar 2017

    24 de agosto de 2016 /

    O cineasta pernambucano Gabriel Mascaro anunciou que retirou seu filme “Boi Neon” da disputa pela indicação do Brasil à categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2017. A decisão foi feita em protesto pela parcialidade – ou “imparcialidade questionável” – com que o processo seletivo estaria sendo conduzido. Seu comunicado é sucinto. “Decidimos tornar pública a nossa decisão de não submeter o filme ‘Boi Neon’ à comissão brasileira que indica o representante nacional ao Oscar 2017. É lamentável que o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual, endosse na comissão de seleção um membro que se comportou de forma irresponsável e pouco profissional ao fazer declarações, sem apresentação de provas, contra a equipe do filme ‘Aquarius’, após o seu protesto no tapete vermelho de Cannes. ‘Aquarius’ foi o único filme latino-americano na competição oficial de Cannes, tendo sido aclamado pela crítica internacional. Diante da gravidade da situação e contrários à criação de precedentes desta ordem, registramos nosso desconforto em participar de um processo seletivo de imparcialidade questionável”. Mascaro tomou a decisão depois que o diretor de “Aquarius”, Kleber Mendonça Filho atacou o crítico citado, convidado pelo Ministério Público para participar da comissão de seleção. Já o filme “Aquarius”, claro, é a produção que motivou a photo-op em Cannes para denunciar que “O Brasil não é mais uma Democracia”, devido ao “golpe” conhecido como processo de Impeachment de Dilma Rousseff. Com prêmios nos festivais de Veneza, Toronto e muitos outros, “Boi Neon” foi também o grande vencedor do último Festival do Rio. Era o único filme brasileiro que fazia sombra a “Aquarius” no exterior. Sua desistência, teoricamente, estende o tapete vermelho para “Aquarius” conquistar a vaga, além de tirar a oportunidade dos intérpretes, técnicos e profissionais variados do filme, que não poderão incluir no currículo uma provável representação do país no Oscar. Claro que a revolta terceirizada, de um segundo diretor em relação a uma situação que supostamente atinge apenas um terceiro, não deixa de criar uma saia justa para o próprio terceiro. Afinal, como fica agora Filho, que vê seu principal rival à indicação sair da disputa, numa demonstração de solidariedade a seu discurso de perseguido político? Filho vai usar essa vantagem para garantir a classificação de “Aquarius” ou tomará a atitude ética de, para dar sentido às consequências de sua retórica e em nome do “fair play”, anunciar também sua desistência? Sempre é válido lembrar que não houve nenhuma revolta ou manifestação sobre “imparcialidade questionável” quando, há apenas seis anos, “Lula, o Filho do Brasil” foi selecionado pelo Ministério da Cultura do governo de Luis Inácio Lula da Silva como candidato do Brasil à mesma vaga. Não foi ético em 2010. E agora veremos o que é considerada uma atitude ética em 2016.

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  • Filme

    Extraordinário: Sonia Braga será mãe de Julia Roberts em adaptação de best-seller

    19 de agosto de 2016 /

    A atriz Sonia Braga (“Aquarius”) entrou para o elenco do drama “Extraordinário”. Segundo o site da revista The Hollywood Reporter, ela viverá a mãe da personagem de Julia Roberts (“Álbum de Família”) e avó do protagonista Jacob Tremblay (“O Quarto de Jack”). O filme é uma adaptação do livro homônimo de R.J. Palacio, que passou 32 semanas entre os mais vendidos da lista do jornal The New York Times, e gira em torno de um menino de dez anos chamado Auggie Pullman (Tremblay), que estudava em casa por conta de uma deformidade facial, até começar a 5ª série e finalmente ir para escola. Lá, ele vai lutar para mostrar aos seus colegas de classe que, apesar das aparências, é apenas um garoto comum. A história deve explorar a temática do bullying por diversos pontos de vista. Roberts faz o papel de Isabel, mãe do garoto, enquanto Owen Wilson (“Meia-Noite em Paris”) vive Nate, o pai. As filmagens de “Extraordinário” já começaram em Vancouver, no Canadá, com direção de Stephen Chbosky (“As Vantagens de Ser Invisível”) e o lançamento é aguardado para 11 de maio de 2017 no Brasil, um mês após o lançamento nos EUA.

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  • Filme

    Diretor de Aquarius ataca crítico escolhido para integrar comissão que escolherá candidato brasileiro ao Oscar 2017

    19 de agosto de 2016 /

    O diretor Kleber Mendonça Filho publicou uma carta aberta no jornal Folha de S. Paulo e no Facebook nesta sexta (19/8) para, com a justificativa de defender seu filme “Aquarius” como candidato brasileiro ao Oscar 2017, atacar um crítico de cinema. O problema estaria no fato de Marcos Petrucelli, que discorda publicamente de suas posições políticas, ter sido convidado a participar da comissão do Ministério da Cultura que definirá o filme escolhido para representar o Brasil na busca de uma vaga na premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Mesmo dizendo que “tecnicamente” o jornalista “seria um nome adequado” para compôr a comissão, Mendonça ataca o posicionamento “estridente” de Petrucelli contra seu “protesto democrático” no Festival de Cannes. Ele se refere, obviamente, ao fato de ter levantado, junto a integrantes de sua equipe, placas em inglês e francês que afirmavam que “Um golpe ocorreu no Brasil”, “O Brasil não é mais uma democracia” e “O mundo não pode aceitar esse governo ilegítimo”, enquanto estava no tapete vermelho do festival francês. Segundo o cineasta, o comportamento do jornalista “faz da sua participação nesta comissão algo constrangedor”, dizendo que a questão se tornava ainda mais “séria”, porque “alguns desses ataques sugerem publicamente mentiras sobre a equipe de mais de 30 profissionais de ‘Aquarius’ ter ido a Cannes ‘de férias'”, com suas estadias “pagas pelo dinheiro público”. “É triste ter que corrigir com fatos, puros e simples, o tipo de mentira destrutiva que um comunicador tem espalhado de forma tão irresponsável. E essa pessoa está numa comissão que deveria defender os interesses do país, para julgar um filme que ele mesmo vem caluniando da forma mais torpe imaginável”, ele completa. A polêmica merece algumas considerações. Na verdade, Petrucelli escreveu no Facebook: “Vergonha é o mínimo que se pode dizer sobre a equipe e o elenco de ‘Aquarius’, filme que está em Cannes esse ano. Ao passar pelo tapete vermelho, os brasileiros protestaram contra o impeachment com cartazes que diziam ‘O Brasil não é mais uma democracia’. Ah não? Qual regime é esse, então, que permitiu ao diretor do filme levar 30 pessoas da equipe para tirar férias na Riviera Francesa? Nem blockbuster de Hollywood comparece a Cannes com tantas pessoas”. A comparação do contraste entre os protestos pela falta de democracia e a existência de liberdade para a equipe do filme ir à Cannes em peso, tratada ironicamente como “férias na Riviera Francesa”, ultrajou Filho, que ignorou a pergunta “Que regime é esse” e transformou o verbo “permitir” (antônimo de proibir, como numa ditadura) em “financiar”, para justificar um ataque num jornal de grande circulação e repercussão nacional. Além disso, a publicação da Carta Aberta à Comissão Brasileira do Oscar, que detalha frases nunca ditas ou escritas por Petrucelli, conquistou apoio de vários outros cineastas e repercutiu com a complacência do silêncio da Abraccine (a suposta Associação dos Críticos de Cinema do Brasil). Vale observar que, embora o crítico não tenha escrito nem mesmo em seu Facebook pessoal que a viagem para o Festival de Cannes foi paga pelo governo, o filme “Aquarius” recebeu, sim, verba da Ancine para participar do evento, dentro do Programa de Apoio à Participação de Filmes Brasileiros em Festivais Internacionais e de Projetos de Obras Audiovisuais Brasileiras em Laboratórios e Workshops Internacionais, que prevê pagamento de passagens, hospedagem, transportes, alimentação e “despesas afins” para diretor, produtor e ator/atriz. Levando em conta que o cineasta gostaria de corrigir o que chama de calúnia, seria interessante, em nome da transparência, que os valores destas despesas financiadas fossem tornados públicos, evitando assim “mentiras destrutivas” com a apresentação de “fatos, puros e simples”, para encerrar de vez a mera retórica inflamada – e inflamatória. Também seria interessante, em nome do “processo democrático”, respeitar a opinião de quem lhe contesta. Não é a primeira vez que o diretor bate boca publicamente com quem discordou de sua photo-op em Cannes. Mas, assim como Kleber Mendonça Filho teve o direito democrático de realizar seu protesto de gala, as vozes contrárias têm o mesmo direito de se manifestarem. Qualquer outra atitude não passa de autoritarismo com disfarce politicamente correto. Leia a carta de Kleber Mendonça Filho na edição da Folha e também no Facebook oficial do filme “Aquarius”.

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  • Filme

    Sonia Braga é premiada como Melhor Atriz no Festival de Lima, no Peru

    15 de agosto de 2016 /

    A atriz Sonia Braga foi premiada como Melhor Atriz do 20º Festival de Cinema de Lima, no Peru, por sua interpretação no filme “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho. Ausente do evento, ela agradeceu o troféu em seu Facebook. “Que honra ser premiada na América Latina”, postou em seu perfil. No filme, a atriz resiste à tentativa de uma incorporadora de comprar seu apartamento para derrubar o velho prédio e construir um novo edifício na praia de Boa Viagem, no Recife. “Aquarius” também recebeu o Prêmio Especial do Júri, que foi encabeçado pelo cineasta Ciro Guerra (“O Abraço da Serpente”). Mas não foi o único longa brasileiro premiado no evento. O drama “Boi Neon”, de Gabriel Mascaro, também foi celebrado, vencendo a categoria de Melhor Fotografia. Já o grande vencedor do troféu de Melhor Filme foi o colombiano “Oscuro Animal”, de Felipe Guerrero.

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  • Série

    Luke Cage: Veja seis fotos da próxima série de super-heróis da Marvel

    12 de agosto de 2016 /

    Após divulgar o trailer, o serviço de streaming Netflix divulgou seis fotos dos episódios de “Luke Cage”, sua terceira série de super-herói da Marvel. As imagens destacam a superforça do herói vivido por Mike Colter (introduzido em “Jessica Jones”), seu encontro com Claire Temple (Rosario Dawson, repetindo seu papel de “Demolidor”), a amizade com Pops (Frankie Faison, da série “Banshee”) e alguns dos vilões, como Cornell “Cottonmouth” Stokes (Mahershala Ali, da série “House of Cards”), Shades Alvarez (Theo Rossi, da série “Sons of Anarchy”) e Mariah Dillard (Alfre Woodard, de “12 Anos de Escravidão”), Considerado um dos personagens negros mais importantes do quadrinhos, Luke Cage foi criado em 1972 por Archie Goodwin e John Romita como um ex-presidiário que ganha superforça ao participar como voluntário de uma experiência científica. A partir daí, passa a atuar como herói de aluguel, usando seus poderes para quem pagar melhor. Passada no mesmo universo de “Demolidor” e “Jessica Jones”, a série foi desenvolvida por Cheo Hodari Coker, produtor executivo de “Ray Donovan”, que roteirizou os dois primeiros episódios. A estreia está marcada para 30 de setembro no Netflix.

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  • Série

    Luke Cage: Trailer da nova série da Marvel é pura blaxploitation

    9 de agosto de 2016 /

    O serviço de streaming Netflix divulgou um novo pôster e o trailer completo de “Luke Cage”, sua terceira série de super-herói da Marvel. A prévia mostra a origem e a relutância do protagonista (vivido por Mike Colter desde “Jessica Jones”) em usar seus poderes, seu encontro com Claire Temple (Rosario Dawson, repetindo seu papel de “Demolidor”) e a decisão de proteger as vítimas do crime organizado, representado pela figura “coroada” de Cornell “Cottonmouth” Stokes (Mahershala Ali, da série “House of Cards”). O clima é pura “blaxploitation” (filmes de cineastas e elencos negros dos anos 1970 com tema criminal), reforçado pela locação no Harlem e a trilha sonora urbana, com destaque para o soul clássico “Walk on By”, de Isaac Hayes, e o remix de “Heart Is Full”, de Miike Snow, com participação da dupla hip-hop Run the Jewels. Considerado um dos personagens negros mais importantes do quadrinhos, Luke Cage foi criado em 1972 por Archie Goodwin e John Romita como um ex-presidiário que ganha superforça ao participar como voluntário de uma experiência científica. A partir daí, passa a atuar como herói de aluguel, usando seus poderes para quem pagar melhor. Passada no mesmo universo de “Demolidor” e “Jessica Jones”, a série foi desenvolvida por Cheo Hodari Coker, produtor executivo de “Ray Donovan”, que roteirizou os dois primeiros episódios. O elenco ainda inclui Simone Missick (vista na série “Ray Donovan”) como a heroína Misty Knight, a brasileira Sonia Braga (“Tieta do Agreste”) como a mãe de Claire, Frankie Faison (série “Banshee”), Frank Whaley (série “Ray Donovan”) e vilões vividos por Theo Rossi (série “Sons of Anarchy”), Erik LaRay Harvey (série “Boardwalk Empire”) e Alfre Woodard (“12 Anos de Escravidão”). A estreia está marcada para 30 de setembro no Netflix.

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