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  • Filme

    Brigitte Bardot, um dos maiores mitos do cinema, morre aos 91 anos

    28 de dezembro de 2025 /

    Símbolo de beleza dos anos 1950 e 1960, atriz estava aposentada há meio século e faleceu em sua casa no sul da França

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  • Filme

    Jane Birkin, ícone do cinema, da música e da moda, morre aos 76 anos

    16 de julho de 2023 /

    A renomada atriz, modelo e cantora inglesa Jane Birkin, conhecida por sua multifacetada carreira artística e influência na moda, morreu aos 76 anos. A notícia foi confirmada pelo Ministro da Cultura francês e divulgada pelos canais BFMTV e Le Parisien. Birkin foi encontrada sem vida em sua casa em Paris neste domingo (16/7). Embora a causa da morte não tenha sido divulgada, é sabido que a atriz sofreu um leve derrame em 2021. Nascida em Londres, Birkin já era uma modelo em ascensão quando foi parar no cinema, em filmes britânicos da era mod como “A Bossa da Conquista” (1965), “Blow-Up” (1966), “Caleidoscópio” (1966) – os dois últimos do diretor italiano Michelangelo Antonioni – , “Um Jogador Romântico” (1966) e “O Muro das Maravilhas” (1968) – com trilha do então Beatle George Harrison. A fama se consolidou na década de 1970, ao firmar uma duradoura parceria romântica e artística com o músico francês Serge Gainsbourg e se mudar para Paris. Juntos, protagonizaram “Slogan” (1969), dirigido por Pierre Grimblat, e no ano seguinte lançaram a faixa “Je t’aime… Moi non Plus”, que chocou o público e foi censurada em diversos países, incluindo o Brasil, por sua letra considerada explicitamente sexual. Na gravação, Birkin canta como se estivesse gemendo de prazer. Foi um escândalo e também um enorme sucesso, lembrado até hoje.   Parceria com Serge Gainsbourg Depois de se conheceram durante as filmagens de “Slogan”, a relação amorosa que nasceu da colaboração profissional se estendeu por 13 anos, rendeu vários filmes e músicas, e fez deles um dos casais mais famosos da França. A união também gerou uma filha, Charlotte Gainsbourg, que seguiu carreira tão ousada como atriz quanto a mãe. Birkin e Gainsbourg encerraram o relacionamento amoroso em 1980, mas mantiveram uma estreita colaboração artística até a morte do músico em 1991. A atriz relatou que Serge se tornou uma pessoa “temperamental”, viciado em álcool e cigarro e que não a tratava bem, mas isso não impediu que ela e Charlotte continuassem celebrando sua arte após seu falecimento.   Sucesso cinematográfico O sucesso de Jane Birkin no cinema foi bastante duradouro. Ela encantou a França desde jovem, com sua participação em “A Piscina” (1969), como uma ninfeta cobiçada por Alain Delon no clássico de Jacques Deray. Não satisfeita em seduzir o ator mais bonito da França, foi parar na cama com a atriz mais sexy do país, Brigitte Bardot, outra amante famosa de Gainsbourg, em “Se Don Juan Fosse Mulher” (1973), de Roger Vadim. Também trabalhou na Itália com o mestre dos giallos Antonio Margheriti, em “Sete Mortes nos Olhos de um Gato” (1973), e voltou à Inglaterra para o terror “Herança Maldita” (1974), com Christopher Lee. Em 1975, ela e Gainsbourg transformaram a música “Je t’aime… Moi non Plus” em filme. E foi nova polêmica. Lançado no Brasil como “Paixão Selvagem”, o drama escrito e dirigido por Gainsbourg trazia a atriz como uma garçonete andrógina, magérrima e de cabelos curtos, que era confundida com um rapaz por um gay bonitão (o muso de Andy Warhol, Joe Dallesandro). Um romance improvável tem início, que esbarra na dor da personagem de Birkin ao tentar sexo anal. Sua estreia em Hollywood aconteceu em 1978, quando integrou o elenco de estrelas internacionais da versão original do mistério “Morte no Nilo” (1978), repetindo a experiência com “Assassinato num Dia de Sol” (1982). Os dois suspenses eram casos do Inspetor Poirot, adaptados de obras literárias de Agatha Christie.   Consagração artística e ícone da moda Com beleza duradoura, a atriz seguiu vivendo femme fatales e mulheres sedutoras por décadas no cinema, como na comédia picante “Circulem, Não Há Nada Pra Ver!” (1983), de Patrice Leconte, e no drama “La Pirate” (1984), onde viveu uma lésbica apaixonada – e foi indicada ao César pelo papel, o Oscar francês. Ela também se casou com o diretor do filme, Jacques Doillon. Foi nesta época em que Jean Louis-Dumas, chefe-executivo da grife Hermès, inspirado em uma conversa com a artista, criou a luxuosa bolsa Birkin, que se tornou um símbolo mundialmente conhecido de status social.   Fase madura O prestígio fez com que os filmes de sua fase madura ficassem conhecidos por parcerias com alguns dos maiores mestres do cinema francês, como Jean-Luc Godard na comédia “Atenção à Direita” (1987), Bertrand Tavernier no drama “O Regresso” (1990), Jacques Rivette no clássico absoluto “A Bela Intrigante” (1991), Agnès Varda no romance “As Cento e uma Noites” (1995) e Alain Resnais no musical “Amores Parisienses” (1997). Birkin também voltou a estrelar produções britânicas de prestígio, como “A Soldier’s Daughter Never Cries” (1998), de James Ivory, e “The Last September” (1999), de Deborah Warner. E estreou como diretora em 2007, comandando “Boxes”, que foi selecionado para o Festival de Cannes.   Final da carreira Seus últimos filmes de ficção foram seu primeiro longa espanhol, “Prova de Redenção” (2012), de Sergio Castellitto, em que contracenou com Penelope Cruz, e o sucesso comercial “O Palácio Francês” (2013), no qual reviveu a parceria com Tavernier. Mas ela continuou trabalhando na TV, em curtas e em sua carreira musical. Sua última imagem nas telas foi registrada por sua filha, no documentário “Jane por Charlotte” (2021), dirigido por Charlotte Gainsbourg, em que as duas exploram a complexa relação entre elas. Birkin era mãe de três filhas: Charlotte Gainsbourg, do casamento com Serge Gainsbourg, a cantora Lou Doillon, do casamento com o diretor Jacques Doillon, e a fotógrafa Kate Barry, fruto do casamento com o compositor John Barry (da famosa trilha de 007), que morreu tragicamente em 2013.

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  • Etc,  Filme,  Série

    Robert Walker Jr. (1940 – 2019)

    7 de dezembro de 2019 /

    O ator Robert Walker Jr., conhecido por papeis em séries clássicas e filmes cultuados morreu na quinta-feira (5/12). O falecimento foi revelado pela família do ator ao site oficial de “Star Trek”. Walker participou do segundo episódio de “Jornada nas Estrelas” (Star Trek) em 1966. Considerado um dos melhores capítulos da série, “Charlie X” trazia o ator como o adolescente do título, que embarca na Enterprise após ser resgatado num planeta deserto, onde viveu durante anos como único sobrevivente de um desastre espacial. Mas sua carência afetiva, aliado a poderes psíquicos, transformam-no num grande perigo para a sobrevivência da tripulação. O ator tinha 26 anos quando interpretou o adolescente poderoso de 17. Sua aparência jovem ainda o transformou em Billy the Kid num episódio de “Túnel do Tempo”, exibido no ano seguinte. Filho dos astros de Hollywood Robert Walker (do clássico “Pacto Sinistro”) e Jennifer Jones (vencedora do Oscar por “A Canção de Bernadette”), ele começou a carreira justamente na adolescência, aparecendo em séries desde 1957, aos 17 anos. Seu primeiro papel no cinema foi no suspense “Cerimônia Macabra” (1963), mas já no ano seguinte o jovem se viu alçado à condição de protagonista, estrelando “O Barco do Desespero” (1964) no papel do cadete Frank Pulver. O filme era um spin-off de “Mister Roberts” (1955), onde o mesmo papel tinha sido interpretado por Jack Lemmon, numa performance que rendeu Oscar. A comparação acabou atrapalhando a carreira do ator, que passou o resto da década dedicando-se mais à TV que ao cinema, até retornar em 1969 no clássico “Sem Destino” (Easy Rider). No ano seguinte, ele retomou o protagonismo com “A Trilha de Salina” (1970), um suspense ardente e cultuado, na pele de um viajante confundido com um jovem morto, que é inesperadamente seduzido pela irmã do falecido. O tempo também alimentou um culto em torno de “Se Don Juan Fosse Mulher” (1973), último filme protagonizado por Brigitte Bardot, mas a produção foi um grande fracasso na época, assim como os demais filmes estrelados por Walker, que passou a acumular aparições em terrores de baixo orçamento e qualidade – a continuação de “A Bolha Assassina”, intitulada em inglês “Beware! the Blob” (1972), “Cidade Fantasma” (1974), estrelado por James Caan e Stefanie Powers, “Risco Dobrado” (1983) e “Terror em Devonsville” (1983). Paralelamente, trabalhou em inúmeras séries famosas, como “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, “São Francisco Urgente”, “As Panteras”, “Duro na Queda”, “Assassinato por Escrito” e “Dallas”, na qual teve uma participação recorrente na 9ª temporada, até sumir das telas no começo dos anos 1990. 25 anos depois de seu último trabalho, Walker reapareceu para um último papel, no filme “Heaven’s War”, lançado direto em vídeo em 2018.

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