Estúdios culpam Rotten Tomatoes pelas baixas bilheterias de Piratas do Caribe e Baywatch
Os estúdios de Hollywood descobriram a quem culpar pelas baixas bilheterias de “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” e “Baywatch” durante o recente feriado americano do Memorial Day, o fim de semana estendido que tradicionalmente rende recordes de arrecadação. A falta de público seria culpa do site Rotten Tomatoes, que deu notas negativas aos dois lançamentos. O Rotten Tomatoes compila avaliações de críticos de diversas publicações norte-americanas para medir a aprovação de um filme. Nele, o quinto título franquia “Piratas do Caribe” teve 30% de aprovação, enquanto a versão comédia da série “SOS Malibu” ficou com 21%. Mesmo com esta nota baixa, “Piratas do Caribe” liderou as bilheterias americanas, somando US$ 78,4 milhões no fim de semana estendido, entre sexta e segunda (29/5). Mas esta foi a menor abertura que a franquia teve desde seu primeiro filme em 2003. Já “Baywatch” abriu apenas em 3º lugar, atrás de “Guardiões da Galáxia, Vol. 2”. O filme ficou muito abaixo das expectativas da Paramount, com US$ 23 milhões nos quatro dias. Segundo fontes ouvidas pelo site Deadline, os estúdios chegaram a conclusão de que precisam reagir. O maior problema é que as pontuações do Rotten Tomatoes se tornaram tão populares que aparecem até em sites de compra de ingressos, como o Fandango, o que gera um impacto na decisão dos consumidores. Uma das iniciativas seria tentar desacreditar o site, questionando como ele calcula suas classificações. Outra é dizer que blockbusters não são para a crítica e sim para o público. Entretanto, as conclusões e possíveis ações dos estúdios esbarram num “pequeno” detalhe. Se o Rotten Tomatoes for considerado “culpado” pelas baixas bilheterias dos filmes mal-avaliados, também seria responsável pelo sucesso de blockbusters que, ao contrário do que acham os estúdios, são bem-avaliados. Basta ver que as cinco maiores bilheterias do ano na América do Norte tiveram boas avaliações: “A Bela e a Fera” (71%), “Guardiões da Galáxia Vol. 2” (81%), “Logan” (93%), “Velozes e Furiosos 8” (66%) e “Lego Batman – O Filme” (90%), respectivamente. Hollywood gostaria que a crítica parasse de avisar ao público que filmes ruins são ruins. Mas vai que o segredo do sucesso seja, quem sabe, fazer bons filmes? Fica a dica.
Diretor dos péssimos X-Men: O Confronto Final e Hércules reclama da classificação do Rotten Tomatoes
O diretor e produtor Brett Ratner, que é um dos cineastas mais lamentados pela crítica dos EUA, resolveu reclamar do site Rottent Tomatoes, responsável por compilar resenhas e divulgar percentagens sobre as avaliações de filmes, baseadas na média das opiniões da imprensa em língua inglesa. Curiosamente, ele não lamentou a nota recebida pelos péssimos “X-Men: O Confronto Final” (2006) e “Hércules” (2014), que dirigiu, mas sim o resultado de um longa que financiou, por meio de sua produtora RatPac-Dune Entertainment, “Batman vs Superman: A Origem da Justiça”. Usando o exemplo deste longa, Ratner alegou que o site está “destruindo” o negócio do cinema por “distrair o espectador da arte da crítica cinematográfica”. “A pior coisa que temos hoje na cultura cinematográfica é o ‘Rotten Tomatoes'”, disse ele à revista Entertainment Weekly. “Acho que é a destruição do nosso negócio. Eu tenho tanta admiração e respeito pela crítica de filmes. Quando eu estava crescendo, a crítica era uma verdadeira arte. Havia inteligência nela. Você lia as resenhas de Pauline Kael (1919-2001) e alguns outros, e isso não existe mais”. “Agora é só sobre um número. Um número composto por positivos e negativos. Agora tudo é: ‘qual sua cotação no Rotten Tomatoes?’. E isso é triste porque a cotação do ‘Rotten Tomatoes’ foi muito baixa no ‘Batman vs Superman’, e isso eclipsa um filme que foi incrivelmente bem sucedido”, justificou. Ratner alegou que a cotação de apenas 23% de “Batman vs Superman” no Rotten Tomatoes deu aos fãs “uma impressão errada” sobre o longa. “Batman vs Superman” foi, como lembrou o diretor, muito bem-sucedido financeiramente, ao fazer US$ 873 milhões em todo o mundo. Mas também extremamente mal-sucedido como produto cinematográfico, levando não apenas a avaliação de 23% no Rotten Tomatoes, como ainda quatro troféus Framboesa de Ouro, a premiação dos piores do ano no cinema. “‘Batman vs Superman’ é um filme cansativo, mal-humorado e demasiado preguiçoso”, escreveu Anthony Lane, da revista New Yorker, cuja crítica está linkada no Rotten Tomatoes. “Um filme subdesenvolvido, excessivamente longo e estupendamente desanimador”, classificou o veterano Joe Morgenstern, do Wall Street Journal. Das 354 críticas sobre o filme compiladas pelo Rotten Tomatoes, apenas 97 elogiam o filme. Jeff Voris, editor do Rotten Tomatoes, respondeu aos comentários do cineasta. “Nós concordamos plenamente que a crítica cinematográfica é valiosa e importante, e nós estamos facilitando mais do que nunca para que os fãs acessem centenas de resenhas profissionais de filmes ou séries de TV num lugar só”, disse. “O ‘tomatômetro’, que é a porcentagem das resenhas positivas publicadas por críticos profissionais, se tornou uma ferramenta útil para que o público decida o que assistir, mas acreditamos que esse seja apenas um ponto de partida para que eles comecem a discutir, debater e compartilhar suas próprias opiniões”.
Power Rangers é primeiro blockbuster massacrado pela crítica americana em 2017
Os sucessos de “Logan”, “Kong: A Ilha da Caveira” e “A Bela e a Fera” tornaram mais difícil a missão de “Power Rangers”. Mas, para piorar, o grupo de super-heróis adolescentes parece ter tropeçado ao sair da TV para o cinema, pois o longa foi o primeiro candidato a blockbuster de 2017 a receber avaliação negativa na média apurada pelo site Rotten Tomatoes. Segundo o site, “Power Rangers” teve apenas 47% de aprovação. Como ainda há críticas a serem publicadas, a percentagem deve mudar até o fim de semana, mas dificilmente se afastará muito da zona da mediocridade. Curiosamente, o filme ganhou elogios pela complexidade de seus personagens, mas ao mesmo tempo foi massacrado por sua superficialidade. Confira abaixo alguns trechos das críticas. “Ele reúne vigor suficiente para fazer você perdoar os clichês da história de origem. E o lance previsível de salvar o mundo. E o insanamente onipresente product placement” (Alonso Duralde, The Wrap). “É difícil levar um pouquinho a sério uma farsa milionária onde a vilã se chama Rita Repulsa” (Matt Prigge, Metro). “Tomara que você aceite os Zords com uma boa dose de canastrice” (Brian Truitt, USA Today). “Os personagens em ‘Power Rangers’ tem toda a profundidade e a idiossincrasia de brinquedos robôs-teens ambulantes” (Owen Gleiberman, Variety). “Um reboot com orçamento mega que tem vergonha da série de TV que está levando ao cinema” (David Ehrlich, IndieWire). “Parece uma versão de US$ 100 milhões de um piloto de série do canal CW” (Chris Bumbray, JoBlo). Ops. Mas houve quem gostasse. “Fãs antigos de ‘Power Rangers’ vão amar genuinamente este filme, que nunca apela para auto-ironia (problemas de vilão à parte), nem trata seu público como estúpido” (Mike Cecchini, Den of Geek). “‘Power Rangers’ não consegue realizar tudo o que quer, mas é um tempo divertido no cinema, mesmo assim” (Alex Welch, IGN). A estreia no Brasil acontece nesta quinta (23/3), um dia antes do lançamento nos EUA.
Bilheterias: Estreia de Doutor Estranho fatura mais de US$ 300 milhões em todo o mundo
A mágica da Marvel é insuperável. Numa das semanas mais competitivas do ano na América do Norte, a estreia de “Doutor Estranho” arrecadou impressionantes US$ 84,9 milhões. Somente no primeiro dia em cartaz, na sexta-feira (4/11), o filme faturou US$ 32,6 milhões. A bilheteria superou a expectativa do mercado, que era de US$ 75 milhões. Para completar, o longa também fez mais de US$ 240 milhões em outros países, atingindo impressionantes US$ 325 milhões em todo o mundo, em seus primeiros dias em cartaz. O primeiro longa da inevitável nova franquia superou as estreias domésticas de super-heróis mais conhecidos da Marvel, como “Thor” (US$ 65,7 milhões), “Capitão América: O Primeiro Vingador” (US$ 65 milhões) e “Homem-Formiga” (US$ 57,2 milhões), ficando atrás apenas de “Homem de Ferro” (US$ 98,6 milhões) e dos filmes com mais de um super-herói, como “Guardiões da Galáxia” (US$ 94,3 milhões) e “Os Vingadores” (US$ 207,4 milhões). Além da ótima bilheteria, o filme estrelado por Benedict Cumberbatch (“O Jogo da Imitação”) foi antecipado por críticas bastante positivas. Com 90% de aprovação no site Rotten Tomatoes, também foi o lançamento mais bem-avaliado da semana nos EUA. E a competição era boa, com o lançamento da animação musical “Trolls”. A produção da DreamWorks Animation, com músicas de Justin Timberlake, abriu em 2º lugar. Mas com uma bilheteria bastante superior aos líderes das últimas semanas: US$ 45,6 milhões. A crítica também gostou da cantoria animada, rendendo aprovação de 74% no Rotten Tomatoes. Em 3º lugar, veio outra estreia bastante aguardada: “Até o Último Homem”, filme de guerra que marca a volta de Mel Gibson à direção. Estrelado por Andrew Garfield (“O Espetacular Homem-Aranha”) e baseado numa história real, o filme fez U$ 14,7 milhões. Era mesmo uma tarefa difícil enfrentar a Marvel e a DreamWorks Animation, mas o desempenho, ainda que modesto para os padrões de Hollywood, está sendo considerado uma vitória para uma produção independente. O longa tem financiamento do estúdio do próprio cineasta, Icon Productions, em parceria com várias produtoras pequenas. Não há nenhum grande estúdio bancando o projeto, que mesmo assim já é considerado a redenção de Gibson em Hollywood. Sua exibição no Festival de Veneza, há dois meses, foi aplaudida de pé por 10 minutos, e a crítica americana agora faz eco, com 87% de aprovação. Infelizmente, a estreia no Brasil ainda vai demorar e só deve acontecer em janeiro. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. Doutor Estranho Fim de semana: US$ 84,9 milhões Total EUA: US$ 84,9 milhões Total Mundo: US$ 325,3 milhões 2. Trolls Fim de semana: US$ 45,6 milhões Total EUA: US$ 45,6 milhões Total Mundo: US$ 149,6 milhões 3. Até o Último Homem Fim de semana: US$ 14,7 milhões Total EUA: US$ 14,7 milhões Total Mundo: US$ 14,7 milhões 4. Boo! A Madea Halloween Fim de semana: US$ 7,8 milhões Total EUA: US$ 64,9 milhões Total Mundo: US$ 65,6 milhões 5. Inferno – O Filme Fim de semana: US$ 6,2 milhões Total EUA: US$ 26 milhões Total Mundo: US$ 185,3 milhões 6. O Contador Fim de semana: US$ 5,9 milhões Total EUA: US$ 70,8 milhões Total Mundo: US$ 109,3 milhões 7. Jack Reacher: Sem Retorno Fim de semana: US$ 5,5 milhões Total EUA: US$ 49,2 milhões Total Mundo: US$ 111,9 milhões 8. Ouija: Origem do Mal Fim de semana: US$ 3,9 milhões Total EUA: US$ 31,3 milhão Total Mundo: US$ 64,4 milhões 9. A Garota no Trem Fim de semana: US$ 2,7 milhões Total EUA: US$ 70,7 milhões Total Mundo: US$ 140,6 milhões 10. O Lar das Crianças Peculiares Fim de semana: US$ 2,1 milhões Total EUA: US$ 83,3 milhões Total Mundo: US$ 253,4 milhões
Esquadrão Suicida desagrada a crítica e fãs se revoltam, querendo fechar o Rotten Tomatoes
O filme “Esquadrão Suicida”, que chega aos cinemas brasileiros nesta quarta (3/8), foi recebido por críticas muito negativas nos EUA. De um modo geral, a produção foi considerada uma grande decepção, tendo em vista os trailers empolgantes que anteciparam seu lançamento, atingindo uma avaliação baixa, de apenas 31% de aprovação, segundo levantamento do site Rotten Tomatoes. Este número, porém, desaba quando saem da conta os blogs de fanboys, e registra apenas 22% entre as publicações de prestígio, como The New York Times, San Francisco Chronicle, New York Magazine, Variety, Rolling Stone, Chicago Sun-Times, USA Today, Time Magazine e The Hollywood Reporter. Mas os fãs, que ainda não viram o filme (a estreia está marcada apenas para sexta nos EUA), não se conformam. Descrições como “desperdício”, “entediante”, “incoerente”, “irrelevante”, “chance perdida”, “não vale a pena” e “que confusão” foram encaradas como afronta, agitando as redes sociais, tendo em vista que “Esquadrão Suicida” era considerado um dos lançamentos de cinema mais aguardados do ano. E acabou sobrando para o próprio Rotten Tomatoes. Um fã egípcio da DC Comics, que se identifica como Abdullah Coldwater, decidiu lançar um abaixo assinado para fechar o site, alegando que as críticas feitas às adaptações dos quadrinhos da editora são injustas. Ele lembra que “Batman vs. Superman”, que agradou aos fãs, teve apenas 27% de críticas positivas no Rotten Tomatoes. “Nós precisamos que este site seja excluído porque ele sempre dá ao Universo DC críticas injustas, e isso afeta a opinião das pessoas, mesmo que realmente seja um grande filme”, escreveu Coldwater, em seu manifesto, que em poucas horas horas somou mais de 13 mil apoiadores no Change.org. Mas vale lembrar que o Rotten Tomatoes não assina nenhuma crítica. Ele apenas reproduz a opinião da crítica norte-americana, apontando uma média, com links para cada resenha avaliada. Na verdade, o que “precisaria” ser fechado para agradar aos fãs da DC Comics são simplesmente as fontes originais das críticas: The New York Times, San Francisco Chronicle, New York Magazine, Variety, Rolling Stone, Chicago Sun-Times, USA Today, Time Magazine e The Hollywood Reporter, entre dezenas de outras publicações que detestaram o filme.




