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  • Filme

    Carmen Miranda é homenageada pelo Google no dia de seu aniversário

    9 de fevereiro de 2017 /

    A atriz e cantora Carmen Miranda faria 108 anos nesta quinta-feira (9/2), e ganhou uma homenagem do Google, como tema do Doogle de hoje. Veja abaixo. O desenho na página inicial do buscador traz Carmen rodeada de dançarinas, numa imagem bastante colorida e animada, assim como era a portuguesa Maria do Carmo Miranda da Cunha. Sim, a artista brasileira mais popular do século 20 era, na verdade, nascida em Portugal. Mas desde que Hollywood eternizou seu “chapéu tropical”, com penas carnavalescas, flores e frutas, especialmente bananas desta república, ela virou o maior ícone cultural do Brasil no exterior, fazendo até Grouxo Marx sambar. E quem era capaz de resistir à graça de seu “Tico Tico no Fubá” ou ao rebolado de “Chica Chica Boom Chic”? Até Woody Allen selecionou suas músicas na trilha de “A Era do Rádio” (2007), sua homenagem ao auge da arte radiofônica e um dos melhores filmes de sua carreira.

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  • Música

    Cauby Peixoto (1931 – 2016)

    16 de maio de 2016 /

    Uma das vozes mais famosas do Brasil se calou na noite de domingo (15/5). O cantor Cauby Peixoto faleceu aos 85 anos de idade. Ele estava internado no hospital Sancta Maggiore, em São Paulo, desde o último dia 9, com um quadro de pneumonia. A notícia de sua morte foi confirmada na página oficial do artista no Facebook, que publicou: “Foi em paz e nos deixa com eterna saudades.” Com quase 70 anos de carreira, Cauby passou por diversas fases, tornando-se icônico já na era do rádio, quando arrastava multidões de fãs apaixonadas. Foi nessa época que se tornou também ator, virando estrela do ciclo cinematográfica da chanchada. Ela apareceu em diversos musicais dos anos 1950, como “Carnaval em Marte” (1955), “De Pernas Pro Ar” (1956), “Com Água na Boca” (1956), “Chico Fumaça” (1956), “Com Jeito Vai” (1957) e “Metido a Bacana” (1957), ao lado de ícones do humor brasileiro – Grande Otelo, Ankito, Renata Fronzi, Zezé Macedo, Ilka Soares, o palhaço Carequinha, Mazzaropi, o jovem Jô Soares etc. Foi em “Água na Boca” que Cauby imortalizou seu maior sucesso, “Conceição”. Além disso, os filmes o aproximaram da cantora Ângela Maria, uma de suas amizades mais duradouras. E, curiosamente, registraram seu curto mas significativo flerte com o rock. Cauby foi o primeiro cantor brasileiro a gravar um rock em português, a música “Rock and Roll”, em 1957 – composta por Miguel Gustavo, também autor da marchinha “Pra Frente, Brasil”, hino da ditadura. E apareceu cantando “That’s Rock” (composta por Carlos Imperial) na comédia “Minha Sogra É da Policia” (1958). No filme, ele era acompanhado pelo grupo The Snakes, que tinha, entre seus integrantes, Erasmo Carlos. Mais significativa ainda foi sua estreia em Hollywood, como integrante do musical americano “Jamboree” (1957), que incluía performances das lendas do blues Fats Domino e Joe Williams e do roqueiro Jerry Lee Lewis. No filme, ele assumia o nome de Ron Coby e cantava “Toreador”, canção de temática mexicana. Cauby chegou a lançar discos com este nome nos EUA. Ao comentar seu talento, a revista Time o chamou de “Elvis Presley brasileiro”. Mas seu ídolo, na verdade, era outro, o cantor romântico Nat King Cole, com quem compartilhava o tom grave e aveludado. Em 1958, ele teve a chance de cantar com o mestre e nunca se esqueceu da experiência, dedicando um disco a Cole em 2015. Uma de suas maiores transformações aconteceu nos anos 1970, quando mudou radicalmente o visual em conseqüência do encontro com Ney Matogrosso, tornando-se um personagem extravagante. Foi quando começou a relaxar sobre sua preferência sexual, até então resguardada sob uma aparência de elegância séria e estudada. O período também incluiu uma participação em “O Donzelo” (1974), comédia escrita e estrelada por Flávio Migliaccio, que ainda destacava no elenco a saudosa Leila Diniz e Grande Otelo. Sua última aparição no cinema foi em outra comédia, “Ed Mort” (1997), vivendo um dos muitos personagens chamados Silva que o detetive do título, vivido por Paulo Betti, esbarra ao procurar um Silva desaparecido. No ano passado, o cantor foi tema de documentário, “Cauby – Começaria Tudo Outra Vez” (2015), de Nelson Hoineff, que já o havia incluído em outra obra, “Alô, Alô Teresinha” (2009), documentário sobre o Chacrinha. Ainda em plena atividade, Cauby estava em turnê pelo Brasil com o show “120 Anos de Música”, ao lado de Ângela Maria. Sua última apresentação foi no dia 3 de maio, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

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  • Música

    Hit das manifestações de protesto no Brasil, samba de Boca Nervosa ganha clipe oficial

    24 de março de 2016 /

    Uma das músicas mais celebradas na manifestação recorde de 13 de março ganhou clipe oficial. Trata-se de “Não É Nada Meu”, que começa a ser conhecida como o “melô do Lula”. A Radar Records divulgou o vídeo da canção composta e cantada por Boca Nervosa, sambista paulista das antigas, que traz Lula e Dilma sambando, enquanto os escândalos do ex-presidente são enumerados – o triplex na praia, a casa em Atibaia, os vôos em jatinhos particulares, a ilha, a corrupção na Petrobrás, o Mensalão, a crise econômica, o Instituto Lula e a súbita riqueza de seus filhos – , acompanhados por variações do bordão “é de um amigo meu”. O vídeo é pouquíssimo inspirado, considerando a letra. Até chato. Tanto que o clipe não oficial, criado pelo colunista da revista Veja Felipe Moura Brasil, ilustra melhor a narrativa (veja a seguir). Por sinal, também foi divulgado um improviso vocal, que junta Boca Nervosa a Neguinho da Beija-Flor, num dueto gravado na rua, como é bastante apropriado ao contexto. Deve ser, como dizem alguns, mais um manifesto da elite branca golpista, como pode ser atestado abaixo. “Não É Nada Meu” faz parte do disco mais politizado dos últimos anos, intitulado “Diário da Corrupção”. Nele, Boca Nervosa faz samba rock para ironizar “O Nero do ABC”, que quer incendiar o Brasil, transforma em carnaval o comício da honestidade do “Papa Luiz 51”, “mais santo que a Madre Teresa e mais honesto que Chico Xavier”, cai no chorinho para dar um “Recado a Dilma”, vai de marchinha para reivindicar o triplex sem dono do Guarujá (“O Triplex É Meu”) e ainda mira Fernando Haddad (“O Rei do Radar”), Marta Suplicy (“Relaxa e Goza”), o juiz Nicolau dos Santos Neto (“O Pagode do Lalau”) e até o assento vazio da Casa Civil (“A Casa Caiu”). Tudo com muito bom humor, sem dúvida o melhor jeito de lidar com tantas barbaridades que preenchem o noticiário político-policial brasileiro. Todas as músicas estão disponíveis no Canal do Boca, endereço oficial de Boca Nervosa no YouTube. Por enquanto, fique com o hit do momento:

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