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  • Filme

    Cheng Pei-pei, estrela do cinema de kung fu, morre aos 78 anos

    19 de julho de 2024 /

    A atriz de "Venha Beber Comigo", "O Tigre e o Dragão" e "Mulan" teve uma carreira de seis décadas

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  • Etc,  Filme

    Ni Kuang (1935-2022)

    4 de julho de 2022 /

    O veterano escritor Ni Kuang, que criou cerca de 300 roteiros para filmes de kung fu e ação de Hong Kong, faleceu no domingo (3/7) aos 87 anos, de câncer de pele. Ni nasceu em Xangai em 1935 e entrou clandestinamente em Hong Kong em 1957, nunca mais retornando à China continental. Aclamado como um gigante no mundo literário, ele publicou vários romances de artes marciais, wuxia e ficção científica, estourando na cultura chinesa com a franquia literária “New Adventures of Wisely”, em 1963. Dois anos depois, passou a escrever roteiros para os Shaw Brothers, maiores produtores do cinema de kung fu de Hong Kong. Seus créditos incluem clássicos absolutos do gênero, como “Espadachim de um Braço” (1967), “A Vingança do Kung Fu” (1970), “O Templo de Shaolin” (1976), “A 36ª Câmara de Shaolin” (1978), “Os Cinco Venenos de Shaolin” (1978), “A Vingança do Águia” (1978), “O Braço de Ouro do Kung Fu” (1979), “Os Invasores de Shaolin” (1983) e “O Lutador Invencível” (1984), entre muitos outros. Ele também criou os personagens que catapultaram Bruce Lee ao estrelato no cinema de Hong Kong, em “O Dragão Chinês” (1971) e “A Fúria do Dragão” (1972). Paralelamente, ainda escreveu cerca de 140 romances com o personagem Wisely, um homem envolvido com criaturas estranhas e alienígenas em aventuras futuristas ao redor do mundo. Estas histórias também foram levada ao cinema, além de renderem séries e adaptações em quadrinhos. Nos últimos anos, Ni recebeu duas homenagens da indústria cinematográfica de Hong Kong pelas realizações de sua carreira: do Hong Kong Film Awards (o Oscar da região) em 2012 e outro do Sindicato dos Roteiristas de Hong Kong em 2018.

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  • Etc,  Filme

    Jimmy Wang Yu (1944–2022)

    7 de abril de 2022 /

    O ator Jimmy Wang Yu, uma das maiores estrelas do cinema de artes marciais, morreu na terça-feira (5/4) num hospital de Taiwan, vítima de uma doença não revelada, aos 79 anos. Nascido em Xangai, China, Wang mudou-se para Hong Kong e fez seu nome como estrela de ação no estúdio dos Shaw Brothers durante a década de 1960. Ele estreou em “Templo da Lotus Vermelha” (1965) já num dos papéis principais, mas só foi estourar com “Espadachim de um Braço” (1967), vivendo o personagem-título, no qual pôde demonstrar toda a sua habilidade de esgrima. Enorme sucesso, o filme se tornou a primeira produção de Hong Kong a faturar mais de HK$ 1 milhão nas bilheterias locais. O que tornou o filme do diretor Chang Cheh tão diferente foi a violência sangrenta. Numa época em que as lutas dos filmes de Hong Kong eram coreografadas ao estilo da Ópera de Pequim, os golpes de Wang Yu cortavam membros e o sangue vermelho jorrava em tecnicolor de uma ponta a outra do set. “Espadachim de um Braço” rendeu duas sequências, mas Wang reprisou seu papel apenas na primeira, “A Volta do Espadachim de um Braço”, lançada em 1969. Ele não estrelou o terceiro porque rompeu com os Shaw Brothers para iniciar a segunda e igualmente importante fase de sua carreira. Ao todo, Wang Yu atuou em 87 filmes, quase todos de ação e artes marciais. Ficou tão famoso que passou a coreografar lutas e principalmente dirigir seus próprios filmes. O astro assinou 12 longas como diretor entre 1970 e 1977 (a maioria para a produtora Golden Harvest, rival dos Shaw Brothers), mudando o foco das lutas de espadas para as lutas marciais, o que ficou bastante claro na produção de “O Lutador de um Braço Só” (1972), em que tentou repetir seu primeiro fenômeno comercial. Transformando lutas com mãos e pés em enfrentamentos tão violentos quanto os duelos com espadas, Wang Yu revolucionou os filmes de artes marciais. Não por acaso, seu primeiro filme como diretor (que ele também protagonizou), “A Morte em Minhas Mãos” (1970), costuma ser apontado como a obra que iniciou a febre do kung fu no cinema de Hong Kong. Depois de anunciar a aposentadoria em 1997, foi convencido a retornar em 2011 com o filme “Dragão” (Wu Xia), um grande sucesso de bilheteria estrelado pelo mestre moderno do kung fu Donnie Yen. O êxito da produção o manteve na ativa por mais dois anos e quatro filmes, despedindo-se finalmente das telas com o elogiado terror “Soul” em 2013. Afastado das telas, ainda foi premiado no Golden Horse Awards de 2019, em Taiwan, com um prêmio especial pelas realizações da carreira. Adorado pelos fãs do cinema de ação de Hong Kong, Jimmy Wang Yu recebeu muitas homenagens nas redes sociais. Jackie Chan escreveu no Facebook: “As contribuições que você fez para os filmes de kung fu e o apoio e a sabedoria que você deu às gerações mais jovens sempre serão lembrados na indústria. E seus filmes sempre permanecerão no coração de seus fãs. Nós sentiremos sua falta!” O diretor Ang Lee também emitiu um comunicado lamentando a morte de seu herói. “É com profundo pesar que soubemos de sua morte hoje. Para muitos fãs como eu, ele representa a vibe de uma certa época. Seus filmes e seu espírito heroico farão muita falta.”

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