Rosamund Pike será a cientista Marie Curie, primeira mulher a vencer o Prêmio Nobel
A atriz Rosamund Pike, indicada ao Oscar por “Garota Exemplar” (2014), vai estrelar a cinebiografia da cientista Marie Curie. Ela fechou com o StudioCanal para estrelar “Radioactive”, que será dirigido pela iraniana Marjane Satrapi (“Persépolis”, “As Vozes”). O filme será uma adaptação do livro “Radioactive: Marie & Pierre Curie: A Tale of Love and Fallout”, de Lauren Redniss, que conta a história de Marie Curie e suas descobertas científicas, sob o prisma de seu casamento com Pierre Curie, além de acompanhar os efeitos transformadores de sua descoberta do rádio, elemento químico altamente radioativo, que impactou a ciência do século 20. Nascida na Polônia em 1867, Marie se mudou para a França em 1891 e casou com Pierre em 1895. Eles desenvolveram juntos a teoria da radioatividade e técnicas para isolar isótopos radioativos. Além disso, descobriram dois elementos químicos, polônio e rádio. Estas descobertas deram início a uma nova era científica e tecnológica, que culminou, décadas depois, com a criação da energia nuclear. Além disso, por seu trabalho, Marie Curie se tornou primeira mulher a vencer o Prêmio Nobel. Não apenas uma vez, mas duas vezes e em áreas distintas: Física em 1903 e Química em 1911. “Radioactive” deverá abranger a influência de suas descobertas, pois Satrapi afirmou, no comunicado sobre o projeto, que o filme “não é apenas um resumo da vida dessa mulher excepcional. Ele conta a história da radioatividade desde sua descoberta até hoje”. A diretora também admitiu ansiedade para trabalhar com Rosamund Pike. “Marie Curie era uma força de vida. Todas as pessoas, todos os lugares eram atingidos pela energia e brilhantismo dela. Trata-se de uma personagem intensa que necessita de alguém com muita inteligência e sensibilidade. Rosamund é aquela capaz disso e entendi no segundo que a conheci”, afirmou. O roteiro do filme foi escrito pelo inglês Jack Thorne (criador da série “The Last Panthers”) e as filmagens devem acontecer durante o outono no hemisfério norte. Ainda não há previsão para a estreia.
Filme britânico mais comentado do ano, Lady Macbeth ganha trailer legendado
“Lady Macbeth”, um dos filmes britânicos mais comentados do ano, ganhou seu trailer legendado. Divulgado pela California Filmes, o vídeo, inclusive, traz frases de efeito pinçadas das críticas internacionais elogiosas. E as cenas tensas ecoam cada palavra. Drama de época, passado na Inglaterra rural do século 19, o longa acompanha Katherine, uma jovem presa num casamento sem amor, obrigada a se relacionar com um homem com o dobro de sua idade e a agradar sua família fria e cruel. Mas, como ele vive viajando, ela logo embarca num caso romântico com um dos empregados, o que tem consequências terríveis para todos os envolvidos. O filme é uma adaptação do romance homônimo de Nikolai Leskov com direção de William Oldroyd, diretor britânico de teatro que estreia em longa-metragem. O papel principal destaca Florence Pugh (“The Falling”), que tem causado sensação entre a crítica por sua atuação contida, mas também provocante. E o elenco ainda inclui Christopher Fairbanks (“Guardiões da Galáxia”), Cosmo Jarvis (“Spooks: O Mestre Espião”), Bill Fellows (série “Broadchurch”) e Naomi Ackie (série “The Five”). Após causar sensação no circuito dos festivais, “Lady Macbeth” estreia nesta sexta (28/4) no Reino Unido, chega em 14 de julho nos EUA e duas semanas depois, em 27 de julho, no Brasil.
Além das Palavras mergulha no universo da poeta Emily Dickinson
“Além das Palavras”, do diretor britânico Terence Davies, focaliza a vida da poeta moderna norte-americana Emily Dickinson (1830-1886). Ela só foi reconhecida após a morte, teve apenas uns dez poemas publicados em vida. Mesmo assim, alguns deles saíram sem nome, sem o devido crédito. Emily viveu uma vida discreta, reclusa, em que a família era o seu universo e dela nunca se afastou, inclusive rejeitando, até agressivamente, várias propostas de casamento. Mil e setecentos poemas foram encontrados após sua morte, revelando uma obra poderosa. De sua vida pouco se sabe, exceto pelas cartas que escreveu. As questões de gênero, que eram um forte fator da opressão feminina da época em que viveu Emily Dickinson, impediram que seu talento literário pudesse brilhar e se destacar socialmente. Ambiente familiar acolhedor, complexos quanto à presumida feiura e incapacidade de colocar em ação os sentimentos que a oprimiam, parecem ter tido um peso importante nessa história. O cineasta Terence Davies mergulhou nesse universo familiar de Emily Dickinson (vivida por Cynthia Nixon, a Miranda da série “Sex and the City”) e na sua bela poesia para construir um filme impecável, de grande talento e beleza. Desde as primeiras cenas, entra-se em cheio na ambientação do século 19. Todos os detalhes cuidadosamente recriados mostram a vida dentro da casa de uma família com posses. Móveis, objetos de uso e decorativos, roupas, ornamentos, janelas, cortinas, são absolutamente perfeitos. A iluminação é um destaque à parte, com uma fotografia deslumbrante para a descrição daquela realidade. A luminosidade interna, que ousa romper a escuridão, sem nunca afrontar o tom mortiço do ambiente, nos remete a um mundo que restringe, mas também protege, um universo familiar que cria uma zona de conforto, parece bastar-se a si mesmo. Assim como a personagem que sofre, vive sua solidão em família, mas ali se protege do mundo exterior. A narrativa põe em relevo a questão de gênero, a opressão ao desabrochar e ao desenvolvimento femininos, numa sociedade que confinava e impedia o êxito e o sucesso das mulheres, desvalorizando de modo absoluto seus talentos que escapassem à esfera doméstica. O que Terence Davies obtém do desenvolvimento do elenco também é notável. O espectador mergulha naquele universo, como se estivesse voltando no tempo, e encontra nas atrizes e atores a encarnação perfeita daquele mundo, nos diálogos, nos gestos contidos, nos silêncios, na agressividade que brota súbita em alguns momentos, enfim, em cada situação ou fala. A vida passa lenta, ruminando por dentro, rotineira, sem grandes sobressaltos. As atuações dão conta disso muito bem. A música de estilo clássico, belíssima, complementa a narrativa, pontuando a dimensão do tempo. Excelente filme do diretor de “Canção do Pôr do Sol” (2015), “Amor Profundo” (2011), “A Essência da Paixão” (2000), “O Fim de Um Longo Dia” (1992) e “Vozes Distantes” (1988). Uma carreira impressionante de filmes que primam pela elaborada e meticulosa qualidade artística, em que a beleza das imagens sempre se impõe.
Don Cheadle vai viver o primeiro milionário negro dos EUA
O ator Don Cheadle (“Capitão América: Guerra Civil”) vai escrever e estrelar um filme sobre a vida de Jeremiah G. Hamilton, o primeiro negro milionário dos EUA. Intitulado “Prince of Darkness”, o filme é baseado num livro de Shane White, e terá roteiro de Cheadle em parceria com Steven Baigelman, a mesma dupla de “Miles Ahead” (2015), que marcou a estreia do ator na direção. A história de Hamilton é bastante obscura. Ele foi mencionado em um obituário de Cornelius Vanderbilt como o verdadeiro rival do magnata. O livro de White detalha sua ascensão após ele ser expulso do Haiti e se tornar um agente de corretagem e imóveis na Nova York do século 19, conquistando grande fortuna. Seu sucesso no mundo dos negócios quebrou muitos tabus da época. Ele conseguiu negociar de igual para igual com empresários brancos, teve uma esposa branca, comprou uma mansão na região rural de New Jersey e era dono de trens dos quais não podia andar por ser negro. Não há previsão para o começo das filmagens, uma vez que Cheadle vai participar de dois longas consecutivos dos Vingadores, como o herói Máquina de Combate.
Filme britânico mais comentado do ano, Lady Macbeth ganha novo trailer
“Lady Macbeth”, um dos filmes britânicos mais comentados do ano, ganhou um novo trailer e três pôsteres. A prévia, inclusive, traz frases de efeito pinçadas das críticas elogiosas. E as cenas tensas ecoam cada palavra. Drama de época, passado na Inglaterra rural do século 19, o longa acompanha Katherine, uma jovem presa num casamento sem amor, obrigada a se relacionar com um homem com o dobro de sua idade e a agradar sua família fria e cruel. Mas, como ele vive viajando, ela logo embarca num caso romântico com um dos empregados, o que tem consequências terríveis para todos os envolvidos. O filme é uma adaptação do romance homônimo de Nikolai Leskov com direção de William Oldroyd, diretor britânico de teatro e curtas que estreia em longa-metragem. O papel principal destaca Florence Pugh (“The Falling”), que tem causado sensação entre a crítica por sua atuação contida, mas também provocante. E o elenco ainda inclui Christopher Fairbanks (“Guardiões da Galáxia”), Cosmo Jarvis (“Spooks: O Mestre Espião”), Bill Fellows (série “Broadchurch”) e Naomi Ackie (série “The Five”). Ainda em exibição no circuito dos festivais, “Lady Macbeth” estreia em 28 de abril no Reino Unido, em 14 de julho nos EUA e duas semanas depois, em 27 de julho, no Brasil.
Brie Larson vai viver pioneira do feminismo que foi a primeira candidata à presidência dos EUA
Brie Larson, vencedora do Oscar 2016 de Melhor Atriz por “O Quarto de Jack”, vai viver a pioneira do feminismo Victoria Claflin Woodhull num filme da Amazon. Woodhull ficou conhecida no final do século 19 por defender o “amor livre”, liderar o movimento pelo direito das mulheres ao voto e se declarar a primeira candidata feminina à presidência dos Estados Unidos, em 1872 – 40 anos antes das mulheres conquistarem o direito de votar no país. Mesmo sem levar sua candidatura a sério, conservadores conseguiram sabotar suas pretensões ao prendê-la por “obscenidades”, após ela publicar a denúncia do caso de adultério entre o pastor Henry Ward Beecher (o mais influente porta-voz do conservadorismo na época) e Elizabeth Tilton, uma mulher casada da alta sociedade. Woodhull fez a denúncia para ilustrar a hipocrisia do pastor, que atacava sua posição em favor do amor livre, ao mesmo tempo em que tinha uma mulher casada como amante. Foi um escândalo que marcou época. O roteiro está sendo escrito por Ben Kopit (do vindouro “The Libertine”, com Johnny Depp) e a direção está a cargo de Brett Ratner (“Hércules”). Além de estrelar, Brie Larson também vai produzir o filme, que tem o título provisório de “Victoria Woodhull”. Não está claro se a produção será exibida nos cinemas. Ao contrário da Netflix, as produções originais da Amazon têm recebido distribuição em circuito cinematográfico, como, por exemplo, “Manchester à Beira-Mar”, que rendeu o Oscar 2017 de Melhor Ator a Casey Affleck, entregue pela própria Brie Larson – e isto rendeu outra polêmica, por sinal.
Atriz de Sex and the City vive a poeta Emily Dickinson em trailer legendado de cinebiografia
A Cineart Films divulgou a versão legendada do trailer de “Além das Palavras”, tradução em português de “A Quiet Passion”. O filme traz Cynthia Nixon (a Miranda da série “Sex and the City”) como a poeta Emily Dickinson, numa cinebiografia dirigida pelo veterano cineasta britânico Terence Davies (“Amor Profundo”, “Vozes Distantes”). A prévia mostra a evolução da escritora, desde seus dias de estudante num internato cristão até o amadurecimento como mulher independente, que rejeitou as principais normas de comportamento do século 19, para desgosto de seu pai (vivido por Keith Carradine, da série “Fargo”). A prévia ainda destaca sua relação próxima com a irmã mais nova Lavinia (interpretada por Jennifer Ehle, de “Cinquenta Tons de Cinza”). Conhecida como Vinnie, a caçula é também uma das principais razões pelas quais Emily é considerada um ícone literário moderno, pois foi ela quem descobriu centenas de poemas inéditos e conseguiu publicá-los após a morte prematura da escritora aos 55 anos, consagrando-a postumamente como um gênio literário. A estreia está marcada para 27 de abril, duas semanas após o lançamento nos EUA.
Mercy Street é cancelada em sua 2ª temporada
O canal americano PBS anunciou o cancelamento da série “Mercy Street” ao final de sua 2ª temporada. O drama médico da era da Guerra Civil, estrelado por Josh Radnor (série “How I Met My Mother”) e Mary Elizabeth Winstead (série “BrainDead”), teve seu último episódio exibido em 5 de março, que agora servirá como um final definitivo da série. De acordo com o site Deadline, problemas de financiamento e dificuldades em alinhar as agendas de todos os envolvidos na produção foram os motivos dados para justificar o cancelamento da série. A 1ª temporada atingiu 14 milhões de telespectadores, contabilizadas todas as plataformas durante o espaço de uma semana (Live + 7), tornando-se o segundo programa mais visto na PBS em 2016, atrás apenas de “Downton Abbey”. Já a 2ª temporada, que estreou em 22 de janeiro e terminou em 5 de março, atraiu 6,5 milhões de telespectadores (Live + 7). “Entregamos 12 horas de histórias convincentes e valiosas, das quais todos nos orgulhamos”, disse o criador David Zabel (produtor-roteirista de “Plantão Médico/E.R.”), em comunicado.
Taboo, a série de Tom Hardy, é renovada para sua 2ª temporada
O canal pago americano FX e a rede BBC renovaram sua parceria para a produção da 2ª temporada da série de época “Taboo”, criada e estrelada pelo ator Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”). A trama gira em torno do personagem de Hardy, que retorna da África em 1813, após ser dado como morto, com diamantes e um plano para se vingar da morte de seu pai. Ele se recusa a vender o negócio da família para a Companhia das Índias Orientais e decide construir seu próprio império de comércio e transporte, o que o coloca no meio de um jogo perigoso entre duas nações em guerra: Reino Unido e Estados Unidos. Além de estrelar, Hardy também é creditado como criador da atração em parceria com seu pai, o escritor Chips Hardy, e o roteirista Steven Knight (“Senhores do Crime”) – que recentemente dirigiu o ator no thriller indie “Locke” (2013). A produção ainda inclui o cineasta Ridley Scott (“Exodus: Deuses e Reis”). Em comunicado, Hardy comemorou a renovação. “Estamos gratos e animados para continuar o nosso relacionamento com a BBC e FX e contribuir para o drama britânico. Uma notícia fantástica”, disse, de forma suscinta. Knight acrescentou: “Estou emocionado que um trabalho tão ousado tenha sido tão bem recebido e encontrado um público tão grande e entusiasmado nos EUA e na Grã-Bretanha”. E Ridley Scott completou, agradecendo o “apoio a ‘Taboo’ em todas as etapas, para que pudesse ser o drama brutal, sombrio e sujo que é”. Assim como a 1ª, a nova temporada também terá oito episódios. No Brasil, a série faz parte da programação do pacote premium da Fox.
Atriz de Sex and the City vive a poeta Emily Dickinson em trailer de cinebiografia
O primeiro trailer, o pôster e as fotos de “A Quiet Passion” trazem Cynthia Nixon (a Miranda da série “Sex and the City”) como a poeta Emily Dickinson, numa cinebiografia dirigida pelo veterano cineasta britânico Terence Davies (“Amor Profundo”, “Vozes Distantes”). A prévia mostra a evolução da escritora, desde seus dias de estudante num internato cristão até o amadurecimento como mulher independente, que rejeitou as principais normas de comportamento do século 19, para desgosto de seu pai (vivido por Keith Carradine (série “Fargo”). A prévia ainda destaca sua relação próxima com a irmã mais nova Lavinia (interpretada por Jennifer Ehle, de “Cinquenta Tons de Cinza”). Conhecida como Vinnie, a caçula é também uma das principais razões pelas quais Emily é considerada um ícone literário moderno, pois foi ela quem descobriu centenas de poemas inéditos e conseguiu publicá-los após a morte prematura da escritora aos 55 anos, consagrando-a postumamente como um gênio literário. A estreia está marcada para 14 de abril nos EUA, em circuito limitado, e não há previsão de lançamento no Brasil.
Diretora de Persépolis vai filmar cinebiografia de Marie Curie, primeira mulher a vencer o Prêmio Nobel
A diretora iraniana Marjane Satrapi, indicada ao Oscar de Melhor Animação por “Persepolis” (2007), irá dirigir a cinebiografia de Marie Curie, primeira mulher a vencer o Prêmio Nobel. Não apenas uma vez, mas duas vezes e em áreas distintas: Física em 1903 e Química em 1911. O filme será uma adaptação do livro “Radioactive: Marie & Pierre Curie: A Tale of Love and Fallout”, de Lauren Redniss, que conta a história de Marie Curie e suas descobertas científicas, sob o prisma de seu casamento com Pierre, além de acompanhar os efeitos transformadores de sua descoberta do rádio, elemento químico altamente radioativo, que impactou a ciência do século 20. Nascida na Polônia em 1867, Marie se mudou para a França em 1891 e casou com Pierre em 1895. Eles desenvolveram juntos a teoria da radioatividade e técnicas para isolar isótopos radioativos. Além disso, descobriram dois elementos químicos, polônio e rádio. Estas descobertas deram início a uma nova era científica e tecnológica, que culminou, décadas depois, com a criação da energia nuclear. Intitulado “Radioactive”, o filme deverá abranger a influência de suas descobertas, pois Satrapi afirmou, no comunicado sobre o projeto, que o filme “não é apenas um resumo da vida dessa mulher excepcional. Ele conta a história da radioatividade desde sua descoberta até hoje”. O roteiro do filme será escrito pelo inglês Jack Thorne (criador da série “The Last Panthers”) e os atores devem ser definidos em breve, para as filmagens acontecerem no outono do hemisfério norte. O comunicado não especifica se a obra será falada em inglês. Depois de “Persépolis”, Satrapi filmou três filmes com atores, dois deles em francês e um em inglês, estrelado por Ryan Reynolds (“As Vozes”, de 2014). Ela está atualmente envolvida na antologia “Berlin, I Love You”, coleção de curtas sobre a cidade de Berlim, ao estilo de “Rio, Eu Te Amo” (2014).
Jake Gyllenhaal vai estrelar western cômico de diretor vencedor da Palma de Ouro
O ator Jake Gyllenhaal (“Animais Noturnos”) entrou no novo filme do cineasta francês Jacques Audiard (“Ferrugem e Osso”), informou o site da revista Variety. Intitulado “The Sisters Brothers”, o filme gira em torno dos irmãos pistoleiros Eli e Charlie Sisters, contratados para matar um prospector de ouro no Velho Oeste. A trama é ambientada em Oregon, em 1851, e é baseada no livro homônimo escrito por Patrick DeWitt. Gyllenhaal deve viver o prospector, que será perseguido pelos irmãos interpretados por Joaquin Phoenix (“Ela”) e John C. Reilly (“Guardiões da Galáxia”), anteriormente confirmados no elenco. Com tom de humor negro, “The Sisters Brothers” será o primeiro filme de Audiard desde sua conquista da Palma de Ouro no Festival de Cannes 2015 com o drama de imigrantes “Dheepan – O Refúgio”. As filmagens vão começar no segundo semestre deste ano.
A Morte de Luís XIV é uma obra mórbida de arte
Um filme que cheira à morte. Assim pode ser descrito a nova obra de Albert Serra, “A Morte de Luís XIV”, que apesar de parecer um desafio para um público mais amplo, é tão fascinantemente mórbido que prende o espectador até seu doloroso fim. Quem teve a paciência de ver até o final o primeiro filme do cineasta catalão, “Honra dos Cavaleiros” (2006), pode até considerar “A Morte de Luís XIV” extremamente acessível. Mas é um filme de andamento narrativo lento e que abusa da sensação de claustrofobia – a história se passa quase que inteiramente dentro do quarto de Sua Majestade. O título deixa claro do que a produção se trata. E desde o começo da narrativa o rei da França já aparece extremamente debilitado, reclamando de uma dor na perna. É razoável imaginar que o fato de ser um monarca lhe permitiria maior conforto, mas o tratamento privilegiado apenas torna sua decadência física mais incômoda e escancaradamente visível. Vê-se a manifestação tangível da morte em cada etapa de sua deterioração, a começar pelo orgulho próprio. Ansioso por participar de uma missa ou de uma reunião importante, o rei percebe que não tem condições de fazer qualquer coisa a não ser ficar deitado em seu leito. “A Morte de Luís XIV” mostra sua agonia com muitos silêncios e muitos sussurros. O rei pouco fala, até porque não tem forças. Mas aqueles que estão monitorando e tentando salvá-lo da doença conversam o tempo todo sobre as possibilidades de cura, de tentar salvar a perna doente, de pensar na alimentação como possível inimiga da saúde etc. E a linguagem narrativa de Serra em seu filme é tão impressionantemente realista que é quase como se estivéssemos ali pertinho do rei moribundo, aguardando como urubus o momento de sua partida final. Mas, ao mesmo tempo que é realista na condução da dramaturgia, há todo um cuidado formal com a disposição da câmera, das cores (com destaque para o vermelho) na fotografia, e outros aspectos que valorizam a construção das cenas, refletindo os tons e a suntuosidade da pinturas de Hyacinthe Rigaud, retratista favorito do rei. Não custa lembrar que Luís XIV é considerado o maior rei da França. Recebeu a alcunha de “Rei Sol” e reinou longos 72 anos, sendo que foi durante o seu reinado que o país chegou à liderança das potências europeias. Saber esses e outros detalhes é importante para situar a comoção que a morte do rei pode ter causado na época. Mas, mesmo não sabendo nada a respeito do personagem, o filme de Serra tem uma força impressionante, com sua atmosfera lúgubre. Para os cinéfilos, também ressoa a escalação de Jean-Pierre Léaud, que será eternamente lembrado por seu papel como o inquieto e enérgico Antoine Doinel, cuja trajetória começou ainda criança nos filmes de François Truffaut. Quem apostaria, em 1959, que o menor de “Os Incompreendidos” continuaria no cinema por mais de meio século para se mostrar como um homem velho em estado terminal?












