Capitã Marvel é atacada pela fúria de “homens brancos” no Rotten Tomatoes
As mudanças do Rotten Tomatoes para evitar que sua sessão de comentários virasse “plataforma política” só duraram enquanto o embargo aos ataques a “Capitã Marvel” estiveram em vigor. Com a estreia do filme, a direita conservadora e machista pôde voltar novamente a depositar ataques gratuitos ao filme. O que incomoda, segundo uma mostragem das “críticas”, são o fato de “Capitã Marvel” ser um longa de super-heróis estrelado por uma mulher e o fato desta mulher ter opiniões fora das telas. As manifestações revoltadas são assinadas majoritariamente por nomes masculinos. E ironicamente foram postadas nesta sexta (8/3), em que se comemora o Dia Internacional da Mulher. “Eu sou um homem branco de 41 anos. Eu teria visto este filme, mas aparentemente não sou bem-vindo”, escreveu um internauta. Outro acusou Larson de ser “anti-homem branco”. “A posição anti-homem branco dela me desanimou do filme. Não estou interessado”. “Muito político”, criticou um terceiro. “Não gostei. O filme está sendo endereçado a uma certa demografia. Como homem, não me agradou”, acrescentou um quarto. “Chega de filmes SJW”, decretou outro, usando uma sigla popularizada pela direita, que significa “Social Justice Warrior” (guerreira da justiça social). A fúria dos “homens brancos” com acesso a internet jogou a nota do público no chão, com apenas 31% de aprovação. Já a nota da crítica está em 81%. Entre um e outro aparece a avaliação da imprensa profissional, que o Rotten Tomatoes chama de críticos “top”, com 64%. Outros sites que permitem notas do público também tiveram resultados discrepantes. No Metacritic, a nota é similar a dos críticos “top” do Rotten Tomatoes, 65. Mas a cotação dada pela audiência é de 2,6 – um lixão. O lugar onde a batalha mais feroz está sendo travada é no IMDb, onde fãs e detratores estão disputando cuspe à distância. O equilíbrio deixou a nota do filme baixa, em relação às demais produções da Marvel, mas similar a dos críticos “top”: 6,6. O primeiro filme de super-herói da Marvel estrelado por uma mulher, entretanto, não é o que seus detratores afirmam que é. Sua mensagem de empoderamento é clara, mas a retórica feminista praticamente inexiste. Ela ficou restrita às entrevistas da atriz Brie Larson, que irritou muitos “homens brancos” por desejar que mais mulheres e homens de cor a entrevistassem. Apesar da “guerra cultural” em curso, o filme deve ter uma grande estreia na América do Norte e agradar em cheio aos fãs de quadrinhos interessados numa produção divertida, que leva ao limite a fórmula da Marvel.
Rotten Tomatoes muda seção de comentários após ataques a Capitã Marvel e Marighella
O site Rotten Tomatoes decidiu modificar o seu sistema de inclusão de opiniões do público. Após a repercussão de comentários negativos em massa sobre filmes inéditos, como “Capitã Marvel”, “Star Wars: Episódio IX” e até o brasileiro “Marighella”, o RT barrou a possibilidade de que fãs escrevam sobre um filme ou uma série antes da estreia oficial para o público geral. “Nós estamos desabilitando a função de comentários antes da data de lançamento dos filmes. Infelizmente, percebemos um aumento de críticas não construtivas — ocasionalmente beirando a ‘trollagem’ — o que acreditamos ser um desserviço à nossa audiência. Decidimos que desligar essa função, no momento, é o melhor a se fazer”, diz o anúncio do site. Paul Yanover, presidente do grupo Fandango, do qual o Rotten Tomatoes faz parte, contou ao portal CNET que “as mudanças não são uma simples reação do tipo ‘Ai meu Deus, existe ruído em torno de alguns filmes’”, mas ajustes necessários para impedir que opiniões que não tem nada a ver com cinema deem o tom do site. Os ataques de trolls são coordenados por meio do uso de redes sociais e robôs, e refletem uma agenda política conservadora de extrema direita, cujo objetivo é diminuir o impacto de filmes com protagonistas mulheres e/ou personagens não brancos – ou ainda, no caso nacional, que critiquem uma ditadura militar que muitos agora dizem que nem existiu. “Dizer que você não quer ver um filme não é uma resenha”, completou Yanover. “Não queremos que as pessoas usem os comentários como plataforma política”. Os trolls, claro, já retrucaram dizendo que essa alteração foi ordem da Disney, que seria dona do site. Mas, na verdade, o Rotten Tomatoes pertence ao conglomerado Warner, cujos filmes da DC são amados pelos trolls mais rabugentos. Claro que a verdade não impede uma boa fake news de virar teoria da conspiração. De todo modo, esta não foi a única mudança anunciada pelo site, que prepara uma nova identidade visual, com alterações no layout, novos conteúdos editoriais e novos critérios para a escolha de críticos que terão suas opiniões agregadas – e contabilizadas. A data de estreia dessas alterações não foi divulgada.
Filme da Capitã Marvel já irrita machistas antes de estrear
As crianças da direita encontraram novo alvo. O filme da “Capitã Marvel” está sendo atacado nas redes sociais, em fóruns e no espaço dos usuários do Rotten Tomatoes por comentários de homens incomodados por a produção ser estrelada por uma atriz empoderada. A maioria das mensagens negativas mira Brie Larson, a intérprete da heroína do título, após ela pedir que as entrevistas sobre o filme levasse em conta uma divisão igualitária entre jornalistas homens e mulheres. “De repente, eu sinto que os Skrulls não são os inimigos do filme, mas eu sou”, escreveu um dos usuários, referindo-se à raça alienígena que a Capitã Marvel enfrentar no filme e o fato de ser um homem. “Eu nunca vou entender porque a Marvel decidiu escalar uma sexista e racista que direciona seu ódio a homens brancos. Se Robert Downey Jr. começasse a dizer que não se importa com a opinião de mulheres bancas, ou que não queria ser entrevistado por uma, as pessoas surtariam”, comparou outro, repetindo uma comparação reducionista que caracteriza a mentalidade opressora. “Eu não veria esse pedaço de m**da de filme nem se me pagassem”, ofendeu outro. “Estou farto da política de gênero tomando conta da cultura pop. Brie Larson poderia ser atropelada por um ônibus, e eu não derramaria uma lágrima”. Cuspindo clichês machistas, outro escreveu: “Não tenho interesse nenhum em assistir a um filme estrelado por uma ‘feminazi’ que odeia homens”. Mas nem todas as reações são negativas. Uma minoria tenta argumentar em meio às ameaças e ofensas gratuitas. “Já dá para perceber que a Capitã Marvel será a heroína que não esperávamos, mas precisávamos”, resumiu uma das mulheres usuárias do Rotten Tomatoes. Dirigido pelo casal de cineastas indies Anna Boden e Ryan Fleck (“Parceiros de Jogo”), “Capitã Marvel” chega aos cinemas brasileiros em 7 de março, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Divino Amor: Sci-fi brasileira tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes
Depois de ter encantado a crítica americana no Festival de Sundance 2019, a sci-fi brasileira “Divino Amor”, dirigida pelo pernambucano Gabriel Mascaro (“Boi Neon”), arrancou elogios dos críticos europeus em sua exibição no Festival de Berlim. O êxtase coletivo resultou em cotação máxima no site Rotten Tomatoes, um aval entusiasmado de 100% de aprovação. Descrevendo o país do futuro, “Divino Amor” se passa em 2027, após uma combinação de Estado e religião tornar os brasileiros profundamente conservadores. Neste futuro, o Carnaval perdeu a primazia para a maior festa brasileira, a do Amor Supremo, uma espécie de rave cristã que marca a espera pela segunda vinda de Jesus. Além disso, os funcionários públicos precisam passar por scanners que determinam o estado civil de cada um, e quem tiver crise deve se consultar com um pastor a qualquer hora do dia, em um drive-thru ao estilo do MacDonald’s. Estrelado por Dira Paes (“Redemoinho”) e Julio Machado (“Joaquim”), o filme participa da Berlinale na prestigiosa Mostra Panorama. “Um profundo questionamento cinemático sobre a natureza da alma conflitada do Brasil”, descreveu o site IndieWire em sua análise. “Mascaro realizou uma parábola futurista arrepiante que ressoa muito além de seus créditos finais, em suas reflexões sobre a fé”, destacou o site Ion Cinema. “Ele nunca soa forçado em seus comentários sobre evangelismo e burocracia inflexíveis, mas suas críticas são tanto inteligentes quanto inescapáveis”, ponderou o site Screen Daily. “Ultrapassando os limites da exploração da fé, o filme de Gabriel Mascaro provavelmente provocará uma controvérsia muito séria no Brasil, mas… é muito mais complexo do que seus aspectos mais imediatos e os momentos carnais sugerem”, ponderou o site Cineuropa. “Lindamente fotografado e produzido, impressionantemente bem interpretado e com muitas coisas fascinantes em mente, este filme é a prova definitiva que Mascaro, aos 35 anos, é um dos dos mais audaciosos e talentosos cineastas brasileiros de sua geração”, rasgou a revista The Hollywood Reporter. “Se a distopia-discoteca fosse um subgênero, o filme seria seu ápice… A nova era do cinema de protesto brasileiro começa aqui, e ‘Amor Divino’ deu o pontapé inicial com sapatilhas de dança”, decretou a revista Variety. Com a reação exacerbada, “Divino Amor” capitaliza uma aprovação internacional que tem sido rara para o cinema brasileiro nos últimos anos. E que é fundamental para impulsionar candidatos à disputa do Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. O detalhe é que dificilmente o governo Bolsonaro aprovaria crítica tão contundente a seus valores como representante do país, o que pode manter o baixo nível da seleção em 2020. Até os americanos perceberam as referências. “‘Divino Amor’ chega logo após Bolsonaro ter abolido o Ministério de Direitos Humanos do Brasil para formar o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos sob direção da pregadora evangélica rigorosamente anti-aborto Damares Alves – uma iniciativa que não soaria fora de lugar em uma fantasia sombria como esta”, escreveu a revista Variety.
Pantera Negra é o filme mais bem-avaliado de 2018 no Rotten Tomatoes
O site Rotten Tomatoes revelou os filmes e as séries mais bem-avaliados de 2018 segundo seu ranking, também conhecido como “tomatômetro”, que estabelece percentagens de aprovação para cada lançamento, de acordo com uma média das críticas publicadas nos Estados, Canadá e Reino Unido. Chamando os resultados de Golden Tomatoes, o site separou os filmes e séries que receberam as notas mais altas da crítica ao longo do ano passado. E o filme “Pantera Negra” foi o grande vencedor, conquistando 97% de aprovação de 447 críticas avaliadas. Entre os lançamentos limitados, “Roma” foi o principal destaque, mas com nota menor que a do filme da Marvel: 96% com 312 críticas. Os critérios são, no mínimo, controvertidos, pois “Assunto de Família” recebeu aprovação de 99% da crítica, mas ficou abaixo de “Roma” nas listas de lançamentos limitados e filme estrangeiro. A vantagem de “Roma” seria por ter mais críticas publicadas. Confira abaixo os melhores nas diversas categorias do Golden Tomatoes 2018. Melhor Filme de Lançamento Amplo: “Pantera Negra” Melhor Filme em Lançamento Limitado: “Roma” Melhor Filme de Diretor Estreante: “Nasce uma Estrela” Melhor Filme em Língua Espanhola: “Roma” Melhor Filme da Austrália: “Doce País” Melhor Filme do Reino Unido: “Paddington 2” Melhor Série Nova: “Homecoming” Melhor Série Contínua: “Atlanta”, 2ª Temporada Melhor Filme de Ação/Aventura: “Missão Impossível: Fallout” Melhor Animação: “Homem-Aranha no Aranhaverso” Melhor Comédia: “Oitava Série” Melhor Filme de Quadrinhos: “Pantera Negra” Melhor Documentário: “Won’t You Be My Neighbor?” Melhor Drama: “Infiltrado na Klan” Melhor Filme Estrangeiro: “Roma” Melhor Filme de Terror: “Um Lugar Silencioso” Melhor Filme para Família & Crianças: “Paddington 2” Melhor Musical/Filme de Música: “Nasce uma Estrela” Melhor Romance: “Podres de Rico” Melhor Sci-Fi/Fantasia: “Sorry to Bother You” Melhor Thriller: “As Viúvas” Melhor Western: “The Rider” Melhor Série de Comédia: “Barry” Melhor Especial de Comédia: “Hannah Gadsby: Nanette” Melhor Série Documental: “America to Me” Melhor Série de Drama: “Cobra Kai” Melhor Série de Terror: “The Terror” Melhor Minissérie, Série Limitada & Antologia: “Sharp Objects” Melhor Série de Sci-Fi-Fantasia: “Doctor Who”, 11ª Temporada Melhor Série de Super-Herói: “Demolidor”, 3ª Temporada Melhor Série de Thriller, Mistério ou Suspense: “Homecoming” Melhor Filme de TV: “The Tale”
Gotti: Novo filme de John Travolta consegue 0% de aprovação no Rotten Tomatoes
A cinebiografia do mafioso John Gotti, estrelada por John Travolta, virou um fenômeno de rejeição coletiva. “Gotti” atingiu a unanimidade da crítica, com 0% de aprovação no site Rotten Tomatoes. E isto porque foi escondido da imprensa, que só pôde assistir ao lançamento quando o longa chegou aos cinemas nesta sexta (15/06). A crítica do jornal The New York Times definiu a produção como “uma bagunça decepcionante”, a do Newsday chamou de “desastre” e a da revista The Hollywood Reporter resumiu: “O filme é muito terrível, mal escrito, desprovido de tensão, ridículo em alguns pontos e simplesmente aborrecido em outros”. Apesar da avaliação de 0% ser bastante rara, “Gotti” é o quarto longa na filmografia de John Travolta a conquistar esta marca, após “Os Embalos de Sábado Continuam” (1983), “Olha Quem Está Falando Agora!” (1993) e “A Vida Por Um Fio” (2015). Vale citar ainda que “A Reconquista” (2000), considerado por muitos a pior ficção científica de todos os tempos, também se destaca entre os filmes do ator com 3%. Mas Gotti é um desastre à parte, por envolver Travolta, mulher e filha. O filme mostra a vida tumultuada dos Gotti, enquanto o mafioso (Travolta) e sua mulher (Kelly Preston, esposa de Travolta) tentam manter a família unida durante vários crimes, tragédias e prisões. A filha de Travolta, Ella Bleu Travolta, também está no elenco como, claro, filha do protagonista na trama. Terceiro filme dirigido pelo ator Kevin Connolly (da série “Entourage”), “Gotti” foi escrito por Lem Dobbs (“Sem Proteção”) e outro ator, Leo Rossi (“As Três Faces do Crime”), e é contado pelo ponto de vista do filho do mafioso, John Gotti Jr (Spencer Lofranco, de “Invencível”). A Lionsgate viu que o resultado era radioativo e desistiu de lançar na véspera da previsão original de estreia, em dezembro do ano passado, mas o infame Keya Morgan, preso no começo da semana por preencher um boletim falso na polícia e proibido pela Justiça de se aproximar de seu “sócio” Stan Lee, descreveu o longa como “obra prima” e se juntou aos produtores para comprar o filme, visando lançá-lo por conta própria. O prejuízo tende a ser enorme, já que a expectativa é que a produção fature algo entre US$ 1 e 2 milhões no fim de semana.
Tomb Raider não empolga a crítica internacional
O novo filme da franquia “Tomb Raider”, que estreia nesta quinta (15/3) no Brasil, não empolgou os críticos dos Estados Unidos e do Reino Unido. Registrando 51% de aprovação na média apurada pelo site Rotten Tomatoes, foi considerado medíocre, apesar de elogios reservados à forma física da atriz sueca Alicia Vikander, mais que apta para o papel de Lara Croft. O principal alvo das reclamações foi o roteiro, considerado simplório, de autoria de Geneva Robertson-Dworet, roteirista que vinha sendo incensada como genial, embora ainda não tivesse sido avaliada pela crítica. “Tomb Raider” é seu primeiro roteiro filmado, mas desde que entregou seu texto para a Warner, um boca-a-boca de bastidores a tornou responsável pelas histórias de diversos projetos de blockbusters, entre eles “Sherlock Holmes 3”, “Silver & Black” (o filme da Sabre de Preta e Gata Negra), “Dungeons & Dragons” e “Capitã Marvel”. Confira abaixo alguns comentários da imprensa norte-americana e britânica. “A abundância atual de heroínas de ação não dilui a satisfação básica de se assistir Alicia Vikander de derrubar suas inibições de garota boazinha para abraçar seu destino como Lara Croft, mesmo que isso signifique balançar, pular, pisar e socar uma linha de montagem previsível de Hollywood” – Los Angeles Times. “Enredo e desenvolvimento de personagens caem no abismo em cenas de ação tão alucinadas que fariam Indiana Jones hesitar. Vikander se mostra treinada para as cenas físicas e esculpiu seu corpo de forma convincente para viver a protagonista, mas o filme, em contraste, é totalmente flácido e preguiçoso. Algumas cenas são tão impossíveis que ultrapassam os limites da suspensão da crença. E não são sutis em seu desejo de plantar sequências. Entretanto, pode ter queimado a largada com tanto exagero descuidado” – USA Today. “Este resgate de ‘Tomb Raider’ é tão pouco aconselhável quanto o recente veículo de Tom Cruise, ‘A Múmia’. Nenhum dos dois traz nada de novo para franquias que teria sido melhor deixar em paz por mais alguns anos. Vikander é bastante impressionante como Lara Croft para banir as memórias de Angelina Jolie (e talvez para justificar novas sequências), mas o filme em si é completamente convencional” – Independent “Alicia Vikander convence como a personagem de ação vivida duas vezes por Angelina Jolie, mas a história genérica e os coadjuvantes caricatos parecem vir de um seriado de aventuras de baixo orçamento dos anos 1930” – The Hollywood Reporter. O filme marca a estreia em Hollywood do diretor norueguês Roar Uthaug (“Presos no Gelo”) e seu elenco também inclui Dominic West (série “The Affair”), Walton Goggins (“Os Oito Odiados”), Hannah John-Kamen (série “Killjoys”), Kristin Scott Thomas (“O Destino de uma Nação”) e Daniel Wu (série “Into the Badlands”).
Rotten Tomatoes denuncia fãs da DC que se organizam para dar nota ruim a Pantera Negra
O Rotten Tomatoes denunciou um grupo do Facebook que está planejando forçar uma nota baixa no site para o novo filme da Marvel, “Pantera Negra”, mesmo sem assisti-lo. Além da nota média da crítica, o Rotten Tomatoes calcula a avaliação do público para os filmes, por meio de voto de seus usuários. A iniciativa para derrubar a nota de “Pantera Negra” seria motivada pela rivalidade entre a Marvel e a DC Comics. O grupo Down with Disney’s Treatment of Franchises and its Fanboys alega que o Rotten Tomatoes favorece as produções da Marvel e pega pesado com os filmes de super-heróis da DC. Mas o ataque não deixa de ser um ato de racismo, já que o alvo escolhido é o primeiro filme protagonizado por um super-herói negro. O grupo de fãs extremistas chegou a criar um evento chamado “Give Black Panther a Rotten Audience Score on Rotten Tomatoes”, no qual explicam suas intenções de dar uma péssima avaliação ao filme. Esse mutirão terá início no dia 15 de fevereiro, noite de pré-estreia, e seguirá até o dia 24. De acordo com a descrição do evento, a ação tem como finalidade atingir a Disney, “que é conhecida por pagar críticos para falarem mal dos filmes da DC”. O grupo responsável pela ação é o mesmo que se organizou para dar nota baixa a “Star Wars: Os Últimos Jedi” e estaria se preparando para fazer o mesmo com “Vingadores: Guerra Infinita” e as séries da Marvel. Os “decenautas” radicais são famosos por defender “seus filmes” e iniciar petições contra sites ou ações que considerem prejudiciais. Após as críticas negativas de “Liga da Justiça”, eles iniciaram campanhas para fechar o site Rotten Tomatoes, alegando justamente o suposto favorecimento às produções da Marvel. Mas o fato de mirar um filme de elenco negro com discurso de ódio disparou alarmes. O Rotten Tomatoes mirou esse ponto, ao emitir um comunicado na quinta-feira (1/2), em que promete tolerância zero contra quem promover o ódio. “Nós, no Rotten Tomatoes, estamos orgulhosos de nos tornarmos uma plataforma para fãs apaixonados debaterem e discutirem entretenimento e levamos a sério essa responsabilidade. Embora respeitemos as diversas opiniões dos nossos fãs, não toleramos o discurso do ódio. Nossa equipe de segurança, rede e os especialistas sociais continuam monitorando de perto nossas plataformas e qualquer usuário que se envolver em tais atividades será bloqueado do nosso site e seus comentários serão removidos o mais rápido possível”, disse a empresa no texto. Quando os integrantes do mesmo grupo tentaram derrubar a nota do público de “Star Wars: Os Últimos Jedi”, o site The Huffington Post contatou um integrante que expressou misoginia como motivação, atacando o fato de o filme ter mulheres em papéis centrais e afirmando que os homens deveriam ser “reintegrados como governantes da sociedade”. Após o comunicado, o Facebook tirou a página do grupo extremista do ar. E páginas de fãs da Marvel e de Star Wars comemoraram. A motivação usada para atacar a nota dos filmes da Disney é, no mínimo, estranha, como se os trolls ignorassem quem é o verdadeiro dono do Rotten Tomatoes. O agregador de críticas era da Warner até 2016, e foi vendido ao site Fandango em troca de uma percentagem da empresa principal. Hoje, a Warner é dona de 30% do Fandango, ou seja, continua sócia no Rotten Tomatoes. E logicamente não persegue seus próprios filmes. A Warner lança os filmes de super-heróis da DC.
Agents of SHIELD vira a série mais bem-avaliada da Marvel
É oficial: o quinto ano de “Agents of SHIELD”, passado no espaço e num futuro pós-apocalíptico, representa a melhor temporada de toda a série. Mas não só isso. Os atuais episódios da atração criada pela família Whedon (Joss Whedon, seu irmão Jed e sua cunhada Maurissa Tancharoen) são os melhores dentre todos as produções da Marvel, lançadas na televisão e em serviços de streaming. A conclusão é do site Rotten Tomatoes, que agrega críticas sobre filmes e séries e sistematiza uma avaliação baseada nos comentários da imprensa americana. Segundo esta avaliação, a 5ª temporada de “Agents of SHIELD” tem impressionantes 95% de aprovação, o que a coloca à frente das produções feitas para a Netflix, como as temporadas inaugurais de “Luke Cage” (93%) e “Jessica Jones” (92%). A lista também inclui as séries desenvolvidas pela Fox, no universo dos X-Men. Ao todo, a Marvel já lançou 12 séries. Confira abaixo como cada um se saiu no Rotten Tomatoes. 1. “Agents of SHIELD” (95%) 2. “Luke Cage” (93%) 3. “Jessica Jones” (92%) 4. “Legion” (90%) 5. “Agent Carter” (88%) 6. “Daredevil/Demolidor” (86%) 7. “Runaways/Fugitivos” (82%) 8. “The Defenders/Os Defensores” (74%) 9. “The Gifted” (70%) 10. “The Punisher/O Justiceiro” (62%) 11. “Iron Fist/Punho de Ferro” (19%) 12. “Inhumans/Inumanos” (10%)
Paddington 2 vira o filme mais bem-avaliado do Rotten Tomatoes em todos os tempos
Há dois meses, “Lady Bird” se tornou o filme mais bem-avaliado do Rotten Tomatoes em todos os tempos, acumulando 164 críticas com 100% de aprovação. A façanha virou notícia, mas também estimulou um blogueiro a escrever uma crítica negativa do filme para chamar atenção, derrubando-o de sua posição histórica. Agora, outro filme alcançou a mesma marca, com aprovação unânime de 164 críticas positivas. “Paddington 2” virou o novo recordista de boas avaliações registradas pelo Rotten Tomatoes. As conquistas de “Lady Bird” e agora “Paddington 2” são notáveis, porque nenhum filme desde “Toy Story 2” (1999) tinha conseguido tantas críticas positivas nos Estados Unidos. Ainda mais nestes tempos, em que qualquer um se diz crítico de cinema e busca atenção por contrariar os mais experientes. Por outro lado, as boas avaliações tornam ainda mais decepcionante a baixa bilheteria de “Paddington 2” em sua estreia na América do Norte. A produção infantil britânica abriu no fim de semana passado apenas em 5º lugar, com US$ 15 milhões, após já ter se consolidado como sucesso no Reino Unido. Na continuação do longa de 2014, o ursinho falante atrapalhado é confundido com um ladrão e vai parar na cadeia, após ser incriminado pelo vilão, um ator e mestre dos disfarces vivido por Hugh Grant (“Florence: Quem é Essa Mulher?”). Com roteiro e direção de Paul King, que comandou o longa original, “Paddington 2” estreia no Brasil em 1 de fevereiro.
Lady Bird: Estreia na direção de Greta Gerwig bate recorde de avaliação positiva no Rotten Tomates
O filme que marca a estreia na direção da atriz Greta Gerwig (a eterna “Frances Ha”) virou oficialmente o mais bem avaliado do cinema americano em todos os tempos, ao menos no ranking do site Rotten Tomatoes. Produção indie, “Lady Bird” superou o antigo campeão, a animação “Toy Story 2”, com a melhor pontuação já registrada no site. A comédia dirigida por Gerwig e estrelada por Saoirse Ronan (“Brooklyn”) atingiu 100% de aprovação no agregador de críticas da imprensa americana. Ao todo, o site contabiliza 164 resenhas positivas e nenhuma negativa sobre a produção. O número impressionante representa uma crítica positiva a mais do que “Toy Story 2” obteve em 1999, quando também comemorou a aprovação unanime. “Lady Bird” evoca a juventude de Gerwig como adolescente rebelde e inconformista. Com Ronan no papel de protagonista, o filme acompanha uma garota do Norte da Califórnia, que é tratada como ovelha negra da família pela própria mãe (Laurie Metcalf, a mãe de Sheldon na série “The Big Bang Theory”), mas ela própria se vê como uma joaninha (ladybird), querendo voar. Com distribuição do estúdio indie A24, “Lady Bird” foi lançado em 3 de novembro nos Estados Unidos em circuito limitadíssimo, sem nem sequer entrar na mira do CinemaScore, que pesquisa a opinião do público sobre os filmes em cartaz no país. Mesmo assim já arrecadou US$ 10 milhões. Sua aprovação não se resume à imprensa. O filme já conquistou indicações aos principais prêmios do cinema indie americano, concorrendo a três troféus no Gotham Awards e quatro no Spirit Awards, mas a expectativa é que também dispute o Oscar 2018. Infelizmente, a distribuição no Brasil acabou nas mãos da Universal, que tradicionalmente não valoriza a temporada de premiações, e marcou a estreia nacional do filme apenas para daqui a cinco meses. Isto mesmo: em abril, um mês após os resultados do Oscar. Espera-se que o bom senso prevaleça ao descaso. Veja o trailer da produção abaixo:
Rotten Tomatoes esconde nota baixa de Liga da Justiça até véspera da estreia
Muito se discute sobre a influência do site agregador de críticas Rotten Tomatoes no resultado das bilheterias do cinema. Até Martin Scorsese achou que valia a pena escrever sobre o assunto e, no auge do verão, alguns executivos de Hollywood chegaram a vociferar contra as notas obtidas por seus filmes, culpando o Rotten Tomatoes pelos fracassos de blockbusters. Mas nunca se tinha visto uma ação tão controversa quanto a manobra feita em torno da liberação da avaliação de “Liga da Justiça”. O site só publicou a média conquistada pelo filme nesta quinta (16/11), um dia antes da estreia nos EUA e após a pré-venda de ingressos bombar. Esta decisão também evitou que a crítica internacional fosse “contaminada” pela nota do site, permitindo vendas recordes no exterior – o filme quebrou o recorde de bilheteria de estreia no Brasil. O detalhe é que, quando o véu levantou, a nota revelada foi muito baixa: apenas 40% de aprovação geral e míseros 28% entre a crítica especializada – aquela que não é geek. O número reflete o tom das críticas, que apontavam que “Liga da Justiça” é melhor que “Batman vs. Superman” (27%), mas longe de ser maravilhoso (Marvel, em inglês). Em termos de comparação, o filme pior avaliado da Marvel no Rotten Tomatoes é “Thor: O Mundo Sombrio” (2013), que tem 66% de aprovação. Oficialmente, a demora em anunciar a nota foi motivada pelo lançamento de um programa do site no Facebook, “See It/Skip It”, que usou a revelação como chamariz de público. Mas muita gente lembrou da reclamação de Brett Ratner, que financiou este e outros blockbusters da Warner. Em março, ele vociferou contra o site, dizendo que “a pior coisa que temos hoje na cultura cinematográfica é o Rotten Tomatoes”, durante uma entrevista à revista Entertainment Weekly. “Agora tudo é: ‘qual sua cotação no Rotten Tomatoes?’. E isso é triste porque a cotação do Rotten Tomatoes foi muito baixa para ‘Batman vs Superman’, e isso eclipsa um filme que foi incrivelmente bem-sucedido”, afirmou, dando a entender que bilheteria justifica filme ruim. Desde então, duas coisas aconteceram. Brett Ratner virou uma das piores coisas que “temos hoje em dia na cultura cinematográfica”, após se envolver em denúncias de abuso sexual e ser afastado das produções da Warner. E o editorial do Rotten Tomatoes mudou. A Warner é dona do Rotten Tomatoes desde 2011, mas o editor original do site só saiu em julho deste ano, após as críticas ferozes de Hollywood, que culparam as notas baixas pelos fracassos de seus filmes ruins. Antes desta mudança, nunca uma nota de avaliação negativa tinha sido escondida até a véspera de lançamento de um filme. As exceções só aconteceram nas ocasiões em que os estúdios esconderam filmes da crítica, o que não foi o caso com “Liga da Justiça”. A ligação financeira do estúdio de “Liga da Justiça” com o site Rotten Tomatoes torna a decisão editorial muito controvertida.
Martin Scorsese defende Mãe! em artigo que ataca métricas de cinema
O diretor Martin Scorsese escreveu um artigo para a revista The Hollywood Reporter em defesa do filme “Mãe!”, de Darren Aronofsky, lamentando a falta de conhecedores de cinema entre os críticos atuais e a ênfase dada a métricas, como as do Rotten Tomatoes e do Cinemascore. “Os bons filmes de cineastas reais não são feitos para serem decodificados, consumidos ou compreendidos instantaneamente”, ele observou. Leia abaixo um trecho do longo texto do cineasta. “Antes de realmente ver ‘Mãe!’, fiquei extremamente perturbado pelos julgamentos severos que sofreu. Muitas pessoas pareciam querer definir o filme, colocá-lo num nicho, achar suas falhas e condená-lo. E muitos pareceram felizes com o fato dele receber uma nota F do Cinemascore. Isso na realidade virou notícia – ‘Mãe!’ tinha sido “esbofeteado” com a “temida” nota F do Cinemascore, terrível condecoração compartilhada por filmes dirigidos por Robert Altman, Jane Campion, William Friedkin e Steven Soderbergh. “Depois que tive a chance de ver ‘Mãe!’, fiquei ainda mais perturbado pela pressa do julgamento e é por isso que queria compartilhar meus pensamentos. As pessoas pareciam estar atrás de sangue, simplesmente porque o longa não pode ser facilmente definido ou interpretado ou reduzido a uma descrição de duas palavras. É um filme de terror ou uma comédia sombria ou uma alegoria bíblica ou uma fábula cautelar sobre devastação moral e ambiental? Talvez um pouco de tudo isso, mas certamente não apenas uma dessas categorias básicas. “É um filme que precisa ser explicado? E que tal a experiência de assistir a ‘Mãe’!? É tão tátil, lindamente encenado – a câmera subjetiva e os ângulos reversos, sempre em movimento… o design de som, que chega ao espectador pelas beiradas e o arrasta cada vez mais para as profundezas deste pesadelo… o desenrolar da história, que gradualmente se torna mais e mais perturbadora conforme o filme avança. O terror, a comédia sombria, os elementos bíblicos, a fábula cautelar – estão todos lá, mas são elementos da experiência total, que engole os personagens e os espectadores junto com eles. Somente um verdadeiro e apaixonado cineasta poderia ter feito esse longa, que eu ainda estou experimentando semanas após tê-lo assistido. “Bons filmes, feitos por cineastas de verdade, não são criados para ser decodificados, consumidos ou instantaneamente compreendidos. Eles não são nem feitos para serem gostados instantaneamente. São feitos porque a pessoa por trás das câmeras tinha que fazê-los. E como qualquer pessoa familiarizada com a história do cinema sabe muito bem, há uma lista muito longa de títulos – ‘O Mágico de Oz’, ‘A Felicidade Não Se Compra’, ‘Um Corpo Que Cai’ e ‘À Queima-Roupa’, para citar apenas alguns – que foram rejeitados no lançamento e se tornaram clássicos. As avaliações do Tomatômetro e Cinemascore desaparecerão em breve. Talvez sejam substituídos por algo ainda pior. “Ou talvez eles desapareçam e se dissolvam à luz de um novo espírito na alfabetização cinematográfica. Enquanto isso, filmes produzidos apaixonadamente como ‘Mãe!’ continuarão a crescer em nossas mentes.” Raparo importante: apesar do que escreveu Scorsese, a nota de “Mãe!” no Rotten Tomatoes foi alta. O filme teve 68% de aprovação. E o estúdio usou esta aprovação em seu marketing para fazer frente à rejeição do público – foram os espectadores, avaliados pelo Cinemascore, e não a crítica, refletida no Rotten Tomatoes, que detestaram o filme. Este esclarecimento é necessário, uma vez que Scorsese não o reflete em seu texto. O Rotten Tomatoes também publica um resumo das opiniões da imprensa, que qualifica como “consenso da crítica”. Eis o que o site escreveu em sua síntese de “Mãe!”: “Não há como negar que ‘Mãe!’ é o produto provocador de uma visão artística singularmente ambiciosa, embora possa ser muito difícil para os gostos convencionais”.












