Os Oito Odiados evidencia maneirismos de Quentin Tarantino
A teoria de que Quentin Tarantino perdeu sua principal parceira com a morte da montadora Sally Menke, que trabalhou com o cineasta de “Cães de Aluguel” (1992) a “Bastardos Inglórios” (2009), ganha força neste novo filme, “Os Oito Odiados” (2015), que possui uma metragem de quase três horas de duração. Desde “Cães de Aluguel” (1992), Tarantino faz uma espécie de prova de fidelidade com seu espectador. Os mais impacientes, por exemplo, não devem gostar de tanto falatório em seus filmes, ansiando pela ação e a violência que vêm a seguir, mas os diálogos sempre costumam surpreender. Desta vez, porém, o resultado nem é tão divertido nem tão tenso. Os primeiros “capítulos” de “Os Oito Odiados” se passam dentro de uma carruagem que leva quatro pessoas: dois caçadores de recompensas, o Major Marquis Warren (Samuel L. Jackson) e John Ruth (Kurt Russell), uma mulher levada para a forca, Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh), e um homem que afirma ser o novo xerife de Red Rock (Walton Goggins). O ódio de classe e raça já começa a se manifestar a partir da conversa entre essas quatro pessoas do norte americano do século 19, poucos anos após o fim da Guerra Civil. Lembra um pouco “No Tempo das Diligências” (1939), de John Ford, ao juntar um grupo heterogêneo de pessoas em um pequeno espaço. A diferença é que com Tarantino temos um elemento negro e forte, vivido por Jackson, e a mulher, por sua vez, não é nenhuma dama, mas uma assassina, uma vadia como insiste o texto, que deve ser tratada na porrada até ser devidamente enforcada. O curioso de “Os Oito Odiados” é a insistência de Tarantino em usar o glorioso Ultra Panavision 70, desperdiçado na falta de lindas imagens em planos gerais de exteriores, já que a maior parte do filme se passa em espaços interiores fechados. Após a carruagem, os quatro primeiros personagens encontram os outros quatro odiados num armazém, em que todos se protegem durante uma tempestade de neve. O confinamento faz dos diálogos o principal elemento cênico, aproximando o filme de uma peça de teatro. Mas Tarantino não deixa esquecer, em nenhum momento, que seu ofício é o cinema, seja pelo movimento da câmera, pelo ajuste de foco ou pela inclusão de um narrador inesperado, que também serve para lembrar como o cineasta sente prazer em manipular o tempo da narrativa e combinar diferentes gêneros – no caso, um clima de mistério à Agatha Christie, que movimenta o capítulo final. A coragem do cineasta em exagerar no tempo dos diálogos é diretamente proporcional à fidelidade de seus fãs, mas cobra um preço em “Os Oito Odiados”, que resulta em seu trabalho menos brilhante, inclusive diante do despretensioso “À Prova de Morte” (2007). Não há envolvimento com os personagens, resultado do falatório interminável, que prejudica a criação de um clima de tensão como Tarantino tão bem desenvolveu na cena inicial da cabana em “Bastardos Inglórios”, ou no jantar da metade de “Django Livre” (2012). Desta vez, tudo fica para o final. A violência tarda, mas não falha, como é praxe nos longas do cineasta. Ainda que demore para explodir, ela chega em doses sanguinolentas dignas de filme de horror com muito gore. Mas parece vir quase como que por maneirismo, deixando evidentes as repetições de estilo e autocitações. Mesmo as reviravoltas, que permanecem eficientes, demonstram um esforço mais frio e racional por parte de Tarantino para provocar surpresas. Só que, esperadas como tique de jogador de pôquer, elas resultam menos “surpreendentes” do que intencionaria o próprio diretor, o que nunca é um bom sinal.
Os Oito Odiados: Samuel L. Jackson ganha destaque em novos vídeos do western de Quentin Tarantino
A TWC (The Weinsten Company) divulgou dois novos vídeos do western “Os Oito Odiados”, centrados no ator Samuel L. Jackson (“Os Vingadores”). Um deles traz os bastidores da produção, destacando a parceria entre o astro e o diretor Quentin Tarantino (“Django Livre”), que trabalharam em seis filmes juntos – incluindo o atual. Já o segundo é um comercial que revela alguns spoilers, enfatizando a eficiência do pistoleiro vivido por Jackson, ao som do tema de “Shaft”, de Isaac Hayes (fye: Jackson também viveu Shaft no cinema). O oitavo filme de Quentin Tarantino acompanha um pequeno grupo de pistoleiros que se vê isolado numa cabana durante uma tempestade. O elenco também inclui Kurt Russell (“Velozes & Furiosos 7”), Jennifer Jason Leigh (“Mulher Solteira Procura”), Walton Goggins (série “Justified”), Demian Bichir (série “The Bridge”), Tim Roth (“O Incrível Hulk”), Michael Madsen (“Kill Bill”) e Bruce Dern (“Nebraska”). “Os Oito Odiados” teve estreia limitada no Natal nos EUA e chega ao Brasil no dia 7 de janeiro.
Vin Diesel anuncia Samuel L. Jackson e o lutador Conor McGregor na continuação de Triplo X
Com a aproximação das filmagens de “xXx: The Return of Xander Cage”, terceiro filme da franquia “Triplo X”, o ator Vin Diesel começou a disparar sua máquina de marketing virtual, indo às redes sociais para apresentar novidades sobre a produção. Para começar, o astro informou que Samuel L. Jackson vai retornar ao universo da franquia, para interpretar novamente o agente Augustus Gibbons. E em seguida anunciou que o lutador do MMA Conor McGregor, que fulminou José Aldo no sábado (12/12), também vai participar da produção, fazendo sua estreia como ator de cinema. O filme tem direção de D.J. Caruso (“Eu Sou o Número Quatro”) e roteiro de Chad St. John (do vindouro “Invasão à Londres”), com revisão de F. Scott Frazier (“Códigos de Defesa”). Ainda não há previsão para o lançamento, que só deve chegar aos cinemas em 2017.
Chi-Raq: Samuel L. Jackson e John Cusak ilustram pôsteres da nova comédia de Spike Lee
A Roadside Atractions divulgou os pôsteres de personagens de “Chi-Raq”, filme que traz o cineasta Spike Lee (“Faça a Coisa Certa”) de volta aos temas da comunidade afro-americana – marca de seu começo promissor, antes de lotar sua filmografia de thrillers comerciais genéricos. A trama, na verdade, é uma adaptação de “Lisístrata”, comédia grega escrita por Aristófanes em 411 a.C., na qual as mulheres de Atenas e Esparta se unem para impedir a guerra entre seus homens por meio de uma greve de sexo. Lee também escreveu a atualização, trocando a encenação tradicional por uma locação urbana. Já no título há uma referência à estatística de mortes por armas de fogo na cidade de Chicago, onde morrem mais americanos que entre as tropas enviadas para combater no Iraque. O assunto, porém, é tratado como comédia, com mulheres questionando seus homens a optarem entre fazer amor ou fazer a guerra. A produção volta a reunir Spike Lee com os atores Samuel L. Jackson (“Os Vingadores”) e Wesley Snipes (“Mercenários 3”), astros de alguns de seus melhores filmes dos anos 1990. Jackson, por sinal, está num dos pôsteres, assim como John Cusack (“O Mordomo da Casa Branca”) e Nick Cannon (série “Brookyn Nine-Nine”). O elenco também inclui Teyonah Parris (série “Mad Men”), Angela Bassett (série “American Horror Story”), Felicia Pearson (série “A Escuta/The Wire”), La La Anthony (série “Power”), Jennifer Hudson (série “Empire”), Steve Harris (série “Legends”), D.B. Sweeney (“Busca Implacável 2”) e Harry Lennix (série “The Blacklist”) A estreia está marcada para sexta (4/12) nos EUA e não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Chi-Raq: Trailer da nova comédia de Spike Lee enfrenta a violência com greve de sexo
A Roadside Atractions divulgou dois pôsteres e o primeiro trailer de “Chi-Raq”, novo filme de Spike Lee (“Faça a Coisa Certa”), que volta a lidar com problemas da comunidade afro-americana – marca de seu começo promissor, antes de lotar sua filmografia de thrillers comerciais genéricos. O título é uma referência à estatística de mortes por armas de fogo na cidade de Chicago, onde morrem mais americanos que entre as tropas enviadas para combater no Iraque. O tema, porém, é tratado de forma leve na prévia, que volta a reunir o diretor com Samuel L. Jackson e Wesley Snipes, astros de alguns de seus melhores filmes dos anos 1990, numa encenação quase teatral. É que a trama, na verdade, é uma adaptação de “Lisístrata”, comédia grega escrita por Aristófanes em 411 a.C., na qual as mulheres de Atenas e Esparta se unem para impedir a guerra entre seus homens por meio de uma greve de sexo. O elenco também inclui Teyonah Parris (série “Mad Men”), Angela Bassett (série “American Horror Story”), Felicia Pearson (série “A Escuta/The Wire”), La La Anthony (série “Power”), Jennifer Hudson (série “Empire”), Nick Cannon (série “Brookyn Nine-Nine”), John Cusack (“O Mordomo da Casa Branca”), Steve Harris (série “Legends”), D.B. Sweeney (“Busca Implacável 2”) e Harry Lennix (série “The Blacklist”) A estreia está marcada para 4 de dezembro nos EUA e não há previsão para seu lançamento no Brasil
Ilha da Caveira: Veja as primeiras fotos do set do prólogo de King Kong
As filmagens de “Kong: Ilha da Caveira” começaram e as primeiras fotos do set no Havaí já circulam no Twitter. As imagens revelam a preparação da equipe, parte de um cenário, além de integrantes do elenco, com destaque para o astro Samuel L. Jackson (“Os Vingadores”), que até fez um selfie com um helicóptero da produção. “Kong: Ilha da Caveira” vai se passar nos anos 1970 e acompanhar uma equipe de exploradores, liderada pelo personagem de Tom Hiddleston (“Thor”), que se aventura na ilha primitiva para encontrar seu irmão e também um soro mítico, enfrentando criaturas extraordinárias ao longo do caminho. Além de Hiddleston e Jackson, também estão no elenco Thomas Mann (“Dezesseis Luas”), John Goodman (“Argo”), Corey Hawkins (“Sem Escalas”), Brie Larson (“Anjos da Lei”), Tom Wilkinson (“Batman Begins”), John C. Reilly (“Guardiões da Galáxia”) e Toby Kebbell (“Quarteto Fantástico”). O roteiro foi escrito por John Gatins (“O Voo”) e Max Borenstein (“Godzilla””), e revisado por Derek Connolly (“Jurassic World: O Mundo Dos Dinossauros”). A direção está a cargo de Jordan Vogt-Roberts (“The Kings of Summer”), que fará sua transição de cineasta indie para uma grande produção de Hollywood – deu certo para Colin Trevorrow e aquele outro filme com dinossauros. A estreia está marcada para 10 de março de 2017.





